Duas entrevistas nesta semana de pré-candidatos a
deputado federal em emissoras de Mossoró deram o que falar. A primeira foi a do
ex-deputado Kelps Lima, que está na federação PP/União Brasil. No auge de sua
arrogância, disparou contra toda a bancada federal, chamando deputados e
senadores de “irrelevantes”. Kelps é um inútil na política. Sempre jogou essas
narrativas para a plateia. Nunca fez nada que preste, a não ser se amostrar com
um celular na mão, achando que resolve todos os problemas falando besteira nas
redes sociais.
Mas o que causou revolta, dentro do seu
próprio grupo político, é que ele atacou a bancada e acabou atingindo três
colegas de federação: Benes Leocádio (UB), Robinson Faria (PP) e João Maia
(PP). De fato, quando diz que a bancada federal é inútil, ele se refere também
a eles três. Nisso eu concordo. Eles já deveriam se aposentar da política.
Outra entrevista que gerou ruidos, também
pelo fato de ser fogo amigo, foi a da deputada Carla Dickson (PL). Ela não se
intimidou e afirmou que há um rolo compressor da máquina municipal de Natal a
favor da pré-candidatura de Nina Souza, que está no mesmo partido e deve ser a
puxadora de votos do Partido Liberal na nominata para federal.
O
que Carla disse não é nenhuma novidade. Candidatos “palacianos” sempre saem na
frente quando se trata de estrutura. Seja em Mossoró, com Cinthia Pinheiro, ou
em Natal, com Nina, a máquina sempre atua a favor do queridinho do prefeito.
Mas é bom lembrar: Carla só virou deputada federal com a vitória de Paulinho Freire
à Prefeitura de Natal. Fogo amigo, neste momento, não parece ser uma boa ideia.
Outro
ponto da entrevista de Carla que chamou a atenção foi o fato de ela ter dito
que não consegue ter acesso ao senador Styvenson Valentim (Podemos). Afirmou
que tem apenas um voto garantido, que é o de Coronel Hélio. O senador precisa
rever sua postura, baixar a bola, ser mais humilde e conversar com Carla.
Rejeitar apoio de uma deputada federal de mandato é um pecado mortal para
alguém que afirma ter mudado de postura na política.
Ismael Souza
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