As contas de 2022 da Prefeitura de Mossoró, sob a gestão
do prefeito Allyson Bezerra,
receberam parecer prévio pela desaprovação por parte do Ministério Público
junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande
do Norte. A manifestação segue o entendimento
técnico da Corte e amplia a pressão sobre o gestor, que já enfrenta
recomendação semelhante referente ao exercício de 2023.
A
matéria foi escrita por Carol Ribeiro, do Diário do RN. Entre os principais pontos
levantados está a abertura de créditos suplementares acima do limite autorizado
pela Lei Orçamentária Anual (LOA). Segundo a análise, o percentual permitido
era de até 25% do orçamento, o equivalente a cerca de R$ 212,8 milhões, mas o
município abriu R$ 660,2 milhões — o que representa 77,55% do total.
O Ministério Público de Contas destacou que, mesmo em casos de excesso de arrecadação, o limite estabelecido na LOA deve ser respeitado, o que não teria ocorrido. O descumprimento dessa regra foi considerado uma irregularidade relevante na execução orçamentária do município.
Outro problema apontado foi a falha na prestação de
informações obrigatórias ao tribunal. O parecer cita ausência ou envio
incompleto de documentos essenciais, como dados fiscais e registros de natureza
orçamentária e patrimonial, o que comprometeu a análise completa das contas.
Diante das inconsistências, o órgão
opinou pela emissão de parecer desfavorável e sugeriu a abertura de processo
para apuração de responsabilidade. Apesar disso, a decisão final caberá à
Câmara Municipal de Mossoró, após julgamento definitivo do TCE-RN.
Com informações do Diário do RN
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