O ambiente na
Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Norte estava pesado ontem. Bem,
mais pesado do que o normal. A insatisfação com o comando do procurador-geral
Antenor Roberto, o risonho e elegante, cresce a cada semana e já não cabe mais
dentro das paredes da instituição.
Os procuradores
contam as horas para a saída dele. Não é exagero. É o que se ouve nos
corredores, nas conversas reservadas, nas mensagens trocadas entre colegas. A
PGE virou uma casa política quando deveria ser técnica. E quem está dentro sabe
disso melhor do que ninguém.
O apoio de
Antenor se resume a 9 procuradores e ao grupo dos aposentados, justamente
aqueles que, segundo denúncias que chegaram ao Blog, continuam recebendo
honorários décadas após deixarem o serviço ativo. O resto da categoria torce o
nariz. E torce com razão.
Mas o que piorou
tudo foi a tabela das subcontas. O documento que mostra como os honorários que
deveriam ir para o fundo coletivo ficam retidos em contas individuais,
beneficiando quem está no topo da hierrarquia com valores que chegam a quase R$
180 mil, começou a circular fora da Procuradoria.
Chegou ao
Ministério Público. Chegou ao Judiciário. E causou indignação. Porque o STF tem
entendimento totalmente diferente.
Quando a sujeira
sai da própria casa e começa a incomodar instituições vizinhas, o problema
deixa de ser interno.
A PGE merece
respeito. Os procuradores que trabalham de verdade merecem uma gestão à altura.
E o povo potiguar merece saber o que está acontecendo dentro de um órgão que
deveria defender os interesses do Estado, não os interesses de quem o
comanda.
Os procuradores
são revoltados com assessores "joridicos" que deveriam ser técnicos,
mas são indicações políticas de Antenor e da governadora Fátima Bezerra.
Virou Casa de
Mãe Joana.
Blog do Gustavo Negreiros.
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