Prefeituras do Rio Grande do Norte terão que seguir
limites de gastos na contratação de bandas e artistas para o São João de 2026.
A medida foi definida em uma nota técnica conjunta assinada pelo Ministério
Público, Tribunal de Contas e a Femurn, após preocupação com a disparada nos
cachês e o impacto nas contas públicas.
Pelos critérios estabelecidos, os valores dos shows devem
variar entre R$ 300 mil e R$ 700 mil, de acordo com o tamanho econômico de cada
município. Cidades menores, que dependem mais de repasses federais, terão
limites mais baixos, enquanto municípios com maior arrecadação podem contratar
atrações mais caras, desde que comprovem capacidade de pagamento.
A regra leva em consideração o Fundo de Participação dos
Municípios (FPM), que indica quanto cada cidade recebe da União. A ideia é
evitar distorções, como cidades pequenas pagando cachês milionários, o que
vinha sendo registrado nos últimos anos e gerando alerta dos órgãos de
controle.
Outro ponto importante é que os limites valem independentemente
da origem do dinheiro. Ou seja, mesmo quando há patrocínio privado ou recursos
extras, a recomendação é que os valores sigam os tetos para evitar inflação
artificial no mercado de shows e desigualdade entre municípios.
A orientação também exige que as prefeituras comprovem que
têm dinheiro em caixa, que estão com as contas em dia e que os gastos com
festas não vão afetar áreas essenciais, como saúde, educação e pagamento de
servidores. Além disso, os valores devem ser comparados com os praticados em
anos anteriores e devidamente justificados quando estiverem mais altos.
Na prática, quem ultrapassar os limites sem justificativa
pode ter problemas com os órgãos de controle. A intenção é garantir que o São
João aconteça, mantendo a tradição e movimentando a economia, mas sem colocar
em risco o dinheiro público.
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