Na Índia e Marrocos, os encantadores de cobras são
artistas de rua que simulam controlar serpentes, geralmente najas, com música,
e fazem turistas acreditarem na magia.
Talvez, e provavelmente, por essas bandas de Poti um
encantador das redes sociais precisará da mesma habilidade nas ruas para
convencer o cidadão de boa-fé a “pingar” na sua urna.
O ex-prefeito e pré-candidato a governador do RN Allyson
Bezerra (União Brasil) está encalacrado na Operação Mederi, que desmantelou
esquema de roubo de recursos da saúde pública de Mossoró. A Polícia Federal o
colocou no “topo” do esquema criminoso.
Pesquisa Media/O Potengi, divulgada essa semana e registrada
no TSE, revela que 66% da população potiguar tem conhecimento do escândalo de
corrupção na Prefeitura de Mossoró; outros 19,3% ouviram falar; e apenas 7,6%
responderam que não sabem do que se trata.
O levantamento mostra que 40,7% apontam Allyson como
principal responsável; outros 33% acreditam que ele é um dos responsáveis; e
20,1% responderam que o ex-prefeito não é responsabilizado pelos crimes
atribuídos a ele.
Veja que 74% dos entrevistados acreditam que o ex-prefeito é
responsável ou um dos responsáveis. Allyson Bezerra precisará descontruir esse
entendimento que está formado na opinião pública.
Não será fácil. Há dois caminhos para ele buscar melhor
sorte:
1 – Estancar as investigações da Operação Mederi e sair de
bom moço, em detrimento da Polícia Federal, da CGU e da Justiça Federal;
2 – Explorar a sua habilidade de “encantador do povo”, algo
que ele faz como muita destreza nas redes sociais e que tem dado certo até
aqui.
Na Índia e Marrocos, como as cobras são surdas, elas reagem
ao movimento da flauta (pungi), e os encantadores de serpentes, com suas
habilidades, induzem a se sentirem ameaçadas e acompanharem o objeto. Os
turistas acreditam em magia.
A diferença é que as “serpentes” da Terra de Poti não têm
hipoacusia, elas escutam muito bem.
E apostar na surdez do eleitor potiguar não é bom negócio.
Jornal de Fato
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