A nova pesquisa da Datafolha escancara o cenário atual. A
maior força política do Brasil hoje não é um partido, é o antipetismo.
Não é eleição de preferência, é eleição de rejeição. Lula tem 48% de rejeição. Flávio, 46%. Enquanto isso, nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema têm rejeição baixa, mas ainda não são conhecidos por metade do eleitorado. Ou seja, o jogo hoje é impedir quem o eleitor não quer, não escolher quem ele gosta.
E aí está o problema de Lula. A rejeição ao PT continua viva e forte. Mesmo com máquina na mão, mesmo com discurso afinado, mesmo com apoio de setores tradicionais, o desgaste não passa. Pelo contrário, continua sendo o principal motor da disputa.
No fim, o cenário é simples. O Brasil segue dividido, mas com um detalhe importante: a rejeição ao PT virou combustível político. E enquanto isso não mudar, qualquer nome competitivo do outro lado entra no jogo com força.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03770/2026 e foi financiado pela Folha de S.Paulo.
Blog do Gustavo Negreiros.
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