A derrota veio, e foi pesada. O Senado rejeitou o nome de Jorge Messias para o STF por 42 votos contra 34, enterrando de vez a indicação feita por Lula.
Messias ainda acompanhava o placar, na sala da liderança do PT no senado, quando percebeu que não tinha mais como reverter. Virou para a esposa e a abraçou. Foi ali que caiu a ficha.
O resultado não é qualquer derrota. É histórico. Messias virou o primeiro indicado ao Supremo a ser barrado pelo Senado desde a “redemocratização”. Um recado claro do Congresso. E olha que ele já tinha passado pela CCJ horas antes. Mas ali era só o começo. No plenário, o clima era outro, e o governo não conseguiu segurar.
Nos bastidores, a articulação falhou. Davi Alcolumbre nunca comprou a ideia, preferia outro nome e não moveu uma palha para ajudar. O apoio que veio depois, inclusive de aliados, chegou tarde demais.
No fim, Lula sofre um baque político daqueles. Perde a indicação, expõe fragilidade na base e ainda abre um problema: agora precisa indicar outro nome, em um cenário onde o Senado mostrou que não está disposto a engolir qualquer escolha.
Blog do Gustavo Negreiros.
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