Olho D'água do Borges/RN -

Câmara libera venda de medicamentos em supermercados e projeto vai à sanção de Lula

 

Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) o projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em farmácias instaladas dentro de supermercados. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais cedo, os parlamentares também aprovaram o regime de urgência por 315 votos a 38, permitindo que a proposta fosse votada diretamente no plenário, sem passar pelas comissões.

Pelo projeto, os medicamentos não poderão ser expostos em gôndolas ou prateleiras comuns. A comercialização deverá ocorrer exclusivamente em farmácias ou drogarias instaladas dentro dos supermercados, em espaço físico separado e adequado às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

O deputado Gilson Daniel defendeu a medida ao argumentar que muitas cidades e distritos não contam com farmácias, obrigando moradores a se deslocarem por longas distâncias para adquirir medicamentos. Segundo ele, a proposta amplia o acesso da população aos produtos.

O texto exige a presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento da farmácia instalada no supermercado e estabelece regras específicas para medicamentos sujeitos a controle especial, que deverão ser pagos antes da entrega ou transportados em embalagem lacrada até o caixa.

A proposta também proíbe a venda de remédios em bancadas ou gôndolas fora da área destinada à farmácia e permite o uso de canais digitais apenas para entrega, desde que respeitadas as normas sanitárias vigentes.

Emparn prevê chuvas dentro da normalidade no RN entre março e maio

 

A  Unidade Instrumental de Meteorologia da EMPARN divulgou a previsão pluviométrica para os meses de março, abril e maio, e também a análise das chuvas durante o mês de fevereiro no Rio Grande do Norte.

Segundo o boletim climático divulgado nesta segunda-feira (2), se nas próximas semanas persistir a tendência que vem sendo registrada de aquecimento no Atlântico Sul e resfriamento no Atlântico Norte, e condição de La Niña fraca no oceano Pacífico, o trimestre deverá apresentar chuva na condição de normalidade.

Março é um dos meses que mais chove no Rio Grande do Norte. Este ano, março deverá apresentar chuvas dentro do padrão normal, variando entre índices acima de 100 mm, na região Agreste, até valores superiores a 200 mm, no Alto Oeste.

As chuvas nesse período são provenientes do sistema Meteorológico Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Assim como março, o mês de abril é um dos mais chuvosos no interior do Estado. A previsão para o período é de chuvas dentro do padrão normal, variando entre índices acima de 100 mm, no Agreste, até valores superiores a 200mm no Alto Oeste. Essas precipitações também decorrem do sistema ZCIT.

O mês de maio é o último mês do período chuvoso das regiões Oeste e Central. As chuvas devem apresentar uma diminuição nos índices registrados, pois o sistema Meteorológico Zona de Convergência Intertropical começa a se deslocar para o hemisfério Norte, dando espaço para as instabilidades de Leste, que atingem as regiões Leste e Agreste do Rio Grande do Norte.

Para este ano, o mês de abril também deverá apresentar chuvas dentro do padrão normal, variando entre índices acima de 80 mm, na região Agreste; de 50 mm a 80 mm no Seridó; 80 mm a 100 mm na região Oeste; até valores superiores a 200 mm no Leste.

Mossoró Hoje


Rota de colisão: Terceira Via se divide sobre estratégia para o mandato-tampão no RN

 

O palanque da “Terceira Via” entrou em rota de colisão. Enquanto a senadora Zenaide Maia defende que o grupo tente inviabilizar a eleição de um nome do governo na eleição indireta para o mandato-tampão, com o objetivo de impedir que Fátima Bezerra seja candidata ao Senado, a maioria dos aliados prefere seguir caminho oposto.

O tema foi alvo de intenso debate nesta segunda-feira. PP e União Brasil discutiram internamente e indicaram que não apresentarão candidatura própria ao mandato-tampão. Para irritação de Zenaide, o grupo demonstra preferência por se alinhar a um possível nome governista, desde que alguns critérios sejam atendidos.

União Brasil e PP defendem que o PT apresente um nome que não esteja diretamente envolvido no processo eleitoral, que não comprometa a máquina pública com a campanha e que tenha capacidade de iniciar a busca pelo equilíbrio das finanças do Estado.

O principal defensor dessa linha, contrária ao desejo de Zenaide, é o ex-senador José Agripino. Ele avalia que, mesmo que Fátima Bezerra dispute o Senado, atravessa um momento de baixa popularidade, com desaprovação elevada e menores chances de êxito.

“Minha opinião é que o PT hoje está por baixo; o conceito do governo é ruim. Então, caso Fátima seja candidata, não será uma eleição fácil. Ela vive um processo de desgaste e sua votação tende a ser menor que antes”, argumentou Agripino, na linha de que não é decisivo se Fátima disputará o Senado ou permanecerá no governo até o fim.

Quem discorda frontalmente dessa avaliação é o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, esposo de Zenaide. Para ele, a questão é objetiva: Zenaide e Fátima são concorrentes diretas ao Senado. Se Fátima não disputar, as chances de Zenaide aumentam significativamente; caso contrário, com Fátima na corrida, as possibilidades se reduzem.

Zenaide e Jaime não ficaram satisfeitos com a decisão do grupo de dialogar com o governo sobre o mandato-tampão. Eles defendem que a “Terceira Via” priorize a inviabilização do PT na eleição indireta e, para isso, consideram estratégico pressionar para que Fátima não renuncie e fique no governo até o final.

A polêmica expõe uma realidade que já vinha sendo percebida nos bastidores: Zenaide está sendo tratada como peça secundária dentro do agrupamento, que não tem priorizado os interesses eleitorais da senadora.

 Neto Queiroz

União Brasil e PP avaliam cenário e descartam disputar mandato-tampão no RN

 

O União Brasil e o PP não têm interesse em indicar um nome dos seus quadros para disputar o mandato-tampão no RN. Essa foi a principal conclusão da reunião realizada nesta segunda-feira pelas lideranças da Federação Progressista, após uma análise minuciosa do cenário que deve se configurar nos próximos 30 dias com a renúncia da governadora Fátima Bezerra.

O grupo se reuniu e avaliou que existem dois caminhos possíveis. O primeiro é deixar que o PT conclua o governo, sob o entendimento de que o desgaste tende a se acentuar e de que não há como reverter, a curto prazo, a situação financeira do Estado. “Quem pariu Mateus, que balance”, resumiu o ex-senador José Agripino, em entrevista concedida na manhã de hoje à Rádio Mix, de Natal.

O segundo caminho seria a possibilidade de unir os dois palanques de oposição para escolher um nome capacitado, sem viés eleitoral, que comece a adotar desde já medidas saneadoras, permitindo que o próximo governador receba uma casa mais organizada.

A federação PP/União Brasil, no entanto, não é favorável a essa segunda alternativa. Ela entende que não é possível sanear o RN em prazo tão curto e que o eventual “ungido” teria de adotar, de imediato, medidas impopulares, remédios amargos. Em plena campanha eleitoral, seria inevitável que os efeitos dessas decisões recaíssem sobre quem tivesse indicado o governador-tampão.

Diante dos prós e contras, União Brasil e PP decidiram que não há interesse em tentar assumir o governo neste momento. A proposta que prevaleceu na reunião é que o grupo participe das conversas em torno da eleição indireta, mas sem reivindicar o direito de indicar um nome próprio.

O grupo também avaliou que, hoje, nenhum dos três palanques possui maioria para vencer a eleição intermediária. Embora não tenha havido decisão sobre quais acordos a chamada “Terceira Via” deve priorizar nas conversas, há uma tendência de buscar diálogo com o governismo, caso isso se mostre mais conveniente.

Essa preferência por manter uma aliança com o governismo se justifica porque a federação avalia que entregar ao PL o controle do Governo neste momento, anterior ao pleito de outubro, poderia fortalecer Álvaro Dias com a máquina administrativa nas mãos, além de ele já ser beneficiado pela polarização existente.

No debate interno, também surgiu o raciocínio de que o PT dispõe hoje de duas máquinas em funcionamento: a federal e a estadual. Se Fátima não renunciar, ambas atuarão a todo vapor, mesmo que ela não dispute o Senado. Caso haja renúncia e seja escolhido para o mandato-tampão alguém com perfil mais técnico e maior compromisso com o Estado, a máquina estadual ficaria menos disponível para uso político do PT.

Agripino já havia declarado, na entrevista da manhã, que o caminho agora é conversar internamente para definir quais rumos interessam à federação. Ele defende a tese de que o PT tende a se desgastar ainda mais se permanecer com a caneta até o final do mandato.

“O PT sozinho não tem votos; vai precisar de alianças e poderá enfrentar alguém disposto a responsabilizá-lo pela conclusão da obra, para que o Estado e o eleitor avaliem se vale a pena ou não insistir no PT”, argumentou Agripino. “O PT tem a obrigação de ir até o final para que seja responsabilizado pela história”, concluiu o ex-senador.

Neto Queiroz

 

RN amplia despesas acima da média e mantém um dos menores índices de investimento do país

O Rio Grande do Norte encerrou 2025 com crescimento de despesas correntes superior ao avanço das receitas e segue entre os estados que menos investem proporcionalmente no país. Os dados constam no relatório “RREO em Foco – Estados + DF”, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional com base no 6º bimestre do ano passado. 

Segundo o levantamento, as despesas correntes do RN cresceram 13% em 2025 na comparação com 2024, enquanto as receitas correntes avançaram 12%. Embora o Estado figure entre os que apresentaram expansão de arrecadação acima da inflação (4,26% no período), o ritmo maior de crescimento da despesa chama atenção no comparativo nacional.

Em diversos estados, a alta das despesas ficou abaixo ou no mesmo patamar das receitas. No caso potiguar, o avanço mais acelerado do gasto contribuiu para pressionar o resultado orçamentário, que fechou o ano com déficit de R$ 230 milhões (-1% da Receita Corrente Líquida).

Investimento entre os menores do país

O dado mais sensível, porém, está na composição da despesa. Apenas 4% da receita total do RN foram destinados a investimentos em 2025 — um dos menores percentuais do Brasil. Estados como Espírito Santo (20%), Maranhão (16%), Goiás (15%) e Mato Grosso (15%) aplicaram fatias significativamente maiores de suas receitas em obras e expansão de infraestrutura.

O baixo índice potiguar está diretamente associado ao elevado comprometimento com despesas obrigatórias. O RN lidera o ranking nacional de gasto com pessoal: 75% da receita total foram consumidos por essa rubrica em 2025, o maior percentual entre todos os estados e o Distrito Federal.

Na média nacional, a maioria das unidades da federação registra comprometimento entre 50% e 60%. Minas Gerais (63%) e Rio Grande do Sul (64%), tradicionalmente pressionados por folha e previdência, aparecem abaixo do percentual potiguar.

Previdência e rigidez fiscal

O déficit do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) também permanece elevado. O RN registrou resultado negativo de R$ 2,02 bilhões no fundo em repartição, equivalente a 10% da RCL — percentual entre os mais altos do país.

Com despesas rígidas, o espaço para investimentos fica reduzido. O relatório mostra que, mesmo com crescimento da Receita Corrente Líquida — que passou de R$ 17,26 bilhões em 2024 para R$ 19,51 bilhões em 2025 —, a estrutura do gasto limita a capacidade de expansão de políticas públicas estruturantes.

Comparativo nacional

No agregado, os estados brasileiros encerraram 2025 com piora do resultado primário consolidado, que saiu de superávit de R$ 55,7 bilhões em 2024 para déficit de R$ 3,8 bilhões em 2025. Nesse cenário, o RN manteve resultado primário positivo de R$ 760 milhões (4% da RCL), desempenho relativamente favorável.

Ainda assim, o retrato comparativo mostra que o principal desafio potiguar não está apenas no crescimento da receita, mas no controle da despesa corrente e na ampliação da capacidade de investimento — hoje entre as mais baixas do país proporcionalmente à receita disponível.

Fator RH 

Após denúncia, Governo do RN anuncia leilão de viaturas da PM abandonadas no pátio da corporação

 

Após a denúncia de abandono de viaturas da PM no pátio da coorporação na Zona Norte de Natal, em vídeo divulgado pelo ZN News e reproduzido pelo BLOGDOBG, o Governo do RN anunciou que a Secretaria de Estado da Administração (Sead) está finalizando os preparativos para leiloar mais de 300 veículos que estão em Natal, Mossoró, Assu e Santa Cruz. Segundo o governo, o leilão está marcado para o dia 31 de março.

VEJA MAIS: [VÍDEO] O RETRATO DA INCOMPETÊNCIA: Viaturas da PM apodrecem em pátio na Zona Norte de Natal

Governo também informou que renovou quase toda a frota do sistema de segurança pública, trocando viaturas que não tinham mais condições de uso.

Ainda segundo o Governo do Estado, o Comando Geral da Polícia Militar, depois de centralizar os veículos no pátio da corporação, na Zona Norte de Natal, acionou a Vigilância Sanitária. O órgão faz inspeções a cada 15 dias e confirma que o local está sob controle sanitário.

Blog do BG

Um mês da Operação Mederi; o que se sabe sobre as investigações da Polícia Federal

 

27 de janeiro de 2026, primeiras horas do dia, o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) era acordado por agentes da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da República (CGU) em seu duplex no condomínio Ninho, zona leste da cidade. A partir dali, tornava-se público o maior escândalo de corrupção da história recente da administração pública municipal de Mossoró.

A Operação Mederi, autorizada pelo desembargador federal Rogério Fialho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), desbaratou um esquema de desvio de dinheiro da saúde pública, por meio de contratos fraudulentos e da não entrega de medicamentos comprados pela Prefeitura de Mossoró. A operação da PF e CGU também alcançou as prefeituras de Paraú, Serra do Mel, Tibau, José da Penha e São Miguel.

Um mês após a operação, completado nesta sexta-feira, surgiram novos fatos e personagens no curso das investigações, que aproximam ainda mais o esquema criminoso do ambiente político-administrativo de Allyson Bezerra. Ele nega ter qualquer participação no esquema criminoso e diz que está sendo alvo do “sistema” que não o aceita no poder. Dez dias após a operação, quando a PF apreendeu em sua residência celular, notebook e HDs, entre outros materiais, o prefeito lançou a sua pré-candidatura a governador do RN em evento realizado em Natal com apoio da federação União Progressista, PSD, MDB e Solidariedade.

Veja o que se sabe, até agora, sobre a investigação, baseado nas informações da própria Polícia Federal:

1 – Uma estrutura criminosa foi formada para desviar recursos da saúde pública por meio de contratos fraudulentos com as empresas DisMed Distribuidora de Medicamentos e Drogaria Mais Saúde, que têm como sócios os investigados Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe Zacarias Soares.

2 – No curso das investigações foi descoberta o que a PF chama de “Matemática de Mossoró”, que é a forma como os recursos desviados eram distribuídos. Diálogos interceptados pela PF revelam que Allyson Bezerra receberia 15% de propina e uma pessoa identificada como “Fátima” ficava com 10%.

3 – O vice-prefeito Marcos Bezerra (União Brasil) também é colocado pela PF no topo da estrutura criminosa. Os investigadores afirmam, com base nos áudios interceptados, que o dinheiro da propina seria para campanha eleitoral de Allyson Bezerra e futura campanha eleitoral de Marcos Bezerra.

4 – Almir Mariano, ex-secretário da Saúde e atual titular da Secretaria de Programas e Projetos da gestão Allyson Bezerra, é apontado pela PF como responsável pelas condições institucionais para o funcionamento do esquema criminoso. Em sua casa, a Polícia Federal encontrou dinheiro distribuído em pertences, mochilas e gavetas que somaram R$ 57.500,00.

5 – Atual secretária de Saúde, Morgana Dantas, segundo a PF, teria atuado no nível intermediário, garantindo as condições institucionais para o funcionamento do esquema.

6 - A Polícia Federal identificou uma conta ‘laranja’, em nome de uma estudante menor de idade, usada pelos operadores do esquema criminoso. Uma filha de Oseas Monthalggan e Roberta Ferreira Praxedes da Costa - mulher do sócio da DisMed e proprietária da Drogaria Mais Saúde, teve a conta bancária utilizada pelos pais para lavar dinheiro do esquema, segundo a investigação. Ela recebeu R$ 427 mil entre julho de 2022 e junho de 2023.

7 – As investigações apontam que o esquema movimentou R$ 13,5 milhões pagos a uma empresa fornecedora de medicamentos que, segundo a Polícia Federal, repassava vultosas propinas ao prefeito de Mossoró.

8 – Considerando esse percentual e o valor total dos pagamentos executados pela Prefeitura de Mossoró, beneficiando a DisMed entre 2022 e 2025, Allyson Bezerra pode ter recebido mais de R$ 2,2 milhões em propina da empresa investigada.

9 – A Polícia Federal descobriu grande volume de aquisição de medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão arterial. Só no exercício de 2025, a gestão Allyson Bezerra adquiriu aproximadamente 8 milhões de comprimidos de medicamentos para hipertensão, junto às empresas investigadas.

10 – Duas servidores públicas receberam mais de meio milhão de reais da DisMed Distribuidora. A Polícia Federal afirma que elas tinham ligação com o gabinete do prefeito Allyson Bezerra, mas a defesa nega.

Jornal de Fato

 

O Brasil acordou!

 

O Brasil acordou — e o que se viu ontem em diversas capitais do país não foi apenas mais uma manifestação. Foi um grito coletivo, forte e inequívoco, ecoando nas ruas, nas praças e nas avenidas: um povo que se cansou da corrupção, do abuso de poder e das tentativas constantes de silenciar a sociedade brasileira.

O movimento Acorda Brasil simboliza exatamente isso: cidadãos comuns retomando o protagonismo democrático para afirmar que não aceitam mais um país marcado por escândalos sucessivos, por denúncias que atingem o coração do governo federal, ministros e até setores do próprio Supremo Tribunal Federal — instituição que, em uma democracia, deve ser guardiã da Constituição e exemplo de imparcialidade, mas que hoje enfrenta questionamentos públicos que precisam ser esclarecidos com total transparência.

Essa mobilização não nasceu do acaso. Ela começou com a coragem de brasileiros que saíram de Minas Gerais rumo a Brasília, dando os primeiros passos de uma caminhada que rapidamente ganhou dimensão nacional. O que começou como um gesto de poucos tornou-se a voz de muitos. O Brasil inteiro foi às ruas para reafirmar um princípio fundamental da República: ninguém está acima da lei — nem presidente, nem ministro, nem qualquer autoridade.

O recado das ruas é claro e direto. A população não suporta mais conviver com inflação elevada que corrói salários, insegurança jurídica que afasta investimentos e gera instabilidade, perseguições políticas que dividem a sociedade e um ambiente institucional constantemente abalado por denúncias e suspeitas. O povo exige respeito.

Democracia verdadeira não se resume ao direito ao voto. Ela exige transparência, responsabilidade, equilíbrio entre os Poderes e fidelidade à Constituição. Exige que as instituições sirvam ao cidadão — e não o contrário. Exige prestação de contas, ética na gestão pública e compromisso real com o interesse coletivo.

O Acorda Brasil não terminou ontem. O que vimos foi apenas o início de uma mobilização crescente, pacífica e legítima, que promete continuar avançando até que o país reencontre o caminho da responsabilidade fiscal, da estabilidade institucional, da liberdade individual e da justiça social.

O Brasil despertou. E quando um povo desperta para exigir seus direitos, nenhuma estrutura de poder consegue ignorar sua voz por muito tempo. 

Ezequiel ou Flávio Rocha surgem no radar da chapa da direita para o senado

 

A formação da chapa da direita no Rio Grande do Norte pode surpreender, e não apenas pela composição já cogitada, mas por novos nomes que começam a circular e podem fortalecer o grupo na disputa deste ano.

O blog recebeu a informação que duas pesquisas estão em andamento para testar alternativas. Entre os nomes incluídos está o do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira. 

Dependendo das decisões da governadora Fátima Bezerra — inclusive sobre eventual candidatura ao Senado — o desenho pode mudar. Se houver consolidação de candidatura governista forte ao Senado, Ezequiel tende a manter seu projeto de reeleição à Assembleia. Sem Fátima no páreo, o nome de Ezequiel  pode ganhar musculatura e ser o segundo nome da direita.

Outra novidade mais recente é o ressurgimento do nome do empresário Flávio Rocha no radar político potiguar. Controlador do Grupo Guararapes, com forte presença no setor produtivo e geração expressiva de empregos no Estado, Rocha já teve atuação parlamentar e ensaiou projetos nacionais no passado. Seu eventual retorno adicionaria um componente empresarial e liberal à disputa, ampliando o espectro da chapa.

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, já marcou para 21 de março o lançamento oficial de sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Para vice, escolheu Babá Pereira, presidente da Femurn, liderança municipalista com forte capilaridade no interior e trânsito consolidado entre prefeitos.

No Senado, uma vaga está definida: Styvenson Valentim buscará a reeleição. A segunda cadeira, no entanto, virou o centro das articulações.

Nesta semana, o nome do coronel Hélio Oliveira, alinhado ao bolsonarismo, apareceu na lista do candidato à presidência Flavio Bolsonoro como nome do grupo  dentro da estratégia nacional do Partido Liberal de eleger o maior número de senadores e consolidar palanques competitivos nos estados.

As pesquisas em andamento devem balizar a decisão final. Até lá, quem pensa assim que o quadro está definido ainda pode se surpreender.

Blog da hora H. 

Prefeito do MDB com sete mandatos, Anibal Pereira anuncia apoio a Álvaro Dias

 

O prefeito de São João do Sabugi, (MDB), Aníbal Pereira de Araújo anunciou que irá apoiar a candidatura do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, ao Governo do Rio Grande do Norte.

Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro, partido que em âmbito estadual não acompanha o projeto político de Álvaro Dias, o gestor seridoense decidiu seguir caminho próprio no pleito de 2026. A decisão chama atenção por envolver um dos nomes mais experientes da política potiguar.

Aníbal acumula sete mandatos como prefeito — um recorde nacional em número de eleições vencidas para o comando de um município. A longevidade administrativa consolidou sua liderança local e transformou São João do Sabugi em reduto eleitoral fiel ao seu grupo político.

Ao declarar apoio a Álvaro Dias, o prefeito sinaliza que a disputa estadual deverá ter movimentos independentes nos municípios, mesmo entre filiados a partidos que, oficialmente, trilham outra estratégia no Estado. O posicionamento também evidencia que o MDB de São João do Sabugi seguirá orientação própria na corrida pelo Governo.

Nos bastidores, a avaliação é de que o peso político de um prefeito com sete mandatos consecutivos pode ter influência significativa no Seridó, sobretudo pela capacidade de mobilização e articulação construída ao longo de décadas de vida pública.

Com isso, o cenário eleitoral do Rio Grande do Norte ganha mais um ingrediente: o MDB de São João do Sabugi, sob a liderança do prefeito recordista Anĺbal Pereira, estará no palanque de Álvaro Dias.

Robinson Pires

 

STF já admite em conversas reservadas que haverá impeachment em 2027

 

Com o desgaste reputacional do Supremo Tribunal Federal (STF), a conclusão dos seus ministros é que a situação “virou”, a Corte perdeu apoio da mídia tradicional e a indignação superou o medo, após o escândalo de envolvimento de dois dos ministros com o Banco Master. A maioria avalia, em conversas reservadas, que em 2027 processos de impeachment de ministros do STF serão “inevitáveis”, seja qual for o vencedor nas eleições presidenciais e ainda que a direita não controle o Senado.

Pá-de-cal

Sentenças raivosas contra opositores de Lula desgastaram o STF, mas o Master, em avaliação interna, pode ter o significado de “pá-de-cal”.

Contenção

Para ministros, o impeachment será usado para contenção do STF, com apoio explícito de partidos de centro, de direita e de setores da esquerda.

Fim da letargia

A maioria via a imprensa “sob controle”, mas a letargia cessou após “autoritarismo estarrecedor” apontado pela Transparência Internacional.

Libertação

O caso Unafisco e ameaças de retaliação, avaliou um ministro à coluna, “deu o motivo que jornalistas esperavam para se libertar desse vínculo”.

 

Decisão em breve: o destino político de Ezequiel pode redefinir o tabuleiro do RN

 

Muito em breve, o cenário político do Rio Grande do Norte ganhará um capítulo decisivo: o anúncio do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, sobre sua posição eleitoral para 2026.

Ezequiel deve se posicionar durante a janela partidária que se abre na próxima quarta-feira, movimento que poderá reorganizar o tabuleiro político do Estado. Ainda não há data oficial para o anúncio, mas o deputado não pretende protelar a decisão.

Sua definição é considerada estratégica e capaz de influenciar diretamente os principais agrupamentos políticos.

No campo da direita, há expectativa de que Ezequiel assuma o comando do Republicanos ou mantenha o controle do PSDB, estruturando uma nominata forte para deputado estadual. Isso daria robustez ao palanque que deve ter Álvaro Dias como candidato ao Governo e Styvenson Valentim e Coronel Hélio ao Senado.

Na chamada “Terceira Via”, o vice-governador Walter Alves ainda nutre esperança de atrair Ezequiel para o MDB. Contudo, esse cenário perdeu força após a aliança do MDB com o União Brasil e a decisão de Walter de não assumir o Governo.

Na esquerda, a governadora Fátima Bezerra conversou longamente com o presidente da Assembleia e manifestou o desejo de mantê-lo como aliado, inclusive sugerindo parceria na eleição do mandato-tampão.

A grande pergunta é: para onde irá Ezequiel?

Os sinais indicam maior proximidade com o campo da direita. Ele tem dialogado com Álvaro Dias, Paulinho Freire e Styvenson Valentim e participou de reuniões estratégicas que redefiniram o cenário recente.

Nesse agrupamento, teria dois partidos à disposição para montar sua nominata estadual: Republicanos ou PSDB, com compromisso alinhado à candidatura de Álvaro Dias.

No centro, as chances são remotas. O movimento de Walter Alves, feito à revelia do presidente da Assembleia, desgastou o entendimento anterior entre ambos.

Na esquerda, Ezequiel avalia que não teria espaço para estruturar seu projeto político, sobretudo quanto à formação de nominata e bases partidárias.

Paralelamente, há a eleição indireta para o mandato-tampão, na qual muitos consideram Ezequiel o fiel da balança.

Surge então uma nova indagação: seria possível firmar um acordo para o mandato-tampão e outro distinto para a eleição de outubro? Ou seja, apoiar a sucessão indireta alinhada à governadora e, posteriormente, integrar o palanque de Álvaro Dias?

As perguntas são muitas. As respostas, porém, parecem estar próximas. É apenas uma questão de tempo — e de pouco tempo.

Neto Queiroz 

As três espadas sobre a cabeça de Allyson

 

Favorito ao Governo do Estado até que novas pesquisas provem o contrário, o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB) tem tentado dar demonstrações de força política para seguir na corrida ao posto de maior autoridade do Rio Grande do Norte.

No meio do caminho existem três espadas sob o seu chapéu de couro.

A primeira e mais antiga é a suspeita de que ele teria fraudado as prestações de contas do município aos órgãos de controle. Segundo uma denúncia apresentada pelo especialista em contas públicas Anderson Quirino, há uma discrepância de R$ 240 milhões entre o que foi apresentado ao Tribunal de Contas do Estado (TSE) e o Tesouro Nacional.

O TCE decidiu em janeiro que o Ministério Público de Contas deve investigar o caso.

A segunda é a ação de abuso de poder midiático e político nas eleições de 2024. Allyson havia sido absolvido na primeira instância, mas o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) anulou a sentença e reabriu as investigações que apontam que o prefeito teria usado recursos públicos para financiar influenciadores por intermédio de agências de publicidade.

Esta semana o Ministério Público Eleitoral opinou pela quebra do sigilo bancário das agências.

 O caso pode deixar Allyson inelegível.

O terceiro e mais estrondoso caso é o da Operação Mederi que levou a Polícia Federal a bater a porta do prefeito no último dia 27 de janeiro.

Allyson é suspeito de ter recebido uma propina de 15% sob uma ordem de pagamento de R$ 400 mil conforme o famoso diálogo da “Matemática de Mossoró” interceptado pela Polícia Federal.

O prefeito entra no último mês antes da desincompatibilização com três espadas sob sua cabeça.

Bruno Barreto 

PF já sabe quem é a Fátima, e outras cidades ligadas à Matemática de Mossoró estão sendo monitoradas!

 

A coisa anda muito ruim para o candidato a governador e prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. O conjunto de argumentos, investigações e desdobramentos recentes transformou o ambiente político em um verdadeiro complicador para qualquer projeto estadual.

A Polícia Federal investiga um suposto esquema que teria desviado recursos da saúde pública municipal por meio de contratos fraudulentos. Segundo informações atribuídas à apuração, Allyson apareceria no topo da estrutura investigada.

Em um dos áudios interceptados, um dos sócios da empresa DisMed teria afirmado que 15% dos valores pagos pela Prefeitura seriam destinados ao prefeito e outros 10% a uma pessoa identificada como “Fátima”. A identidade dessa segunda pessoa, de acordo com a própria investigação, foi descoberta, mas está sendo mantida sob sigilo para não comprometer o andamento do processo.

O inquérito também cita o vice-prefeito Marcos Bezerra, além de secretários municipais e pessoas próximas à gestão. Alguns investigados, segundo informações públicas sobre o caso, já estariam sendo monitorados com tornozeleira eletrônica.

O cenário é delicado. Em termos políticos, o desgaste é evidente. Em termos jurídicos, o processo segue seu curso e cabe à defesa dos citados apresentar suas versões e argumentos nos autos.

Allyson, por sua vez, permanece no cargo e mantém sua agenda administrativa. Mas é inegável que, diante da gravidade das acusações, a situação se tornou um ponto central no debate sobre seu futuro político.

Uma fonte entrou em contato com nossa redação e falou que outras prefeituras estão sendo monitoradas pela polícia Federal e nas próximas semanas uma bomba poderá explodir! ” Tudo irá depender das investigações do MP que irá acionar a polícia civil e federal” disse

 Gazeta Potiguar               

 
Copyright © 2010-2013 Blog do Gilberto Dias | Todos os direitos reservados.
Desenvolvimento » RONNYdesing | ronnykliver@live.com - (84)9666-7179