Olho D'água do Borges/RN -

Álvaro Dias faz pausa para cuidar da visão antes da campanha

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte e ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, pausará sua agenda pública para focar em sua saúde. A partir dessa segunda-feira, 20 de abril de 2026, ele se dedicará a um check-up preventivo completo e a um procedimento cirúrgico oftalmológico, buscando assegurar plena disposição e segurança visual antes de intensificar os compromissos de campanha.

Este planejamento médico, que inclui uma cirurgia eletiva para correção da visão, reflete a prioridade de Álvaro Dias em iniciar a nova fase pré-eleitoral com total vitalidade. A iniciativa visa garantir que ele possa enfrentar com vigor os intensos debates e as viagens pelo interior do Rio Grande do Norte, demonstrando um compromisso com sua própria capacidade de serviço e com a população que pretende representar.

Após a conclusão dos exames e do procedimento, a expectativa é que Álvaro Dias retome as atividades com ritmo ampliado, reforçando as articulações políticas e as visitas aos municípios potiguares, ao lado de seu pré-candidato a vice, Babá Pereira. 

O Norte que deve guiar o debate eleitoral no RN

O Rio Grande do Norte caminha para uma disputa eleitoral que se desenha concentrada em três principais pré-candidaturas ao Governo do Estado: Allyson Bezerra (União), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT). São nomes que, até o momento, aparecem melhor posicionados nas pesquisas divulgadas e registradas, consolidando-se como protagonistas do cenário.

É necessário que os pré-candidatos deixem em segundo plano o embate estritamente político-partidário e concentrem suas atenções naquilo que realmente importa: o futuro do Estado. O eleitor aguarda propostas consistentes.

O Estado reúne credenciais raras no cenário nacional: maior produtor de petróleo em terra do Brasil e líder na produção de melão, sal e geração de energia eólica. O Estado soma a essas riquezas naturais um dos litorais mais belos do País. Esse conjunto de vantagens competitivas coloca o RN em posição privilegiada para projetar um futuro de desenvolvimento consistente, capaz de gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da população.

Diante desse cenário, é fundamental que o debate político esteja à altura dos desafios e das oportunidades. Mais do que revisitar erros do passado, o momento exige visão de futuro, planejamento e compromisso com soluções viáveis.

Os pré-candidatos precisam apresentar caminhos concretos para o desenvolvimento do Estado. Até porque o próprio nome já aponta a direção: o Norte que guia e orienta.

Heitor Gregorio

 

"Teje reprovada": Fátima Bezerra aparece com 71% de reprovação e tem uma das piores avaliações do país.

 

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, tem 71% de reprovação e aparece com a segunda pior avaliação entre os governadores do Brasil, segundo pesquisa do Instituto Veritá divulgada neste domingo (19). 

O levantamento mostra um ranking nacional com os chefes dos executivos estaduais. Fátima ocupa a penúltima posição e fica à frente apenas de Wilson Lima do Amazonas, que registra 74% de reprovação. 

A pesquisa ouviu 40.500 pessoas em todos os 26 estados e no Distrito Federal, entre os dias 13 de março e 4 de abril de 2026.

Blog do Gustavo Negreiros. 

Com prazo apertado, Mossoró ganha força na disputa pela vice na chapa do PT

 

O PT corre contra o tempo para fechar a chapa completa até o dia 5 de maio, data em que está agendada uma reunião com os partidos da base aliada, quando se pretende bater o martelo com a formação definitiva.

Já estão definidos Cadu Xavier como candidato ao Governo e Samanda Alves e Rafael Motta como candidatos ao Senado. A escolha do vice é o único ponto ainda em aberto.

Internamente, o PT estabeleceu um critério: deseja um nome com forte vínculo com algum município de relevância regional. A preferência é por alguém que tenha sido prefeito(a) ou ex-prefeito(a). A partir disso, o grupo busca identificar qual região ou cidade apresenta maior valor estratégico para a composição.

Mossoró surge como a primeira opção. O partido avalia o nome da ex-deputada Larissa Rosado e, mais recentemente, o da ex-prefeita Fafá Rosado voltou a ganhar força nas discussões. Caso não se encontre uma alternativa considerada mais competitiva em outro polo, a tendência é que o nome saia mesmo de Mossoró.

O PT também analisou a possibilidade de indicar o vice a partir de Assú e chegou a abrir diálogo com o ex-prefeito Gustavo Soares, que não demonstrou interesse. Houve ainda uma tentativa de viabilizar o nome de sua irmã, Luciana Soares, filiada ao PV, mas a avaliação interna foi de que se tratava de uma solução sem densidade eleitoral.

No Seridó, o partido considerou nomes em Caicó e Currais Novos, com destaque para o ex-prefeito Odon Júnior, que atualmente é pré-candidato a deputado federal. No entanto, ele também recusou a possibilidade.

O governismo já havia tentado avançar no Alto Oeste, com convite feito à prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida, que igualmente declinou.

Entre os principais centros do estado, o PT descartou nomes da região metropolitana de Natal, por entender que o vice deve representar o interior.

Com o prazo se aproximando, cresce a probabilidade de a escolha recair sobre Mossoró, segundo maior colégio eleitoral do estado e reduto político de Allyson Bezerra. Um nome da cidade teria como objetivo reduzir a vantagem do ex-prefeito em seu principal reduto. Nesse cenário, Larissa e Fafá Rosado despontam como as opções mais fortes.

Neto Queiroz

 

Base aliada se fragmenta e prefeitos de partidos aliados se afastam de Allyson Bezerra

 

Prefeitos filiados a partidos que, em tese, integram a base aliada de Allyson Bezerra, têm demonstrado, nos últimos dias, um movimento consistente de afastamento político. A mudança de postura vem sendo observada especialmente entre gestores municipais filiados a siglas como União Brasil, MDB, PP e PSD, que passaram a reavaliar seus posicionamentos no cenário estadual.

Em meio a esse rearranjo, diversos prefeitos têm oficializado apoio a outros nomes colocados na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, como Cadu Xavier e Álvaro Dias. Esse movimento sinaliza uma tendência mais ampla de reposicionamento estratégico em busca por maior viabilidade política no pleito que se aproxima.

A migração de apoios evidencia uma possível fragmentação na base aliada do projeto de Allyson Bezerra. Prefeitos, que tradicionalmente desempenham papel fundamental na capilaridade eleitoral, especialmente no interior do estado, passam a adotar uma postura mais pragmática, priorizando alianças que consideram mais competitivas ou alinhadas com seus interesses locais e regionais.

Esse cenário levanta questionamentos sobre a solidez das articulações políticas de Allyson e o impacto direto dessas perdas no fortalecimento de sua pré-candidatura. Ao mesmo tempo, reforça o dinamismo típico do período pré-eleitoral, marcado por negociações intensas, redefinição de alianças e disputas por protagonismo.

Caso essa tendência de debandada se intensifique, o cenário eleitoral no Rio Grande do Norte pode se tornar ainda mais imprevisível, podendo se configurar uma disputa em segundo turno entre Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT). 

Lula diz que não decidiu se vai ser candidato. Com 52% de reprovação, dá para entender!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em entrevista ao jornal alemão que ainda não decidiu se vai disputar a reeleição em 2026. A frase causou espanto em Brasília, já que Lula nunca havia deixado a candidatura em dúvida quando estava apto a disputar. 

Nos bastidores, analistas dizem que a indefinição é estratégia para evitar que cada ação do governo seja taxada de populismo eleitoral. Mas tem quem diga que o presidente de 80 anos, com 52% de reprovação e empatado nas pesquisas com o filho de seu maior adversário, está simplesmente avaliando se vale a pena. 

A dúvida real ou estratégica diz muito sobre o momento do governo. 

Blog do Gustavo Negreiros. 

Pesquisas indicam perda de força de Lula no Nordeste

 

A pré-campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acendeu um sinal de alerta no Nordeste, região historicamente favorável ao PT, após pesquisas indicarem queda na aprovação do governo e redução da vantagem sobre Flávio Bolsonaro.

Levantamentos do Datafolha mostram que Lula oscilou dentro da margem de erro nas intenções de voto na região, passando de 63% em dezembro para 60% na pesquisa mais recente, divulgada no dia 11. No mesmo período, Flávio subiu de 24% para 32%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Além disso, a aprovação do presidente no Nordeste caiu de 53%, registrados como ótimo ou bom em março de 2023, para 41% atualmente. A rejeição também aumentou: o índice de eleitores que afirmam não votar em Lula chegou a 32%, ante 27% em agosto de 2022, embora ainda abaixo da média nacional, que é de 48%.

Apesar do cenário, o Nordeste segue como principal base eleitoral do PT há duas décadas. Desde 2006, candidatos do partido — como Dilma Rousseff e Fernando Haddad — obtiveram mais de 69% dos votos válidos na região no segundo turno. O melhor desempenho foi do próprio Lula, que alcançou 77% em 2006 contra Geraldo Alckmin, então candidato do PSDB.

Na eleição mais recente, Lula venceu Jair Bolsonaro no Nordeste por 69,34% a 30,66%, garantindo uma vantagem de 12,6 milhões de votos — resultado decisivo para compensar derrotas em outras regiões e assegurar a vitória nacional por 2,1 milhões de votos.

O cenário atual, no entanto, é considerado menos favorável do que em 2022. Em agosto daquele ano, Lula tinha 65% das intenções de voto entre nordestinos, contra 25% de Bolsonaro.

Para tentar reverter a tendência, o presidente intensificou agendas na região, com visitas a cidades nordestinas em oito ocasiões apenas neste ano. Ainda assim, pesquisas apontam piora na avaliação do governo e um ambiente político mais fragmentado, com divisão na base aliada e dificuldades nas disputas estaduais.

Nos estados, o cenário também preocupa. Na Bahia, Jerônimo de Freitas aparece atrás de ACM Neto em levantamentos. No Ceará, pesquisa do Datafolha divulgada em março mostra Ciro Gomes com 47% contra 32% de Elmano de Freitas, dentro de uma margem de erro de três pontos percentuais.

Internamente, há divergências no PT. Parte das lideranças mantém otimismo quanto à recuperação de Lula até outubro, enquanto outra ala avalia a possibilidade de perda de desempenho no Nordeste. Integrantes ligados à pré-campanha de Haddad em São Paulo trabalham com a expectativa de ampliar a vantagem no estado para compensar eventuais perdas na região nordestina.

Mesmo com a preocupação, dirigentes do partido destacam a ligação histórica entre Lula e o eleitorado nordestino e defendem que a estratégia será ampliar a votação na região.

 

Allyson Bezerra em apuros: Ministério Público Eleitoral defende quebra de sigilo bancário em investigação contra Allyson

 

A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio Grande do Norte (PRE/RN) emitiu parecer favorável à quebra de sigilo bancário e à realização de perícia contábil em agências de publicidade que prestaram serviços à Prefeitura de Mossoró e à campanha eleitoral de 2024. 

O documento, assinado pela procuradora Clarisier Azevedo Cavalcante de Morais em 17 de abril de 2026, ocorre no âmbito de um Mandado de Segurança que tramita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN). 

A investigação principal (AIJE nº 0600126-95.2024.6.20.0033) apura suposto abuso de poder econômico e político, além do uso indevido dos meios de comunicação por parte do ex-prefeito Allyson Bezerra e seu vice, Marcos Antônio Medeiros, que assumiu o comando do município no final de março. 

Os impetrantes da ação, Lawrence Amorim e Carmem Júlia, alegam que recursos da publicidade institucional do município foram desviados para financiar uma rede de apoio digital e influenciadores durante o pleito de 2024. 

Um dos pontos centrais que motivou o posicionamento do Ministério Público foi um relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN). Segundo o órgão de contas, foram identificadas “possíveis inconsistências” nos registros financeiros da prefeitura. 

Embora houvesse contratos vigentes para os anos de 2022, 2024 e 2025, o TCE apontou ausência de execução orçamentária correspondente nesses períodos nos sistemas de controle, registrando pagamentos apenas no exercício de 2021, que somaram mais de R$ 3,2 milhões.

O Parecer da Procuradoria

Para o Ministério Público Eleitoral, a perícia contábil e a quebra do sigilo são “imprescindíveis ao deslinde da causa” e à “descoberta da verdade real”. A procuradora destacou que: 

A medida é necessária para confrontar o fluxo financeiro real com as notas fiscais apresentadas.

Existe suspeita de uma “triangulação de recursos”, onde verbas públicas seriam desviadas para blogs e influenciadores.

O indeferimento dessas provas em primeira instância configuraria cerceamento de defesa e violação constitucional.

As empresas que devem ter o sigilo quebrado, caso o TRE siga o parecer, são: ART & C Comunicação Integrada, Dois A Publicidade, Executiva Agência de Comunicação e 2HC Criatividade e Produções. O período solicitado abrange de janeiro de 2021 a outubro de 2024.

A defesa dos investigados sustenta que as divergências encontradas são meras falhas administrativas decorrentes da descentralização orçamentária do município e que não configuram ilícito eleitoral. O processo agora aguarda o julgamento definitivo pelo plenário do TRE/RN, sob a relatoria do Juiz Federal Hallison Rego Bezerra.

O Mossoroensse

 

Cadê as propostas para tirar o RN da crise? Por enquanto pré-candidatos seguem na troca de acusações

 

A disputa pelo governo do Rio Grande do Norte começa a ganhar volume nas redes sociais, mas segue pobre no que realmente importa. Em vez de propostas concretas, o que se vê é um desfile de discursos inflamados, acusações vazias e trocas de ataques que pouco contribuem para o futuro do estado.

Enquanto isso, a realidade do RN continua sendo marcada por uma grave crise fiscal e administrativa. Diante desse cenário, é inevitável questionar: onde estão os planos e propostas consistentes dos pré-candidatos ao governo, para reverter esse quadro? Como os pré-candidatos pretendem enfrentar a inadimplência do estado, recuperar a capacidade de investimento e lidar com um endividamento que compromete o presente e o futuro?

Nomes como Álvaro Dias, Allyson Bezerra e Cadú Xavier já se colocam no debate, mas ainda deixam lacunas importantes. Quais são, de fato, suas propostas para atrair investimentos, gerar empregos e reequilibrar as contas públicas? Como pretendem devolver previsibilidade à gestão e garantir melhores condições ao funcionalismo?

Até agora, essas respostas seguem ausentes. O eleitor potiguar não precisa de mais narrativas ou confrontos superficiais — precisa de clareza, responsabilidade e compromisso com soluções reais. Sem isso, a pré-campanha corre o risco de repetir velhos erros: muito barulho e pouca entrega. 

Prefeito de São Rafael rompe com Allyson Bezerra e declara apoio a Cadu Xavier ao Governo do RN

 

O prefeito Canindé da Farmácia, filiado ao União Brasil, e o ex-prefeito José Arimateia oficializaram que não seguirão o projeto do partido de Allyson Bezerra. Mesmo integrando a mesma legenda do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao governo. Canindé e Zé Arimateia decidiram declarar apoio à pré-candidatura de Cadu Xavier(PT).

O movimento consolida uma forte frente política no Vale do Açu em torno do nome apoiado pela governadora Fátima Bezerra e pelo Presidente Lula.

Potiguar News 

Mais de 9 mil empresas do RN na mira da receita: risco de exclusão do simples acende alerta geral

 

Mais de 9,2 mil empresas do Rio Grande do Norte foram notificadas pela Receita Federal e podem ser excluídas do Simples Nacional por causa de débitos que ultrapassam R$ 137 milhões. A medida acende um sinal vermelho para micro e pequenos empresários em todo o estado.

De acordo com a Receita, os contribuintes têm até 90 dias para regularizar as pendências e evitar a saída do regime tributário simplificado.

Caso não resolvam a situação dentro do prazo, as empresas podem sofrer impactos diretos na carga tributária e na continuidade das atividades.

O alerta é ainda mais urgente porque quem não acessar a notificação em até 45 dias entra automaticamente no processo de exclusão. A corrida contra o tempo já começou para milhares de empreendedores potiguares.

Mesmo diante do cenário crítico, ainda há chance de defesa: os empresários podem apresentar contestação em até 20 dias úteis após a notificação, conforme as regras estabelecidas pela Receita Federal.

A situação reforça a pressão sobre o setor produtivo do RN e levanta um questionamento inevitável: quantas empresas conseguirão se salvar antes do prazo final?

 

O abismo que o Rio Grande do Norte insiste em ignorar

 

Em vez de estancar a sangria que acomete de quase-morte um paciente terminal, o que parece acontecer com o nosso Rio Grande do Norte é justamente um impulso maior para se jogar no abismo. Os dados trazidos em primeira mão por reportagem do jornalista Tiago Rebolo, editor-geral do jornal AGORA RN e redator-chefe de O Correio de Hoje, sobre os gastos previdenciários do Estado, são um verdadeiro soco no estômago de quem observa, apavorado, o caminhar do histórico fiscal potiguar.

Ao longo do último ano, por diversas oportunidades neste espaço, apontamos o quadro calamitoso das contas públicas e refletimos sobre a necessidade premente de se estancar essa sangria. Apesar disso, e apesar da consciência dos governantes, gestores e líderes que conduzem os destinos do Estado, parece não haver mudanças concretas ou ações objetivas capazes de modificar esse cenário.

O novo dado trata sobre o peso da Previdência nas contas públicas. Segundo relatório apresentado à Assembleia Legislativa, o Rio Grande do Norte registrou, em 2025, um déficit previdenciário superior a R$ 2 bilhões — resultado da diferença entre R$ 3,537 bilhões em receitas e R$ 5,559 bilhões em despesas com aposentadorias e pensões. Trata-se de um desequilíbrio estrutural que impõe severas restrições à capacidade de investimento do Estado.

É evidente que o déficit previdenciário não constitui um problema exclusivo do Rio Grande do Norte. Trata-se de um desafio nacional. No entanto, o fato de o Estado despontar com a maior despesa proporcional com Previdência do país — 34% de toda a despesa pública, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional — é mais um indicador preocupante de sua fragilidade fiscal. Ou faltou competência dos gestores ao longo dos anos, ou sobrou má vontade política e irresponsabilidade fiscal para enfrentar um dos mais graves problemas da administração pública.

Não é fácil sentar na cadeira de governador. No Rio Grande do Norte, essa tem sido uma experiência amarga para muitos políticos. Como afirmou o ex-vice-governador Fábio Dantas, governar o Estado assemelha-se a ocupar uma “cadeira elétrica”, capaz de exterminar politicamente aqueles que almejam coroar suas trajetórias com a chefia do Executivo. Ainda assim, trata-se de um desafio que exige coragem e responsabilidade.

Esse desafio também se coloca diante dos nomes que despontam na disputa eleitoral, como Allyson Bezerra, Álvaro Dias e Cadu Xavier. Governar o Rio Grande do Norte deve ser encarado como uma missão, que demandará medidas duras de ajuste fiscal, cortes de despesas, incremento de receitas e, sobretudo, pactuação institucional com os demais Poderes e órgãos autônomos. Sem esse esforço conjunto, qualquer tentativa de reorganização das contas públicas estará fadada ao fracasso.

O déficit previdenciário ilustra com clareza essa realidade. O sistema opera sob o regime de repartição simples, no qual as contribuições dos servidores ativos financiam os benefícios dos inativos. O problema é que a pirâmide se inverteu: atualmente, 52% dos segurados são aposentados ou pensionistas, enquanto apenas 48% estão em atividade. Esse desequilíbrio demográfico pressiona as finanças e exige respostas estruturais.

Medidas saneadoras já foram adotadas, como a reforma previdenciária de 2020 e a criação da previdência complementar em 2021, que tende a reduzir o déficit atuarial no longo prazo. Entretanto, seus efeitos são graduais e insuficientes para resolver o problema no curto prazo. A regra da paridade, ainda aplicável a servidores mais antigos, continua a pressionar as despesas. Não se descarta, portanto, a necessidade de novas reformas, como admitiu o próprio presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipern), Nereu Linhares.

E a Previdência não é o único indicador a envergonhar o Estado. O Rio Grande do Norte foi a unidade da federação cuja dívida mais cresceu em 2025: alta de 35%, saindo de R$ 7,2 bilhões para R$ 9,7 bilhões. As despesas com pessoal e encargos consumiram 75% da receita estadual, sobrando apenas 4% para investimentos — o menor percentual do País. A poupança corrente do Estado é de míseros 3,1%, a segunda pior do Brasil. O caixa encerrou 2025 com disponibilidade negativa em mais de R$ 3 bilhões, o segundo pior resultado nacional, atrás apenas de Minas Gerais. São números que, juntos, pintam o retrato de um Estado à beira do colapso fiscal.

É certo que existem itens da pauta fiscal cuja margem de ação do governante é limitada. A própria Previdência exige soluções de longo prazo e pactuação entre os Poderes. Ainda assim, o agravamento do déficit é mais um índice vexatório para o Rio Grande do Norte — um retrato que deveria envergonhar governantes e lideranças políticas e servir como alerta para a necessidade de responsabilidade pública.

Afinal, uma gestão fiscal equilibrada não é um fim em si mesma, mas um instrumento indispensável para assegurar investimentos em educação, saúde, segurança, habitação e assistência social. São esses serviços que impactam diretamente a vida da população, especialmente a mais vulnerável, que vive nas periferias e muitas vezes permanece invisível aos olhos das elites.

É a esses cidadãos que o Estado deve voltar o seu olhar. Se não os enxerga, deve aprender a enxergar. Deve colocá-los no centro das prioridades e das decisões. Essa é a função do Estado, essa é a função da política e essa é a missão de quem governa: promover o desenvolvimento, gerar riquezas e distribuí-las de forma justa, garantindo dignidade e oportunidades para todos.

 Agora RN

Quase 47 mil pessoas aguardam cirurgias no SUS no RN, aponta Sesap

 

Atualmente, 46.930 pessoas aguardam por uma cirurgia no Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte, segundo dados do portal Regula Cirurgia, da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN. O número foi verificado em consulta realizada às 12h desta quinta-feira 16.

O tratamento cirúrgico de varizes lidera a demanda por procedimentos no RN, com 3.296 pessoas aguardando na fila. Em seguida aparece a colecistectomia (cirurgia para retirada da vesícula biliar) com 2.808 pacientes à espera. Já a histeroscopia, exame utilizado para avaliar o interior do útero, ocupa a terceira posição, com 2.149 solicitações registradas.

Entre os municípios com maior demanda por cirurgias, Natal lidera com 8.861 pessoas na fila, seguida por Parnamirim, com 2.174, e Macaíba, que soma 1.880 pacientes aguardando. Na sequência aparecem Mossoró (1.549) e Ceará-Mirim (1.372). Também registram números elevados São José de Mipibu (967), Currais Novos (908) e Extremoz (805). Em seguida estão São Gonçalo do Amarante (790), Santa Cruz (750), Goianinha (741), Macau (733) e Nova Cruz (710). Com menores volumes na lista aparecem João Câmara (652) e Santo Antônio (642).

A Sesap informou ao O Correio de Hoje que não é possível precisar o tempo de espera na fila por cirurgias, já que cada tipo de procedimento possui características e demandas específicas.

Março foi o mês que o RN mais realizou cirurgias em 2026, com 7.893 regulados. Desde a criação do sistema Regula Cirurgia foram contabilizados 135.528 procedimentos. As unidades de saúde que mais recebem pacientes para a realização de cirurgias do estado são: Hospital Saúde de Todos (15 mil vagas), Hospital Lindolfo Gomes (15 mil vagas) e Hospital Regional de João Câmara (13 mil).

Sobre a fila de espera, o Governo do Estado destacou as ações que já foram realizadas para amenizar a situação. Disse ainda que, em sete anos, as unidades próprias de saúde foram reestruturadas por investimentos do Governo do Estado e realizaram 76.530 cirurgias.

O Estado afirmou ainda que a razão do aumento exponencial de procedimentos se deu pelo investimento na interiorização da saúde, através da expansão de serviços, com a realização de eletivas ortopédicas fora da Região Metropolitana. A administração disse que, no caso das eletivas ortopédicas — pela primeira vez na história — o interior passou a contar com os procedimentos com a instalação dos serviços nos hospitais regionais de Assú, Mossoró e Pau dos Ferros.

Agora RN

 

A conta chegou: veja quias foram os deputados que votaram para aumentar o ICMS e pesar no seu bolso no RN


Com a aproximação das eleições de 2026, volta à tona uma decisão que pesou diretamente no bolso da população do Rio Grande do Norte: o aumento da alíquota do ICMS de 18% para 20%. 

A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro de 2024 e passou a valer em 2025. Na prática, isso significou mais impostos sobre itens essenciais como combustíveis, energia elétrica e diversos serviços — encarecendo ainda mais o custo de vida, especialmente para quem já enfrenta dificuldades financeiras. 

Na época, o Governo do Estado justificou o aumento como necessário para equilibrar as contas públicas. No entanto, críticos apontaram que a conta foi repassada diretamente para a população, enquanto faltaram medidas mais eficientes de gestão e corte de gastos.

Agora, em meio ao debate eleitoral, internautas voltam a lembrar: quem foram os deputados que votaram a favor desse aumento?

Confira os nomes:

  • Divaneide Basílio
  • Dr. Bernardo
  • Eudiane Macedo
  • Ezequiel Ferreira
  • Francisco do PT
  • Hermano Morais
  • Isolda Dantas
  • Ivanilson Oliveira
  • Kleber Rodrigues
  • Neilton Diógenes
  • Ubaldo Fernandes
  • Vivaldo Costa

A decisão segue sendo um marco no debate político do estado. Mais do que nunca, relembrar esse tipo de votação é essencial para que o eleitor avalie as escolhas feitas por seus representantes — e decida, de forma consciente, nas urnas. 

 
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