Olho D'água do Borges/RN -

Estadão revela uso de conta “laranja” de menor em investigação da PF no caso Alysson

 

De acordo com apuração do jornal O Estado de São Paulo (Estadão – foto acima), a Polícia Federal afirma ter identificado movimentações bancárias em conta de uma estudante menor de idade como peça-chave para ocultar recursos de um suposto esquema investigado no Rio Grande do Norte.

Segundo a investigação, a conta — em nome da filha de empresários ligados às empresas Dismed e Drogaria Mais Saúde — teria sido utilizada para armazenar e redistribuir valores de origem ilícita. Apenas em um ano, o esquema teria movimentado cerca de R$ 13,5 milhões em contratos públicos, dos quais parte, conforme os investigadores, teria sido lavada por meio dessa conta considerada “laranja”.

A Polícia Federal aponta ainda que a conta da menor, incompatível com sua capacidade econômica, recebeu R$ 427 mil em um período de um ano após contratos firmados com o município de Serra do Mel, o que, segundo a apuração, pode caracterizar indícios de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

As investigações citam movimentações e contratos que alcançam municípios como Mossoró, Serra do Mel, Paraú, São Miguel, José da Penha e Tibau, onde, de acordo com a PF, empresas teriam simulado concorrência em licitações e operado distribuição de propinas. Os citados nas apurações negam irregularidades, e o caso segue sob investigação das autoridades competentes.

Robinson Pires

 

Agora lascou: Agripino aposta em Allyson e quer que ele faça pelo RN, o que fez por Mossoró.

 

Principal avalista da pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado, o ex-senador José Agripino Maia afirmou esperar que o prefeito repita no Rio Grande do Norte o que, segundo ele, realizou em Mossoró. A declaração foi feita durante o evento que reuniu União Brasil, PP, PSD, Solidariedade e MDB em torno do nome de Allyson.

Presidente estadual do União Brasil, Agripino classificou o encontro como positivo, apesar de o partido chegar à disputa majoritária visivelmente dividido. A legenda não conseguiu atrair sua maior liderança com mandato, o prefeito de Natal, Paulinho Freire, o que expõe fissuras internas em pleno início do projeto eleitoral.

Em seu discurso, Agripino foi direto ao defender o aliado:
“Eu só quero uma coisa: que ele faça pelo Rio Grande do Norte, se Deus nos ajudar, o que fez pela minha cidade de Mossoró”.

O ex-senador, no entanto, deixou de considerar pontos centrais da atual gestão mossoroense. A administração de Allyson Bezerra tem sido marcada por forte investimento em marketing institucional, denúncias recorrentes de autoritarismo, questionamentos sobre contratos públicos, suspeitas de superfaturamento e investigações envolvendo possíveis fraudes.

O episódio mais grave veio à tona no dia 27 de janeiro, quando a Polícia Federal realizou operação de busca e apreensão na residência do prefeito, apurando indícios de irregularidades na compra de medicamentos.

Diante desse histórico recente, fica a pergunta inevitável: é esse o modelo de gestão que José Agripino defende para o Rio Grande do Norte?

 

Imagem de Garibaldi em palanque de Allyson causou desconforto a Lula

 

Enquanto o PT comemorava seus 46 anos em Salvador, uma cena vinda do Rio Grande do Norte chamou atenção — e provocou incômodo no Planalto. A imagem do ex-senador Garibaldi Alves Filho no palanque do prefeito Allyson Bezerra, pré-candidato ao Governo do Estado, não passou despercebida pelo presidente Lula.

Ao ver Garibaldi ao lado de figuras historicamente distantes do PT, como José Agripino e Robinson Faria, Lula teria questionado a ausência de uma conversa prévia entre MDB e PT. O episódio reacendeu o mal-estar em torno da decisão do vice-governador Walter Alves, que optou por não assumir o governo em caso de renúncia de Fátima Bezerra e, mais do que isso, decidiu trilhar um caminho político fora do campo petista.

O desconforto ganha peso quando se recorda que foi o próprio Lula quem articulou, em 2022, a aliança entre PT e MDB, garantindo a vaga de vice na chapa de Fátima Bezerra. Ver um dos principais símbolos desse acordo em um palanque adversário soou, no mínimo, constrangedor.

É amigo, a política é assim. Como sempre, segue imprevisível — e capaz de surpreender até seus próprios arquitetos. 

Walter resgata legado de Garibaldi revive o passado, evita o presente e cutuca o governo no palanque de Allyson

 

O discurso do vice-governador Walter Alves (MDB), feito durante o evento político do prefeito Allyson Bezerra, foi menos protocolar do que parecia — e mais revelador do que se imaginava. Em vez de falar do agora, Walter preferiu revisitar o passado e, por contraste, expor desconfortos do presente.

Ao evocar o governo de seu pai, Garibaldi Alves Filho, Walter destacou obras, capacidade de investimento e protagonismo político de uma gestão que marcou época no Rio Grande do Norte. A comparação não foi gratuita. Ao colocar o legado de Garibaldi em evidência, o vice-governador abriu, ainda que indiretamente, uma régua de avaliação incômoda para o governo atual.

O detalhe que chamou ainda mais atenção foi o fato de Walter, na condição de vice, acabar se comparando não apenas ao governo de Fátima Bezerra, mas também à própria experiência que vive hoje no Executivo estadual. Uma comparação que, nos bastidores, sempre foi evitada.

Não por acaso, aliados revelam que o receio de ser novamente confrontado com o desempenho do pai pesou — e muito — na decisão de Walter de não assumir o Governo do Estado após a eventual renúncia de Fátima para disputar o Senado. A orientação teria vindo do próprio Garibaldi: evitar um teste direto nas urnas e na máquina administrativa.

Publicamente, os números e o cenário eleitoral empurraram Walter para uma candidatura mais segura à Assembleia Legislativa, com chances reais de mirar a presidência da Casa. Nos bastidores, porém, o fator emocional e político falou mais alto: o temor de reviver comparações desfavoráveis.

No palanque de Allyson, ao lado de três ex-governadores — Garibaldi Alves, José Agripino Maia e Robinson Faria — Walter disse sentir “cheiro de vitória”. A frase soou como empolgação eleitoral, mas também como sinal de alinhamento com um projeto que se apresenta como alternativa ao atual governo.

O discurso, no fim das contas, funcionou como uma crítica velada à gestão da qual ele próprio faz parte. Segundo pessoas próximas, Walter deixa o governo cansado, após anos “engolindo sapos” e convivendo com desconfortos internos.

Nada foi dito de forma explícita. Mas, na política, silêncio e comparação costumam falar alto. 

Ontem e hoje: a troca de palanque e o cavalo de pau no discurso político

 

As mudanças nos palanques para as eleições de outubro estão gerando um fenômeno curioso de se observar: a troca de lado implica, quase obrigatoriamente, a mudança de discurso. Quem antes elogiava passa a criticar. E vice-versa.

Dois personagens exemplificam bem essa análise: Walter Alves e Hermano Morais. Até a virada do ano, ambos estavam alinhados ao governo de Fátima Bezerra.

Walter Alves, com o comando de quatro secretarias de Estado e o controle de empresas estatais importantes, como a Caern, não pode afirmar que não era governo. E não apenas de forma figurada. Era governo com poder decisório. Por isso, o discurso atual, que fala na necessidade de construir um novo futuro para o Rio Grande do Norte e aponta a “hora da mudança”, soa estranho, já que ele participou ativamente da construção do presente que agora critica.

Hermano Morais, embora com participação menor, também integrou votações importantes em defesa de políticas públicas do atual governo. Era aliado. A presença de Hermano neste texto se justifica pela veemência do discurso que fez no sábado passado, incorporando integralmente a crítica mais dura à gestão de Fátima Bezerra.

Não se trata aqui de defender que políticos não possam mudar de lado ou se aliar a projetos diferentes em eleições distintas. Eles têm todo o direito. Ainda assim, chama atenção o discurso de ocasião. Não há sequer o cuidado de moldar uma transição na fala.

A contundência de Hermano ao criticar hoje o governo contrasta fortemente com sua postura de poucos meses atrás. Foi da água para o vinho.

O mesmo ocorre com Walter Alves. Ao observar fotografias recentes de Walter, Fátima e Cadu juntos e de mãos dadas, torna-se difícil conciliar aquelas imagens com o discurso feito no sábado sobre a necessidade urgente de mudança no Rio Grande do Norte.

Para concluir, o que causa estranhamento é o “cavalo de pau” no discurso, sem qualquer ajuste de transição. É evidente que Hermano estará no palanque, durante a campanha, atacando duramente o governo de Fátima. Waltinho também. Estranho é. Mas, ao fim, essa é a lógica do jogo político.

Neto Queiroz

 

Brasil patina no combate à corrupção e repete pior colocação histórica em ranking global

O Brasil voltou a figurar entre os piores colocados no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da Transparência Internacional. Em 2025, o país marcou 35 pontos em uma escala que vai até 100 — quanto menor a nota, maior a percepção de corrupção — e permaneceu na 107ª posição entre 182 nações avaliadas, cenário que a organização classifica como de “estagnação” institucional.

A informação é do jornal O Globo. Apesar de ter subido um ponto em relação ao ano anterior, a própria ONG considera a variação estatisticamente irrelevante. A avaliação é baseada em indicadores que medem a percepção de especialistas e executivos sobre corrupção no setor público e mecanismos de controle. Há mais de uma década o Brasil permanece abaixo da média global e também atrás da média das Américas, ambas com 42 pontos.

Segundo o diretor executivo da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão, o resultado reflete problemas nos três poderes. Ele afirma que o governo federal apresentou avanços no combate à lavagem de dinheiro, mas também teria permitido a captura política de estatais e o crescimento das emendas parlamentares. Já o Congresso é criticado por aprovar medidas que, na visão da ONG, enfraquecem o combate à corrupção, enquanto o STF é citado por decisões que alimentariam a sensação de impunidade em casos de macrocorrupção.

No ranking global, Dinamarca, Finlândia e Cingapura lideram como países menos corruptos, enquanto Somália e Sudão do Sul aparecem nas últimas posições. O Brasil ficou próximo de países como Sri Lanka e abaixo de nações latino-americanas como Argentina, reforçando a avaliação da entidade de que o país segue “travado” no enfrentamento estrutural da corrupção.

 

Allyson afirmou interesse em colaborar com investigação, mas se recusou a dar senhas de telefones à PF e omitiu itens apreendidos:

Por: Blog do Dina

Enquanto agentes da Controladoria Geral da União e Polícia Federal concluíam as diligências da busca e apreensão da Operação Mederi, da qual foram alvos prefeitos e agentes públicos de cinco municípios, o chefe do Executivo de Mossoró, apontado pela PF como artífice de um desvio de esquemas na saúde, gravou um conteúdo para o Instagram em que contou que fora apreendido em sua casa em Mossoró um telefone celular e que ele nada tinha a esconder.

Documentos obtidos pelo Blog do Dina, no entanto, desmontam essa versão e revelam que o prefeito Allyson Bezerra omitiu da versão pública itens apreendidos e, em confronto direto com a versão de que nada tem a esconder, se recusou a dar as senhas dos aparelhos apreendidos pela Polícia Federal.

Na manifestação que gravou para o Instagram, Allyson diz que teve um telefone apreendido, um notebook e dois HDs pessoais.

O auto de apreensão que descreve os itens coletados na casa do prefeito de Mossoró, no entanto, revela que ele tinha três aparelhos telefônicos, sendo um deles um modelo Positivo, conhecido por ser um telefone descartável, sem a necessidade de conexão com a internet. Os itens que realmente foram apreendidos na casa do prefeito de Mossoró e que não constam inteiramente no conteúdo do Instagram foram:

  • tem 1: Um iPhone cor grafite, acompanhado de chip TIM.
  • Item 2: Um iPhone Pro Max cor azul (descrito no auto como “iPhone17ProMax”, provável erro de digitação para 15), encontrado no interior de uma mochila de uso pessoal.
  • Item 3: Um MacBook Air, marca Apple, com capa “Sonix”, também encontrado na mochila pessoal.
  • Item 4 e 5: Dois HDs Externos (um WD Elements e um Seagate), encontrados na mochila pessoal,.
  • Item 6: Um Pen drive preto.
  • Item 7: Um telefone celular marca POSITIVO (modelo simples), encontrado no escritório da residência.
  • Item 8: Um cartão de memória MicroSD Kingston de 16GB

Noutro trecho de seu vídeo, Allyson diz que tem interesse em colaborar com as investigações e que fornecerá as informações que lhe forem pedidas.

No auto de apreensão, os agentes da Polícia Federal afirmam que fora solicitadas as senhas dos dois iPhones e do Macbook e que o prefeito se recusou a dar as senhas. A identificação serial dos aparelhos foram suprimidas para não expor ao público dados que possam comprometer a investigação.

A Polícia Federal cumpriu ainda mandado de busca e apreensão em um apartamento localizado na Rua da Lagosta, nº 466, Edifício Corais de Ponta Negra, Bloco D, apartamento 2803, na zona Sul de Natal. A diligência foi realizada pela Equipe 17 da PF.

Segundo o auto, os agentes chegaram ao local por volta das 6h da manhã. Como não houve resposta aos chamados, a equipe aguardou até as 8h, quando foi acionado um chaveiro para a abertura da unidade, procedimento classificado como “arrombamento técnico”, autorizado judicialmente. A ação foi acompanhada por duas testemunhas, Hugo Freire da Silva e Kleber Skolimoski de Aguilar.

No interior do imóvel, não havia moradores no momento da diligência. Ainda assim, os policiais relataram “sinais de presença recente” e localizaram diversos objetos pessoais que, segundo o relatório, indicam o uso do apartamento pelo prefeito Allyson Bezerra e sua família.

Entre os itens registrados no relatório fotográfico estão um caderno com o nome “Allyson” na capa, contendo anotações manuscritas de cunho religioso, incluindo a citação do Salmo 37:23-24, que diz: “O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada…”, com assinatura atribuída a “Allyson e Família”.

Os agentes ainda registraram a presença de roupas de criança e bebê dispostas sobre a cama, indicando o uso do imóvel pela filha do casal, além de uma etiqueta de bagagem em couro com as iniciais “AB” e um cartão de visita preenchido com o nome “Allyson Bezerra” e endereço em Mossoró.

Diferentemente da busca realizada na residência em Mossoró, onde foram apreendidos equipamentos eletrônicos e dispositivos de armazenamento, o auto circunstanciado referente ao endereço de Natal não registra apreensão de materiais de interesse criminal. A tabela de bens apreendidos aparece riscada, o que, segundo o padrão do documento, indica ausência de apreensões no local.

A diligência em Natal teve como principal resultado a confirmação do vínculo do investigado com o imóvel na capital, a partir de objetos pessoais, registros manuscritos e indícios de uso recente pela família.

O martelo foi batido e Ezequiel Ferreira irá presidir o REPUBLICANOS no RN!

 

O Republicanos deverá ter o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira de Souza, no comando da legenda no estado.

A definição, já acertada nos bastidores, mantém Ezequiel  que deixa o PSDB e fica à frente do partido mesmo diante da filiação de nomes de peso no cenário federal, como o senador Styvenson Valentim.

O arranjo foi articulado e prometido pelo prefeito de Natal, Paulinho Freire, responsável pelas costuras finas da negociação, tratadas diretamente com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em reunião realizada ontem, em Brasília.

O Republicanos, fundado em 2005 ligado à Igreja Universal, se consolidou como força política nacional com líderes de peso como Marcelo Crivella, Celso Russomanno, e por último , o governador de São Paulo Tarcísio Freitas e o presidente da Câmara, Hugo Motta , sem falar no  presidente nacional Marcos Pereira.

Com 40 deputados federais, dois senadores  e 20 minutos de propaganda partidária por semestre, o partido integra o Centrão e atua de forma pragmática no Congresso. No governo Lula, teve representantes em ministérios estratégicos, como Silvio Costa Filho, fortalecendo seu protagonismo no cenário nacional.

Gazeta Potiguar

 

Entre a narrativa e a realidade: as contradições de Allyson em 2026

A política do Rio Grande do Norte volta a flertar, em 2026, com uma velha tentação: vender como “novo” aquilo que, na prática, recicla antigos arranjos de poder.

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, construiu sua trajetória apoiado em políticas públicas de educação, como o IFRN, e venceu, em 2020, uma oligarquia local. Foi um feito relevante. Representou, naquele momento, uma ruptura.

A partir de 2023, Allyson se integrou ao campo liderado por José Agripino Maia, filiando-se ao União Brasil e passando a orbitar o núcleo mais tradicional da política potiguar. O “menino que venceu o coronelismo” passou, progressivamente, a conviver confortavelmente com ele.

Hoje, seu palanque reúne setores historicamente dominantes no Estado.

Diante disso, soa contraditório sustentar o discurso de “perseguição dos poderosos”. Apoiado pelas principais famílias políticas do RN, Allyson não é vítima do sistema, é parte dele.

Mais recentemente, investigações da Polícia Federal sobre contratos na área da Saúde trouxeram um novo elemento de preocupação. Ainda há direito à defesa e à presunção de inocência. Mas investigação não pode ser convertida em marketing político nem em instrumento de vitimização.

De outro lado, setores da direita bolsonarista também apresentam candidaturas marcadas por controvérsias e decisões administrativas questionáveis.

Enquanto isso, o governo de Fátima Bezerra, com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segue sendo rotulado como “ingovernável”, apesar de apresentar, em tudo, indicadores melhores que as gestões anteriores.

O eleitor não pode ser colocado diante de falsas escolhas. O desafio de 2026 é simples e profundo: escolher entre aparência e realidade. Entre marketing e projeto. Entre acordões e compromisso com o desenvolvimento.

O Rio Grande do Norte precisa menos de salvadores da pátria e mais de governantes responsáveis e honestos.

 Blog do Barreto

Nas entrelinhas Allyson Bezerra manda recado para Babá Pereira, vice de Álvaro Dias

 

Ficou nítida a preocupação do pré-candidato a governador Allyson Bezerra (UNIÃO), em somar apoios com prefeitos potiguares. Sabendo que o vice de Álvaro Dias é um municipalista nato que está sentado na cadeira número 1 da presidência da Federação dos Municípios do RN – FEMURN, e que tem contato direto com os 167 prefeitos do RN, Allyson reservou uma parte do discurso feito hoje durante o lançamento da sua pré-candidatura para dizer que vai pessoalmente visitar cada um dos gestores municipais em cada recanto do estado, para conversar sobre o futuro do RN.

O recado foi claro e direto para Babá Pereira, vice de Álvaro Dias, que tem a missão de manter pertinho do pré-candidato a governador do PL a maioria dos líderes municipalistas. 

Do lado das oligarquias: Mariana muda de lado e escancara incoerência politica

 

 A prefeita Marianna Almeida declarou apoio à candidatura de Allysson Bezerra. Sim, ele mesmo, o político que surgiu prometendo enfrentar as oligarquias, romper com a velha política e “mudar tudo isso que está aí”, mas que hoje aparece abraçado exatamente com aquilo que dizia combater. Pior, um nome recentemente envolvido em investigações da Polícia Federal, com suspeitas de corrupção em contratos com a empresa DISMED.

O apoio de Marianna não é um gesto isolado, nem neutro. Ele carrega um peso político enorme, sobretudo quando se olha para o caminho que a levou até aqui. Sua eleição e reeleição só foram possíveis graças a um apoio massivo da esquerda no estado. Governadora, lideranças do PT, militância engajada, discursos afinados com pautas progressistas e, mais do que isso, espaços concretos de poder entregues ao partido, como as secretarias de Educação e Meio Ambiente do município.

Durante anos, o que se viu foi Marianna de mãos dadas com esse campo político, usufruindo do capital eleitoral, da estrutura e da credibilidade de um projeto que sempre se colocou como alternativa às oligarquias e à política de conveniência. Hoje, esse mesmo projeto é descartado sem maiores explicações, em troca de uma aliança que soa, no mínimo, contraditória.

A pergunta que ecoa nas ruas e nas redes é simples e incômoda, o que mudou? Mudaram os valores ou apenas os interesses? Onde fica o discurso de ética, coerência e compromisso com quem acreditou, defendeu e foi às urnas?

Ao declarar apoio a Allysson Bezerra, Marianna não apenas rompe com o PT. Ela rompe com uma narrativa que ajudou a construir, com eleitores que confiaram e com uma base política que sustentou seu projeto. Para muitos, soa como traição. Para outros, como oportunismo. E para a maioria, como mais um capítulo da velha política que se reinventa, troca de lado, mas nunca muda de prática.

Foi um gesto estratégico ou o famoso “abraço da cobra”? A história vai julgar. Mas uma coisa é certa, quem sobe no palanque da incoerência não pode se surpreender com a cobrança pública.

O eleitor não esquece. E a conta, mais cedo ou mais tarde, chega.


Olha o time: Envolvido em corrupção Abraão Lincoln declara apoio a Allyson Bezerra

 

O ex-deputado Abraão Lincoln declarou apoio ao projeto político do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, e deverá atuar como um dos articuladores da campanha ao Governo do Estado. O movimento rapidamente repercutiu nos bastidores da política potiguar e gerou diferentes leituras sobre seus efeitos.

Figura conhecida no meio político, Abraão passa a integrar o núcleo de articulação, contribuindo com contatos, diálogo e construção de alianças. A entrada dele no grupo é vista por aliados como reforço na engrenagem política da pré-campanha

Babá Pereira anuncia renúncia e Zé Augusto assumirá presidência da FEMURN

 

O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), Babá Pereira, anunciou publicamente que renunciará ao cargo até o fim do mês de fevereiro. O comunicado foi feito na última quinta-feira (05), durante a abertura do evento Conexão CNM, realizado em Natal, que reúne gestores municipais de todo o estado para debater temas estratégicos da administração pública.

A decisão ocorre após a confirmação de que Babá Pereira disputará um cargo nas eleições deste ano. Durante seu pronunciamento, o presidente destacou que sua atuação à frente da FEMURN sempre foi pautada pelo compromisso institucional e pelo respeito a todos os municípios potiguares.

Enquanto estive à frente da presidência da FEMURN, sempre tive um comportamento apartidário, defendendo os interesses de todos os municípios do Rio Grande do Norte. Mas, por uma questão de ética e respeito a todos os prefeitos e prefeitas do nosso estado, deixarei o cargo até o fim de fevereiro”, afirmou Babá Pereira, ao fazer o anúncio público.

Eleito em janeiro de 2025, Babá Pereira protagonizou um marco histórico na entidade, com a maior participação de votantes já registrada. Com 109 votos, foi eleito presidente da FEMURN, superando Pedro Henrique, que obteve 52 votos, em uma eleição que contou com um total de 161 votantes. O resultado evidenciou o crescente engajamento dos gestores municipais e reforçou a legitimidade do processo democrático dentro da Federação.

Com a renúncia, o atual vice-presidente da FEMURN, o prefeito de Portalegre Zé Augusto, assumirá a presidência da entidade, garantindo a continuidade das ações institucionais e do trabalho desenvolvido em defesa dos municípios do Rio Grande do Norte.

A FEMURN segue cumprindo seu papel de representação municipalista, atuando na defesa dos interesses dos municípios potiguares e no fortalecimento da gestão pública, por meio do diálogo, da cooperação institucional e do apoio permanente aos gestores municipais. 

Republicanos pode sair de zero para cinco deputados estaduais e ainda leva Styvenson Valentin e Ezequiel para o jogo!

 

A bancada do PSDB eleita em 2022  contou com nove deputados estaduais: Dr. Bernardo, Ezequiel Ferreira, Galeno Torquato, Kleber Rodrigues, Nelter Queiroz , José Dias, Tomba Farias, Gustavo Carvalho e Ubaldo Fernandes. Com essa composição, o PSDB consolidou-se como uma das forças mais expressivas da Casa. Depois algumas migrações para o PL emagreceram um pouco a legenda. 

O mesmo articulador, Ezequiel Ferreira de Souza, responsável por coordenar a bancada do PSDB na legislatura anterior, agora costura a formação de um novo grupo forte na Assembleia Legislativa no Republicanos, mas, curiosamente, sem nenhum dos deputados que o acompanhavam há quatro anos.

Ja foi batido o martelo e Ezequiel, presidente da Assembleia Legislativa e o senador STYVERSON VALENTIM irão se filiar a legenda e ainda levará o candidato a vice- Governador, Babá Pereira para o jogo político.

O  novo grupo  que se forma tem o presidente da Câmara de Natal  Ériko Jacome, os deputados Ivanildo Oliveira, Cristiane Dantas e Taveira Júnior.  

A mudança não se deve a desentendimentos ou desgaste de relações, mas à conta e matemática política, buscando formar uma base que some mais e melhor nas bases de cada pré-candidato. 

O outro dado curioso é que o partido Republicanos não conta hoje com nenhuma representação na Assembleia, pois que até o filho do presidente da legenda no RN atualmente, o deputado Adjuto Dias foi eleito pelo MDB e lá permaneceu. 

Gazeta Potiguar

 

 
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