Olho D'água do Borges/RN -

Justiça determina que Estado do RN nomeie aprovados e recomponha efetivo da Polícia Civil

 

A 6ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal determinou que o Estado do Rio Grande do Norte adote medidas para recompor o efetivo da Polícia Civil. A decisão atende a uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. A sentença, assinada pelo juiz Francisco Seráphico da Nóbrega, torna definitiva a obrigação de nomear candidatos aprovados no concurso público regido pelo edital nº 01/2020 da Polícia Civil.

Na ação, o MPRN apontou um déficit considerado elevado no quadro da corporação. À época do edital, havia 1.352 servidores ativos diante de 3.798 cargos vagos — o equivalente a 73,75% das vagas previstas em lei. O concurso teve 2.036 candidatos aprovados, dos quais 593 foram nomeados em duas turmas. Mesmo assim, segundo o Ministério Público, ainda há aprovados sem convocação e um déficit estrutural significativo.

Durante o processo, a Justiça já havia determinado, em caráter de urgência, a nomeação de 155 candidatos. O Estado informou o cumprimento parcial, com a nomeação de 153. Agora, a decisão torna definitiva a obrigação de convocar todos os aprovados nas cinco fases do certame.

Na sentença, o magistrado destacou que a segurança pública é um direito fundamental e dever do Estado, conforme a Constituição Federal. Ele também citou a Lei Complementar Estadual nº 270/2004, que prevê a realização de concurso quando o número de vagas supera um quinto dos cargos da carreira.

Dados apresentados pelo próprio Estado indicam que o efetivo atual corresponde a apenas 35,65% das vagas previstas em lei, com mais de 3,3 mil cargos vagos. Para o juiz, o cenário é incompatível com o princípio da eficiência administrativa. O magistrado também afastou a tese de interferência do Judiciário em políticas públicas, afirmando que a decisão apenas determina o cumprimento de obrigações legais já existentes.

Novas medidas

Além das nomeações, a decisão estabelece que o Estado convoque, no prazo de até 90 dias, uma nova turma do Curso de Formação Profissional para os candidatos ainda classificados dentro da validade do concurso. Após a conclusão do curso, as nomeações deverão ocorrer em até 30 dias.

A sentença também determina a realização de um novo concurso público para os cargos de delegado, agente e escrivão, caso o cadastro de aprovados seja esgotado.

O objetivo é que, até o fim de 2027, o efetivo ativo da Polícia Civil alcance pelo menos 50% dos cargos previstos em lei, conforme meta estabelecida no Plano Plurianual Participativo (Lei nº 11.671/2024), o que corresponde a 2.575 servidores em atividade.

Tribuna do Norte

 

Secretário Cadu "explica" situação dos consignados atrasados na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa.

 

A Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, nesta quarta-feira (26), a primeira reunião de 2026 com a presença do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier. Convocado para prestar esclarecimentos, o secretário admitiu os atrasos e atribuiu o problema à frustração de receitas, enquanto deputados cobraram explicações, criticaram o descumprimento de prazos anteriores e pediram um plano concreto de regularização.

Durante a reunião, o secretário entregou aos deputados um documento com respostas aos questionamentos apresentados pelo colegiado, detalhando a situação dos repasses e as medidas adotadas pelo Governo do Estado. De acordo com o ofício, o valor total pendente de repasse às instituições financeiras soma R$ 363,3 milhões, referentes ao período de maio de 2023 a março de 2026.

Durante sua fala, o secretário atribuiu os atrasos à frustração de receitas registrada em 2025, que chegou a R$ 474,5 milhões, impactando principalmente arrecadações de ICMS, IRRF e IPVA. Segundo ele, diante do cenário, o governo priorizou o pagamento integral da folha salarial e outras obrigações constitucionais.

“Não é a situação ideal, mas a gestão pública exige escolhas. A prioridade foi honrar os salários dos servidores e os repasses obrigatórios”, afirmou.

Carlos Eduardo Xavier também destacou que não há registro de negativação de servidores em órgãos de crédito em decorrência dos atrasos, uma vez que os valores continuam sendo descontados regularmente em folha. Segundo ele, eventuais encargos decorrentes do atraso são de responsabilidade do Estado, não dos servidores.

Durante o debate, o deputado Luiz Eduardo (SDD) relembrou que o problema foi reconhecido pelo governo ainda em 2025, com compromisso de regularização até dezembro daquele ano, o que não se concretizou. Ele também criticou a falta de transparência por parte de instituições financeiras e informou que o caso foi levado ao Tribunal de Contas e ao Banco Central, que já iniciou auditoria sobre a situação. “Houve um compromisso público de regularização que não foi cumprido, e isso precisa ser esclarecido com transparência”, afirmou.

O parlamentar questionou ainda quem arcaria com eventuais prejuízos aos servidores. Em resposta, o secretário reafirmou que “não há cobrança adicional de juros para os servidores” e que o governo negocia a redução ou remissão de encargos junto às instituições financeiras.

Já o deputado Gustavo Carvalho (PL) também cobrou mais clareza sobre a condução do tema e defendeu que a Assembleia do RN acompanhe de forma rigorosa a situação. “Estamos tratando de recursos descontados diretamente dos servidores. É preciso garantir que haja responsabilidade e transparência nesse processo”, declarou.

O deputado Adjuto Dias (MDB) demonstrou preocupação com o prazo apresentado pelo governo para quitação do passivo, previsto para o final de 2026. Ele questionou a viabilidade do cronograma diante do histórico recente de atrasos e cobrou garantias concretas de cumprimento.

Em resposta, o secretário afirmou que o Estado trabalha com um plano de amortização gradual, que prevê o pagamento das parcelas correntes acrescido de valores adicionais mensais, com o objetivo de regularizar a situação ao longo deste ano.

Outro ponto levantado foi a base legal para a retenção temporária dos valores. O documento apresentado pelo governo informa que os contratos são regidos por convênios e decretos estaduais, que estabelecem prazo de até 40 dias para o repasse após o pagamento da folha.

Ainda durante a reunião, o deputado Luiz Eduardo (SDD) apresentou requerimento verbal solicitando o envio dos contratos firmados entre o Governo do Estado e as instituições financeiras, aprovado pelos membros da comissão. Também participaram da reunião os deputados Gustavo Carvalho (PL), Francisco do PT, Dr. Bernardo (PSDB), Ivanilson Oliveira (União Brasil), Ubaldo Fernandes (PSDB) e Neilton Diógenes (PP), além de representantes do governo estadual, como a controladora-geral Luciana Daltro e o procurador-geral do Estado, Antenor Roberto.

 Blog do Barreto

Nominata de Ezequiel Ferreira e Paulinho Freire pode migrar para o Podemos.

 

A mudança de rumo na formação das chapas proporcionais no Rio Grande do Norte começa a ganhar força nos bastidores políticos. A nominata liderada pelo deputado estadual Ezequiel Ferreira e pelo deputado Paulinho Freire, antes articulada no Republicanos, pode migrar para o Podemos após mudanças no comando estadual da legenda.

A reconfiguração ocorre depois que a direção nacional do Republicanos teria entregue o controle do partido no RN ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. Com isso, lideranças que vinham estruturando chapas dentro da sigla passaram a avaliar novos caminhos para manter competitividade nas eleições proporcionais.

Uma reunião envolvendo Eriko Jácome, Ezequiel e o prefeito de Acari e presidente estadual do Podemos, Fernando Bezerra, pode ter sido decisiva para selar o entendimento. A articulação indicaria a ida do grupo para o Podemos, fortalecendo significativamente a legenda no estado.

Nos bastidores, a nominata de Ezequiel e Paulinho é considerada uma das mais fortes para deputado estadual, com projeção de eleger entre 6 e 8 parlamentares. Diante do novo cenário, o Podemos surge como alternativa estratégica para abrigar o grupo e manter o potencial eleitoral da chapa.

Se confirmada, a mudança deve redesenhar o tabuleiro político potiguar e impactar diretamente a correlação de forças na disputa pela Assembleia Legislativa nas próximas eleições. 

Abraão Lincoln, preso na CPMI do INSS foi o responsavel pela entrega de Republicanos a Allyson no RN

 

O ex-suplente de deputado federal Abraão Lincoln, que ganhou repercussão nacional após receber voz de prisão durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, participou das articulações para transferir o comando do Republicanos no Rio Grande do Norte ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), pré-candidato ao Governo do Estado.

Lincoln tem influência na direção nacional do partido. Seu filho, Victor Cruz, atua próximo ao presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira.

Com a saída do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias para disputar o governo pelo PL, o atual prefeito da capital, Paulinho Freire (União Brasil), articulava a entrega do partido ao presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, que está deixando o PSDB e conta com uma nominata considerada competitiva.

No entanto, Allyson, por meio de Lincoln, teria se antecipado e atuado para garantir o controle da legenda, em movimento interpretado como reação à decisão de Paulinho Freire de apoiar Álvaro Dias. A estratégia inclui fortalecer o partido com tempo de TV, acesso ao fundo partidário e a possível candidatura do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves ao Senado.

Uma coisa é certa: não faltarão partidos para Ezequiel. Hoje, ele é considerado um dos maiores articuladores políticos do Rio Grande do Norte, com expressiva densidade eleitoral. Tanto pode permanecer no PSDB, quanto aceitar sondagens já ventiladas pelo Podemos e PSB, que passaram a acompanhar de perto os desdobramentos, em meio a um movimento mais amplo de reposicionamento político no estado.

Mas Quem é mesmo Abraão Lincoln?

Abraão Lincoln é investigado sob suspeita de envolvimento em fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios de aposentados, por meio da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA). Estima-se que a entidade tenha movimentado cerca de R$ 221 milhões em descontos considerados irregulares entre 2019 e 2024.

Ele foi ouvido na CPMI do INSS, ocasião em que recebeu voz de prisão, sendo liberado posteriormente após pagamento de fiança.

Em 2015, Lincoln já havia sido preso pela Polícia Federal durante a Operação Enredados, que investigava um esquema de concessão irregular de permissões para pesca industrial.

Apesar das controvérsias, ele é apontado como um apoiador ativo de Allyson Bezerra, a quem descreve como “inspiração para a nova geração”.

“Afinal, Allyson agora circula em ‘boas companhias’: as oligarquias Alves e Maia — que antes condenava, quando era o menino pobre da zona rural de Mossoró —, além da presença de Abraão Lincoln

No fim das contas, vale o velho ditado: diga-me com quem andas, e direi quem és.”

Janones com medo de Flávio Bolsonaro, alerta que “Lula pode tomar um cacete na eleição”

 

Apoiador do presidente Lula (PT), o deputado federal André Janones (Avante-MG) fez um alerta nas redes sociais nesta quarta-feira (25/3) dizendo que o petista pode tomar um “couro”, uma “taca”, ou um “cacete” nas eleições deste ano se seu grupo político “não tirar o rabo do sofá e começar a sentar o cacete, descer o bambu, no bandido miliciano do Flávio Bolsonaro”.

Janones comentou o resultado da pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta, que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (47,6% a 46,6% numa simulação de segundo turno, no limite da margem de erro).

Segundo o parlamentar mineiro, não adianta a esquerda achar que a pesquisa está errada, é falsa e que a eleição está ganha.

“Não vamos ganhar com discurso bonito nem com politicamente correto”, seguiu Janones, dizendo ainda que é preciso falar a “linguagem do povo” e expor Flávio e seu grupo político por questões como ligações a pessoas investigadas no escândalo do Banco Master.

Metrópoles 

O prejuízo do futebol mossoroense tem seu perna de pau

 

O prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) deixou para o último minuto a assinatura de contrato de construção da Arena Nogueirão.

Ele renunciará ao mandato na sexta-feira, 27, para ser candidato a governador do Rio Grande do Norte.

Com a maquete do novo estádio e imagens de máquinas derrubando o velho Manoel Leonardo Nogueira, ele capricha na propaganda em suas redes sociais.

Nada contra, faz parte do jogo.

Agora, não há como esconder o prejuízo que ele deu ao futebol mossoroense ao destruir o Nogueirão deliberadamente e tirar o único campo oficial para jogos de Potiguar, Baraúnas e o Mossoró Esporte Clube.

Nesse jogo, Allyson é o perna de pau.

Já são dois anos de prejuízos e, se levar em conta o prazo para a conclusão da obra da Arena Nogueirão, que é de três anos, os clubes ficarão pelo menos cinco anos jogando fora da cidade.

Isso, claro, se conseguirem sobreviver.

O Potiguar, que se classificou para a Copa do Brasil 2027, vai ter que jogar na Arena das Dunas em Natal, já que o estádio da Serra do Mel não tem capacidade mínima exigida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O torcedor alvirrubro mossoroense vai ter que viajar 265 km para ver seu time na Copa do Brasil. Se tiver condições financeiras para arcar as despesas.

Essa conta é de Allyson Bezerra, visto como o “coveiro” do histórico Nogueirão. O cidadão mossoroense e potiguar vai cobrar na hora certa.

E se a bola for colocada na marca do pênalti, o chute será inevitável.

Cesar Santos/Jornal de Fato 

Gestão Allyson Bezerra ultrapassa limite legal e gasta mais de R$ 40 milhões sem autorização, aponta MP de Contas

O Ministério Público de Contas do Rio Grande do Norte identificou indícios de irregularidades nas contas da gestão do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, referentes ao exercício financeiro de 2023. O órgão aponta possíveis atos de improbidade administrativa e recomenda ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) a reprovação das contas.

De acordo com o relatório, a Prefeitura ultrapassou o limite de 25% de créditos suplementares previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), sem solicitar autorização da Câmara Municipal. O teto permitido era de aproximadamente R$ 297,7 milhões, mas a execução chegou a R$ 338,6 milhões — um excedente de R$ 40,9 milhões sem respaldo legal.

Um dos pontos que mais chama atenção é o fato de a gestão não ter buscado autorização do Legislativo, mesmo contando com maioria na Casa. Além disso, também é questionada a atuação da própria Câmara, que não exerceu plenamente sua função de fiscalização. No início de 2024, parlamentares da oposição chegaram a levantar o tema e solicitar informações detalhadas, mas o pedido foi rejeitado pela base governista.

O parecer do Ministério Público de Contas, assinado pelo procurador Ricart César Coelho dos Santos, aponta ainda inconsistências nos dados contábeis e falhas na execução orçamentária. Segundo o documento, os créditos suplementares superaram o limite autorizado, o que pode configurar infração à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Outro problema identificado foi o atraso no envio de instrumentos essenciais de planejamento ao Tribunal de Contas. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi encaminhada com 409 dias de atraso, enquanto a Lei Orçamentária Anual (LOA) chegou com 190 dias de demora. Para o órgão, esses atrasos comprometem a capacidade de fiscalização em tempo real e afetam a transparência da gestão.

O relatório também destaca divergências entre informações financeiras e patrimoniais apresentadas pelo município. Para o Ministério Público, o uso de notas explicativas não substitui a obrigação de apresentar dados contábeis claros, consistentes e confiáveis.

Diante das irregularidades, o órgão recomenda não apenas a reprovação das contas, mas também a apuração de responsabilidades e eventual aplicação de sanções. O parecer reforça que a prestação de contas é de responsabilidade direta do chefe do Executivo, recaindo sobre o prefeito.

O caso será analisado pelo plenário do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte e, posteriormente, seguirá para julgamento político na Câmara Municipal de Mossoró.

Entenda o que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece regras para garantir equilíbrio nas contas públicas, impondo limites e critérios para a realização de despesas pelos gestores. O descumprimento dessas normas pode resultar em sanções administrativas, civis e até penais.

No caso dos municípios, a legislação determina, por exemplo, limites para gastos com pessoal e exige transparência na execução orçamentária. Já a Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pela Câmara, define previamente como os recursos públicos devem ser aplicados ao longo do ano.

Quando há desrespeito a esses parâmetros, como apontado no relatório do Ministério Público de Contas, o gestor pode responder por infrações previstas na Lei de Improbidade Administrativa e em normas que tratam dos crimes de responsabilidade. 

Dorgival Dantas cria “Xote do Bem” em parceria com a ONG Amor Solidário de Olho D’água do Borges, e entrega 1,5 tonelada de alimentos

 

O cantor Dorgival Dantas segue transformando música em ação social por meio do projeto “Xote do Bem”, que entra em uma nova fase ao firmar parceria com a Ação Cidadania, uma das principais organizações de combate à fome da América Latina.

A união já começou fazendo a diferença: foram entregues 150 cestas básicas, totalizando cerca de 1,5 tonelada de alimentos, destinados a famílias em situação de vulnerabilidade no município de Olho D’Água do Borges, sua terra natal.

A ação também contou com o apoio da ONG local Amor Solidário, ampliando seu alcance e garantindo benefícios não apenas às famílias em situação de vulnerabilidade, mas também a projetos sociais que atendem moradores de Olho D’água do Borges.

Para Dorgival, o projeto representa mais do que uma ação pontual — é um compromisso pessoal com sua terra. O artista destacou a emoção de ver a iniciativa ganhar força e reforçou que esse é apenas o começo de algo ainda maior.

A parceria também foi celebrada pela coordenação da Ação Cidadania no estado, que ressaltou a importância do envolvimento de figuras públicas em causas sociais, ampliando o impacto das ações solidárias e incentivando outras pessoas a contribuírem.

E a mobilização continua. O próximo grande momento será durante o evento “Derradeiro de Maio”, programado para os dias 15 e 16, quando uma nova campanha de arrecadação será realizada. A proposta é utilizar o ingresso solidário, no qual o público garante acesso ao evento por meio da doação de alimentos.

A expectativa é de uma arrecadação expressiva, com os mantimentos sendo destinados a famílias da região do Alto Oeste potiguar.

Mais do que entretenimento, o projeto busca consolidar um modelo onde cultura e responsabilidade social caminham juntas. A cada doação, o público participa ativamente de uma corrente do bem, mostrando que a música pode ir além do palco e alcançar quem mais precisa.

PESQUISA ATLASINTEL: Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula e lidera cenário de 2º turno

 

O senador Flávio Bolsonaro aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026, segundo nova pesquisa da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg News.

De acordo com o levantamento, Flávio tem 47,6% das intenções de voto, contra 46,6% de Lula. A diferença é de um ponto percentual, dentro da margem de erro da pesquisa, que também é de um ponto, indicando um cenário de empate técnico, mas com vantagem numérica para o senador.

O estudo foi realizado entre os dias 18 e 23 de março, com 5 mil eleitores em todo o país, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral. O resultado marca a primeira vez em que Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno.

Além dos votos válidos, a pesquisa aponta ainda 5,8% de eleitores indecisos ou que não responderam. O dado reforça que a disputa segue aberta e com margem para mudanças ao longo da campanha.

O resultado surge em meio a um cenário de maior competitividade eleitoral, com crescimento da oposição e desgaste do atual governo. A tendência indica uma disputa acirrada até outubro, com equilíbrio entre os principais nomes na corrida presidencial. 

PODERDATA: Desaprovação de Lula atinge 61% e chega ao maior nível em dois anos

 

A desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 61% dos brasileiros, segundo pesquisa do PoderData realizada entre os dias 21 e 23 de março de 2026. É o pior índice registrado desde o início da série histórica, em março de 2024, a pouco mais de seis meses da eleição presidencial.

O levantamento mostra que a avaliação pessoal do presidente é mais negativa do que a do governo. Enquanto 61% desaprovam Lula, 57% dizem desaprovar a administração federal como um todo, com 37% de aprovação. A diferença entre quem aprova e desaprova o presidente chegou a 30 pontos percentuais, quase o triplo do registrado há dois anos.

Os dados indicam uma deterioração contínua na percepção da população. Desde setembro de 2025, a desaprovação do governo subiu seis pontos, enquanto a aprovação caiu para o menor patamar do mandato. O distanciamento entre a imagem do presidente e a avaliação da gestão também tem se mantido nos últimos meses.

Outro ponto destacado pela pesquisa é a comparação com o governo anterior. Atualmente, 42% dos entrevistados afirmam preferir a gestão de Jair Bolsonaro, enquanto 32% consideram o governo atual melhor — diferença que aumentou em relação a levantamentos anteriores.

Com alta rejeição, piora recente nos indicadores e perda de vantagem na comparação com o antecessor, o cenário eleitoral se torna mais competitivo. Os números indicam maior pressão sobre Lula na corrida pela reeleição e ampliam o espaço político para a oposição.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 21 a 23 de março de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 132 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

Poder360 

RN fica abaixo da meta de alfabetização e aparece entre piores índices do país

 

Rio Grande do Norte aparece entre os estados com piores índices de alfabetização do país, segundo dados do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) divulgados pelo governo federal.

Enquanto o Brasil alcançou 66% das crianças alfabetizadas até o 2º ano em 2025, superando a meta prevista para o período, o RN ficou bem abaixo, com apenas 48%.

Distante dos líderes

Estados como Ceará (84%), Goiás e Paraná (80%) já atingiram o nível esperado para 2030, enquanto o RN segue entre os que não conseguiram alcançar nem a meta atual.

Além do Rio Grande do Norte, também aparecem abaixo do esperado:

  • Amazonas (57%)
  • Pará (58%)
  • Rio Grande do Sul (52%)
  • Santa Catarina (59%)

Avanço existe, mas ainda é insuficiente

Apesar do desempenho abaixo da média, o RN apresentou crescimento nos últimos anos:

  • 2023: 37%
  • 2024: 39%
  • 2025: 48%

Ou seja, houve evolução — mas ainda distante do ideal.

Meta já foi superada no Brasil

A meta nacional para 2025 era de 64%, mas o país já chegou a 66%.

O objetivo agora é alcançar 80% até 2030.

Mesmo com o avanço, especialistas alertam que ainda há um número relevante de crianças que não dominam leitura e escrita no tempo adequado.

Como o índice é calculado

O indicador é baseado em avaliações aplicadas aos alunos, que medem:

  • capacidade de leitura
  • compreensão de texto
  • escrita

A referência nacional considera alfabetizada a criança que atinge 743 pontos na escala do Saeb.

Blog do Dina 

 

 

Saiba quando serão divulgadas as próximas pesquisas eleitorais no RN

 

Institutos de pesquisas divulgarão levantamentos de intenção de voto para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte nos próximos dias. De acordo com o sistema de registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao menos quatro institutos já têm pesquisas programadas para publicação ao longo desta semana.

A pesquisa do Instituto Qualitá, contratada pela TV Futuro, está prevista para ser divulgada na sexta-feira (27). O levantamento ouviu 1.200 eleitores e foi registrado sob o protocolo RN-06328/2026.

No sábado (28), será a vez do Instituto Affare divulgar seus números. A pesquisa entrevistou 1.500 eleitores e está registrada no TSE sob o número 07189/2026.

Já no domingo (29), o Instituto Media apresenta um levantamento mais amplo sobre o cenário estadual. Encomendado pelo Jornal O Potengi, o estudo ouviu 2.000 eleitores e está registrado sob o número RN-07240/2026.

Também no domingo, está prevista a divulgação da pesquisa do Instituto Ranking. O levantamento foi financiado pela própria empresa e registrado no TSE com o número RN-09960/2026.

Potiguar News

 

LDM pede suspensão de obra do novo Nogueirão

 

A Liga Desportiva Mossoroense (LDM) protocolou, nesta terça-feira (24), uma petição de urgência junto à 1ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró, tentando paralisar imediatamente qualquer intervenção física no estádio Nogueirão.

O movimento jurídico ocorre menos de 24 horas após o anúncio da assinatura do contrato de Parceria Público-Privada (PPP) entre a Prefeitura e a empresa Nacional Incorporadora e Construtora LTDA.

 “Fato Novo”

A defesa da LDM sustenta que o cenário mudou drasticamente. Se antes a discussão sobre a titularidade do imóvel era tratada como um “projeto futuro”, a presença de maquinário pesado e o cercamento da área — registrados em fotos anexadas ao processo — tornaram o risco de dano “concreto e iminente”.

“O que antes era apenas risco abstrato ou projeto administrativo passou a ser ato concreto de execução iminente”, afirma a ação.

Os Argumentos da Liga

A LDM alega que a reversão do imóvel para o Município é nula por vícios formais, citando a ausência de uma escritura pública exigida pela Lei Municipal nº 3.265/2014. Para a entidade, permitir que as demolições e a terraplanagem avancem agora seria um “caminho sem volta”.

Caso a justiça dê ganho de causa à Liga no futuro, a estrutura original do Estádio Manoel Leonardo Nogueira já terá sido destruída, o que, segundo a petição, causaria um prejuízo irreversível ao patrimônio da associação.

O que a LDM solicita à Justiça:

Suspensão imediata de toda e qualquer obra, demolição ou escavação no local.

Multa diária de R$ 50.000,00 em caso de descumprimento por parte do Município ou da construtora.

Blog do Barreto

 

Cadu e Álvaro no 2º Turno?

A sucessão estadual no Rio Grande do Norte, em 2026, está polarizada entre três nomes: Cadu Xavier (PT), Allyson Bezerra (União Brasil) e Álvaro Dias (Republicanos). O cenário reflete a disputa entre continuidade do projeto de Fátima Bezerra, a tentativa de retorno das oligarquias tradicionais locais e a ascensão do bolsonarismo no estado.

Com o desenrolar do processo, que vai ganhando novos contornos e nitidez, surgem opiniões de personagens experientes, como a do ex-vice governador Fábio Dantas, que acredita na nacionalização da disputa estadual. O peso do prestígio de Lula e de Bolsonaro terão influência nas escolhas estaduais. Em nosso estado, em 2022, Lula, que apoia Cadu, recebeu 1.326.000 votos no estado e Bolsonaro, que apoia Álvaro, teve 711.381. Pela lógica, parte desses sufrágios serão transferidos aos seus candidatos.

O pré-candidato Allyson Bezerra, não tem referências nacionais, de direita ou de esquerda. Sua campanha será coordenada pelas velhas oligarquias locais, tendo à frente o ex-senador e ex-governador José Agripino Maia.

Fábio Dantas acredita em um segundo turno entre Cadu Xavier e Álvaro Dias, por conta da influência de Lula e Bolsonaro. Cadu tem uma herança numérica robusta enquanto Álvaro se posiciona como o herdeiro do campo conservador. Cadú tem   presidente Bolsonaro.

A candidatura de Allyson Bezerra, embora revestida de uma estética de juventude e eficiência administrativa (vinda de Mossoró), carrega consigo o que Fábio Dantas e outros analistas apontam como um possível “calcanhar de Aquiles”: o peso das oligarquias. Allyson Bezerra não pode desistir logo de saída, mas seu discurso da “renovação pura” será desacreditado, pelo palanque formado por figuras da oligarquia tradicional do Rio Grande do Norte.

A análise de Fábio Dantas nos leva a crer que o eleitor potiguar buscará referências nacionais para decidir o destino local. Se a influência de 2022 se repetir, o espaço para uma “terceira via” centrada em acordos de cúpula com velhas lideranças tende a diminuir.

O RN se prepara, portanto, para um embate de conceitos: de um lado, a consolidação de um projeto alinhado ao Planalto; do outro, a resistência de um bloco de direita que busca retomar o protagonismo. Cadu e Álvaro são os nomes que, hoje, melhor encarnam essa dualidade. 

 
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