Olho D'água do Borges/RN -

PSDB, de Ezequiel, vai anunciar apoio a Álvaro Dias em evento marcado para sábado, 18

 

O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, vai anunciar o apoio do PSDB à candidatura de Álvaro Dias (PL) no fim desta semana. Um grande evento está sendo organizado para ser realizado no sábado, 18, no Olímpia, em Natal, com a presença de lideranças estaduais e regionais do partido.

Em razão desse evento, o PL adiou o encontro “Em Direita RN” que estava agendado para Mossoró na sexta-feira, 17.

O PSDB vai para o palanque de Álvaro em um movimento iniciado no primeiro semestre do ano, que envolveu o prefeito de Natal, Paulinho Freire, o ex-vice-governador Fábio Dantas e o senador Styvenson Valentim (Podemos).

O processo atendeu a necessidade de Ezequiel voltar a controlar o PSDB, que estava nas mãos de Styvenson, e na formação das nominatas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados.

O acordo foi firmado de união em torno do palanque de Álvaro e será cumprido.

No entanto, o PSDB não vai completo. Alguns nomes filiados ao partido não seguirão esse caminho, como é o caso do ex-prefeito de Assú e pré-candidato a deputado estadual Dr. Gustavo Soares. Ele anunciou que apoiará a candidatura de Cadu Xavier, do PT.

Já havia sido convencionado que o PSDB deixaria os pré-candidatos à vontade. O importante para Álvaro Dias é que as maiores lideranças do ninho tucano vão com ele e o tempo da propaganda eleitoral eletrônica no rádio e na TV.

Já o Cidadania, que havia apresentado resistência ao nome de Álvaro, teve o comando no RN trocado pela Executiva Nacional. A nova comissão executiva estadual foi entregue ao liberal Paulo Ovídio.

 Coluna Cézar Santos/Jornal de Fato

Álvaro Dias lidera em Natal e Caicó e Allyson, na região Oeste, aponta DataVero

 

Pesquisa DataVero/Diário do RN aponta cenários diferentes na disputa pelo Governo do Estado nas principais cidades do RN. O ex-prefeito Álvaro Dias aparece na liderança em Natal e Caicó, enquanto o ex-prefeito Allyson Bezerra lidera em Mossoró.

Na capital potiguar, Álvaro Dias tem 56% das intenções de voto, segundo o levantamento. Allyson Bezerra aparece com 22%, seguido por Cadu Xavier, que soma 7%.

Em Caicó, cidade onde Álvaro tem ligação política e familiar, o ex-prefeito também aparece na frente com vantagem. Ele registra 51% das intenções de voto, enquanto Allyson tem 24% e Cadu Xavier aparece com 9%.

Já em Mossoró, principal cidade da região Oeste, o cenário se inverte. Allyson Bezerra lidera com 52%, seguido por Cadu Xavier, com 18%, e Álvaro Dias, com 15%.

Metodologia

A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Estado entre os dias 9 e 11 de julho de 2026.

O levantamento tem margem de erro de 2,53 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026. 

Allyson e Cadu dividem voto do esquerda e Álvaro lidera na direita, diz pesquisa DataVero

 

A preferência do eleitor potiguar para presidente influencia a disputa pelo Governo do RN, mas os votos se distribuem de forma diferente entre os principais pré-candidatos, revela a pesquisa DataVero/Diário do RN, publicada nesta terça-feira (14).

Conforme o levantamento, Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) lideram entre os eleitores que declararam voto no presidente Lula (PT), enquanto Álvaro Dias (PL) aparece na frente entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL).

Eleitores da esquerda

Entre os eleitores de Lula, Allyson tem 36,50% das intenções de voto para governador e Cadu, que tem o apoio direto do presidente e da governadora Fátima Bezerra (PT), tem 19,26%.

Álvaro Dias, apoiado por Flávio Bolsonaro, tem 24,33% das intenções de votos entre os eleitores que declararam votar na esquerda,.

Entre os eleitores que declararam voto em Flávio Bolsonaro para presidente, o cenário é bem diferente. Álvaro Dias, identificado com o campo bolsonarista, lidera com folga, alcançando 59,31% das intenções de voto. Allyson aparece em segundo lugar, com 29,66%, enquanto Cadu Xavier registra apenas 0,98%.

Apoios se multiplicam: Álvaro Dias fortalece projeto com novas adesões na Grande Natal, no Agreste e na região Central do RN

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, ampliou sua articulação política nesta segunda-feira, 13, com novas adesões ao seu projeto em diferentes regiões do estado. Os apoios foram confirmados na Grande Natal, no Agreste e na região Central do RN, fortalecendo a construção de alianças em torno da pré-candidatura.

Em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, Álvaro Dias recebeu o apoio de um grupo de vereadores do município, considerado um dos principais colégios eleitorais do estado. O encontro contou com a participação do pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira.

Confirmaram apoio à pré-candidatura os vereadores Michael Borges, Michael Diniz, Carol Pires, Thiago Fernandes e Gabriel César. Durante a reunião, foram debatidas pautas prioritárias para o município, como infraestrutura, mobilidade urbana, saúde, educação e desenvolvimento econômico, além da necessidade de fortalecer a parceria entre o Governo do Estado e os municípios da Região Metropolitana de Natal.

No Agreste potiguar, Álvaro Dias também ampliou sua base de apoio com a adesão da ex-vereadora Sara, liderança política de Boa Saúde e integrante do Partido Liberal (PL). A manifestação de apoio reforça a presença do projeto na região e amplia a articulação junto às lideranças municipais.

A articulação também avançou na região Central do Rio Grande do Norte, em Jardim de Angicos, onde Álvaro Dias recebeu o apoio do vice-prefeito Moacir Júnior, do vereador Zé de Lima, de Leandro e da suplente de vereadora Karol de Lourenço. O encontro contou com a presença do pré-candidato ao Senado, Coronel Hélio, reforçando a integração das alianças políticas em torno do projeto.

Durante a reunião, as lideranças de Jardim de Angicos apresentaram demandas consideradas prioritárias para o município, com destaque para a necessidade de garantir o abastecimento regular de água para a população, especialmente na comunidade de Serrinha, além da ligação viária entre Jardim de Angicos e Pedra Preta, uma obra aguardada pelos moradores e considerada importante para melhorar a mobilidade e estimular o desenvolvimento da região.

As novas adesões reforçam o movimento de expansão do projeto Endireita RN, que vem reunindo lideranças políticas de diferentes municípios do Rio Grande do Norte em torno da discussão de propostas e das principais demandas regionais para o desenvolvimento do estado.

GRAVE: Saúde do RN acumula quase R$ 700 milhões em dívidas, aponta MP

 

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) apontou um cenário de grave desequilíbrio financeiro na saúde estadual, com dívida de R$ 695,8 milhões em restos a pagar processados e uma nova dívida flutuante de R$ 29,2 milhões acumulada nos quatro primeiros meses de 2026, segundo reportagem do g1-RN. O tema será discutido em audiência com as secretarias estaduais de Saúde (Sesap), Fazenda (Sefaz) e Planejamento (Seplan) nesta terça-feira (14).

Passivo de quase R$ 700 milhões

Segundo despacho da 47ª Promotoria de Justiça de Natal, a saúde estadual acumula R$ 695,8 milhões em restos a pagar processados, referentes a serviços já prestados por fornecedores que ainda não foram pagos. O documento também aponta o surgimento de uma nova dívida de R$ 29,2 milhões, indicando que as despesas continuam crescendo acima da capacidade de pagamento do Estado.

Aplicação abaixo do mínimo constitucional

O Ministério Público também destaca que, até abril, o Rio Grande do Norte aplicou apenas 6,64% das receitas de impostos e transferências constitucionais em ações e serviços de saúde, abaixo do mínimo de 12% exigido pela Constituição. O déficit de aplicação chega a R$ 333,7 milhões, segundo o documento.

Impacto em medicamentos, insumos e cirurgias

O despacho relaciona a situação financeira aos problemas enfrentados na rede estadual. Entre eles estão falta de medicamentos e insumos, desabastecimento de reagentes e bolsas de sangue, suspensão de cirurgias e bloqueio de leitos.

O documento cita que a Unicat havia pago apenas R$ 8,7 mil de um orçamento de R$ 74,1 milhões destinado à compra de medicamentos até abril, o equivalente a 0,01% do total previsto.

Retenção de R$ 141 milhões

O MP também afirma que a Secretaria da Fazenda reteve R$ 141 milhões que deveriam ter sido repassados ao Fundo Estadual de Saúde (Fusern), o que, segundo a promotoria, agravou a falta de recursos para custear a rede estadual.

O que será discutido na audiência

Durante a reunião, o Ministério Público pretende cobrar da Sesap um cronograma para quitar a dívida flutuante, regularizar a compra de medicamentos e justificar o cancelamento de restos a pagar.

Também serão solicitados à Sefaz um calendário para recompor os recursos do Fundo Estadual de Saúde e à Seplan informações sobre os limites orçamentários destinados à saúde.

A audiência está marcada para as 9h30 desta terça-feira (14) e contará com representantes das três secretarias, além de integrantes do Laboratório de Orçamento e Políticas Públicas (LOPP), do Conselho Estadual de Saúde e do Caop Saúde.

Com informações de g1-RN 

PREVIDENCIA DE MOSSORÓ: Justiça condena ex-gestores após prejuízo de mais de R$ 10 milhões à entidade; entenda

 

Três ex-gestores do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ Mossoró) foram condenados por improbidade administrativa em ação movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). A decisão responsabiliza os ex-dirigentes por investimentos considerados irregulares realizados em 2016, que provocaram prejuízo milionário ao patrimônio previdenciário.

Foram condenados os ex-presidentes Adriano Gentil de Lima e Abraão Dutra Dantas, além do ex-diretor de Administração e Finanças David Azevedo Cruz. O ex-gestor Douglas Chaves foi absolvido, conforme manifestação do próprio MPRN nas alegações finais.

De acordo com o Ministério Público, os três condenados transferiram R$ 16.199.900,02 que estavam aplicados em fundos administrados por instituições financeiras públicas para fundos privados de alto risco e sem histórico consolidado no mercado.

De acordo com os cálculos apresentados pelo MPRN, até junho do ano passado o prejuízo material alcançou R$ 10.845.462,00, valor correspondente à diferença entre os recursos originalmente investidos e o saldo atual da carteira de fundos ilíquidos da autarquia previdenciária.

Justiça reconheceu dolo dos ex-gestores

Na sentença, a Justiça concluiu que houve atuação dolosa dos três ex-gestores.

Conforme os autos, Adriano Gentil de Lima autorizou as aplicações financeiras mesmo após a consultoria contratada pelo instituto emitir parecer técnico contrário e alertar, por e-mail, sobre os riscos envolvidos.

Já David Azevedo Cruz assinou todas as operações de transferência e manteve contato direto com a consultoria financeira, cobrando rapidez nas respostas e omitindo trechos das análises que apontavam os riscos das aplicações.

Abraão Dutra Dantas, por sua vez, realizou a transferência de R$ 6.999.900,00 para um fundo privado recém-criado apenas dois dias antes do encerramento da gestão municipal, sem respaldo técnico e, segundo a decisão, motivado por razões políticas.

Penalidades

Os três ex-gestores foram condenados à:

suspensão dos direitos políticos por cinco anos; proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais e creditícios pelo mesmo período; e ressarcimento solidário dos danos causados ao erário, cujo valor definitivo será fixado na fase de liquidação da sentença.

A decisão faz parte de uma ação civil pública proposta pelo MPRN para responsabilizar os ex-gestores pela aplicação considerada irregular dos recursos previdenciários dos servidores municipais de Mossoró, cidade que fica no interior do estado.

BNews Natal 

Ministros do STF veem exagero de Moraes em decisão sobre carta de Bolsonaro

 

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de vetar as visitas do senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pegou de surpresa membros do STF (Supremo Tribunal Federal) e se tornou alvo de críticas inclusive de integrantes da ala da corte que costuma respaldar a atuação do magistrado.

A avaliação de dois ministros ouvidos sob reserva pela CNN é de que a determinação deve gerar o efeito contrário e reforçar o discurso de que a família Bolsonaro é vítima de perseguição do Supremo e, com mais ênfase, de Moraes.

Além do erro estratégico, o entendimento do ministro também é contestado do ponto de vista jurídico. O ministro proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias por ter lido uma carta em que Bolsonaro reafirma que o filho é seu candidato a presidente.

Além do erro estratégico, o entendimento do ministro também é contestado do ponto de vista jurídico. O ministro proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias por ter lido uma carta em que Bolsonaro reafirma que o filho é seu candidato a presidente.

Segundo o magistrado, o desrespeito “à medida cautelar imposta a Jair Bolsonaro de ‘proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiro’ está totalmente configurado por suas próprias afirmações”.

No entanto, uma ala da corte afirma que a decisão vai na contramão do discurso da corte que preza pela liberdade de expressão e que só limita essa garantia em casos extremos. A leitura é de que, apesar de não se tratar da mesma situação, é inevitável lembrar das duras críticas contra o ministro Luiz Fux em 2018, quando derrubou decisão do então colega, Ricardo Lewandowski, que havia liberado Luiz Inácio Lula da Silva, à época preso, a conceder uma entrevista.

Citam, ainda, o trecho da Lei de Execução Penal que autoriza detentos a manterem “contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes”.

O questionamento é sobre a determinação de Moraes de proibir Bolsonaro de usar “diretamente ou por intermédio de terceiro” as redes sociais. A crítica é que a decisão abre brecha para interpretações e que não deixa claro os limites para que seja respeitada. A questão é sobre a forma de divulgação de cartas de Bolsonaro, que não estão proibidas.

“Se Flávio tivesse lido a mensagem em uma coletiva de imprensa e isso fosse explorado por aliados depois seria permitido?”, argumenta um integrante da corte sob reserva

CNN 

Ego de Alexandre de Moraes vai entregar eleição para Flávio Bolsonaro

 

Na política, decisões judiciais não produzem apenas efeitos jurídicos. Produzem narrativas. E, em campanhas eleitorais, narrativas costumam ser tão importantes quanto fatos.

Em tempos de storytelling, nada é mais poderoso do que alimentar a velha jornada do herói — a narrativa em que o protagonista enfrenta obstáculos cada vez maiores impostos por forças supostamente superiores até emergir fortalecido. É justamente esse risco que decisões como a de Alexandre de Moraes carregam: ao impedir Flávio Bolsonaro de visitar o pai até as eleições, oferecem ao bolsonarismo um novo capítulo para sustentar a tese de perseguição política, transformando uma medida judicial em potencial combustível eleitoral.

Desde 2018, o campo conservador construiu parte de sua identidade política na ideia de que Jair Bolsonaro enfrenta um sistema institucional disposto a impedir sua atuação. O roteiro de Dark Horse está aí e não nos deixa mentir. A cada nova restrição judicial, independentemente de sua fundamentação, reforça essa percepção entre os eleitores já inclinados a enxergar excesso nas decisões do Supremo.

Mas, hoje, há um precedente que inevitavelmente será lembrado pelos aliados de Flávio.

Quando Lula estava preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, durante a campanha de 2018, Fernando Haddad realizou diversas visitas ao ex-presidente. Lula, embora encarcerado, permaneceu o principal formulador político da campanha petista.

Segundo o ex-juiz e hoje senador Sergio Moro, Lula recebeu 572 visitas. Seus visitantes, via de regra, encerravam o ato com uma entrevista de imprensa. O então ex-presidente mandou cartas, recados, delimitou palanques, rifou adversários, aglutinou aliados. Tudo permitido pelo então juiz – tido como rígido pelos petistas – Moro.

Os contextos jurídicos são distintos, isso é verdade. Lula cumpria pena em regime fechado; Bolsonaro está submetido a medidas cautelares, com proibição expressa de utilizar redes sociais direta ou indiretamente. Essa diferença é juridicamente relevante, mas não absolve Moraes dos seus abusos.

Para um eleitor moderado, a suspensão das visitas pode até parecer uma consequência natural do descumprimento das cautelares. Para uma parcela significativa do eleitorado bolsonarista — e até para parte dos indecisos que veem Bolsonaro como alvo de excessos do Judiciário —, a leitura tende a ser outra: um filho impedido de visitar o próprio pai.

Essa imagem é poderosa e será explorada a exaustão pelo bolsonarismo.

Em campanhas polarizadas, símbolos frequentemente superam argumentos técnicos. E o ego de Alexandre de Moraes deu um símbolo para Flávio chamar de seu. Nem que isso custe a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

 O Antagonista

Lula preso podia tudo, de escrever cartas a receber políticos quando quisesse

 

O senador Rogério Marinho (PL-RN) tem boa memória. Ele lembra que Lula (PT), preso, manteve livre articulação política e comandava o PT do cárcere, onde cumpria pena por corrupção e lavagem de dinheiro. Mas Jair Bolsonaro não pode ver o filho Flávio por 90 dias. Lula recebeu inúmeras vezes ao menos 15 aliados, incluindo Fernando Haddad (PT), candidato a presidente por ele designado do xilindró, e escrevia cartas sem censura. Flávio Dino era governador do Maranhão e visitou o encarcerado em maio de 2019.

"Vale lembrar que o senador Flávio Bolsonaro é também advogado de seu pai. A proibição de contato viola, portanto, o direito que o advogado tem de se comunicar com seu representado".

Agora, em julho de 2026, Bolsonaro escreveu uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial do filho mais velho. Na mensagem, conclamou apoiadores a se unirem em torno de Flávio.

"O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro." Dizia o texto de Bolsonaro

A carta foi lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, no fim de semana.

Depois da divulgação, Moraes proibiu o senador de voltar a visitar o pai e apontou a hipótese de campanha eleitoral antecipada. 

Lula divulgou carta em setembro de 2018

A comparação entre os dois casos ganhou força porque tanto Lula quanto Bolsonaro divulgaram cartas de conteúdo político enquanto estavam privados de liberdade durante anos eleitorais.

Em setembro de 2018, depois de ter a candidatura à Presidência barrada pela Justiça Eleitoral, Lula escreveu uma carta anunciando Fernando Haddad como substituto dele na disputa presidencial. No texto, pediu votos para o então candidato do PT.

"Quero pedir, de coração, a todos que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para Presidente da República", dizia o texto de Lula. A carta foi lida publicamente por Haddad e passou a integrar a campanha eleitoral.Quem liberou o vai-e-vem na cela do encarcerado foi Ricardo Lewandowski, que anos depois se tornaria ministro da Justiça de Lula.

A lista tem outros nomes do PT, como Fátima Bezerra, Wellington Dias, Camilo Santana, Jaques Wagner, Rui Costa e Gleisi Hoffmann.

Não petistas: Manuela d’Ávila (PcdoB), Guilherme Boulos (Psol), Renan Calheiros (MDB), Roberto Requião (MDB) e Jandira Feghali (PcdoB).

Houve ainda visitas dos políticos argentinos Alberto Fernández e Pérez Esquivel, também amparados por autorização judicial.

Multidão e expressiva presença de prefeitos marcam o Endireita RN na região Potengi com Álvaro Dias, em São Tomé

 

O pré-candidato ao Governo do RN, Álvaro Dias, participou, na noite deste sábado, de mais uma etapa da mobilização do Endireita RN, durante o encontro regional realizado no Sítio Barra, no município de São Tomé.

O evento reuniu uma multidão e uma expressiva representação política, com a presença de prefeitos, vice-prefeitos, parlamentares, pré-candidatos, vereadores, ex-prefeitos e lideranças de diversas regiões do estado.

Além de Álvaro Dias, participaram do encontro os senadores Rogério Marinho e Styvenson Valentim; o pré-candidato a vice-governador Babá Pereira; o pré-candidato ao Senado Coronel Hélio; o deputado estadual Gustavo Carvalho; a deputada federal Carla Dickson; a vice-prefeita de Natal Joana Guerra; o deputado estadual Tomba Farias; os pré-candidatos a deputado federal Cabo Davyson e Nildo Cordeiro; e os pré-candidatos a deputado estadual Bibi Costa, Gabriel Ribeiro, Gabriel César, Júnior Colaça e Giovani.

O encontro também contou com a presença dos prefeitos Gá (São Tomé), Joca Basílio (Riachuelo), Raniere Moura (Ruy Barbosa), Fabiano Lopes (Barcelona), Nilson Peças (Bom Jesus), Nildo (Lagoa de Velhos), Iranildo Aciole (Lagoa Nova), Dr. Renan (Campo Redondo), Horison (Bodó), Parcelli (São Paulo do Potengi), Luciano (Lajes Pintadas), Juninho (Elói de Souza) e Dr. Estrela, além do vice-prefeito e do presidente da Câmara Municipal de São Tomé, vereadores, ex-prefeitos e lideranças políticas e comunitárias das regiões Potengi e Trairi.

Durante o evento, Álvaro Dias destacou a expressiva participação popular e afirmou que o crescimento do movimento demonstra o desejo de mudança da população potiguar.

“Quando eu vejo essa multidão, quando vejo a alegria neste momento, eu tenho certeza de que está no coração do povo do Rio Grande do Norte o sentimento de mudança. E nós vamos, sim, endireitar o RN.”

Em seguida, Álvaro afirmou que pretende devolver ao estado o protagonismo no desenvolvimento e defendeu uma gestão voltada para a recuperação dos serviços públicos.

“Nós vamos varrer, de uma vez por todas, o grupo político que atrasou e desmantelou os serviços essenciais no Rio Grande do Norte. Vamos retomar o desenvolvimento do nosso estado.”

O encontro em São Tomé consolidou mais uma etapa da mobilização do Endireita RN, fortalecendo a presença do movimento na região Potengi e reunindo um dos maiores públicos desde o início da série de encontros regionais promovidos.

No palanque de Allyson, Kléber cresce nos bastidores e Hermano decepciona aliados

 

O palanque do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, produziu dois resultados que, de certa forma, surpreenderam as lideranças que integram o projeto político. Um deles é considerado positivo; o outro, negativo. As surpresas dizem respeito ao desempenho de dois personagens que ocupam posições estratégicas na chapa.

A surpresa positiva é o deputado estadual Kléber Rodrigues (PP). Depois de deixar a base governista no Rio Grande do Norte para integrar o projeto de Allyson, sua missão inicial era trabalhar a ampliação da candidatura na região de Natal, onde concentra sua base eleitoral.

No entanto, Kléber foi além dessa atribuição. Aos poucos, assumiu um papel de articulador político e recebeu a missão de coordenar a montagem da nominata de União Brasil e PP para deputado estadual.

Sua atuação também se estendeu às principais negociações da cúpula da aliança. Kléber teve participação relevante no esforço para conter a crise instalada na nominata federal, marcada pelo embate público entre Kelps Lima e os deputados João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio.

Hoje, mantém contato diário com Allyson Bezerra e passou a ser ouvido previamente nas principais decisões estratégicas da pré-campanha. Nos bastidores, sua influência cresceu a ponto de ocupar um espaço que, até pouco tempo, era atribuído ao ex-senador José Agripino.

Na outra ponta, a surpresa negativa tem sido o desempenho do pré-candidato a vice-governador Hermano Morais. Sua escolha para compor a chapa atendeu a uma estratégia política de atrair o MDB para o projeto e dificultar uma eventual candidatura da governadora Fátima Bezerra ao Senado. Sob esse aspecto, o objetivo foi alcançado.

Entretanto, a expectativa era de que Hermano exercesse um papel mais ativo na articulação política e contribuísse de forma mais decisiva para fortalecer a chapa. Nos bastidores, parte das lideranças avalia que sua participação tem sido discreta, com pouca influência nas articulações e reduzido protagonismo neste momento da pré-campanha.

A percepção se estende, inclusive, à Grande Natal, onde se esperava que Hermano ampliasse a presença política da chapa e ajudasse na conquista de apoios e votos. Internamente, a avaliação de parte dos aliados é que sua contribuição tem ficado aquém das expectativas, tanto no campo da articulação quanto na capacidade de agregar força eleitoral ao projeto.

 Neto Queiroz

Governo do RN investiu R$ 450 mil na reforma da Casa da Estudante, mas prédio segue fechado 3 anos depois e foi ocupado por militantes ligados à esquerda

O Governo do Estado investiu R$ 450 mil na reforma da Casa da Estudante, localizada no Largo Junqueira Ayres, na Cidade Alta, perto do Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura de Natal. O novo prédio foi entregue em setembro de 2023, mas, três anos depois, continua fechado.

No sábado (11), militantes da Unidade Popular (UP) ocuparam o imóvel em protesto contra a desativação definitiva do espaço, que deve virar a Casa da Juventude Potiguar, dentro do Projeto CAIS Juventudes — parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), IFRN e Governo do Estado.

O problema é que não há sequer previsão de quando o novo equipamento vai funcionar. Em nota, o governo enrolou dizendo apenas que o prédio “está em fase de organização e preparação para iniciar um novo ciclo de funcionamento”.

Não existe explicação, além da burocracia, que justifique um prédio público reformado ficar fechado por três anos. Esse é o retrato de um governo que se diz defensor da juventude e da educação pública, mas que não consegue colocar para funcionar um espaço pronto para acolher justamente quem mais precisa. 

Ordem de serviço do Trecho 2 da duplicação da BR-304 foi assinada há dois meses, mas obras ainda não saíram do papel

 

O ministro dos Transportes George Santoro veio ao Rio Grande do Norte no dia 18 de maio, para assinar a ordem de serviço da duplicação do Lote 2D da BR-304, no trecho de 38,1 km entre Macaíba e Riachuelo, com investimento anunciado de R$ 204 milhões. A promessa era que as obras iriam começar logo, mas, passados quase dois meses do anúncio oficial, ainda não tem nenhuma máquina trabalhando.

As licenças ambientais sequer foram emitidas e as construtoras vencedoras da licitação continuam esperando autorização para iniciar os serviços.

A assinatura da ordem de serviço feita às pressas, com a presença da governadora Fátima Bezerra e do pré-candidato petista a governador Cadu Xavier, na prática serviu apenas para produzir manchetes positivas para serem exploradas como peça de marketing na propaganda do PT. Enquanto isso, a obra em si não sai do papel.

Depois de tanta publicidade, a pergunta que fica é inevitável: a assinatura da ordem de serviço marcou o início da obra ou apenas o início de mais um capítulo de promessas sem execução? 

Caminhoneiros anunciam paralisação nacional para pressionar votação de MP de Lula

 

Os caminhoneiros anunciaram uma paralisação nos portos a partir da meia-noite desta segunda-feira (13). A mobilização foi convocada pelo presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão.

Segundo o líder da categoria, o objetivo é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a colocar em votação a Medida Provisória nº 1.343, que perde a validade na próxima quinta-feira (16) caso não seja aprovada.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Chorão afirmou que a paralisação foi decidida pelos caminhoneiros e responsabilizou Alcolumbre pela mobilização. Ele também orientou os profissionais a não iniciarem viagens até que haja uma definição sobre a votação da proposta.

A MP, editada pelo governo Lula em março, altera regras do piso mínimo do frete, reforça a fiscalização do setor e cria um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do transporte de cargas. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

Assista vídeo aqui.

 

 
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