Olho D'água do Borges/RN -

Deputados estaduais do RN que não assinaram pedido para enquadrar facções como terroristas no RN

 

Apenas cinco deputados estaduais do RN decidiram não assinar o requerimento que pede o encaminhamento de uma solicitação ao governo federal para que facções criminosas sejam classificadas como organizações terroristas no Brasil. O documento foi apresentado na Assembleia Legislativa pelo deputado Coronel Azevedo (PL) e obteve o apoio de 18 parlamentares, segundo informações do portal da 96 FM.

Ficaram de fora da assinatura os deputados Divaneide Basílio (PT), Isolda Dantas (PT), Dr. Bernardo (PV), Eudiane Macedo (PV) e Francisco do PT, que atua como líder do Governo Fátima na Casa. Todos os cinco integram a base aliada da governadora e compõem a federação partidária de esquerda (PT, PV e PCdoB).

Nos bastidores políticos, o tema é tratado com reserva pelo Palácio do Planalto. O presidente Lula (PT) tem evitado estimular o debate sobre a classificação de facções como grupos terroristas, uma postura compartilhada por setores da esquerda que avaliam a proposta como desgastante no período pré-eleitoral.

Por outro lado, a iniciativa recebeu a assinatura de uma ampla maioria, incluindo Adjuto Dias (PL), Dr. Kerginaldo (PL), Cristiane Dantas (PSDB), Galeno Torquato (União), Vivaldo Costa (PV), Gustavo Carvalho (PL), Hermano Morais (MDB), Ivanilson Oliveira (PV), José Dias (PL), Kleber Rodrigues (PP), Luiz Eduardo (PL), Neilton Diógenes (PP), Nelter Queiroz (União), Taveira Júnior (PSDB), Terezinha Maia (PL), Tomba Farias (PL), Ubaldo Fernandes (PV) e o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB).

Métodos de Terror

No requerimento, Coronel Azevedo argumenta que as facções já atuam com táticas de terrorismo, promovendo intimidação coletiva, execuções e domínio territorial. O texto cita casos de violência extrema e  controle ilegal do fornecimento de internet por criminosos em bairros de Natal.

“Exemplos recentes mostram que as facções agem para intimidar, espalhar o terror e assassinar quando são contrariadas”, destaca o documento protocolado no legislativo potiguar.

Blog do BG

 

Quem não te conhece, que te compre

 

A coluna alertou que a policlínica médica de Mossoró não era um hospital. E não precisa ser especialista em gestão de saúde ou em administração hospitalar para cravar que o então prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) estava vendendo gato por lebre.

A policlínica não tem Unidade de Terapia Intensiva (UTI), não dispõe de leitos de retaguarda, não atende urgência e emergência, não funciona nos fins de semana e não faz parte da rede pública de saúde.

Logo, não é um hospital. Ponto.

Agora, por que Allyson usa a boa-fé das pessoas?

Simples: ele fez isso para criar um discurso de campanha ao Governo do RN e fazer frente a um dos adversários, o ex-prefeito Álvaro Dias (PL), que inaugurou o hospital municipal de Natal sem nunca ter funcionado.

Observe que em seguidas entrevistas, Allyson repete que construiu um hospital em Mossoró, enquanto Álvaro inaugurou um em Natal sem colocar em funcionamento.

Só que mentira tem pernas curtas.

Agora todo o estado está sabendo que Allyson falta com a verdade quando diz que inaugurou um hospital.

Esse comportamento do ex-prefeito de Mossoró não é de agora. Allyson entrou na vida pública com discurso fácil, que ele mesmo descontrói mais adiante dependendo de sua necessidade do momento.

Por exemplo: Allyson foi eleito atacando as oligarquias e agora é pré-candidato a governador no palanque de Alves, Maia e Faria.

Allyson disse que não entrou para a política para beneficiar seus familiares, mas a Prefeitura de Mossoró e cargos terceirizados estão cheio de seus parentes e de quebra ele lançou a esposa Cintia Pinheiro candidata à deputada estadual.

Portanto, o que Allyson diz não se sustenta.

No mais, ele seguirá por aí com pulinhos, murrinhos e o chapeuzinho de couro como se fosse um menino humilde.

É aquela velha sabedoria popular: quem não te conhece, que te compre.

Jornal de Fato/Coluna Cezar Santos.

Nelter Queiroz denuncia atraso salarial de terceirizados, falta de segurança no Hospital Regional de Caicó e recuperação da RN-203.

 

O deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas) voltou a subir à tribuna da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (19), para fazer duras cobranças ao Governo do Estado diante do atraso salarial de servidores terceirizados da saúde, da insegurança em unidades hospitalares e da precariedade das rodovias estaduais. 

Durante o pronunciamento, o parlamentar denunciou novamente o atraso salarial enfrentado por trabalhadores terceirizados do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, e lamentou os impactos diretos causados à população. Nelter citou a repercussão de um vídeo que circula nas redes sociais, no qual um enfermeiro deixa o plantão para comprar alimentação após a suspensão dos serviços de fornecimento de refeições devido à falta de pagamento aos terceirizados. 

Segundo o deputado, a situação expõe o colapso vivido pela saúde pública estadual e afeta não apenas os trabalhadores, mas também pacientes, acompanhantes e profissionais que atuam diariamente nas unidades hospitalares. “É inadmissível que profissionais que salvam vidas diariamente estejam passando por esse tipo de constrangimento. Estamos vendo terceirizados sem receber salários e, como consequência, acompanhantes, pacientes e servidores ficando sem alimentação dentro dos hospitais públicos do nosso Estado”, criticou. 

Além da crise envolvendo os terceirizados, Nelter Queiroz também demonstrou preocupação com a falta de segurança no Hospital Regional Telecila Freitas Fontes, em Caicó, após a invasão criminosa registrada na madrugada desta terça-feira (19). “O que aconteceu em Caicó é extremamente grave. Profissionais da saúde foram aterrorizados dentro do próprio ambiente de trabalho. Isso mostra o nível de insegurança que estamos vivendo no Rio Grande do Norte”, lamentou o deputado. 

RODOVIAS 

Ainda durante o pronunciamento, Nelter renovou cobrança ao Departamento de Estradas de Rodagens do RN (DER/RN) pela recuperação urgente da RN-203, no trecho entre o município de Santana do Matos e a RN-118, passando pelo Distrito Barão de Serra Branca. Segundo o parlamentar, a rodovia encontra-se em situação crítica, com inúmeros buracos, desgaste acentuado da malha asfáltica e riscos constantes para motoristas, motociclistas e demais usuários que trafegam diariamente pela região. 

Nelter destacou a importância estratégica da via para a integração entre municípios das regiões Central, Vale do Açu e Seridó, além de sua relevância para o escoamento da produção rural, deslocamento de estudantes, trabalhadores e pacientes. “Seguiremos cobrando ações concretas do Governo do Estado. O povo do Rio Grande do Norte não aguenta mais sofrer com descaso, insegurança e falta de respeito”, concluiu.

Blog do Gustavo Negreiros. 

Do simbolismo à responsabilidade: chapéu de couro virou discurso no RN, mas população espera propostas

 

O candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, parece ter transformado o chapéu de couro no principal símbolo de sua pré-campanha para 2026. Durante visita à Zona Norte de Natal, afirmou que “jamais vai tirar o chapéu” e declarou que o acessório representa o povo que o conduzirá ao Governo do RN. A fala ganhou repercussão, mas também despertou críticas nos bastidores da política potiguar.

Para muitos observadores, o problema não está no símbolo em si, mas na ausência de um debate mais aprofundado sobre os desafios reais enfrentados pelo Rio Grande do Norte. Enquanto o marketing reforça a imagem populista do candidato, a população continua esperando propostas concretas para áreas essenciais como saúde pública, educação, segurança, infraestrutura, recuperação das estradas, equilíbrio fiscal e desenvolvimento econômico.

O cenário se torna ainda mais preocupante quando o discurso simbólico passa a ocupar espaço excessivo também entre outros pré-candidatos ao Governo do Estado. O chapéu de couro carrega identidade, tradição e respeito à cultura nordestina, mas o eleitor potiguar espera mais do que gestos e imagens de campanha. O momento exige seriedade, planejamento e compromisso com soluções capazes de enfrentar o desgaste administrativo e os problemas históricos que afetam o Rio Grande do Norte.

 

ESTRANHO: A narrativa do “Bolsomaster” esbarra no medo do PT sobre a investigação do Banco Master

 

O PT descobriu o áudio de Flávio Bolsonaro (PL) e do banqueiro Daniel Vorcaro como quem encontra ouro no quintal. Oito dias de manchetes. Oito dias de gritaria. Oito dias tentando vender ao país a fantasia do “Bolsomaster”, numa operação de propaganda tão desesperada quanto previsível.

Mas há um detalhe inconveniente. Um detalhe que a militância digital não consegue esconder debaixo do tapete vermelho do Planalto.

Os mesmos parlamentares do PT que berram contra o Banco Master se recusam a assinar a CPMI para investigar o Banco Master.

Curioso, não?

Querem ligar o banqueiro a Flávio. Mas não querem investigar o banqueiro. É como denunciar um incêndio e esconder os fósforos. A conta não fecha. Nunca fechou.

A esquerda brasileira vive desse truque barato. Transforma narrativa em cortina de fumaça. Repete uma manchete mil vezes até tentar converter suspeita em sentença. Mas política não é laboratório de marketing. E o problema do PT é que toda fumaça começa a revelar o fogo que está atrás deles próprios.

Afinal, por que tanto medo de uma CPMI?

Por que tanto esforço para blindar um banco cercado de perguntas? Por que o desconforto quando surgem relatos de bastidores envolvendo o presidente Lula e orientações para que Vorcaro não vendesse o banco?

O escândalo começa a ficar perigoso não para Flávio. Mas para quem governa.

E talvez esteja aí o verdadeiro pânico do PT. Porque, se escavarem fundo esse caso, a lama não sobe para a oposição. Ela explode no colo do próprio sistema político que hoje tenta posar de inquisidor moral.

No Brasil, o partido que mais fala em democracia sempre morre de medo de investigação.

Ismael Souza

 

PF comunica ao STF decisão de rejeitar delação de Vorcaro

 

Confirmando o que havia sinalizado na segunda-feira (18), ao solicitar autorização de transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum e com restrições para conversar com seus advogados, a Polícia Federal comunicou ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), sua decisão de rejeitar a proposta de delação premiada do dono do Banco Master. Vorcaro é investigado por fraude no mercado financeiro e vários crimes, incluindo corrupção de autoridades e outros agentes públicos.

A PF considerou que as informações apresentadas pelo banqueiro não eram novas e não justificavam a assinatura do acordo. Essa foi a decis˜ão da PF, mas ainda falta o pronunciamento da Procuradoria Geral da República (PGR), cujo titular Paulo Gonet esteve entre os convidados de Vorcaro para a degustação de uísque Macallan e charutos em um requintado clube de Londres. Participaram daquele evento três ministros do STF, cinco ministros do Superior Tribunal de Justiça (STF), vários ministros do governo Lula e o diretor da Polícia Federal.

A PGR considera possível pedido de “complementos” à proposta de delação para avaliar a assinatura do acordo. Para prosseguir com a negociação, os advogados do banqueiro precisam convencer a PGR da utilidade das revelações que está disposto a compartilhar com os invstigadores.

Vorcaro começou a negociar acordo em 19 de março, poucos dias depois da sua prisão, mas a delação proposta proposta entregue por seus advogados, cerca de 45 dias depois, foi considerada seletiva e criticada por não contou tudo o que sabia sobre personagens relevantes.

Diário do Poder

Escutas da Operação Mederi apontam gestão de Allyson Bezerra como “pulmão” de esquema bilionário investigado no RN

 

A gestão Allyson é tratada em conversas sobre a distribuição de propina e do esquema que os sócios da Dismed haviam montado como fundamental para a operação em outras cidades.  Os sócios da Dismed, numa manhã de terça-feira, 13 de maio de 2025, falaram sem rodeios do coração do esquema, sem o qual não seria possível sustentar a arquitetura criminosa que desenharam. Os dois estavam sendo gravados, sem saber, por câmera escondida pela Polícia Federal. Eram Oseas Monthalggan Fernandes Costa, sócio-administrador da empresa, e Raimundo Wandecy Campelo Gurgel — vulgo “Nenén”, ex-sócio da Dismed e, na época, funcionário da distribuidora. O assunto era a Prefeitura de Mossoró, sua principal cliente. Em determinado momento da conversa, Nenén foi categórico:

“Agora na DISMED hoje se não tivesse MOSSORÓ nós não tinha volume pra ganhar não. (…) Se não tiver uma prefeitura grande, uma Macaíba, se a gente agregasse outro ponto em cima de MOSSORÓ a gente não tava dando conta de tanto serviço.”

Em outro momento da mesma conversa, na página 1045, Nenén tinha sido ainda mais direto: “se não tivesse MOSSORÓ não tinha as outra”. E mais adiante, acrescentam: “MOSSORÓ hoje se ela lhe pagasse quinhentos mil você ia achar graça no dinheiro. (…) Pronto, o pulmão enchia de ar.”

Em quatro páginas seguidas de transcrição, dois operadores do esquema descrevem, em primeira pessoa, a dependência absoluta de toda a operação da Dismed no Rio Grande do Norte a uma única cidade — Mossoró.

Os números levantados pelo Ministério Público Federal dão a dimensão exata do que Nenén tentava explicar a Oseas. Entre 2021 e 2025, a Prefeitura de Mossoró pagou à Dismed mais de R$ 13,5 milhões — segundo dados extraídos pela PF do Tribunal de Contas do Estado e reproduzidos nos autos do processo da Operação Mederi. É mais do que toda a soma documentada do que a empresa recebeu de Serra do Mel, José da Penha, Apodi, Paraú e Pau dos Ferros juntos.

O retrato dos clientes

Perícia da PF juntada aos autos da Operação Mederi, ranqueia os principais municípios que pagaram à Dismed nos últimos anos. O retrato é desigual.

Somados, os outros cinco municípios chegam a R$ 9,2 milhões. Mossoró sozinha, em quatro anos, foi R$ 4,29 milhões a mais do que esses cinco juntos.

Na proporção total documentada nos autos — cerca de R$ 22,7 milhões somando os seis municípios —, Mossoró respondeu por 59% de tudo. Não é uma cidade entre outras na carteira da Dismed. É a viga mestra.

O contraste fica ainda mais agúdo na comparação entre períodos. Serra do Mel, terceira maior cliente da empresa em todo o período investigado, pagou R$ 4,09 milhões à Dismed ao longo de quase uma década, entre 2016 e 2025. Mossoró superou esse valor sozinha em um único ano: 2024, quando pagou R$ 5,86 milhões à distribuidora.

“O pulmão enchia de ar” na Gestão Allyson

A conversa entre Nenén e Oseas naquela manhã de maio durou em torno de meia hora. Está reproduzida em quatro arquivos sequenciais, todos transcritos pela PF entre as páginas 1045 e 1048 do processo. O ponto que Nenén tentava enfiar na cabeça de Oseas, naquela conversa, era de matemática de gestão: a Dismed estava aceitando margens menores em Mossoró porque o volume da cidade compensava, e — mais importante — porque o volume da gestão Allyson era o que permitia comprar barato nas outras pontas.

NENÉN: “Tá dando volume pra gente ganhar nos outros canto. Tá dando volume pra nós comprar uma coisa lá que [inaudível] de seis centavos, cinco, hoje eu compro de quatro.”

A lógica é simples e está toda registrada na escuta. Quanto maior o volume da operação, maior o desconto que a Dismed conseguia dos fornecedores. Com o desconto, a empresa baixava o custo de aquisição dos medicamentos — e podia oferecer preços mais competitivos para vencer ou fraudar licitações em outros municípios. Mossoró financiava, em escala, o desconto da Dismed em Janduís, Caraúbas, Felipe Guerra. O termo que Nenén usa é direto: “o pulmão enchia de ar”.

A matemática nua de uma Ordem de Compra sobre propinas em Mossoró

No mesmo conjunto de gravações, Oseas detalha a Nenén a estrutura de custos de uma operação típica em Mossoró. 

OSEAS: “Vem quinhentos mil de ordem de compra, pra gente ganhar dinheiro era pra gente entregar no mínimo aí 60%, aí dos quinhentos a gente tá entregando duzentos e cinquenta pelo preço, você concorda comigo? (…) Duzentos e cinquenta você tá perdendo, dos duzentos e cinquenta vezes vinte e cinco por cento que é quinze do homem e dez disso aí, vezes vinte e cinco por cento né? A gente já está perdendo sessenta e três mil, aí dos outros duzentos e cinquenta, a gente tá usando trinta, margem de trinta por cento né?”

Traduzindo a fala em linguagem fora do código: para cada R$ 500 mil pagos por uma Ordem de Compra da Prefeitura, a Dismed entregava metade — cerca de R$ 250 mil em medicamentos a preço de custo. A outra metade era dividida entre propinas e margem da empresa. Os sócios chegam, em cálculo de cabeça, ao seguinte desenho:

Fo nesse diálogo onde foi cunhada a famosa matemática de Mossoró, segundo a qual na gestão Allyson, ele tinha direito sobre 15% dos valores desviados e uma pessoa que os sócios da Dismed chamam de Fátima, ficava com 10%.

O “homem” das gravações, segundo a leitura da PF (página 1043 do mesmo processo), é o então prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra; “Fátima” é Maria de Fátima Dantas dos Santos, assessora de comunicação nomeada por Allyson na Portaria nº 157/2024. Em outro trecho da mesma gravação, Oseas resume a equação de cabeça: “Se você vender um milhão, você só vai ver quinhentos.”

O que faltava — e a frustração com o ritmo

Naquela manhã de maio, Nenén estava preocupado com uma coisa: o ritmo das Ordens de Compra. Em sua percepção, Mossoró estava puxando o freio:

NENÉN: “Agora a matemática MONTHALGGAN, se você for analisar, o que eu vejo de MOSSORÓ é que tá vindo pouca Ordem de Compra pro volume de MOSSORÓ. Como é que MOSSORÓ pede seiscentos mil reais e põe duas ordem de compra de trezentos mil? (…) Pra dois meses!”

A reclamação dos sócios da Dismed era de que, naquele momento, a gestão Allyson estava emitindo menos OCs do que a cidade — segundo eles — comportaria. Para contrastar, Nenén compara o ritmo de Mossoró ao de José da Penha, cidade de cerca de 6 mil habitantes no Alto Oeste potiguar:

NENÉN: “Aí JOSÉ DA PENHA, no mesmo intervalo de tempo, usa duzentos mil. (…) A proporção, MONTHALGGAN, é como se MOSSORÓ tivesse uns dois milhões!”

Em outras palavras: pelo padrão de consumo de uma cidade pequena como José da Penha, projetado para o porte de Mossoró — cidade trinta a quarenta vezes maior em população —, a demanda deveria estar em torno de R$ 2 milhões mensais. Mas estava chegando apenas R$ 600 mil a cada dois meses.

Nenén não escondia o que considerava o ritmo “natural” daquele esquema: “MOSSORÓ era no mínimo ali era quinhentos mil conto no mês!” Quinhentos mil reais ao mês em Ordens de Compra. Seis milhões de reais por ano. Próximo do pico de fato registrado pela Prefeitura de Mossoró com a Dismed em 2024 — R$ 5,86 milhões, segundo dados do TCE-RN reproduzidos no processo.

Por que a Dismed “arrematava em todo canto”

A frase mais sintética da escuta sobre a economia política do esquema veio em sequência. Nenén estava explicando a Oseas por que era importante manter Mossoró rodando, com a gestão Allyson, mesmo com margens apertadas:

NENÉN: “Agora na DISMED hoje se não tivesse MOSSORÓ nós não tinha volume pra ganhar não. Você vê que onde a gente vai a gente arremata em todo canto.”

“Arrematar em todo canto” significava, na linguagem dos sócios, vencer licitações nos pequenos municípios do Rio Grande do Norte. As listas levantadas pela PF ao longo do inquérito identificaram contratos da Dismed em pelo menos vinte e dois municípios potiguares — entre eles Tibau, Upanema, Areia Branca, Caraúbas, Felipe Guerra, São Miguel, Janduís, Apodi, Pau dos Ferros, Severiano Melo, Pendências, Marcelino Vieira, Luís Gomes, Patu e Macau.

Em cada um desses municípios, a Dismed conseguia oferecer preços competitivos porque comprava em escala. E comprava em escala porque Mossoró garantia o piso do faturamento. A engenharia dos sócios era essa: aceitar a margem apertada em Mossoró, com a propina embutida no fluxo, para ganhar o desconto do fornecedor e usá-lo como vantagem competitiva nas outras pontas.

MOSSORÓ chegou a ter dois milhões”

Em determinado momento da gravação, Oseas reforça a tese de Nenén com um número de memória — uma referência ao pico do que a empresa já fez na cidade:

OSEAS: “Ali não vende não, MOSSORÓ chegou a ter dois milhões [inaudível].”

A passagem, embora truncada pela má qualidade do áudio, conversa com o pico documentado pelo TCE-RN: em 2024, a Prefeitura de Mossoró pagou R$ 5,86 milhões à Dismed em um único ano. Era a confirmação, em valores reais, do que Nenén tentava dizer. Nenhum outro município chegou perto. A própria Serra do Mel — onde o sócio José Moabe é vice-prefeito e que aparece como terceira maior remetente nos autos —, em quase uma década de relacionamento, pagou R$ 4,09 milhões à Dismed. A gestão Allyson pagou esse valor sozinha em aproximadamente oito meses, em 2024.

O que muda quando se entende a dependência

A descrição que Nenén faz do papel de Mossoró no esquema tem três implicações práticas, todas ancoradas em outras peças do processo.

A primeira é que a queda do faturamento da Dismed, após a fase ostensiva da Operação Mederi em 27 de janeiro de 2026, foi vertiginosa. A Representação Criminal registra que o faturamento da empresa caiu 87,13% entre janeiro e fevereiro de 2026 — de R$ 1,36 milhão para R$ 175 mil em um único mês. O MPF atribui a queda ao “estancamento do desvio, não ao bloqueio” de contas. Os números do TCE confirmam: sem a gestão Allyson rodando no padrão habitual, a empresa entrou em colapso operacional.

A segunda é que a Dismed continuou a vencer contratos em outros municípios mesmo durante a investigação. A Prefeitura de Pau dos Ferros, por exemplo, homologou uma Ata de Registro de Preços com a empresa em 17 de outubro de 2025 — dezoito dias antes de a Representação Criminal ser protocolada no TRF-5. O valor: R$ 969.489,00. A Prefeitura de Apodi assinou outra ata com a Dismed em 6 de novembro de 2025 — dois dias após o protocolo da representação criminal. Os pequenos municípios que Nenén dizia que a Dismed “arrematava em todo canto” continuavam contratando.

A terceira é que a investigação da Operação Mederi atinge, em essência, um modelo econômico, não um conjunto isolado de contratos. A Dismed estruturou uma operação em que o volume de uma única cidade financiava a presença comercial em outras vinte. Quando a fonte principal fechou, todo o resto se tornou inviável. Os próprios sócios sabiam disso — e o disseram, em maio de 2025, sem saber que estavam sendo gravados.

O contraponto silencioso

A gestão Allyson e os sócios da Dismed, ouvidos em outros momentos da investigação, têm contestado as conclusões do MPF. A defesa de Oseas e de Roberta Praxedes Costa nega o cabimento das medidas cautelares deferidas pelo TRF-5. A defesa da Prefeitura de Mossoró tem sustentado, em manifestações públicas, que os contratos com a Dismed seguiram os trâmites legais de licitação. A administração atual da cidade, a cargo do prefeito Marcos Antônio Bezerra de Medeiros, ainda não se manifestou especificamente sobre o conteúdo das escutas que descrevem Mossoró como motor do esquema.

O Blog do Dina segue apurando. O espaço está aberto para manifestação.

Fonte: Blog do Dina.

Prefeitos do Alto Oeste fecham apoio a Álvaro Dias e Babá Pereira em articulação política durante Marcha em Brasília

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), reuniu nesta terça-feira (19), em Brasília, prefeitos e importantes lideranças do Alto Oeste Potiguar em mais uma agenda de fortalecimento político visando as eleições de 2026.

O encontro contou também com a presença de Babá Pereira e do deputado estadual Kerginaldo Jácome.

Estiveram presentes os prefeitos José Adolfo-(PODE) de Francisco Dantas; Marcus Aurélio –(PP) de Riacho da Cruz; José Augusto(UNIÃO) de Portalegre; Rosânia – (UNIÃO) de Serrinha dos Pintos; Dibed – (PODE) de Marcelino Vieira; Cleiton Jácome-(PL) de Venha Ver, Luciano Cunha-(PL) Lages Pintada; Nilson-(PL) de Bom Jesus; e Gleidson Benevides – (PL), de Carnaubais.

Também participaram do encontro os ex-prefeitos Babau, Bárbara Teixeira e Clécio Azevedo.

O encontro é mais uma demonstração de força política de Álvaro e Babá, durante a programação da 27ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

Blog do BG

Derradeiro de Maio em Olho D'água do Borges reúne 12 mil pessoas, aquece economia e arrecada 15 toneladas de alimentos

 

Além de marcar a abertura oficial do São João no Nordeste, a quarta edição do Derradeiro de Maio também representou um movimento criado pelo cantor e compositor Dorgival Dantas que fortalece e valoriza ainda mais a cultura nordestina e o forró raiz.

Com uma programação estruturada para valorizar a música e a cultura regional, o Derradeiro de Maio teve um público total de 12 mil pessoas ao longo dos três dias do evento com impacto direto no turismo de cinco cidades da região que estavam com hospedagens esgotadas. Além disso, houve o incremento de mais de 100% na venda dos estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes da região Oeste do RN.

O Derradeiro contou com mais de 20 atrações – entre shows e participações – de grandes nomes com história no forró como Alcymar Monteiro, Flávio José, Flavio Leandro, Waldonys, Luiz Fidélis, Eliane, Os Três do Nordeste e outros da nova geração como João Gomes, Joyce Alane e Lucy Alves.

A Fazenda Tome Xote, reconhecida como patrimônio imaterial do Rio Grande do Norte, foi o local em que a expressão da identidade nordestina trouxe visitantes de diferentes regiões do Brasil ao interior potiguar.

A sexta-feira reuniu no palco Alcymar Monteiro, João Gomes, Waldonys, Joyce Alane, Os Três do Nordeste e Dorgival Dantas, e diferentes gerações unidas pelo forró e a música nordestina, que nem a chuva atrapalhou.

Já no sábado à tarde teve a primeira edição da Sanfonada, projeto organizado por Dorgival Dantas dentro da programação do Derradeiro de Maio e que reuniu mais de 100 sanfoneiros vindos de várias partes do Brasil em um cortejo pelas ruas da cidade. 

A iniciativa colocou Dorgival Dantas como um dos principais agentes de preservação do forró raiz no cenário musical atual ao criar dentro do Derradeiro um espaço dedicado exclusivamente aos músicos que sustentam o ritmo na prática cotidiana e reforçando a valorização da cultura popular nordestina. 

No sábado à noite, foi a vez de Flávio José, Eliane, Lucy Alves, Luís Fidélis, Chambinho do Acordeon, Flávio Leandro e Dorgival Dantas com muito do melhor forró raiz. 

O encerramento, no domingo, trouxe uma programação voltada à fé e à solidariedade, com shows de Ana Clara Rocha e Ítalo Poeta, integrantes do Grupo de Oração Exército de Deus, e de William Sanfona, fechando três dias do Derradeiro com a diversidade de expressões que compõem a cultura popular do Nordeste. 

Caravanas de várias cidades do RN e outros estados do Nordeste chegaram à Cidade do Forró para acompanhar este momento de fé, forró e solidariedade, que resultou na arrecadação de 15 toneladas de alimentos, que serão doados para famílias da região. 

Os números mostram que o Derradeiro de Maio é mais que um evento com shows e destaca o evento como um instrumento para movimentar a economia e valorizar a cultura local. Mais informações a respeito do podem ser encontradas no perfil oficial @fazendatomexote no Instagram. 

Blog do Gustavo Negreiros. 

Em Brasilia, Álvaro Dias comemora apoio recebido do deputado Taveira Junior do PSDB

 

Na agenda paralela da Marcha dos Prefeitos, em Brasília, o pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias segue contabilizando novas adesões políticas ao seu projeto para 2026.

A mais recente declaração de apoio veio do deputado estadual Taveira Júnior, do PSDB, liderança política com forte atuação na Grande Natal, principalmente no município de Parnamirim. O gesto foi visto nos bastidores como mais um movimento de fortalecimento da pré-candidatura de Álvaro Dias no cenário eleitoral potiguar. Deputado Kerginaldo presente, além do vice Babá Pereira.


Prefeitos calculam impacto de R$ 46 bi e elevam pressão contra fim da 6x1

 

O fim da escala 6x1 de trabalho deve gerar impacto de R$ 46 bilhões nos cofres municipais. O cálculo é da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), que incluiu a proposta em tramitação no Congresso na lista das chamadas “pautas-bombas", que podem comprometer a receita das cidades. 

A notícia é do Metrópoles. A redução da jornada tramita no Congresso e é uma das bandeiras de campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defende o projeto como uma forma de “aliviar” a rotina do trabalhador. 

“Não se discute esse impacto no serviço público, parece que a alteração seria só para o setor privado. Atinge, sim, os servidores públicos efetivos de todos os entes federados”, explicou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. 

Segundo o presidente da confederação, com a mudança na escala, as prefeituras teriam que colocar 700 mil novos funcionários para suprir as demandas. “Esse volume é na [administração] direta”. 

“Se for levado em consideração os impactos na administração indireta, essa conta é ainda mais alta. “O lixo é terceirizado, mas alguém coleta o lixo, vai ter que botar mais gari e ele vai ter que rearticular o contato dele com a prefeitura”, completou Ziulkoski. 

Diante do avanço da tramitação da proposta no Congresso, prefeitos acionaram os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ambos receberam um documento com posicionamento contrário à proposta em tramitação no legislativo. 

Em outra frente, os prefeitos se colocam a favor da possibilidade de que municípios possam acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra as chamadas pautas-bomba, que impactem contas municipais, e atualização monetária de repasses para programas federais.

Fonte: CNN


Hospital inaugurado por Allyson funciona como policlínica sem UTI e sem capacidade de responder a casos graves

 

A inauguração do Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva, em janeiro deste ano, foi cercada de forte promoção por parte da gestão do prefeito Allyson Bezerra, que apresentou a unidade como um marco histórico para a saúde pública de Mossoró. Quatro meses após a entrega, porém, a estrutura passou a ser alvo de críticas da população mossoroense, que questiona a falta de estrutura, como leitos de UTI (Unidade de Terapia Intesiva) e a seletividade nos atendimentos e na abertura do hospital, que não funciona nos finais semana e não pode atender a casos graves de urgência.

Em entrevista ao Diário do RN, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, reforçou as críticas e afirmou que, tecnicamente, a unidade não possui capacidade para funcionar como um hospital de maior complexidade.

Segundo Motta, o equipamento possui estrutura limitada, com apenas 10 leitos e sem UTI, o que restringe o atendimento a cirurgias eletivas simples e pacientes considerados de baixo risco. “O hospital não tem UTI e não tem uma demanda para fazer algo que exija maior complexidade”, afirmou o secretário.

De acordo com ele, os pacientes são previamente selecionados justamente para evitar situações de agravamento. “Todas as cirurgias que vão ser feitas lá são de pessoas que não envolvem risco.

Qualquer um que tem um pouco mais de complicação eles não fazem, exatamente porque não têm estrutura suficiente para dar uma resposta”, criticou Motta.

A preocupação da Sesap, segundo o secretário, é justamente a ausência de suporte para eventuais intercorrências médicas. “Toda cirurgia tem algum grau de imprevisibilidade. Se acontecer uma situação dessa lá, ele vai ter que encaminhar esse paciente para alguma porta de urgência”, alertou. De acordo com Motta, pacientes que apresentem complicações precisam ser transferidos para hospitais estaduais com suporte de UTI. Inclusive, segundo o secretário, recentemente dois pacientes foram encaminhados para o Hospital Regional Tarcísio Maia após intercorrências registradas no hospital municipal.

Outro ponto questionado é o funcionamento restrito da unidade, sem atendimento de urgências e emergências nos finais de semana, o que caracterizaria a modalidade de Policlínica. “O Hospital de Mossoró consegue fazer cirurgias eletivas de pequeno porte e, quando chega no final de semana, fecha”, afirmou o secretário ao Diário do RN. Questionado sobre a normalidade desse tipo de operação em uma unidade hospitalar, respondeu: “Do ponto de vista normal, não”.

Na avaliação da Sesap, o hospital também não funciona integrado à rede pública de saúde. “Todos os hospitais agem dentro de uma rede. O hospital de Mossoró age só para ele”, afirmou Motta.

Segundo ele, a própria Prefeitura regula os atendimentos e seleciona os procedimentos realizados. “Ele escolhe o que vai fazer. Vai pegar aqueles casos de média e baixa complexidade que não vão complicar”, declarou o secretário.

De acordo com Motta, a estrutura também não ajuda a desafogar os hospitais estaduais, especialmente o Hospital Regional Tarcísio Maia, principal unidade de urgência e emergência da região Oeste. “O que Mossoró sempre precisou foram leitos de retaguarda. Isso, sim, ajudaria o sistema como um todo”, afirmou.

Na época da inauguração, a Prefeitura informou que o equipamento possuía três salas cirúrgicas, enfermarias, radiologia, central de esterilização, gerador de energia, usina de oxigênio e prontuário eletrônico, além de acessibilidade para pessoas com deficiência. O município também destacou que o hospital atuaria na redução das filas de cirurgias eletivas.

Porém, na avaliação da pasta estadual, o impacto prático da unidade é reduzido diante das necessidades da população. “Da forma como está, ajuda muito a imagem do prefeito, mas resolve pouco da vida da saúde do povo de Mossoró”, criticou Motta.

O secretário estadual também declarou desconhecer vistorias recentes do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern) na unidade municipal. “Talvez fosse interessante verificar se cumpre aquilo que se espera de uma unidade hospitalar”, disse. Procurado pela reportagem do Diário do RN, o Cremern não retornou o contato até o fechamento desta edição.

Apesar das críticas, Motta reconheceu que a unidade pode contribuir para procedimentos simples e redução parcial das filas de cirurgias eletivas. Ainda assim, reforçou que a estrutura está distante do que Mossoró necessita. “Não é que seja ruim, mas é absolutamente insuficiente para o que Mossoró precisa”, concluiu o secretário.

 Diário do RN

Rafael Motta assombra o PT e Zenaide Maia

 

A novela para a formação da chapa governista nas eleições de 2026 no Rio Grande do Norte continua longe do fim. A reunião que estava prevista para sacramentar a composição com Cadu Xavier ao Governo do Estado, Samanda Alves ao Senado e Rafael Motta como segundo nome da disputa senatorial acabou sendo adiada. E nos bastidores, o motivo do adiamento já começou a circular com força: o crescimento de Rafael Motta passou a incomodar diretamente o jogo montado para o Senado.

Segundo comentários nos bastidores políticos, existe uma articulação silenciosa para favorecer um cenário onde as duas vagas ao Senado terminem ocupadas por nomes ligados ao campo da esquerda: Samanda Alves na chapa de Cadu Xavier e Zenaide Maia na chapa de Allyson Bezerra. Apesar de Allyson ser apresentado como candidato de perfil mais à direita, Zenaide mantém forte identificação com setores da esquerda e do governo Lula. A estratégia, segundo avaliações políticas, seria dividir os palanques e ampliar as chances de ambas conquistarem mandato.

O problema é que Rafael Motta entrou forte no jogo. Na mais recente pesquisa, ele já apareceu à frente de Samanda Alves na disputa pelo segundo voto ao Senado e em empate técnico com Zenaide Maia. O crescimento acendeu o alerta geral dentro das articulações políticas. Rafael passou a ser visto como ameaça real ao desenho que vinha sendo construído nos bastidores. E foi justamente depois desse avanço nas pesquisas que começaram os movimentos para escantear seu nome da composição principal.

Robison Pires

Lula defende fim da escala 6×1 justificativa inusitada: “povo quer mais tempo pra namorar”

 

Lula (PT) voltou a defender a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Ao comentar a medida, ele apresentou um argumento que chamou atenção ao afirmar que a mudança dialoga com novas demandas da sociedade por mais tempo livre.

“Hoje, o povo quer mais tempo para ficar em casa, para lazer, para estudar, para namorar. É normal que a sociedade tenha avançado”, afirmou.

Ele também afirmou que a discussão está relacionada às transformações do mercado e aos avanços tecnológicos, que teriam alterado a relação entre trabalho e tempo livre.

Diante das preocupações de representantes do setor empresarial sobre possíveis impactos econômicos, Lula pediu cautela e afirmou que o debate não deve gerar alarme.

O presidente disse ainda que o governo não pretende impor mudanças de forma imediata ou sem diálogo com as categorias envolvidas.

O debate sobre a flexibilização da jornada de trabalho avança no Congresso Nacional, e a expectativa é de que uma primeira versão do parecer da PEC seja apresentada nesta quarta-feira (20).

Blog do BG

 

 
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