Olho D'água do Borges/RN -

Álvaro coloca Allyson na parede e cita acusação de propina de 15% durante debate da 98 FM/Jovem Pan

 

Álvaro Dias confrontou Allyson Bezerra com o relatório da Polícia Federal sobre desvio de medicamentos em Mossoró, durante o debate entre os candidatos a governador revalidado pela 98 FM e Jovem Pan Natal, na noite desta quarta-feira (2).

“O dono da Dismed disse que você recebia 15% de propina dos medicamentos que eram adquiridos pela Prefeitura e não eram entregues. Menos da metade dos medicamentos comprados era entregue.”

E cravou: “Você não se envergonha de a saúde de Mossoró estar sucateada, faltando medicamento, e você sendo investigado pela Polícia Federal?”

Allyson foge de perguntas sobre investigação da PF e propinas em Mossoró e tenta desviar foco com revólver 38 de Álvaro

Durante debate da 98 FM/Jovem Pan Natal, Candidato do União evitou responder aos questionamentos sobre operação que atingiu sua gestão e exibiu foto de arma de Álvaro apreendida em 2023; episódio não resultou em prisão ou condenação. Foto: Ilustração

A investigação da Polícia Federal envolvendo a Prefeitura de Mossoró e suspeitas relacionadas a medicamentos da rede pública colocou Allyson Bezerra na defensiva durante o debate. Diante dos questionamentos sobre a operação que atingiu sua gestão, superfaturamento,
Corrupção e propina, o ex-prefeito evitou entrar no mérito das suspeitas e partiu para outro assunto.

Allyson resolveu fugir do tema exibindo uma foto de um revólver calibre 38 de propriedade de Álvaro Dias, apreendido em 2023, numa tentativa de deslocar o foco dos questionamentos que recebia.

O episódio envolvendo Álvaro, no entanto, não resultou em prisão nem condenação. Ele foi abordado, prestou esclarecimentos e seguiu viagem. O próprio relatório do inquérito da Polícia Federal registra que Álvaro não possui antecedentes criminais.

Segundo os esclarecimentos apresentados no procedimento, o revólver permanecia havia mais de 20 anos em uma propriedade rural da família, em Caicó, e acabou esquecido dentro de uma maleta. Álvaro reconheceu o ocorrido perante a PF e tratou do caso na Justiça.

O contraste marcou o embate: enquanto Álvaro era cobrado por um revólver 38 encontrado em uma maleta em 2023, sem prisão ou condenação, Allyson precisava explicar uma investigação federal atual envolvendo propinas em sua gestão e suspeitas relacionadas à saúde pública de Mossoró.

Ao final, permaneceu sem resposta a pergunta que Allyson tentou evitar: o que aconteceu com os medicamentos e recursos da saúde de Mossoró que estão na mira da Polícia Federal? 

Na gestão Allyson, laboratório contratado sem licitação viu a fatura crescer 34 vezes enquanto o PAM do Bom Jardim parava

 

O Fundo Municipal de Saúde de Mossoró pagou R$ 1.897.193,61 a um laboratório privado contratado sem licitação na gestão Allyson Bezerra, enquanto o laboratório público do PAM do Bom Jardim funcionava com 15 bioquímicos efetivos e apenas quatro tipos de exame, por falta de insumos que a prefeitura não pagava. A reconstituição do contrato é de reportagem publicada nesta terça-feira (2) pelo Blog do Dina, a partir dos diários oficiais de Mossoró, do portal da transparência do município e dos autos da Operação Mederi.

Os números estão nos empenhos. A primeira fatura da L A Melo Martins Análises Clínicas — nome fantasia Lablam, microempresa de um dono só e capital social de R$ 50 mil — foi de R$ 6.033,97, em fevereiro de 2025. Em julho de 2026, chegou a R$ 205.280,59: trinta e quatro vezes mais, o maior valor da série. Entre os fornecedores do Fundo de Saúde com “análises” ou “laboratório” no nome, a empresa concentrou 98% de tudo que foi pago no período.

Em 18 de agosto, o Ministério Público do Rio Grande do Norte instaurou inquérito civil para apurar o “suposto desmantelamento e sucateamento das atividades laboratoriais” do PAM do Bom Jardim, a “ociosidade forçada de profissionais bioquímicos efetivos por remoções injustificadas” e a “terceirização indevida” da demanda de exames para as conveniadas Apamim e Lablam. A portaria, assinada pelo promotor Rodrigo Pessoa de Morais e obtida pelo Blog do Dina, atribui o fato à Secretaria Municipal de Saúde — não às empresas nem a nenhum gestor nomeado.

O MP deu 10 dias úteis para a direção do PAM detalhar equipamentos, quadro de pessoal e falta de insumos, e pediu vistoria técnica no local. O contrato é o de nº 18/2024, firmado por inexigibilidade de licitação em 20 de dezembro de 2024, no valor de R$ 2.855.256,60 por ano. O dono do laboratório, Luís Antonio Melo Martins, é primo de Rodrigo Forte — parentesco que o próprio Forte confirmou ao Blog do Barreto em março de 2025, quando disse desconhecer que a empresa fosse do parente.

Forte era consultor-geral do município na época do contrato; hoje preside o Previ-Mossoró, instituto de previdência dos servidores.

Nada interrompeu o contrato. Ele foi renovado em 18 de dezembro de 2025, por mais 12 meses e mesmo valor — 40 dias antes da operação da Polícia Federal que mirou a saúde de Mossoró. O empenho de 2026 saiu 11 dias antes da operação. Depois dela vieram sete pagamentos entre março e agosto, o último deles em 26 de agosto, no valor recorde de R$ 205 mil, oito dias depois de o inquérito ser instaurado.

Levantamento do Blog do Dina em todas as edições do Diário Oficial de Mossoró de fevereiro a agosto não encontrou nenhum ato de suspensão, rescisão ou auditoria do contrato, que vale até 20 de dezembro de 2026. Nas peças da Mederi lidas pela reportagem, a Lablam não é alvo de mandado nem é investigada nominalmente.

Procurada pelo Blog do Dina, a defesa de Allyson Bezerra, pelo advogado Caio Vitor Ribeiro Barbosa, afirmou não ter tido acesso ao procedimento e sustentou que Mossoró “descentralizou as contratações públicas para os secretários por meio de lei de 2021”, sugerindo que as dúvidas fossem encaminhadas “aos setores competentes”.

Os documentos confirmam os dois pontos: o inquérito não nomeia o ex-prefeito, e a Lei Orçamentária de 2025 do município repete que os ordenadores de despesa são os secretários, nos termos da Lei Complementar 169/2021. O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura de Mossoró, da Secretaria de Saúde, de Rodrigo Forte, da Lablam e da ex-secretária Jacqueline Morgana Dantas Montenegro.

Com informações do Blog do Dina 

Álvaro garante direitos de policiais e bombeiros e diz que segurança será prioridade no RN

 

Preservar os direitos conquistados por policiais e bombeiros militares e dar prioridade à segurança pública. Esses foram compromissos assumidos por Álvaro Dias (PL) durante encontro com representantes das forças de segurança, realizado no Clube Tiradentes, em Natal.

“Me comprometi em preservar os direitos adquiridos dos policiais militares. E me comprometi em mais do que isso. Fui além. A segurança terá total prioridade no nosso governo”, afirmou Álvaro.

O candidato também defendeu mais investimentos na estrutura das forças de segurança para ampliar a capacidade de enfrentamento à criminalidade. “Nós vamos combater o crime organizado e equipar as polícias para que possam ter condições de, bem equipadas, combater o crime organizado, como a população e a sociedade quer, espera e precisa”, declarou.

Durante o encontro, os representantes da categoria apresentaram reivindicações relacionadas à carreira, remuneração e condições de trabalho. Entre as pautas discutidas esteve a manutenção do escalonamento vertical.

Participaram ainda o deputado estadual Coronel Azevedo, o vereador de Natal Subtenente Eliabe e o deputado federal Sargento Gonçalves, além de representantes das associações de policiais militares da ativa e de pensionistas. 

Planalto já trabalha para Moraes abrir vaga no STF e Lula indicar mais um ministro

 

Mobilizada no impeachment de Alexandre de Moraes, a oposição tem se surpreendido com discreto apoio de governistas. É que, temendo impacto do escândalo Vorcaro/Moraes em sua campanha, Lula orientou que, “sem tripudiar”, petistas defendam a investigação do escandaloso relacionamento que transformou um ministro do no Supremo Tribunal Federal (STF) em consultor e informante de fraudador. Lula esfrega as mãos de ansiedade pela abertura de nova vaga de ministro do STF.

Terceira vaga

Lula também sonha com uma terceira vaga, de Dias Toffoli, enrolado com Vorcaro no Tayayá. Para Lula, não se pode “cassar” apenas Moraes.

‘Traição’ na conta

A bronca de Lula é do tempo de cadeia, quando Toffoli tomou decisões que o revoltaram. Ainda se diz “traído” e quer ver o ministro pelas costas.

‘Nem com 81 votos’ 

Somente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem a prerrogativa de abrir processo de impeachment de ministro do STF. E ele não quer.

Morre de medo 

Alcolumbre só abre processo se Lula mandar ou o STF pedir. Alcolumbre é temente a Moraes e ao STF como um todo, nessa ordem.

Claudio Humberto 

Campanha de Álvaro Dias nega contratação de pesquisas citadas em parecer do MPE.

 

Diante de notícias veiculadas por alguns veículos de comunicação sobre parecer do Ministério Público Eleitoral envolvendo pesquisas eleitorais no Rio Grande do Norte, a campanha do candidato ao Governo do RN, Álvaro Dias, encaminha a seguinte nota de esclarecimento: 

NOTA

A campanha de Álvaro Dias esclarece que não contratou as pesquisas eleitorais mencionadas em parecer do Ministério Público Eleitoral, não participou de sua realização e não mantém relação com os institutos responsáveis pelos levantamentos. 

As pesquisas citadas foram realizadas por empresas independentes e contratadas por terceiros, sem qualquer participação de Álvaro Dias ou de sua campanha na contratação, elaboração ou execução dos levantamentos. 

A campanha respeita a atuação do Ministério Público Eleitoral e entende que eventuais irregularidades identificadas devem ser devidamente investigadas e esclarecidas pelos responsáveis. O próprio parecer citado nas reportagens ainda será analisado pela Justiça Eleitoral e não representa condenação. 

É necessário, contudo, distinguir os responsáveis pela contratação e realização das pesquisas dos candidatos que aparecem em seus resultados. O fato de um levantamento apontar determinado candidato na liderança não estabelece vínculo entre esse candidato, o instituto que realizou a pesquisa ou quem a contratou. 

A pesquisa Media/O Potengi divulgada nesta terça-feira (1º), por exemplo, apresenta Allyson Bezerra numericamente em primeiro lugar, com 28,3%, e Álvaro Dias com 27,1%, em empate técnico considerando a margem de erro informada pelo levantamento. A campanha de Álvaro Dias igualmente não teve qualquer participação na contratação ou realização dessa pesquisa. 

A campanha de Álvaro Dias reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições. 

No aniversário das Quintas, Álvaro faz grande passeata e participa de mais dois encontros em Natal

 

As comemorações pelos 309 anos das Quintas ganharam as ruas nesta terça-feira (1º), com uma grande passeata de Álvaro Dias (PL) pelo bairro. Moradores, apoiadores e lideranças políticas acompanharam a mobilização, que uniu o aniversário de uma das comunidades mais tradicionais de Natal ao clima da campanha eleitoral.

A caminhada seguiu pelas ruas das Quintas e terminou com um comício. Ao lado dos moradores, Álvaro também participou do parabéns coletivo pelos 309 anos do bairro, em um momento de celebração e aproximação com a comunidade.

Ex-prefeito de Natal por dois mandatos, Álvaro cumprimentou moradores durante a passeata e destacou sua relação com a capital e com a população das Quintas. A mobilização contou com a presença do prefeito Paulinho Freire (União Brasil) e da vice-prefeita Joanna Guerra. Também participaram os vereadores Preto Aquino, Kleber Fernandes, Herberth Sena, Luciano Nascimento (PSD) e Chagas Catarino (União Brasil); o vereador licenciado Hermes Câmara; a candidata a deputada federal Carla Dickson (PL); os candidatos a deputado estadual Adjuto Dias (PL) e Anne Lagartixa (PL); além de Naelson, liderança das Quintas.

Mais dois encontros em Natal

À noite, Álvaro participou de mais dois encontros com apoiadores na capital. O primeiro reuniu amigos e apoiadores de Felipe Alves, ex-vereador e atual secretário municipal de Serviços Urbanos. Participaram também o prefeito Paulinho Freire (União Brasil), o candidato a deputado estadual Ériko Jácome e a candidata a deputada federal Nina Souza (PL), além de outras lideranças políticas.

Durante o encontro, Álvaro destacou o momento político vivido pelo Rio Grande do Norte e defendeu a escolha de candidatos preparados para enfrentar os desafios do Estado.

 “Nós estamos agora numa nova caminhada, num momento decisivo para os próximos quatro anos em nosso Estado. Precisamos saber escolher os melhores candidatos. O Rio Grande do Norte não pode mais errar, precisa escolher quem vai resolver os problemas do Estado. Vamos todos juntos, de mãos dadas, seguir um só caminho”, afirmou Álvaro.

Na sequência, Álvaro voltou às Quintas, onde participou de um encontro promovido por Erick Natalense, liderança comunitária do bairro. A mobilização reuniu um grande público e contou também com a presença do candidato a deputado estadual Adjuto Dias (PL), além de apoiadores e lideranças locais.

Pesquisa Media/OPotengi para o Governo do RN: Allyson tem 28,3%, Álvaro, 27,1% e Cadu 17,2%

 

A pesquisa Media/O Potengi publicada nesta treça-feira, 1ª de setembro, mostra Allyson Bezerra (UB) na primeira colocação com 28,3% e tecnicamente empatado com Álvaro Dias (PL), que tem 27,1%. Em terceiro lugar, vem Cadu de Lula (PT) com 17,2%. Os números são do cenário estimulado para o Governo do Rio Grande do Norte.

A diferença entre Allyson e Álvaro é de 1,2 ponto percentual, abaixo da margem de erro de 2,2 pontos percentuais do levantamento. Por isso, o resultado configura empate técnico.

Outros candidatos

Professor Robério Paulino (PSOL) tem 0,7%; Rodrigo Bolsonaro (Agir), 0,7%; Carlos Jararaca (DC) e Arinalda do MLB (UP), 0,4%; Dário Barbosa (PSTU) e Henrique Lyra (PCO), 0,1%. Os entrevistados que não souberam ou não responderam somam 20,1%; branco ou nulo registram 4,9%. 

Pesquisa estimulada para o Governo do RN. Media/O Potengi, registro RN-02043/2026.

Resultado completo:

  • Allyson (União Brasil) – 28,3%
  • Álvaro Dias (PL) – 27,1%
  • Cadu de Lula (PT) – 17,2%
  • Professor Robério Paulino (Psol) – 0,7%
  • Rodrigo Bolsonaro (Agir) – 0,7%
  • Arinalda do MLB (UP) – 0,4%
  • Carlos Jararaca (DC) – 0,4%
  • Dário Barbosa (PSTU) – 0,1%
  • Henrique Lyra (PCO) – 0,1%
  • Branco/nulo – 4,9%
  • NS/NR – 20,1% 

Nota metodológica

A pesquisa Media/O Potengi ouviu 2.000 eleitores presencialmente no Rio Grande do Norte, entre 25 e 30 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE/PesqEle sob o número RN-02043/2026. Os percentuais foram calculados diretamente sobre as 2.000 entrevistas da base atual e retratam o período de coleta; não constituem previsão do resultado eleitoral.

O Potengi.

Editorial do Estadão: Alexandre de Moraes tem de sair do Supremo

 

Alexandre de Moraes não tem mais condições de seguir como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e deveria pedir exoneração do cargo, para o bem da própria Corte. As revelações feitas pelo Estadão de que Moraes ajudou a elaborar o contrato milionário entre o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, desmentem categoricamente que o ministro fosse alheio ao acerto e a todas as suas implicações éticas e legais.

Para começar, participar da elaboração de um contrato é exercício de advocacia, atividade incompatível com a magistratura. Mas as mensagens do celular de Vorcaro tornadas públicas ontem pintam um quadro muito mais grave. O banqueiro, pivô do maior escândalo da história do sistema financeiro nacional, tratava Moraes como alguém a quem podia recorrer para influir no curso de investigações. “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?”, perguntou, em referência ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Em outra mensagem: “Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”. Dois dias antes de ser preso, Vorcaro perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

Não se sabe o que Moraes respondeu. Pouco importa, porque já não se pode negar o que está diante dos olhos: um investigado por fraudes bilionárias buscava num ministro informação, orientação e intervenção sobre atos da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), enquanto seu banco pagava somas exorbitantes ao escritório de sua família – contrato que tem as digitais do próprio Moraes.

Há perguntas que só uma investigação responderá. Moraes procurou Gonet? Falou com Andrei? Tentou retardar diligências? Transmitiu informações sigilosas? Dependendo das respostas, podem estar em jogo ilícitos de imensa gravidade, como prevaricação, advocacia administrativa, obstrução de justiça e corrupção passiva. Gonet não pode continuar tratando esse material como “insuficiente”, como já o fez no passado, sem cair ele mesmo em suspeição.

Gonet arquivou anteriormente uma representação contra o ministro. Agora surgiram evidências novas, e uma delas envolve o procurador-geral nominalmente: Vorcaro pedia a Moraes que recorresse ao próprio Gonet para conter a investigação. André Mendonça já cobrou esclarecimentos da PGR e avalia os próximos passos. Se isso ainda não basta para abrir uma investigação formal e independente, é difícil saber o que bastaria.

Investigar, porém, resolve apenas parte da crise. As suspeitas recaem justamente sobre o uso do poder que Moraes continua exercendo. O homem que lhe pedia ajuda para alcançar o chefe da PF e o procurador-geral era o dono do banco que despejava dezenas de milhões de reais no escritório de sua mulher. O ministro participou pessoalmente do contrato e agora pode ter de ser investigado pelas mesmas instituições sobre as quais Vorcaro esperava que ele exercesse influência. Essa situação é incompatível com a normalidade institucional.

Moraes tem direito à presunção de inocência, ao devido processo e a todas as garantias legais que tantas vezes negou a outros, mas essas garantias não obrigam o Supremo a carregar, por tempo indefinido, o peso de um ministro cuja permanência compromete a autoridade da própria Corte.

O STF já errou demais no caso Master. Dias Toffoli, que também mantinha negócios com Vorcaro, só deixou a relatoria do caso depois que sua posição se tornou insustentável. Agora a crise atinge Moraes em outro patamar – o mesmo ministro que tantas vezes invocou a defesa do STF e do Estado Democrático de Direito para justificar o exercício de seus poderes. Chegou a hora de demonstrar que seu compromisso com as instituições vale também quando o sacrifício é seu.

Moraes tem que deixar o Supremo. Sua responsabilidade criminal será apurada, mas a responsabilidade institucional já se impõe. Se ele se recusar a retirar esse peso da Corte, sua permanência terá de ser enfrentada por quem a Constituição encarregou de julgar crimes de responsabilidade de ministros do STF: o Senado. Defender o Supremo, agora, significa impedir que a crise de um ministro se torne a crise da instituição.

Do Estadão 

Cadê o SINTE? O silêncio diante do atraso salarial de Fátima escancara uma omissão que revolta os servidores

 

Quando o atraso de salários atinge milhares de servidores públicos, espera-se que o principal sindicato da categoria esteja na linha de frente da cobrança. No Rio Grande do Norte, porém, o que chama atenção é justamente o contrário: o silêncio do SINTE diante do pagamento escalonado anunciado pelo governo Fátima Bezerra.

A mesma entidade que costuma adotar um discurso firme em defesa dos trabalhadores agora responde com notas, reuniões e promessas de medidas jurídicas, enquanto servidores convivem com a incerteza sobre quando terão seus salários integralmente nas contas.

A comparação é inevitável. Em outras ocasiões, diante de governos e gestões de perfil político diferente, o sindicato protagonizou mobilizações, assembleias lotadas, protestos e greves. Basta lembrar que, recentemente, professores da rede municipal de Natal aprovaram greve ainda durante o processo de negociação. Agora, diante do escalonamento promovido pelo Governo do Estado, a postura parece muito mais cautelosa.

Essa diferença de tratamento alimenta uma pergunta que ecoa entre muitos servidores: o SINTE reage da mesma forma quando o governo é politicamente alinhado à sua direção?

Quem representa trabalhadores precisa demonstrar independência. Sindicato existe para cobrar governos, pressionar gestores e defender direitos, independentemente da cor partidária de quem ocupa o poder. Quando essa postura parece mudar conforme o governante, a credibilidade da entidade passa a ser questionada.

O servidor que espera pelo salário não quer discursos cuidadosamente calculados. Quer firmeza, cobrança e resultados. Afinal, atraso de pagamento pesa no bolso de quem precisa honrar contas, sustentar a família e cumprir seus compromissos.

O silêncio diante de uma crise dessa dimensão acaba transmitindo uma mensagem preocupante: a de que a indignação do sindicato pode ter intensidade diferente conforme o endereço político do Palácio do Governo. E, para muitos servidores, essa é uma omissão difícil de aceitar. 

Eleitor já pode consultar local de votação para Eleições 2026

 

Eleitoras e eleitores de todo o país já podem consultar o endereço da seção de votação para as Eleições Gerais de 2026. A informação está disponível a partir desta terça-feira (1º) pelo aplicativo e-Título e pelo portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A consulta já considera os pedidos de transferência temporária de seção eleitoral feitos dentro do prazo estabelecido pelo calendário eleitoral, encerrado no mês passado.

A modalidade atende eleitores que solicitaram votação em trânsito, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, militares, agentes de segurança pública, mesários, agentes penitenciários, além de juízes e promotores que estarão em serviço no dia da eleição.

Como consultar o local de votação

Pelo e-Título, o eleitor deve acessar a tela inicial do aplicativo e atualizar os dados cadastrais. Após o procedimento, o sistema informa o endereço da seção eleitoral e a zona onde será realizada a votação.

Já pelo portal do TSE, o eleitor deve acessar a área “Serviços Eleitorais” e selecionar a opção “Onde votar”. Para realizar a consulta, é necessário informar dados como número do CPF ou título de eleitor, data de nascimento e nome da mãe.

A Justiça Eleitoral recomenda que a consulta seja feita com antecedência para evitar dúvidas ou transtornos no dia do pleito, especialmente para quem solicitou transferência temporária ou teve a zona eleitoral alterada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Eleições acontecem em outubro

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado no dia 4 de outubro. Caso haja segundo turno, a votação está prevista para o dia 25 de outubro.

Para o pleito deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral estima a utilização de aproximadamente 564 mil urnas eletrônicas em todo o país. 

Veja mensagens da relação com Vorcaro que Gonet preferia manter em segredo

 

Horas após a divulgação do documento — cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça —, o chefe da Procuradoria Geral da República (PGR), Paulo Gonet, pediu o arquivamento do caso. Ele alega que o relator no STF teria determinado a produção do relatório sem competência para isso e, com isso, busca anular as provas que incluem tanto o seu relacionamento com Vorcaro quanto as mensagens e registros da relação do ex-banqueiro com o ministro Alexandre de Moraes.

Os contatos entre Gonet e Vorcaro começaram em março de 2025, intermediados pelo advogado Ciro Soares. No dia 15 daquele mês, Soares enviou ao banqueiro uma foto ao lado do procurador-geral e pediu que ele ligasse: “Ele quer falar com você”. Após quatro tentativas, os dois conversaram por quase quatro minutos.

Em 28 de março, Gonet mandou recado dizendo que estava “com saudade” de Vorcaro, que torcia por ele e que embarcava para Roma. Pediu que a mensagem fosse encaminhada ao banqueiro. Vorcaro retribuiu o carinho e sugeriu um encontro.

Foi nesse contexto que surgiu o convite para uma degustação de charutos e uísque Macallan em Londres. Gonet aceitou e comentou: “Oba!!!! Tomara que tenha charuto e macalan”. Vorcaro respondeu que “agora vai ter que ter plantação de charuto e barril de macalan”.

O procurador-geral ainda pediu para incluir o filho, Pedro Gonet, na viagem. Soares transmitiu o pedido e Vorcaro concordou imediatamente. Gonet agradeceu chamando o banqueiro de “uma máquina”. O pedido para levar o filho foi reiterado meses depois, quando a viagem se aproximava. Vorcaro novamente autorizou.

Diário do Podde

 

OAB exige apuração rigorosa sobre a relação entre Vorcaro e Moraes

 

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou formalmente, em 01/09/2026, a realização de uma apuração rigorosa e isenta acerca da relação mantida entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorre após a Polícia Federal (PF) tornar público um relatório detalhado com mensagens e registros que evidenciam conexões entre ambos.

A posição da entidade destaca a necessidade de esclarecer os fatos para preservar a estabilidade democrática do Brasil, especialmente em um cenário de período eleitoral. Em nota oficial, o presidente em exercício do CFOAB, Délio Lins e Silva Jr, ressaltou que a instituição prioriza a defesa da Constituição e o cumprimento dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência.

O teor do documento, que reúne 218 páginas de diálogos e documentos encontrados no celular de Daniel Vorcaro, ganhou notoriedade nesta terça-feira (01/09), após o ministro André Mendonça determinar a retirada do sigilo sobre a ação. A revelação desses dados coloca sob análise pública os vínculos entre o magistrado e o empresário.

Até o momento, a decisão da OAB caracteriza um pedido de providências institucionais, mantendo-se o acompanhamento do caso pelas instâncias competentes. O Poder360 tentou contato com o ministro Alexandre de Moraes e a defesa de Daniel Vorcaro para esclarecimentos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. 

Governo Fátima mantém política de atraso salarial e oficializa a discriminação contra aposentados e pensionistas

 

O SINSP repudia a continuação da política de atraso salarial adotada pelo governo da professora Fátima Bezerra. Diferentemente dos ativos, que receberam na última sexta-feira (28), os aposentados e pensionistas seguem sem seus salários de agosto.

O calendário absurdo abaixo foi divulgado pelo próprio governo:

  • 31 de agosto —parte dos aposentados e parte dos pensionistas;
  • 2 de setembro — aposentados do Magistério e da Saúde;
  • 4 de setembro — demais pensionistas.

“Mais uma vez a governadora Fátima Bezerra faz uma escolha, e essa escolha é a discriminação aos que mais necessitam. Não podemos aceitar calados mais esse ataque aos servidores públicos. Enquanto isso, a própria governadora e seus secretários do primeiro escalão, já receberam no último sábado (29). Então é assim, sempre escolhendo categoria a e b e discriminando os demais”, afirmou Janeayre Souto.

Desafio do SINSP

Diante de mais um atraso salarial por parte do governo do Estado, com aposentados e pensionistas sem receberem salário até o momento, o SINSP volta a cobrar da governadora um decreto afirmando que:

A governadora do Estado do Rio Grande do Norte apenas receberá o seu salário após todos os aposentados e pensionistas terem seus salários pagos”. 

 
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