Olho D'água do Borges/RN -

MATEMÁTICA DE MOSSORÓ: PF identifica quem era “Fátima” em planilha de esquema investigado na Operação Mederi

 

As investigações da Polícia Federal na Operação Mederi avançaram e identificaram a mulher citada como “Fátima” na contabilidade clandestina apelidada pelos investigadores de “matemática de Mossoró”.

De acordo com o relatório, trata-se de Maria de Fátima Dantas dos Santos, beneficiada direta por repasses de propina na ordem de 10%.

A apuração apontou que a investigada é uma assessora de comunicação que foi nomeada formalmente para atuar na administração pública por meio da Portaria nº 157/2024.

Inicialmente alocada na pasta de Comunicação, ela foi posteriormente transferida para o setor de Cerimonial do Palácio da Resistência.

O avanço célere das descobertas documentais da Polícia Federal foi o fator determinante para que o desembargador federal Rogério Fialho Moreira decidisse manter o processo sob o foro do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).

O magistrado rejeitou a recomendação do Ministério Público Federal para enviar o caso à primeira instância.

 Blog do BG

ALERTA MÉDICO: Pessoas com ideologia de esquerda tem 150% mais riscos de doença mental, diz estudo

 

Levantamentos realizados por institutos americanos, entre eles o General Social Survey (GSS) e o Pew Research Center, identificaram uma correlação estatística entre posicionamentos políticos progressistas e índices mais elevados de relatos de problemas de saúde mental.

Segundo os dados analisados, a associação apareceu de forma recorrente em diferentes pesquisas e grupos de amostragem, segundo informações do Poder360.

De acordo com os estudos citados, pessoas que se identificam como “extremamente liberais” ou progressistas apresentaram taxas maiores de ansiedade, depressão e TDAH em comparação com entrevistados de perfil conservador.

Os levantamentos também apontaram menor índice médio de satisfação com a vida entre os grupos pesquisados.

Pesquisadores e analistas comportamentais afirmam que diferentes fatores podem influenciar os resultados observados.

Entre os pontos citados estão níveis mais elevados de neuroticismo, menor religiosidade, maior exposição a debates sociais complexos e uso intenso de redes sociais.

Os próprios pesquisadores ressaltam que os dados indicam correlação estatística e não comprovam relação direta de causa e efeito entre ideologia política e transtornos mentais.

Primeiras cirurgias robóticas realizadas na Casa de Saúde São Lucas marcam avanço da medicina no RN

 

A Casa de Saúde São Lucas deu um importante passo para a medicina potiguar ao iniciar a realização de cirurgias robóticas, consolidando um novo momento para a saúde do Rio Grande do Norte. O primeiro procedimento realizado com a tecnologia foi uma cirurgia urológica, conduzida pelo médico Dr. Paulo Medeiros.

Já nesta semana, o hospital também realizou a primeira cirurgia robótica do aparelho digestivo, voltada ao tratamento de um câncer de estômago. O procedimento contou com a atuação dos médicos Dr. Tiago Diniz, Dr. Francisco Diniz, Dr. Silvio Dantas, Dr. Mendes, Dra. Catharinne, Dra. Anna Pacheco, Dra. Ketsia Serra e Dra. Gisele Escóssia. O instrumentador foi Geraldo Cunha e a equipe de enfermeiros foi formada por Adelita Paiva, Victor Toscano, Iunara Maia e Gleydilene.

A cirurgia robótica representa um dos maiores avanços da medicina moderna. A tecnologia permite movimentos mais precisos, maior visualização da área operada e procedimentos minimamente invasivos, trazendo benefícios importantes para os pacientes, como menos dor no pós-operatório, redução do sangramento, menor risco de complicações, recuperação mais rápida e diminuição do tempo de internação.

Além do ganho assistencial, a implantação da cirurgia robótica na Casa de Saúde São Lucas fortalece o sistema de saúde do Rio Grande do Norte, ampliando o acesso da população potiguar a procedimentos de alta complexidade sem a necessidade de deslocamento para outros estados. O avanço também posiciona o RN em um novo patamar tecnológico na medicina, contribuindo para o desenvolvimento da saúde, da formação médica e da atração de novos investimentos para o setor hospitalar do estado.

 Heitor Gregorio

Diálogos sugerem que gestão de Allyson fez da Dismed o “Banco Master” do RN

 

 “Se não tivesse MOSSORÓ não tinha as outras. (…) MOSSORÓ hoje se ela lhe pagasse quinhentos mil você ia achar graça no dinheiro. (…) Pronto, o pulmão enchia de ar.”

A frase é de Raimundo Wandecy Campelo Gurgel, conhecido “Nenén”, ex-sócio da Dismed, em diálogo com Oseas Monthalggan Fernandes Costa, sócio-administrador da empresa pivô da Operação Mederi.

A conversa foi revelada ontem em reportagem do Blog do Dina e revela a gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra (UB) como epicentro do esquema de corrupção que parou o país em 27 de janeiro com a Operação Mederi.

Na conversa, os dois chegam a conclusão de que só ganham outras licitações graças ao esquema de Mossoró que lhes rendem boas quantias em propinas.

Numa comparação é como se a Prefeitura de Mossoró tivesse transformado a Dismed numa espécie de “Banco Master”, que ficou famoso por liderar a maior fraude financeira do país envolvendo políticos e tendo como protagonista o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Com o lucro das propinas em Mossoró, eles conseguiram ganhar licitações em outras cidades. “Tá dando volume pra gente ganhar nos outros canto. Tá dando volume pra nós comprar uma coisa lá que [inaudível] de seis centavos, cinco, hoje eu compro de quatro.”, diz Neném em um dos trechos da captação da Polícia Federal captada pelo Blog do Dina.

Para se ter ideia do peso de Mossoró a soma dos contratos da Dismed com Serra do Mel, José da Penha, Apodi, Paraú e Pau dos Ferros é de R$ 9,2 milhões e enquanto Mossoró totalizou R$ 13,5 milhões, R$ 4,29 milhões a mais.

Trocando em miúdos, a Dismed na gestão de Allyson, pelo que dizem os diálogos era o “Banco Master” por onde passava o dinheiro que se distribuía em propinas como a citada no famoso “diálogo da matemática de Mossoró” e chegava nas mãos dos políticos.

Monthalgann funcionava como o “Daniel Vorcaro” potiguar.

 Blog do Barreto

A campanha de Allyson Bezerra manda release para falar mal de Álvaro Dias. Sinal de nervosismo!

 

Já vi muita coisa estranha em política. E olha que não é pouco. Mas uma campanha usar o próprio canal oficial de comunicação com a imprensa para falar mal de adversário é novidade até para os meus anos de cobertura política no RN. 

Foi isso que fez a campanha de Allyson Bezerra. Mandou release para jornalistas atacando Álvaro Dias. Não foi nas redes sociais, não foi em entrevista, não foi em debate. Foi pelo canal de comunicação oficial da campanha, o mesmo espaço reservado para anunciar agenda, proposta e posição política. 

E aí vem a pergunta que não quer calar: para que isso? 

Quem "lidera" pesquisas com folga não perde tempo atacando adversário. Quem está "confortável" na corrida não sai chutando para os lados. Quem tem candidatura sólida fala do projeto, não do concorrente.  

O movimento da campanha de Allyson diz mais sobre o estado interno dela do que qualquer pesquisa divulgada. Ou os números internos não são tão confortáveis quanto o discurso público sugere, ou alguém na coordenação perdeu a cabeça e confundiu release de imprensa com panfleto de briga de bar. 

De qualquer forma, é sinal de nervosismo. E nervosismo em campanha tem cheiro. O eleitor percebe.

Blog do Gustavo Negreiros.

Oposição vê Lula protegendo o PCC de Trump

 

A oposição está mais convencida que nunca de que Lula age para proteger a organização criminosa PCC da classificação de “terrorista”, como deseja o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A prisão da influenciadora lulista Deolane Bezerra, ontem (21), acusada pelo Ministério Publico e a Polícia Civil de ser caixa do PCC e lavar dinheiro sujo, reforçou essa suspeita: “Esse desgoverno é omisso por conveniência”, acusa o deputado Messias Donato (União-ES).

Tudo suspeito

“A prisão escancarou o que muitos já sabiam: aliada direta do presidente, envolvida com lavagem de dinheiro do PCC”, destacou Messias.

Coladinhos

"Olha a proximidade do crime organizado com a República”, apontou estarrecido o deputado e ex-promotor de Justiça Alfredo Gaspar (PL-AL).

Coisa estranha

O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) também reagiu à prisão da amiga de Lula: “Deolane virou símbolo da normalização do absurdo”.

Crime toma conta

Para Evair de Melo (Rep-ES), a prisão “escancara a podridão que tomou conta do país”. “E Lula ainda se recusa a tratar facção como terrorismo”.

 Claudio Humberto

FIM DO “SIGILO DE 100 ANOS”: Câmara aprova projeto após gastos de R$ 2,35 bilhões com viagens no governo Lula

A oposição ao governo Lula (PT) conseguiu aprovar na Câmara dos Deputados um projeto de lei que limita o uso do chamado “sigilo de 100 anos” em informações públicas. O objetivo é impedir que dados sejam mantidos sob restrição com base em alegações de proteção de informações pessoais.

A iniciativa ganhou força após levantamentos do Portal da Transparência apontarem que a gestão Lula acumulou R$ 2,35 bilhões em despesas com viagens oficiais de servidores e autoridades. O texto agora segue para apreciação do Senado Federal.

Parlamentares da oposição afirmaram que as restrições da Lei de Acesso à Informação vinham sendo aplicadas de forma distorcida para ocultar agendas oficiais da primeira-dama Janja, listas de visitantes de prédios públicos e despesas administrativas com comitivas internacionais.

Os deputados defendem maior transparência sobre gastos e compromissos oficiais do governo federal.

 

Deputados estaduais do RN que não assinaram pedido para enquadrar facções como terroristas no RN

 

Apenas cinco deputados estaduais do RN decidiram não assinar o requerimento que pede o encaminhamento de uma solicitação ao governo federal para que facções criminosas sejam classificadas como organizações terroristas no Brasil. O documento foi apresentado na Assembleia Legislativa pelo deputado Coronel Azevedo (PL) e obteve o apoio de 18 parlamentares, segundo informações do portal da 96 FM.

Ficaram de fora da assinatura os deputados Divaneide Basílio (PT), Isolda Dantas (PT), Dr. Bernardo (PV), Eudiane Macedo (PV) e Francisco do PT, que atua como líder do Governo Fátima na Casa. Todos os cinco integram a base aliada da governadora e compõem a federação partidária de esquerda (PT, PV e PCdoB).

Nos bastidores políticos, o tema é tratado com reserva pelo Palácio do Planalto. O presidente Lula (PT) tem evitado estimular o debate sobre a classificação de facções como grupos terroristas, uma postura compartilhada por setores da esquerda que avaliam a proposta como desgastante no período pré-eleitoral.

Por outro lado, a iniciativa recebeu a assinatura de uma ampla maioria, incluindo Adjuto Dias (PL), Dr. Kerginaldo (PL), Cristiane Dantas (PSDB), Galeno Torquato (União), Vivaldo Costa (PV), Gustavo Carvalho (PL), Hermano Morais (MDB), Ivanilson Oliveira (PV), José Dias (PL), Kleber Rodrigues (PP), Luiz Eduardo (PL), Neilton Diógenes (PP), Nelter Queiroz (União), Taveira Júnior (PSDB), Terezinha Maia (PL), Tomba Farias (PL), Ubaldo Fernandes (PV) e o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB).

Métodos de Terror

No requerimento, Coronel Azevedo argumenta que as facções já atuam com táticas de terrorismo, promovendo intimidação coletiva, execuções e domínio territorial. O texto cita casos de violência extrema e  controle ilegal do fornecimento de internet por criminosos em bairros de Natal.

“Exemplos recentes mostram que as facções agem para intimidar, espalhar o terror e assassinar quando são contrariadas”, destaca o documento protocolado no legislativo potiguar.

Blog do BG

 

Quem não te conhece, que te compre

 

A coluna alertou que a policlínica médica de Mossoró não era um hospital. E não precisa ser especialista em gestão de saúde ou em administração hospitalar para cravar que o então prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) estava vendendo gato por lebre.

A policlínica não tem Unidade de Terapia Intensiva (UTI), não dispõe de leitos de retaguarda, não atende urgência e emergência, não funciona nos fins de semana e não faz parte da rede pública de saúde.

Logo, não é um hospital. Ponto.

Agora, por que Allyson usa a boa-fé das pessoas?

Simples: ele fez isso para criar um discurso de campanha ao Governo do RN e fazer frente a um dos adversários, o ex-prefeito Álvaro Dias (PL), que inaugurou o hospital municipal de Natal sem nunca ter funcionado.

Observe que em seguidas entrevistas, Allyson repete que construiu um hospital em Mossoró, enquanto Álvaro inaugurou um em Natal sem colocar em funcionamento.

Só que mentira tem pernas curtas.

Agora todo o estado está sabendo que Allyson falta com a verdade quando diz que inaugurou um hospital.

Esse comportamento do ex-prefeito de Mossoró não é de agora. Allyson entrou na vida pública com discurso fácil, que ele mesmo descontrói mais adiante dependendo de sua necessidade do momento.

Por exemplo: Allyson foi eleito atacando as oligarquias e agora é pré-candidato a governador no palanque de Alves, Maia e Faria.

Allyson disse que não entrou para a política para beneficiar seus familiares, mas a Prefeitura de Mossoró e cargos terceirizados estão cheio de seus parentes e de quebra ele lançou a esposa Cintia Pinheiro candidata à deputada estadual.

Portanto, o que Allyson diz não se sustenta.

No mais, ele seguirá por aí com pulinhos, murrinhos e o chapeuzinho de couro como se fosse um menino humilde.

É aquela velha sabedoria popular: quem não te conhece, que te compre.

Jornal de Fato/Coluna Cezar Santos.

Nelter Queiroz denuncia atraso salarial de terceirizados, falta de segurança no Hospital Regional de Caicó e recuperação da RN-203.

 

O deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas) voltou a subir à tribuna da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (19), para fazer duras cobranças ao Governo do Estado diante do atraso salarial de servidores terceirizados da saúde, da insegurança em unidades hospitalares e da precariedade das rodovias estaduais. 

Durante o pronunciamento, o parlamentar denunciou novamente o atraso salarial enfrentado por trabalhadores terceirizados do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, e lamentou os impactos diretos causados à população. Nelter citou a repercussão de um vídeo que circula nas redes sociais, no qual um enfermeiro deixa o plantão para comprar alimentação após a suspensão dos serviços de fornecimento de refeições devido à falta de pagamento aos terceirizados. 

Segundo o deputado, a situação expõe o colapso vivido pela saúde pública estadual e afeta não apenas os trabalhadores, mas também pacientes, acompanhantes e profissionais que atuam diariamente nas unidades hospitalares. “É inadmissível que profissionais que salvam vidas diariamente estejam passando por esse tipo de constrangimento. Estamos vendo terceirizados sem receber salários e, como consequência, acompanhantes, pacientes e servidores ficando sem alimentação dentro dos hospitais públicos do nosso Estado”, criticou. 

Além da crise envolvendo os terceirizados, Nelter Queiroz também demonstrou preocupação com a falta de segurança no Hospital Regional Telecila Freitas Fontes, em Caicó, após a invasão criminosa registrada na madrugada desta terça-feira (19). “O que aconteceu em Caicó é extremamente grave. Profissionais da saúde foram aterrorizados dentro do próprio ambiente de trabalho. Isso mostra o nível de insegurança que estamos vivendo no Rio Grande do Norte”, lamentou o deputado. 

RODOVIAS 

Ainda durante o pronunciamento, Nelter renovou cobrança ao Departamento de Estradas de Rodagens do RN (DER/RN) pela recuperação urgente da RN-203, no trecho entre o município de Santana do Matos e a RN-118, passando pelo Distrito Barão de Serra Branca. Segundo o parlamentar, a rodovia encontra-se em situação crítica, com inúmeros buracos, desgaste acentuado da malha asfáltica e riscos constantes para motoristas, motociclistas e demais usuários que trafegam diariamente pela região. 

Nelter destacou a importância estratégica da via para a integração entre municípios das regiões Central, Vale do Açu e Seridó, além de sua relevância para o escoamento da produção rural, deslocamento de estudantes, trabalhadores e pacientes. “Seguiremos cobrando ações concretas do Governo do Estado. O povo do Rio Grande do Norte não aguenta mais sofrer com descaso, insegurança e falta de respeito”, concluiu.

Blog do Gustavo Negreiros. 

Do simbolismo à responsabilidade: chapéu de couro virou discurso no RN, mas população espera propostas

 

O candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, parece ter transformado o chapéu de couro no principal símbolo de sua pré-campanha para 2026. Durante visita à Zona Norte de Natal, afirmou que “jamais vai tirar o chapéu” e declarou que o acessório representa o povo que o conduzirá ao Governo do RN. A fala ganhou repercussão, mas também despertou críticas nos bastidores da política potiguar.

Para muitos observadores, o problema não está no símbolo em si, mas na ausência de um debate mais aprofundado sobre os desafios reais enfrentados pelo Rio Grande do Norte. Enquanto o marketing reforça a imagem populista do candidato, a população continua esperando propostas concretas para áreas essenciais como saúde pública, educação, segurança, infraestrutura, recuperação das estradas, equilíbrio fiscal e desenvolvimento econômico.

O cenário se torna ainda mais preocupante quando o discurso simbólico passa a ocupar espaço excessivo também entre outros pré-candidatos ao Governo do Estado. O chapéu de couro carrega identidade, tradição e respeito à cultura nordestina, mas o eleitor potiguar espera mais do que gestos e imagens de campanha. O momento exige seriedade, planejamento e compromisso com soluções capazes de enfrentar o desgaste administrativo e os problemas históricos que afetam o Rio Grande do Norte.

 

ESTRANHO: A narrativa do “Bolsomaster” esbarra no medo do PT sobre a investigação do Banco Master

 

O PT descobriu o áudio de Flávio Bolsonaro (PL) e do banqueiro Daniel Vorcaro como quem encontra ouro no quintal. Oito dias de manchetes. Oito dias de gritaria. Oito dias tentando vender ao país a fantasia do “Bolsomaster”, numa operação de propaganda tão desesperada quanto previsível.

Mas há um detalhe inconveniente. Um detalhe que a militância digital não consegue esconder debaixo do tapete vermelho do Planalto.

Os mesmos parlamentares do PT que berram contra o Banco Master se recusam a assinar a CPMI para investigar o Banco Master.

Curioso, não?

Querem ligar o banqueiro a Flávio. Mas não querem investigar o banqueiro. É como denunciar um incêndio e esconder os fósforos. A conta não fecha. Nunca fechou.

A esquerda brasileira vive desse truque barato. Transforma narrativa em cortina de fumaça. Repete uma manchete mil vezes até tentar converter suspeita em sentença. Mas política não é laboratório de marketing. E o problema do PT é que toda fumaça começa a revelar o fogo que está atrás deles próprios.

Afinal, por que tanto medo de uma CPMI?

Por que tanto esforço para blindar um banco cercado de perguntas? Por que o desconforto quando surgem relatos de bastidores envolvendo o presidente Lula e orientações para que Vorcaro não vendesse o banco?

O escândalo começa a ficar perigoso não para Flávio. Mas para quem governa.

E talvez esteja aí o verdadeiro pânico do PT. Porque, se escavarem fundo esse caso, a lama não sobe para a oposição. Ela explode no colo do próprio sistema político que hoje tenta posar de inquisidor moral.

No Brasil, o partido que mais fala em democracia sempre morre de medo de investigação.

Ismael Souza

 

PF comunica ao STF decisão de rejeitar delação de Vorcaro

 

Confirmando o que havia sinalizado na segunda-feira (18), ao solicitar autorização de transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum e com restrições para conversar com seus advogados, a Polícia Federal comunicou ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), sua decisão de rejeitar a proposta de delação premiada do dono do Banco Master. Vorcaro é investigado por fraude no mercado financeiro e vários crimes, incluindo corrupção de autoridades e outros agentes públicos.

A PF considerou que as informações apresentadas pelo banqueiro não eram novas e não justificavam a assinatura do acordo. Essa foi a decis˜ão da PF, mas ainda falta o pronunciamento da Procuradoria Geral da República (PGR), cujo titular Paulo Gonet esteve entre os convidados de Vorcaro para a degustação de uísque Macallan e charutos em um requintado clube de Londres. Participaram daquele evento três ministros do STF, cinco ministros do Superior Tribunal de Justiça (STF), vários ministros do governo Lula e o diretor da Polícia Federal.

A PGR considera possível pedido de “complementos” à proposta de delação para avaliar a assinatura do acordo. Para prosseguir com a negociação, os advogados do banqueiro precisam convencer a PGR da utilidade das revelações que está disposto a compartilhar com os invstigadores.

Vorcaro começou a negociar acordo em 19 de março, poucos dias depois da sua prisão, mas a delação proposta proposta entregue por seus advogados, cerca de 45 dias depois, foi considerada seletiva e criticada por não contou tudo o que sabia sobre personagens relevantes.

Diário do Poder

Escutas da Operação Mederi apontam gestão de Allyson Bezerra como “pulmão” de esquema bilionário investigado no RN

 

A gestão Allyson é tratada em conversas sobre a distribuição de propina e do esquema que os sócios da Dismed haviam montado como fundamental para a operação em outras cidades.  Os sócios da Dismed, numa manhã de terça-feira, 13 de maio de 2025, falaram sem rodeios do coração do esquema, sem o qual não seria possível sustentar a arquitetura criminosa que desenharam. Os dois estavam sendo gravados, sem saber, por câmera escondida pela Polícia Federal. Eram Oseas Monthalggan Fernandes Costa, sócio-administrador da empresa, e Raimundo Wandecy Campelo Gurgel — vulgo “Nenén”, ex-sócio da Dismed e, na época, funcionário da distribuidora. O assunto era a Prefeitura de Mossoró, sua principal cliente. Em determinado momento da conversa, Nenén foi categórico:

“Agora na DISMED hoje se não tivesse MOSSORÓ nós não tinha volume pra ganhar não. (…) Se não tiver uma prefeitura grande, uma Macaíba, se a gente agregasse outro ponto em cima de MOSSORÓ a gente não tava dando conta de tanto serviço.”

Em outro momento da mesma conversa, na página 1045, Nenén tinha sido ainda mais direto: “se não tivesse MOSSORÓ não tinha as outra”. E mais adiante, acrescentam: “MOSSORÓ hoje se ela lhe pagasse quinhentos mil você ia achar graça no dinheiro. (…) Pronto, o pulmão enchia de ar.”

Em quatro páginas seguidas de transcrição, dois operadores do esquema descrevem, em primeira pessoa, a dependência absoluta de toda a operação da Dismed no Rio Grande do Norte a uma única cidade — Mossoró.

Os números levantados pelo Ministério Público Federal dão a dimensão exata do que Nenén tentava explicar a Oseas. Entre 2021 e 2025, a Prefeitura de Mossoró pagou à Dismed mais de R$ 13,5 milhões — segundo dados extraídos pela PF do Tribunal de Contas do Estado e reproduzidos nos autos do processo da Operação Mederi. É mais do que toda a soma documentada do que a empresa recebeu de Serra do Mel, José da Penha, Apodi, Paraú e Pau dos Ferros juntos.

O retrato dos clientes

Perícia da PF juntada aos autos da Operação Mederi, ranqueia os principais municípios que pagaram à Dismed nos últimos anos. O retrato é desigual.

Somados, os outros cinco municípios chegam a R$ 9,2 milhões. Mossoró sozinha, em quatro anos, foi R$ 4,29 milhões a mais do que esses cinco juntos.

Na proporção total documentada nos autos — cerca de R$ 22,7 milhões somando os seis municípios —, Mossoró respondeu por 59% de tudo. Não é uma cidade entre outras na carteira da Dismed. É a viga mestra.

O contraste fica ainda mais agúdo na comparação entre períodos. Serra do Mel, terceira maior cliente da empresa em todo o período investigado, pagou R$ 4,09 milhões à Dismed ao longo de quase uma década, entre 2016 e 2025. Mossoró superou esse valor sozinha em um único ano: 2024, quando pagou R$ 5,86 milhões à distribuidora.

“O pulmão enchia de ar” na Gestão Allyson

A conversa entre Nenén e Oseas naquela manhã de maio durou em torno de meia hora. Está reproduzida em quatro arquivos sequenciais, todos transcritos pela PF entre as páginas 1045 e 1048 do processo. O ponto que Nenén tentava enfiar na cabeça de Oseas, naquela conversa, era de matemática de gestão: a Dismed estava aceitando margens menores em Mossoró porque o volume da cidade compensava, e — mais importante — porque o volume da gestão Allyson era o que permitia comprar barato nas outras pontas.

NENÉN: “Tá dando volume pra gente ganhar nos outros canto. Tá dando volume pra nós comprar uma coisa lá que [inaudível] de seis centavos, cinco, hoje eu compro de quatro.”

A lógica é simples e está toda registrada na escuta. Quanto maior o volume da operação, maior o desconto que a Dismed conseguia dos fornecedores. Com o desconto, a empresa baixava o custo de aquisição dos medicamentos — e podia oferecer preços mais competitivos para vencer ou fraudar licitações em outros municípios. Mossoró financiava, em escala, o desconto da Dismed em Janduís, Caraúbas, Felipe Guerra. O termo que Nenén usa é direto: “o pulmão enchia de ar”.

A matemática nua de uma Ordem de Compra sobre propinas em Mossoró

No mesmo conjunto de gravações, Oseas detalha a Nenén a estrutura de custos de uma operação típica em Mossoró. 

OSEAS: “Vem quinhentos mil de ordem de compra, pra gente ganhar dinheiro era pra gente entregar no mínimo aí 60%, aí dos quinhentos a gente tá entregando duzentos e cinquenta pelo preço, você concorda comigo? (…) Duzentos e cinquenta você tá perdendo, dos duzentos e cinquenta vezes vinte e cinco por cento que é quinze do homem e dez disso aí, vezes vinte e cinco por cento né? A gente já está perdendo sessenta e três mil, aí dos outros duzentos e cinquenta, a gente tá usando trinta, margem de trinta por cento né?”

Traduzindo a fala em linguagem fora do código: para cada R$ 500 mil pagos por uma Ordem de Compra da Prefeitura, a Dismed entregava metade — cerca de R$ 250 mil em medicamentos a preço de custo. A outra metade era dividida entre propinas e margem da empresa. Os sócios chegam, em cálculo de cabeça, ao seguinte desenho:

Fo nesse diálogo onde foi cunhada a famosa matemática de Mossoró, segundo a qual na gestão Allyson, ele tinha direito sobre 15% dos valores desviados e uma pessoa que os sócios da Dismed chamam de Fátima, ficava com 10%.

O “homem” das gravações, segundo a leitura da PF (página 1043 do mesmo processo), é o então prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra; “Fátima” é Maria de Fátima Dantas dos Santos, assessora de comunicação nomeada por Allyson na Portaria nº 157/2024. Em outro trecho da mesma gravação, Oseas resume a equação de cabeça: “Se você vender um milhão, você só vai ver quinhentos.”

O que faltava — e a frustração com o ritmo

Naquela manhã de maio, Nenén estava preocupado com uma coisa: o ritmo das Ordens de Compra. Em sua percepção, Mossoró estava puxando o freio:

NENÉN: “Agora a matemática MONTHALGGAN, se você for analisar, o que eu vejo de MOSSORÓ é que tá vindo pouca Ordem de Compra pro volume de MOSSORÓ. Como é que MOSSORÓ pede seiscentos mil reais e põe duas ordem de compra de trezentos mil? (…) Pra dois meses!”

A reclamação dos sócios da Dismed era de que, naquele momento, a gestão Allyson estava emitindo menos OCs do que a cidade — segundo eles — comportaria. Para contrastar, Nenén compara o ritmo de Mossoró ao de José da Penha, cidade de cerca de 6 mil habitantes no Alto Oeste potiguar:

NENÉN: “Aí JOSÉ DA PENHA, no mesmo intervalo de tempo, usa duzentos mil. (…) A proporção, MONTHALGGAN, é como se MOSSORÓ tivesse uns dois milhões!”

Em outras palavras: pelo padrão de consumo de uma cidade pequena como José da Penha, projetado para o porte de Mossoró — cidade trinta a quarenta vezes maior em população —, a demanda deveria estar em torno de R$ 2 milhões mensais. Mas estava chegando apenas R$ 600 mil a cada dois meses.

Nenén não escondia o que considerava o ritmo “natural” daquele esquema: “MOSSORÓ era no mínimo ali era quinhentos mil conto no mês!” Quinhentos mil reais ao mês em Ordens de Compra. Seis milhões de reais por ano. Próximo do pico de fato registrado pela Prefeitura de Mossoró com a Dismed em 2024 — R$ 5,86 milhões, segundo dados do TCE-RN reproduzidos no processo.

Por que a Dismed “arrematava em todo canto”

A frase mais sintética da escuta sobre a economia política do esquema veio em sequência. Nenén estava explicando a Oseas por que era importante manter Mossoró rodando, com a gestão Allyson, mesmo com margens apertadas:

NENÉN: “Agora na DISMED hoje se não tivesse MOSSORÓ nós não tinha volume pra ganhar não. Você vê que onde a gente vai a gente arremata em todo canto.”

“Arrematar em todo canto” significava, na linguagem dos sócios, vencer licitações nos pequenos municípios do Rio Grande do Norte. As listas levantadas pela PF ao longo do inquérito identificaram contratos da Dismed em pelo menos vinte e dois municípios potiguares — entre eles Tibau, Upanema, Areia Branca, Caraúbas, Felipe Guerra, São Miguel, Janduís, Apodi, Pau dos Ferros, Severiano Melo, Pendências, Marcelino Vieira, Luís Gomes, Patu e Macau.

Em cada um desses municípios, a Dismed conseguia oferecer preços competitivos porque comprava em escala. E comprava em escala porque Mossoró garantia o piso do faturamento. A engenharia dos sócios era essa: aceitar a margem apertada em Mossoró, com a propina embutida no fluxo, para ganhar o desconto do fornecedor e usá-lo como vantagem competitiva nas outras pontas.

MOSSORÓ chegou a ter dois milhões”

Em determinado momento da gravação, Oseas reforça a tese de Nenén com um número de memória — uma referência ao pico do que a empresa já fez na cidade:

OSEAS: “Ali não vende não, MOSSORÓ chegou a ter dois milhões [inaudível].”

A passagem, embora truncada pela má qualidade do áudio, conversa com o pico documentado pelo TCE-RN: em 2024, a Prefeitura de Mossoró pagou R$ 5,86 milhões à Dismed em um único ano. Era a confirmação, em valores reais, do que Nenén tentava dizer. Nenhum outro município chegou perto. A própria Serra do Mel — onde o sócio José Moabe é vice-prefeito e que aparece como terceira maior remetente nos autos —, em quase uma década de relacionamento, pagou R$ 4,09 milhões à Dismed. A gestão Allyson pagou esse valor sozinha em aproximadamente oito meses, em 2024.

O que muda quando se entende a dependência

A descrição que Nenén faz do papel de Mossoró no esquema tem três implicações práticas, todas ancoradas em outras peças do processo.

A primeira é que a queda do faturamento da Dismed, após a fase ostensiva da Operação Mederi em 27 de janeiro de 2026, foi vertiginosa. A Representação Criminal registra que o faturamento da empresa caiu 87,13% entre janeiro e fevereiro de 2026 — de R$ 1,36 milhão para R$ 175 mil em um único mês. O MPF atribui a queda ao “estancamento do desvio, não ao bloqueio” de contas. Os números do TCE confirmam: sem a gestão Allyson rodando no padrão habitual, a empresa entrou em colapso operacional.

A segunda é que a Dismed continuou a vencer contratos em outros municípios mesmo durante a investigação. A Prefeitura de Pau dos Ferros, por exemplo, homologou uma Ata de Registro de Preços com a empresa em 17 de outubro de 2025 — dezoito dias antes de a Representação Criminal ser protocolada no TRF-5. O valor: R$ 969.489,00. A Prefeitura de Apodi assinou outra ata com a Dismed em 6 de novembro de 2025 — dois dias após o protocolo da representação criminal. Os pequenos municípios que Nenén dizia que a Dismed “arrematava em todo canto” continuavam contratando.

A terceira é que a investigação da Operação Mederi atinge, em essência, um modelo econômico, não um conjunto isolado de contratos. A Dismed estruturou uma operação em que o volume de uma única cidade financiava a presença comercial em outras vinte. Quando a fonte principal fechou, todo o resto se tornou inviável. Os próprios sócios sabiam disso — e o disseram, em maio de 2025, sem saber que estavam sendo gravados.

O contraponto silencioso

A gestão Allyson e os sócios da Dismed, ouvidos em outros momentos da investigação, têm contestado as conclusões do MPF. A defesa de Oseas e de Roberta Praxedes Costa nega o cabimento das medidas cautelares deferidas pelo TRF-5. A defesa da Prefeitura de Mossoró tem sustentado, em manifestações públicas, que os contratos com a Dismed seguiram os trâmites legais de licitação. A administração atual da cidade, a cargo do prefeito Marcos Antônio Bezerra de Medeiros, ainda não se manifestou especificamente sobre o conteúdo das escutas que descrevem Mossoró como motor do esquema.

O Blog do Dina segue apurando. O espaço está aberto para manifestação.

Fonte: Blog do Dina.

 
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