Olho D'água do Borges/RN -

Plano de Governo de Álvaro Dias aposta em ajuste fiscal, municipalismo e retomada de obras para “endireitar” o RN

 

O Plano de Governo apresentado pela chapa Álvaro Dias e Babá Pereira (PL) para o período 2027-2030 parte do diagnóstico de que apenas 3% da receita do Rio Grande do Norte foi destinada a investimentos em 2025, o menor percentual do Nordeste. O programa propõe um pacote de medidas para reverter o quadro, com foco em equilíbrio fiscal, parceria com prefeituras e retomada de obras paradas.

A proposta central é a criação de um “Pacto pelo Equilíbrio Fiscal”, com metas públicas monitoradas por um Portal de Metas, além da retomada do Fundo de Equilíbrio Fiscal do Estado (Fundern), pensado como reserva para blindar o RN de crises futuras.

Um dos eixos mais explorados no material é o municipalismo. A candidatura de Álvaro Dias promete regularizar repasses às 167 Prefeituras do RN, criar consórcios públicos regionais e instituir uma agenda permanente de diálogo com a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn).

No plano, Álvaro Dias usa a gestão em Natal como vitrine de resultados: cita a revisão do Plano Diretor, a modernização do licenciamento urbanístico, a engorda de Ponta Negra, o novo Mercado da Redinha e a criação do primeiro Hospital Público Veterinário da capital como exemplos de entregas concretas que pretende reproduzir em escala estadual.

Na saúde e na educação, o plano assume metas específicas: reduzir o tempo de espera por consultas e cirurgias com o programa “RN Saúde 2030” e reverter o último lugar do Estado no Indicador Criança Alfabetizada do MEC (48% das crianças alfabetizadas na idade certa, ante 84% no Ceará) por meio do “Pacto Potiguar pela Alfabetização”.

Já na segurança, a resposta ao aumento de 19,6% nas mortes violentas intencionais em 2025 — a maior alta entre os estados — é um plano integrado de enfrentamento ao crime organizado, com ênfase em inteligência, investigação patrimonial e integração entre polícias.

Álvaro Dias também apresenta um plano de “100 Primeiros Dias” com 22 ações objetivas, entre as quais o levantamento real das contas públicas, a criação de um calendário de obras estratégicas, a recuperação das rodovias estaduais mais críticas, melhorar o atendimento regional de saúde, estabelecer metas de redução da criminalidade por região e ações emergenciais de segurança hídrica.

 Blog do BG

Deputados criticam dívida do Governo do Estado com consignados e atraso no pagamento de aposentados e pensionistas

 

A sessão ordinária na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), nesta quinta-feira (6), foi marcada pelas críticas dos deputados estaduais ao Governo do Estado. Um dos assuntos discutidos foi a dívida da gestão Fátima Bezerra (PT) com os consignados, que passa dos R$ 370 milhões.

Os deputados também manifestaram preocupação com o atraso no pagamento de julho dos aposentados e pensionistas, que não foi feito dentro do mês.

Os aposentados receberam os salários de julho apenas na terça-feira (4), enquanto os pensionistas receberam na quarta-feira (5). Em reunião com o SINSP (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta), na segunda-feira (3), os representantes do Governo do Estado indicaram que o atraso poderá se repetir na folha de agosto.

Resultado artificial: Fátima Bezerra melhora Ideb do RN com aprovação de alunos reprovados

 

O Governo do Estado comemorou o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Inep, que mostra o Rio Grande do Norte deixando a última colocação nacional no ensino médio, saindo de uma nota 3,2 em 2023 para 4,0 em 2025, um avanço de 0,8 ponto, equivalente a 25%.

O que a gestão da professora Fátima Bezerra não diz é que esse resultado é artificial e foi favorecido por uma mudança nas regras da própria Secretaria Estadual de Educação (Seec). Em 2025, o governo publicou uma portaria autorizando estudantes do 1º e do 2º ano do ensino médio a avançarem para a série seguinte mesmo reprovados em até seis disciplinas.

A medida interfere diretamente na taxa de aprovação, que é um dos principais critérios utilizados para calcular o Ideb. Na prática, ao reduzir artificialmente a reprovação, o índice tende a subir, ainda que isso não represente uma melhora efetiva na aprendizagem dos alunos. Desse jeito é fácil melhorar o Ideb. 

STF dá 15 dias para Soraya Thronicke e Lindbergh Farias explicarem acusação contra vice de Flávio Bolsonaro

 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a senadora Soraya Thronicke (PSB) e o deputado Lindbergh Farias (PT) apresentem, no prazo de 15 dias, novas informações sobre a denúncia de suposto estupro de vulnerável envolvendo o deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro.

Soraya e Lindbergh apresentaram notícia-crime sem provas

A investigação teve origem em uma notícia-crime apresentada à Polícia Federal em março. Na representação, os parlamentares afirmam ter recebido documentos que relatariam o estupro de uma adolescente de 13 anos, ocorrido há cerca de oito anos, mas não anexaram provas, alegando a necessidade de preservar a identidade da suposta vítima e do filho.

Na decisão, Gilmar Mendes determinou que Soraya e Lindbergh apresentem elementos que possam identificar os autores das mensagens citadas na denúncia, além de informações sobre ligações telefônicas mencionadas nos autos.

O caso ganhou repercussão durante a CPI do INSS, quando Lindbergh chamou Alfredo Gaspar de “estuprador” em um bate-boca no colegiado. Gaspar nega as acusações e, em abril, realizou um exame de DNA para antecipar a produção de provas e buscar o esclarecimento do caso.

Com informações de Metrópoles

PEDIU ARREGO: Lindbergh Farias recua de acusação contra Alfredo Gaspar

 

Sabe aquela acusação gravíssima de que Alfredo Gaspar, ex-relator da CPMI do INSS e atual vice de Flávio Bolsonaro, praticou um estupro contra uma adolescente? Pois é: o autor dela, o petista Lindbergh Farias, parece que se "arrependeu".

Procurou o líder do PL na Câmara o deputado Sóstenes Cavalcante, e disse que recuaria do que falo, caso Alfredo retirasse os processos contra ele (por calúnia e difamação, por exemplo). Veja, abaixo, a notícia da CNN Brasil:

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), principal autor da denúncia de estupro de vulnerável contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa de Flávio Bolsonaro, buscou na quarta-feira (5) o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) para tratar do assunto.

Lindbergh disse a Sóstenes que não pretendia explorar o assunto politicamente e que preparava uma nota pública sobre o caso.

"Eu disse ao Sóstenes que o que eu fiz foi motivado por uma denúncia e que agora cabe à Polícia Federal e ao STF. Eu já falei o que tinha que falar sobre isso. A minha nota vem nesse sentido. Vamos soltar a nota dizendo que a parte que cabia a mim eu fiz, que é encaminhar a denúncia quando ela chega", afirmou Lindbergh à CNN na noite de quarta-feira.

Sóstenes confirmou a conversa com o petista à CNN, mas disse entender que Lindbergh buscava uma espécie de acordo de retratação no qual ele divulgaria a nota e Gaspar retiraria os processos contra ele.

"A hora em que foi Gaspar anunciado (vice de Flávio), ele (Lindbergh) me procurou e falou: 'Você me conhece. Conhece meu caráter. Eu não quero, por causa da minha cabeça, criar um erro ainda maior em atacar alguém de forma desonesta com a minha consciência."

E disse a Sóstenes: "Quero que você ligue para o Alfredo e diga que vou fazer uma pacificação com a imprensa como sinal de boa-fé'".

Sóstenes disse ainda que o petista lhe relatou que, quando acusou Gaspar de estuprador, foi municiado com informações do suposto crime por uma jornalista.

"Ele me disse que possuía apenas informações superficiais e que levou isso à Polícia Federal. E que depois, quando foi buscar as provas, a jornalista não apresentou nenhuma prova contra o Gaspar", complementou.

A nota pública chegou a ser redigida ontem, mas, segundo Sóstenes, não agradou Gaspar e, por isso, não teria sido divulgada.

Lindbergh disse à CNN que a nota não foi publicada porque ele estava em campanha por seis cidades no estado do Rio e não deu tempo de revisá-la. Ele nega que vá se retratar. “Não se trata de se retratar. Vou me retratar do quê? Recebi uma denúncia e a encaminhei. É minha obrigação fazer isso inclusive”, disse.

Blog do Gustavo Negreiros. 

Marcola e Lulinha: campanha de Lula tem semana de crise e mede impacto

 

Após a semana de desgastes, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca virar a página após as crises envolvendo o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e o assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Novas informações sobre os casos que guardam relação com a lobista Roberta Luchsinger vieram a público a poucos dias do grande ato de lançamento da campanha e aliados do petista ainda monitoram o impacto das descobertas sobre a corrida eleitoral.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, Luchsinger pagou R$ 249 mil a Marcola, um dos assessores mais próximos do presidente. Segundo o ex-auxiliar, o valor diz respeito a um empréstimo pessoal, de “natureza estritamente privada”, e que não houve irregularidades. Após a divulgação do caso, o ex-assessor de Lula deixou a campanha a fim de evitar mais desgastes.

Aliados se dividem sobre os efeitos da crise para a tentativa de reeleição do presidente. Parte defende que o impacto será reduzido por não envolver diretamente o chefe do Planalto. Além disso, auxiliares afirmam que é natural, durante o período eleitoral, que a oposição busque atrelar supostas denúncias de corrupção ao petista, que lidera as pesquisas de intenção de voto.

Outra parcela viu o caso como um desgaste desnecessário e defendeu o afastamento rápido de Marcola. Ele pediu para deixar a equipe que coordena as agendas de campanha de Lula um dia após as informações sobre o empréstimo virem à tona.

Metrópoles 

Mal pagador: Registros do Poder Judiciário revelam ações de cobrança contra Allyson Bezerra

 

Dívidas de IPTU e taxas condominiais levaram o candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, a responder a ações judiciais por cobrança. O encerramento das lides processuais aconteceu após a comprovação de pagamento dos valores devidos pelos credores junto ao Poder Judiciário do Rio Grande do Norte.

O primeiro caso, registrado no 7º Juizado Especial Cível de Natal, tratava de débitos com o Condomínio Complexo Residencial Corais de Ponta Negra. Após o ajuizamento da execução em março de 2021, a situação foi sanada em 15 de abril de 2021, quando a parte autora informou a quitação à juíza Luciana Lima Teixeira, resultando na homologação do pedido e extinção do feito.

Posteriormente, em outubro de 2022, o Município de Natal acionou a Justiça por meio da Execução Fiscal nº 0895691-42.2022.8.20.5001, cobrando débitos inscritos em Dívida Ativa. O juiz Klaus Cleber Morais de Mendonça advertiu sobre a possibilidade de penhora e bloqueio de valores via SISBAJUD. O litígio foi encerrado em 8 de abril de 2024, após o Município de Natal atestar o recebimento dos valores e solicitar o arquivamento da ação.

Flavio Marinho.

Previdência do RN registra déficit de R$ 1 bilhão no primeiro semestre de 2026

 

O Fundo em Capitalização do Regime Próprio de Previdência dos Servidores (RPPS) do Rio Grande do Norte encerrou o primeiro semestre de 2026 com déficit previdenciário de R$ 1,022 bilhão. Os dados constam no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do terceiro bimestre, que também aponta a necessidade de aportes do Tesouro Estadual para garantir o pagamento de aposentadorias e pensões. A previsão é que o rombo chegue a R$ 2,437 bilhões até o fim do ano.

Desde 2019, o Fundo em Capitalização do Regime Próprio de Previdência dos Servidores encerra o primeiro semestre com resultado previdenciário negativo. Nos últimos dez anos, o único resultado positivo da série ocorreu em 2018, quando o fundo registrou superávit de R$ 5,359 bilhões.

O demonstrativo também mostra que o Tesouro Estadual precisou reforçar o caixa da Previdência para garantir o pagamento dos benefícios. Entre janeiro e junho deste ano, foram destinados R$ 969,7 milhões em recursos para cobertura do déficit financeiro.

As aposentadorias concentram a maior parte dos gastos do Fundo em Capitalização e vêm crescendo ao longo dos anos. No primeiro semestre, as despesas liquidadas com esse tipo de benefício somaram R$ 2,701 bilhões, acima dos R$ 2,478 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Já os pagamentos de pensões por morte totalizaram R$ 270 milhões entre janeiro e junho deste ano, uma redução em relação aos R$ 290,4 milhões desembolsados no primeiro semestre do ano passado. Pelo lado das receitas, o financiamento do regime depende principalmente das contribuições previdenciárias. As contribuições patronais responderam por R$ 1,335 bilhão da arrecadação do Fundo em Capitalização, enquanto as contribuições dos segurados somaram R$ 626,5 milhões.

Para o professor do Departamento de Economia da UFRN, William Pereira, o déficit previdenciário é resultado de um desequilíbrio entre as receitas do regime e o volume de benefícios pagos a aposentados e pensionistas.
Segundo ele, a arrecadação das contribuições e os rendimentos das aplicações financeiras não são suficientes para cobrir as despesas do sistema, o que obriga o Tesouro Estadual a realizar aportes para garantir o pagamento dos benefícios.

Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) informou que, mantidas as projeções orçamentárias para 2026, o Tesouro Estadual ainda deverá aportar cerca de R$ 1,467 bilhão até o fim do ano para garantir o equilíbrio financeiro do regime.

A estimativa considera a insuficiência previdenciária prevista no orçamento, de R$ 2,437 bilhões, correspondente à diferença entre a receita previdenciária estimada para o exercício (R$ 3,410 bilhões) e a despesa fixada (R$ 5,848 bilhões).

De acordo com a secretaria, a previsão de déficit para o Fundo de Capitalização permanece em R$ 2,437 bilhões até dezembro. No primeiro semestre, o plano registrou R$ 1,994 bilhão em receitas realizadas, R$ 3,016 bilhões em despesas liquidadas e um déficit previdenciário acumulado de R$ 1,022 bilhão, números que, segundo a pasta, estão em linha com a programação orçamentária do exercício.

Veja mais aqui.

 

ALGUÉM ACREDITA NISSO? Investigado pela PF por desvios na saúde, Allyson promete rastrear medicamentos, caso seja eleito.

 

O compromisso assumido pelo candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, de implantar um sistema estadual de rastreabilidade de medicamentos e insumos ganhou um novo significado diante das investigações conduzidas pela Polícia Federal na Operação Mederi, que colocaram a gestão do ex-prefeito de Mossoró no centro das apurações sobre supostas irregularidades envolvendo recursos da assistência farmacêutica.

No Programa de Governo 2027–2030, apresentado à Justiça Eleitoral, Allyson incluiu a proposta nº 051, que prevê “implantar sistema de gestão e rastreabilidade de medicamentos e insumos, combatendo desabastecimento e desperdício e dando transparência ao gasto em saúde”. A medida integra o capítulo dedicado à saúde e tem como objetivo fortalecer o controle da cadeia de medicamentos no Estado.

A Operação Mederi investiga um suposto esquema de irregularidades na aquisição e distribuição de medicamentos, ampliando o foco das apurações sobre contratos da assistência farmacêutica durante a gestão municipal de Mossoró.

Entre os investigados na operação está o próprio Allyson Bezerra, apontado pela Polícia Federal como suposto operador político do esquema investigado. O candidato nega as acusações, não possui condenação relacionada aos fatos apurados e afirma que exercerá plenamente seu direito ao contraditório e à ampla defesa.

Nesse contexto, a promessa de implantar um sistema estadual de rastreabilidade poderá se transformar em um dos principais compromissos de campanha do candidato para a área da saúde. Caso eleito, Allyson terá o desafio de demonstrar que o mecanismo será capaz de acompanhar, em tempo real, a compra, o armazenamento, a distribuição e o consumo de medicamentos. Conforme previsto no próprio programa de governo, o sistema deverá atuar no combate ao desabastecimento, na redução do desperdício e na ampliação da transparência dos gastos públicos com a assistência farmacêutica, permitindo um acompanhamento mais rigoroso de toda a cadeia de aquisição e distribuição dos insumos.

A efetividade dessa promessa, contudo, inevitavelmente será confrontada com as investigações da Polícia Federal sobre a aquisição e distribuição de medicamentos durante sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró. Embora Allyson negue qualquer irregularidade e não haja condenação judicial contra ele relacionada aos fatos investigados, o tema tende a ocupar espaço central no debate eleitoral por envolver justamente a área em que o candidato agora promete reforçar os mecanismos de controle, fiscalização e transparência.

Mais do que uma proposta administrativa, a implantação de um sistema de rastreabilidade de medicamentos poderá se transformar em um teste de credibilidade para Allyson Bezerra. Ao prometer transparência, controle e fiscalização justamente na área que é alvo de investigações na Operação “Mederi” da Polícia Federal envolvendo sua gestão em Mossoró, o candidato coloca a assistência farmacêutica no centro do debate eleitoral. Caberá ao eleitor avaliar se o compromisso apresentado no programa de governo é suficiente para responder aos questionamentos levantados pelas apurações, que seguem em andamento e nas quais Allyson nega qualquer irregularidade.

Novo Notícias

Ex-chefe de gabinete Marcola deixa campanha de Lula

 

O cientista político Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, deixou nesta quarta-feira 5 a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ex-chefe de gabinete do petista, ele pediu para sair da equipe após a Polícia Federal identificar uma transferência financeira feita pela empresária Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de tráfico de influência no governo federal.

Marcola afirma que o pagamento se referia a um empréstimo pessoal feito em caráter privado e já quitado por meio de uma transferência bancária de R$ 249 mil. Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Os dois são investigados pela PF em inquéritos sobre uma possível atuação irregular em órgãos federais.

A empresária também é apontada nas investigações como lobista em negócios de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, personagem central do esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

Após a divulgação do pagamento, Marcola conversou com Lula e pediu para deixar a campanha, com o objetivo de evitar que o episódio atingisse a candidatura. Ele contratou o advogado Georges Abboud e informou que se dedicará à própria defesa nos próximos dias.

Na noite de terça-feira 4, ministros já defendiam reservadamente a saída do assessor do comitê eleitoral. Marcola havia deixado a chefia de gabinete da Presidência em 21 de julho para integrar o comando da campanha petista.

Na equipe eleitoral, ele trabalhava ao lado de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula durante os dois primeiros mandatos presidenciais. Os dois eram responsáveis pela organização da agenda e dos compromissos do candidato, função que também exerceram na campanha de 2022.

Em duas notas divulgadas na terça-feira, Marcola afirmou que sempre atuou com ética e colocou seus dados financeiros à disposição das autoridades. “Em primeiro lugar, meus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça”, escreveu.

O ex-assessor também negou qualquer irregularidade na relação financeira com Roberta. “Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela (Roberta Luchsinger), pago com a transferência bancária de R$ 249 mil – uma movimentação estritamente privada”, declarou.

Marcola começou a trabalhar com Lula há 11 anos, em São Paulo, e se tornou um dos auxiliares mais próximos do presidente. Antes disso, integrou a equipe do Instituto Lula, trabalhou na Prefeitura de São Carlos durante a gestão de Newton Lima (PT) e foi assessor parlamentar de Edinho Silva, atual presidente do PT, e de Vicente Cândido na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Quando Lula foi preso em 2018 no âmbito da Operação Lava Jato, Marcola mudou-se para Curitiba e permaneceu na cidade durante os 580 dias em que o petista ficou detido na Superintendência da Polícia Federal. Lula foi libertado em novembro de 2019.

Responsável por organizar a agenda presidencial, Marcola também filtrava os telefonemas dirigidos a Lula, que não utiliza celular. O assessor mantinha atuação reservada e não costumava conceder entrevistas.

Por O Correio de Hoje

 

Escolha de vice de Flávio arrasta Lulinha e Marcola de vez para o ringue eleitoral, analisa Veja

 

A surpreendente escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) por Flávio Bolsonaro (PL) para ser o seu candidato a vice na chapa à Presidência da República traz um recado bastante forte ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, será tema central da campanha eleitoral do principal candidato da oposição.

Como relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar atuou o tempo todo para direcionar a investigação para a participação do governo Lula no escândalo das fraudes na Previdência. No final, em seu relatório, pediu o indiciamento de Lulinha por corrupção, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Mais que isso: pediu a prisão de Lulinha por suposto risco de ele deixar o país, o que foi lembrado nesta quarta-feira por Flávio. “Ele é alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPMI do INSS. Alguém que pediu a prisão do Lulinha porque tinha culpa no cartório. E alguém que representa o Nordeste de fato”, disse o senador do PL. O relatório e o pedido de prisão do filho de Lula foram rejeitados por 19 votos a 12 graças à intensa pressão da bancada governista.

Lulinha voltou ao centro do debate eleitoral após ter virado alvo de três inquéritos por supostamente ter atuado para ajudar empresas a fecharem contratos com o governo Lula, entre elas uma ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal investigado no escândalo do INSS.

Assessor de Lula

Outro nome que será arrastado a reboque para o ringue eleitoral será o de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula até há poucas semanas. Ele recebeu 249. 000 reais da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e lobista do Careca do INSS. O assessor admitiu que recebeu o dinheiro, diz que foi um empréstimo para resolver uma questão familiar e afirmou que a dívida foi quitada — apesar disso, ele perdeu a confiança de Lula e deixou nesta quarta-feira a função que tinha no estafe da campanha à reeleição do petista.

A entrada de Alfredo Gaspar também vai jogar na campanha outro tema delicado para Lula: a segurança pública. Ex-promotor de Justiça e ex-secretário da Segurança Pública de Alagoas, ele vai reforçar o discurso de Flávio sobre o assunto, que é apontado nas pesquisas como a principal preocupação dos brasileiros.

Com iniciativas paradas no Congresso, como a PEC da Segurança Pública — que dificilmente irá andar e produzir resultados até a eleição –, o governo Lula vê o tema como outro flanco delicado na campanha, muito exposto à possibilidade de exploração eleitoral de Flávio.

Veja

Programas de Lula perdem tração e capacidade de seduzir o eleitor, diz pesquisa

 

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, 5, mostra que vários programas do governo Lula, criados para conquistar eleitores, estão perdendo tração bem no momento em que a campanha começa para valer.

O prazo para os partidos enviarem suas chapas ao Tribunal Superior Eleitoral se encerra nesta quarta, 5.

A partir de agora, faltam apenas 60 dias para as eleições.

No último levantamento, 68% disseram que não foram beneficiados pela isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil salários mínimos.

Em julho, o índice foi de 65%.

Ao mesmo tempo, houve uma queda entre os que disseram terem sido beneficiados: de 32% para 30%.

Entre julho e agosto, subiu de 39% para 46% o índice daqueles que disseram não ter sentido diferença com a isenção do imposto de renda.

Outro programa para ganhar votos foi o Desenrola 2.0.

Entre julho e agosto, os que acham que o Desenrola 2.0 foi uma boa ideia caiu de 55% para 47%.

O índice dos que acham que o Desenrola aumentou a renda significativamente despencou de 35% para 26%.

Lula também tem recorrido ao enfrentamento com os Estados Unidos para ganhar votos.

Antes, os brasileiros estavam achando que Lula estava agindo corretamente ao peitar o presidente americano Donald Trump.

O Antagonista 

Elio Gaspari: Lula desperdiça a campanha

 

No ocaso de um governo sem marca, Lula falou demais (62 minutos numa reunião do PT) e disse pouco.

Anunciou cinco compromissos: "resolver definitivamente o papel da educação"; criar um programa para idosos; fortalecer a indústria militar; manter a riqueza das terras raras "para os brasileiros"; programas para a transição energética.

É muito mais do que Flávio Bolsonaro defende, mas é fala de palanque. Dos 5 compromissos, 1, "resolver definitivamente o papel da educação", não quer dizer nada, pois o problema da educação não é de "papel" mal resolvido. Os outros quatro são vagas generalidades. Podem dar certo, errado, ou mesmo em nada.

A Embraer deu certo. Já a fabricação do tanque Osório deu errado. Acabou com a falência da Engesa, queridinha de alguns generais. Dois protótipos foram para museus. (Em 1993, Saddam Hussein, o então ditador do Iraque, disse a um embaixador brasileiro, referindo-se ao dono da empresa: "Diga a ele para não nos oferecer o que não tem". Era a fabricação de uma bomba atômica.)

Lula só fala com a alma improvisando enquanto caminha no palanque. Insultou os advogados ("criminalista não sabe defender inocente, só sabe defender bandido"). Sem os criminalistas, ele não teria passado de ex-dirigente sindical. E, sem o advogado Cristiano Zanin, não teria anulado as sentenças do juiz Sergio Moro. Noutro lance, Lula anunciou que, depois dele, Fernando Haddad será o próximo presidente. Partiu de um pressuposto, provável, de que se reelege pela terceira vez e de outro, apenas possível, de que o ex-ministro da Fazenda ganha em São Paulo.

Haddad elegeu-se prefeito de São Paulo em 2012 e perdeu a reeleição em 2016. Foi para o sacrifício como candidato à Presidência e perdeu para Bolsonaro em 2018. Em 2022, Tarcísio de Freitas bateu-o elegendo-se governador de São Paulo. Em outubro, os dois disputarão novamente o cargo. Ganhou só a primeira.

Lula começou sua campanha com seu próprio script. Ele é repetitivo, muitas vezes inoportuno e quase sempre estranho à agenda da campanha, a começar pela duração. Na reunião dos petistas, ele não combinou com os ônibus que haviam trazido a plateia, e muitos deles foram-se embora para não perder a condução.

A campanha de 2026 é inédita. Seu principal adversário coleciona crises, enquanto os presidentes dos Estados Unidos e da Argentina fustigam-no com o objetivo expresso de interferir na eleição brasileira. Nunca se viu isso, nem com tarifas (no caso de Donald Trump), nem com baixarias (no caso de Javier Milei).

A própria campanha de Lula reconhece que pode ter dificuldades num segundo turno, dada a sua dificuldade para atrair indecisos e para virar votos de outros candidatos. A última pesquisa BTG/Nexus, divulgada na segunda-feira, informou que a diferença entre ele e Flávio Bolsonaro no primeiro turno caiu de nove para quatro pontos. Já no segundo turno, estariam tecnicamente empatados.

As barreiras que o desafiam não serão rompidas repetindo o que disse aos petistas: "No quarto mandato, eu não quero Lulinha paz e amor, quero Lulinha porreta".

Elio Gaspari - O Globo

Lideranças políticas de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Angicos, Parazinho e Santa Maria anunciam apoio à candidatura de Álvaro Dias

 

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu, nesta segunda-feira e terça-feira, manifestações de apoio de ex-deputado, vereadores, ex-vereadores e lideranças políticas dos municípios de Parazinho, Angicos, Parnamirim, Santa Maria, Ceará-Mirim e São Gonçalo do Amarante.

Em Parazinho, anunciaram apoio os vereadores Joel de Pereiros e Maurício da Costa.

Em Angicos, recebeu o apoio do ex-prefeito Deusdete Gomes, de Nataly Felipe, ex-vereadora, primeira suplente e ex-presidente da Câmara Municipal de Angicos, e de Lindiclecio Macedo.

No município de Ceará-Mirim, o candidato do PL ao Governo do Rio Grande do Norte recebeu o apoio do grupo de oposição, liderado pelo ex-vice-prefeito Marcílio Dantas e por Marcílio Júnior, ex-vereador.

Em Parnamirim, o apoio foi anunciado por Marciano Júnior, ex-candidato a prefeito e ex-deputado estadual, acompanhado de sua esposa, Andréia.

Já no município de Santa Maria, a manifestação de apoio foi feita pelo vereador Marcelo Eduardo.

Outra adesão importante é a do município de São Gonçalo do Amarante. Álvaro agora conta com o apoio da vereadora Elaine Dantas; do ex-vereador Chanxe Dantas; e dos suplentes de vereador Édson Valban, Joca da Prótese, Tarcísio Fernandes, Adelson Martins e Régia David.

A chegada do grupo político de São Gonçalo do Amarante também amplia a presença da candidatura de Álvaro Dias em um dos municípios mais importantes da Região Metropolitana de Natal e do interior do estado. 



 
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