Olho D'água do Borges/RN -

Durante caminhada em Mossoró, Álvaro anuncia primeiro Hospital Veterinário público e abrigo para animais

 

Durante caminhada da Onda 22 pela comunidade do Macarrão, em Mossoró, nesta sexta-feira (4), Álvaro Dias (PL), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, anunciou o compromisso de criar o primeiro Hospital Veterinário público do município e construir um abrigo para animais. 

A proposta prevê atendimento médico-veterinário gratuito, com consultas e cirurgias, além de uma estrutura destinada ao acolhimento de animais abandonados. A iniciativa amplia as políticas públicas voltadas à proteção e ao bem-estar animal em Mossoró.

“A criação do Hospital Veterinário e do abrigo é um compromisso direto com a saúde dos nossos animais, com o cuidado e com o respeito à vida que Mossoró merece”, destacou Álvaro. 

Ao lado dos candidatos a deputado federal Cabo Deyvison e a deputado estadual Jorge do Rosário, Álvaro percorreu as ruas da comunidade, visitou o comércio local e conversou com moradores, comerciantes e lideranças.

A agenda em Mossoró também incluiu encontros com empresários do setor produtivo e visitas a empresas da cidade. Álvaro ouviu demandas relacionadas aos desafios enfrentados pela atividade industrial e à necessidade de ampliação do Distrito Industrial de Mossoró. 

Na passagem da Onda 22 pela cidade, o candidato defendeu que o desenvolvimento de Mossoró passa pela ampliação dos investimentos, geração de emprego e renda e fortalecimento de políticas públicas em áreas como infraestrutura e proteção animal.



BOMA: Ação no TRE-RN quer rastrear se dinheiro da saúde de Mossoró chegou ao projeto eleitoral de Allyson

 

A Coligação Endireita RN (PL, PSDB e Novo) deu entrada na Justiça Eleitoral com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o candidato a governador Allyson Bezerra. A ação foca num suposto vínculo entre recursos que teriam sido desviados da saúde em Mossoró e a formação de um fundo para financiar a campanha eleitoral.

Os autores da ação querem que a Justiça Eleitoral investigue se os supostos desvios de recursos públicos destinados à saúde, que estão sendo investigados pela Polícia Federal, teriam sido direcionados para uso eleitoral. A argumentação se baseia, entre outros elementos, no conteúdo de áudios atribuídos a conversas ocorridas dentro da empresa Dismed.

O que está por trás dessa ação é uma tentativa jurídica de trazer para o cenário político-eleitoral o chamado escândalo da Dismed. Como a atual investigação ocorre sob segredo de Justiça e não se sabe, até agora, o que a Polícia Federal já descobriu, a estratégia seria abrir uma porta de acesso aos documentos da investigação sigilosa e, assim, ampliar o material probatório, principalmente por meio de eventuais quebras de sigilos bancário e telefônico.

A AIJE é um instrumento previsto na legislação eleitoral para apurar condutas que possam configurar abuso de poder econômico, abuso de poder político ou uso indevido dos meios de comunicação. No curso da ação, podem ser produzidas provas e adotadas diligências consideradas necessárias pelo juízo para a apuração dos fatos, até que se chegue ao julgamento do mérito.

O que os advogados apresentam como indícios são áudios já divulgados e que fariam parte da investigação sigilosa, nos quais pessoas ligadas à Dismed teriam mencionado que os valores supostamente desviados serviriam para formar um caixa destinado a uma futura campanha. Caberá à Justiça Eleitoral examinar os argumentos e elementos apresentados e decidir sobre o prosseguimento da ação.

Entendo que a estratégia jurídica dos advogados da Coligação Endireita RN, ao proporem a ação, é tentar obter acesso a elementos de outra investigação em curso, além de buscar a produção de novas provas, principalmente por meio de eventuais quebras de sigilo.

Isso significa que a ação pode trazer muitas dores de cabeça para Allyson. Talvez não agora, antes da eleição, mas posteriormente, caso seja eleito e a investigação avance. Sem falar que o próprio andamento do processo ainda pode render manchetes jornalísticas durante a campanha.

 Neto queiroz

Álvaro acusa Allyson de desperdiçar emendas para Mossoró e cita mais de R$ 1 milhão destinado à segurança

 

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) fez uma dura acusação contra Allyson Bezerra durante o debate da TCM, nesta quinta-feira (3). Ao tratar da crise na segurança pública, Álvaro afirmou que a gestão de Allyson em Mossoró desperdiçou mais de R$ 1 milhão em recursos destinados justamente ao combate à criminalidade.

Segundo Álvaro, uma emenda enviada pelo deputado federal General Girão previa investimentos em videomonitoramento para reforçar a segurança de Mossoró, mas o dinheiro não teria sido utilizado pela Prefeitura.

“Allyson Bezerra desperdiçou uma emenda de mais de um milhão de reais enviada para cá pelo deputado federal General Girão. Ele não utilizou, desperdiçou o recurso. Era para videomonitoramento, para trazer mais segurança para a cidade de Mossoró”, afirmou Álvaro.

O candidato foi além e acusou Allyson de também ter deixado escapar recursos destinados pelo senador Styvenson Valentim.

“Como tem desperdiçado também emendas que o senador Styvenson Valentim quis enviar para cá, porque se negou a prestar contas ao senador Styvenson Valentim”, declarou.

Álvaro usou os episódios para questionar a capacidade de gestão do adversário justamente em áreas que considera mais críticas no Rio Grande do Norte: saúde e segurança. Ele defendeu investimentos em equipamentos, armamentos, infraestrutura, além da integração das forças policiais para enfrentar o crime organizado. 

Allyson Bezerra e a sombra densa da Operação Mederi

 

O candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) fica visivelmente desconfortável no debate ético. Seus adversários exploram o seu ponto fraco, porque ele não tem base de sustentação moral, principalmente quando o tema é o rumoroso caso do desvio de dinheiro da saúde pública de Mossoró, desbarato pela Polícia Federal e agentes da Controladoria-Geral da União (CGU) na Operação Mederi.

No debate realizado pela 98 FM de Natal, Allyson ficou desconsertado quando teve a sua postura ética questionada pelos adversários e não teve como se defender, porque, de fato, a sua situação na Operação Mederi é muito delicada.

Foi na sua gestão em Mossoró que se formou um esquema criminoso de desvio de recursos da saúde por meio de contratos fraudulentos, superfaturamento na compra de medicamentos e pagamento de propina, conforme consta na decisão do desembargador federal Rogério Fialho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), com sede em Recife (PF).

Allyson Bezerra é apontado pela PF no “topo” da estrutura criminosa. Ele seria, conforme revela áudios interceptados pela PF, beneficiário de 15% de propina.

A Operação Mederi investiga crimes de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações, corrupção passiva/ativa (envolvendo pagamento de propina), sobrepreço em contratos, direcionamento de licitações e ocultação de bens/valores (lavagem de dinheiro).

Esse é o tema que andará lado a lado com Allyson até o fim da campanha eleitoral. Uma sombra densa diante dos olhos do eleitor.

 César Santos

TRE-RN barra pesquisas da AtlasIntel que colocavam Cadu Xavier na liderança para o Governo; saiba os resultados

 

Duas pesquisas da AtlasIntel que apontavam Cadu Xavier na liderança da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte foram declaradas não registradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) e não poderão mais ser divulgadas. A decisão foi assinada nesta quinta-feira (3) pelo desembargador Fábio Luiz de Oliveira Bezerra.

Os levantamentos atingidos são o RN-02267/2026 e o RN-04754/2026, realizados em maio e julho. Segundo a decisão, foram constatadas irregularidades relacionadas à documentação, à composição das amostras e ao processo de recrutamento dos entrevistados. As multas aplicadas somam R$ 106.410.

E existe um detalhe político importante: eram justamente pesquisas que apresentavam Cadu Xavier na primeira colocação. No levantamento de maio, Cadu aparecia com 37,7%, enquanto Allyson Bezerra e Álvaro Dias tinham 27% cada. Já na pesquisa de julho, Cadu registrava 36,3%, Álvaro Dias 27,7% e Allyson 25,1%.

Com a decisão do TRE-RN, os dois levantamentos deixam de poder ser divulgados. Isso não significa, necessariamente, que a Justiça tenha declarado que os percentuais foram manipulados. A decisão alcança a regularidade das pesquisas e os problemas identificados em sua documentação, amostragem e recrutamento.

Politicamente, entretanto, o episódio ganha repercussão porque retira de circulação dois levantamentos que vinham sendo utilizados para sustentar a narrativa de liderança de Cadu Xavier na corrida pelo Governo do Estado. 

Álvaro mostra também em Mossoró no debate da TCM que é o mais preparado

 

Durante o debate promovido pela TCM, em Mossoró, nesta quinta-feira (3), o candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias (PL) anunciou a construção de uma escola de tempo integral em Mossoró que levará o nome de Padre Sátiro. A unidade será a primeira a ser construída dentro do projeto apresentado por Álvaro para ampliar o ensino em tempo integral no Estado. 

“Quero aproveitar a oportunidade para anunciar que a primeira escola em tempo integral que nós vamos construir será aqui na cidade de Mossoró e vamos denominá-la Padre Sátiro. Será uma homenagem a um grande cidadão mossoroense, que prestou muitos serviços e realizou um grande trabalho”, afirmou. 

Álvaro defendeu ainda a ampliação do modelo para a rede estadual, com alimentação adequada e assistência médica, odontológica e psicossocial aos estudantes. Como referência, citou a Escola Municipal de Tempo Integral Padre Tiago Theisen, construída durante sua gestão em Natal. Também propôs um programa amplo de alfabetização de jovens e adultos. 

Outro tema que ganhou destaque foi a demolição do Estádio Nogueirão. Álvaro cobrou explicações de Allyson Bezerra sobre a decisão e lembrou a tradição de Potiguar e Baraúnas no futebol mossoroense. Durante o debate, citou relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado que apontou risco de prejuízo de até R$ 143,7 milhões relacionado à parceria público-privada do novo complexo. 

“É inexplicável um prefeito de uma cidade destruir o estádio de futebol e penalizar os desportistas de uma cidade do porte, do tamanho, da tradição e da história que tem Mossoró no esporte”, declarou. 

Na saúde, Álvaro defendeu a descentralização do atendimento e o fortalecimento dos hospitais regionais, com equipes e equipamentos capazes de ampliar a realização de consultas, procedimentos e cirurgias nas próprias regiões.

Na segurança pública, defendeu investimentos em equipamentos, videomonitoramento e integração das forças policiais. Álvaro afirmou ainda que a Prefeitura de Mossoró deixou de utilizar mais de R$ 1 milhão de uma emenda destinada pelo deputado federal General Girão para videomonitoramento e que recursos indicados pelo senador Styvenson Valentim não foram aproveitados por falta de prestação de contas. 

Ao falar sobre turismo, Álvaro destacou ações realizadas durante seus seis anos como prefeito de Natal, com ênfase na engorda de Ponta Negra e em intervenções de infraestrutura e urbanização na região. Ele relacionou essas obras à recuperação da praia e ao fortalecimento da atividade turística, com reflexos para hotéis, restaurantes, quiosqueiros, ambulantes e outros trabalhadores que vivem do setor. 

Álvaro também questionou Allyson Bezerra sobre a Operação Mederi, investigação relacionada a contratos de medicamentos em Mossoró, e cobrou respostas sobre o assunto. 

Ao encerrar sua participação, Álvaro destacou os seis anos em que foi prefeito de Natal e a experiência acumulada à frente da capital potiguar. 

“Nós mudamos a cidade de Natal. Quem mudou a cidade de Natal, quem trouxe de volta o desenvolvimento para a capital também será capaz de fazer pelo Rio Grande do Norte. Eu tenho 38 anos de vida pública”, afirmou Álvaro, que apresentou sua experiência administrativa como uma das credenciais para assumir o Executivo potiguar.


Álvaro cobra explicações sobre Nogueirão, que pode ocasionar prejuízo de R$ 143,7 milhões a Mossoró, aponta TCE

 

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) questionou, durante o debate da TCM nesta quinta-feira (3), a demolição do Estádio Nogueirão, em Mossoró. Ao abordar o assunto, Álvaro destacou a tradição esportiva do município e citou relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) que apontou risco de prejuízo de até R$ 143,7 milhões. 

“É inexplicável um prefeito de uma cidade destruir o estádio de futebol e penalizar os desportistas de uma cidade do porte, do tamanho, da tradição e da história que tem Mossoró no esporte”, afirmou Álvaro. 

Durante o questionamento, o candidato lembrou a importância do futebol para Mossoró e citou a trajetória de clubes tradicionais da cidade, como Potiguar e Baraúnas. 

O antigo Nogueirão faz parte da história do futebol mossoroense e recebeu, ao longo de décadas, partidas e momentos importantes dos clubes da cidade.

Governo Fátima retém R$ 169 milhões das prefeituras, e FEMURN acusa Estado de fazer caixa com dinheiro dos municípios

 

O atraso nos repasses do Governo de Fátima Bezerra aos municípios já alcança aproximadamente R$ 169 milhões e começa a provocar forte preocupação entre os prefeitos. O presidente da FEMURN e prefeito de Portalegre, José Augusto, fez duras críticas à situação e afirma que recursos pertencentes às prefeituras estariam sendo utilizados temporariamente pelo Estado para enfrentar as dificuldades do próprio caixa.

A relação apresentada aponta, entre as pendências, R$ 77,7 milhões referentes à cota de 25% do ICMS dos municípios, além de R$ 38,6 milhões e R$ 46,7 milhões relativos ao Fundeb sobre ICMS e ITCD. Há ainda parcelas de royalties de julho e agosto, de R$ 3,68 milhões e R$ 2,99 milhões, respectivamente. Pelos valores discriminados no documento, a soma chega a aproximadamente R$ 169,8 milhões.

Segundo José Augusto, o problema é ainda mais grave porque parte desse dinheiro é necessária para que os próprios municípios cumpram compromissos, inclusive suas folhas de pagamento. Na avaliação do presidente da FEMURN, o Estado estaria segurando recursos municipais enquanto administra suas próprias dificuldades financeiras.

José Augusto afirma ainda que existe expectativa de regularização somente depois do dia 10, período em que ocorre entrada de novas receitas no caixa estadual. Até lá, entretanto, os municípios ficam privados de recursos que lhes pertencem e que já deveriam estar disponíveis para custear serviços e obrigações.

E o alerta da FEMURN é de que a conta pode crescer. Com novos repasses vencendo nos próximos dias, o montante atualmente próximo dos R$ 170 milhões poderá aumentar caso o Governo Fátima Bezerra não regularize as transferências.

A situação coloca novamente as finanças estaduais no centro das atenções. Para os prefeitos, não se trata de favor nem de ajuda do Governo: são receitas constitucionalmente pertencentes aos municípios. Se o Estado enfrenta dificuldades de caixa, a cobrança da FEMURN é clara: essa conta não pode ser empurrada para as prefeituras.

Robinson Pires

 

Álvaro anuncia primeira escola em tempo integral de sua gestão em Mossoró e homenageia Padre Sátiro

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) anunciou, durante debate promovido pela TCM nesta quinta-feira (3), em Mossoró, que pretende implantar na cidade a primeira escola estadual em tempo integral de sua gestão, caso seja eleito governador. 

A nova unidade receberá o nome de Padre Sátiro Cavalcanti Dantas, em homenagem ao sacerdote que marcou a história da educação mossoroense e deixou um legado de quase sete décadas dedicadas à vida religiosa e ao ensino. 

Padre Sátiro foi diretor do tradicional Colégio Diocesano Santa Luzia por 55 anos, professor, fundador e dirigente de instituições educacionais e uma das principais lideranças do movimento que resultou na estadualização da Universidade Regional do Rio Grande do Norte, atual Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). 

O sacerdote chegou a ocupar o cargo de reitor pro tempore da universidade entre 1985 e 1987, período em que ocorreu a estadualização da instituição. Também foi presidente do Conselho Estadual de Educação e participou da criação de escolas e projetos sociais e educacionais em Mossoró. 

Nascido em Pau dos Ferros em 1930, Padre Sátiro chegou a Mossoró ainda adolescente e construiu na cidade grande parte de sua trajetória. Morreu em novembro de 2023, aos 93 anos. 

Ao escolher seu nome para a primeira escola estadual em tempo integral anunciada para a futura gestão, Álvaro associa o projeto educacional à memória de um personagem que se tornou referência na defesa da educação no Rio Grande do Norte. 

Mapa dos prefeitos: Álvaro reúne apoios dos gestores de cidades com 42,5% do eleitorado do RN; Allyson tem 39,9% e Cadu, 17,6%

 

A disputa pelo governo do Rio Grande do Norte também pode ser medida pela força das alianças construídas nos municípios. Um levantamento elaborado pelo comentarista político Tacio Cavalcanti mapeou o posicionamento dos prefeitos potiguares na eleição de outubro e cruzou os apoios declarados com o número de eleitores de cada cidade.

Com a atualização do posicionamento político de Guamaré, cuja prefeita deixou a base de Álvaro Dias (PL) e passou a apoiar Cadu de Lula (PT), o mapa aponta Álvaro com o maior número de prefeitos aliados: 70 dos 167 municípios potiguares. Essas cidades concentram 1.131.985 eleitores, o equivalente a aproximadamente 42,5% do eleitorado estadual.

Na sequência aparece Allyson Bezerra (União Brasil), apoiado por prefeitos de 56 municípios, que juntos possuem 1.061.938 eleitores, ou 39,9% dos 2.660.565 eleitores do Rio Grande do Norte.

Já Cadu de Lula passa, com a mudança em Guamaré, de 40 para 41 municípios em sua base. O conjunto dessas cidades reúne 466.642 eleitores, aproximadamente 17,6% do eleitorado potiguar.

Álvaro e Allyson concentram cidades com maior eleitorado

Além da quantidade de prefeitos, o mapa evidencia o peso eleitoral das alianças. Álvaro tem como principal ativo Natal, maior colégio eleitoral do estado, com 570.517 eleitores. Também aparecem em sua base cidades como Extremoz, com 39.555 eleitores; São José de Mipibu, com 35.838; Nova Cruz, com 28.028; e Caraúbas, com 19.036.

Allyson, por sua vez, reúne uma parcela expressiva dos maiores colégios eleitorais fora da capital. O grupo inclui Mossoró, com 187.519 eleitores; Parnamirim, com 147.011; São Gonçalo do Amarante, com 77.691; Ceará-Mirim, com 60.335; Macaíba, com 54.368; e Caicó, com 45.294.

Na base de Cadu, os maiores contingentes estão em Assú, com 45.697 eleitores; Currais Novos, com 33.022; Santa Cruz, com 27.732; João Câmara, com 27.673; Canguaretama, com 24.704; e Macau, com 22.618. Com a mudança de Guamaré, o petista acrescenta outros 15.686 eleitores ao universo das cidades administradas por prefeitos aliados.

Mapa mede força política, não intenção de voto

Os números permitem dimensionar a capilaridade política e o peso eleitoral das bases municipais de cada candidatura, mas não podem ser interpretados como projeção do resultado das urnas.

O próprio levantamento ressalta que os percentuais representam a soma do eleitorado dos municípios atribuídos a cada candidato e não intenção de voto. A base de eleitores utilizada é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), gerada em 14 de julho de 2026.

O retrato mostra uma diferença relativamente pequena entre as bases municipais de Álvaro e Allyson quando considerado o tamanho do eleitorado. Embora Álvaro tenha 14 prefeitos aliados a mais, a diferença entre o eleitorado das cidades dos dois grupos é de cerca de 70 mil eleitores. Cadu aparece mais distante dos dois adversários nesse indicador, mas amplia sua base municipal com a adesão de Guamaré.

98FM

Álvaro Dias demonstrou preparo, segurança e, para muitos, foi o destaque do debate da 98 FM Natal

 

Álvaro Dias (PL) impôs o ritmo do debate da 98 FM/Jovem Pan e deixou os adversários na defensiva. Cobrou de Allyson Bezerra (União Brasil) explicações sobre a Operação Mederi, desmontou a ligação de Cadu Xavier (PT) com o governo Fátima Bezerra e ancorou cada proposta em obra entregue.

O momento mais duro veio na cobrança sobre a Operação Mederi, investigação da Polícia Federal sobre suposto esquema em contratos de medicamentos em Mossoró. Álvaro questionou os indícios apontados pela PF de que 15% seriam destinados ao então prefeito. “O senhor precisa explicar os desvios de medicamentos em Mossoró. Pela matemática de Mossoró, menos da metade dos medicamentos comprados era entregue”, afirmou. Voltou à carga em seguida: “O senhor não se envergonha de estar sendo investigado pela Polícia Federal? Fale a verdade. O senhor está mentindo. O senhor é um candidato de fantasia.”

Com Cadu, o desmonte foi político. “O senhor deveria ter adotado o nome Cadu de Fátima. Eu acho que o senhor vive em outro estado. O senhor não mora na cidade de Natal”, disparou, antes de contrapor números à crítica do petista: “Terminamos seis anos de gestão com 600 obras concluídas.”

Entre as entregas, defendeu a engorda de Ponta Negra — que preservou a praia e o Morro do Careca e sustentou o turismo e milhares de trabalhadores da região — e citou a Escola Municipal Padre Tiago Theisen, em tempo integral, na Zona Norte, com mil vagas, três refeições diárias, biblioteca, piscina e pista de atletismo. Na saúde, apresentou o Hospital Municipal de Natal, com leitos, UTI, centro cirúrgico e diagnóstico por imagem, como o maior investimento da história da saúde pública da capital — e o contrapôs à estrutura deixada por Allyson em Mossoró.

Na segurança, cobrou o avanço das facções e a incapacidade do governo estadual de enfrentar o crime organizado, defendendo prioridade para a área, fortalecimento das forças policiais e investimento em capacidade operacional. Na economia, apontou a revisão do Plano Diretor de Natal como medida que destravou investimentos e defendeu qualificação profissional conforme as vocações de cada região.

Álvaro encerrou o debate como o único a sustentar propostas em cima de obras entregues, apresentando a gestão em Natal como referência para o que pretende fazer no Governo do Rio Grande do Norte. 

Álvaro coloca Allyson na parede e cita acusação de propina de 15% durante debate da 98 FM/Jovem Pan

 

Álvaro Dias confrontou Allyson Bezerra com o relatório da Polícia Federal sobre desvio de medicamentos em Mossoró, durante o debate entre os candidatos a governador revalidado pela 98 FM e Jovem Pan Natal, na noite desta quarta-feira (2).

“O dono da Dismed disse que você recebia 15% de propina dos medicamentos que eram adquiridos pela Prefeitura e não eram entregues. Menos da metade dos medicamentos comprados era entregue.”

E cravou: “Você não se envergonha de a saúde de Mossoró estar sucateada, faltando medicamento, e você sendo investigado pela Polícia Federal?”

Allyson foge de perguntas sobre investigação da PF e propinas em Mossoró e tenta desviar foco com revólver 38 de Álvaro

Durante debate da 98 FM/Jovem Pan Natal, Candidato do União evitou responder aos questionamentos sobre operação que atingiu sua gestão e exibiu foto de arma de Álvaro apreendida em 2023; episódio não resultou em prisão ou condenação. Foto: Ilustração

A investigação da Polícia Federal envolvendo a Prefeitura de Mossoró e suspeitas relacionadas a medicamentos da rede pública colocou Allyson Bezerra na defensiva durante o debate. Diante dos questionamentos sobre a operação que atingiu sua gestão, superfaturamento,
Corrupção e propina, o ex-prefeito evitou entrar no mérito das suspeitas e partiu para outro assunto.

Allyson resolveu fugir do tema exibindo uma foto de um revólver calibre 38 de propriedade de Álvaro Dias, apreendido em 2023, numa tentativa de deslocar o foco dos questionamentos que recebia.

O episódio envolvendo Álvaro, no entanto, não resultou em prisão nem condenação. Ele foi abordado, prestou esclarecimentos e seguiu viagem. O próprio relatório do inquérito da Polícia Federal registra que Álvaro não possui antecedentes criminais.

Segundo os esclarecimentos apresentados no procedimento, o revólver permanecia havia mais de 20 anos em uma propriedade rural da família, em Caicó, e acabou esquecido dentro de uma maleta. Álvaro reconheceu o ocorrido perante a PF e tratou do caso na Justiça.

O contraste marcou o embate: enquanto Álvaro era cobrado por um revólver 38 encontrado em uma maleta em 2023, sem prisão ou condenação, Allyson precisava explicar uma investigação federal atual envolvendo propinas em sua gestão e suspeitas relacionadas à saúde pública de Mossoró.

Ao final, permaneceu sem resposta a pergunta que Allyson tentou evitar: o que aconteceu com os medicamentos e recursos da saúde de Mossoró que estão na mira da Polícia Federal? 

Na gestão Allyson, laboratório contratado sem licitação viu a fatura crescer 34 vezes enquanto o PAM do Bom Jardim parava

 

O Fundo Municipal de Saúde de Mossoró pagou R$ 1.897.193,61 a um laboratório privado contratado sem licitação na gestão Allyson Bezerra, enquanto o laboratório público do PAM do Bom Jardim funcionava com 15 bioquímicos efetivos e apenas quatro tipos de exame, por falta de insumos que a prefeitura não pagava. A reconstituição do contrato é de reportagem publicada nesta terça-feira (2) pelo Blog do Dina, a partir dos diários oficiais de Mossoró, do portal da transparência do município e dos autos da Operação Mederi.

Os números estão nos empenhos. A primeira fatura da L A Melo Martins Análises Clínicas — nome fantasia Lablam, microempresa de um dono só e capital social de R$ 50 mil — foi de R$ 6.033,97, em fevereiro de 2025. Em julho de 2026, chegou a R$ 205.280,59: trinta e quatro vezes mais, o maior valor da série. Entre os fornecedores do Fundo de Saúde com “análises” ou “laboratório” no nome, a empresa concentrou 98% de tudo que foi pago no período.

Em 18 de agosto, o Ministério Público do Rio Grande do Norte instaurou inquérito civil para apurar o “suposto desmantelamento e sucateamento das atividades laboratoriais” do PAM do Bom Jardim, a “ociosidade forçada de profissionais bioquímicos efetivos por remoções injustificadas” e a “terceirização indevida” da demanda de exames para as conveniadas Apamim e Lablam. A portaria, assinada pelo promotor Rodrigo Pessoa de Morais e obtida pelo Blog do Dina, atribui o fato à Secretaria Municipal de Saúde — não às empresas nem a nenhum gestor nomeado.

O MP deu 10 dias úteis para a direção do PAM detalhar equipamentos, quadro de pessoal e falta de insumos, e pediu vistoria técnica no local. O contrato é o de nº 18/2024, firmado por inexigibilidade de licitação em 20 de dezembro de 2024, no valor de R$ 2.855.256,60 por ano. O dono do laboratório, Luís Antonio Melo Martins, é primo de Rodrigo Forte — parentesco que o próprio Forte confirmou ao Blog do Barreto em março de 2025, quando disse desconhecer que a empresa fosse do parente.

Forte era consultor-geral do município na época do contrato; hoje preside o Previ-Mossoró, instituto de previdência dos servidores.

Nada interrompeu o contrato. Ele foi renovado em 18 de dezembro de 2025, por mais 12 meses e mesmo valor — 40 dias antes da operação da Polícia Federal que mirou a saúde de Mossoró. O empenho de 2026 saiu 11 dias antes da operação. Depois dela vieram sete pagamentos entre março e agosto, o último deles em 26 de agosto, no valor recorde de R$ 205 mil, oito dias depois de o inquérito ser instaurado.

Levantamento do Blog do Dina em todas as edições do Diário Oficial de Mossoró de fevereiro a agosto não encontrou nenhum ato de suspensão, rescisão ou auditoria do contrato, que vale até 20 de dezembro de 2026. Nas peças da Mederi lidas pela reportagem, a Lablam não é alvo de mandado nem é investigada nominalmente.

Procurada pelo Blog do Dina, a defesa de Allyson Bezerra, pelo advogado Caio Vitor Ribeiro Barbosa, afirmou não ter tido acesso ao procedimento e sustentou que Mossoró “descentralizou as contratações públicas para os secretários por meio de lei de 2021”, sugerindo que as dúvidas fossem encaminhadas “aos setores competentes”.

Os documentos confirmam os dois pontos: o inquérito não nomeia o ex-prefeito, e a Lei Orçamentária de 2025 do município repete que os ordenadores de despesa são os secretários, nos termos da Lei Complementar 169/2021. O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura de Mossoró, da Secretaria de Saúde, de Rodrigo Forte, da Lablam e da ex-secretária Jacqueline Morgana Dantas Montenegro.

Com informações do Blog do Dina 

 
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