Olho D'água do Borges/RN -

CONTAS EM ALERTA: RN aumenta gastos 3 vezes mais que receitas e tem 2º pior desequilíbrio do país

 

O RN registrou o segundo maior desequilíbrio fiscal entre os estados brasileiros no primeiro quadrimestre de 2026, com as despesas crescendo bem acima das receitas, segundo levantamento da XP Investimentos divulgado pelo jornal O Globo.

Entre janeiro e abril deste ano, as receitas do Estado cresceram 5,3%, enquanto as despesas avançaram 17,7%, uma diferença de 12,4 pontos percentuais, conforme a Tribuna do Norte.

O levantamento aponta que o RN ficou atrás apenas do Maranhão, que teve diferença de 12,5 pontos percentuais entre aumento de gastos e crescimento da arrecadação.

Além disso, dados da Aequus Consultoria, divulgados pelo Valor Econômico, mostram que o RN teve o maior aumento proporcional nos investimentos entre os estados no período. Os valores liquidados chegaram a R$ 402,8 milhões, alta de 575,5% em relação ao mesmo período anterior.

Os números chamam atenção porque o Estado encerrou 2025 com déficit de R$ 3 bilhões, conforme dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Em nota, a Secretaria da Fazenda do RN informou que os investimentos são financiados por operações de crédito e afirmou que os desembolsos de 2026 fazem parte da execução de projetos estruturados anteriormente, sem relação com o calendário eleitoral.

 Blog do BG

Grave: Governo do RN pede à União para adiar bloqueio de R$ 80 milhões no FPE; valor é referente a parcela de empréstimo

A governadora Fátima Bezerra pediu ao Ministério da Fazenda que adie para outubro a execução da contragarantia referente a uma parcela de US$ 14,54 milhões, ou R$ 80 milhões, do empréstimo contratado junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), instituição do Banco Mundial. O valor venceu em 15 de junho, não foi pago pelo Estado e acabou sendo quitado pela União, que atuou como garantidora da operação. Como consequência, o Tesouro Nacional passa a ter o direito de reter recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) para ressarcir o desembolso feito, o que pode agravar a crise financeira que o governo enfrenta.

No ofício nº 348/2026, encaminhado ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, e recebido na última terça (07), a governadora Fátima Bezerra alerta que a execução imediata da contragarantia poderá afetar “o pagamento da folha de pessoal, os repasses constitucionais aos Poderes e órgãos autônomos, os encargos gerais do Estado, os contratos essenciais e a manutenção dos serviços públicos nas áreas de saúde, educação, segurança pública e assistência social”.

Nesse sentido, a gestora solicitou que essa retenção ocorra apenas em outubro, preferencialmente no repasse previsto para o dia 10 daquele mês. O principal argumento do governo é que uma retenção entre julho e setembro comprometeria o fluxo de caixa justamente no período em que o Estado registra menor ingresso de recursos do FPE. 

O documento que Fátima enviou a Dario Durigan sustenta que a dificuldade decorre de um problema temporário de fluxo de caixa, agravado por frustração de arrecadação no primeiro quadrimestre de 2026. A Receita Líquida do Tesouro ficou R$ 497,4 milhões abaixo da meta prevista para o período. O governo atribui parte desse resultado à redução da arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), após a ampliação da faixa de isenção para rendimentos de até R$ 5 mil, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovada pelo Congresso Nacional, e que passa a vigorar em 2027, tendo 2026 como ano-base.

Thales Penha avalia que o episódio revela um problema estrutural. “Isso é mais um sintoma do colapso fiscal que o Rio Grande do Norte vem vivendo”, diz. Ele afirma que as dificuldades fiscais são anteriores e que o Rio Grande do Norte tem dois problemas crônicos que se agravaram nas últimas duas décadas: “o crescimento das despesas com pessoal e previdência e a deterioração das receitas”.

Para o economista Thales Penha, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a tendência é que o governo consiga negociar o adiamento com a União. “O Ministério da Fazenda deve fazer o que faz com outros entes federativos em dificuldade: negociar um prazo, mediante o compromisso de quitação por parte do Estado. Provavelmente, não haverá uma consequência direta com a retenção imediata do FPE”, afirma.

Procurada pela reportagem da Tribuna do Norte, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) não se manifestou sobre o assunto. 

Receitas extraordinárias 

Para justificar o adiamento da cobrança, o Governo do Estado afirma que espera reforçar o caixa nos próximos meses com receitas extraordinárias que poderão melhorar a situação financeira antes da retenção dos recursos do FPE.

Entre elas está o recebimento de valores do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS). O fundo foi criado para cobrir saldos residuais de financiamentos habitacionais antigos e, nos últimos anos, diversos estados e instituições públicas passaram a buscar judicial e administrativamente o ressarcimento de créditos reconhecidos pela União. O governo potiguar informa que existem valores vinculados ao FCVS cuja liberação está em andamento.

Outra expectativa é a recuperação de recursos provenientes de carteiras de crédito já auditadas e ainda pendentes de recebimento. O documento também menciona a expectativa de ingresso de recursos decorrentes da compensação previdenciária. Esse mecanismo permite que regimes próprios de previdência sejam ressarcidos pelo INSS quando servidores contribuíram para diferentes regimes ao longo da carreira. Nos últimos anos, o Rio Grande do Norte vem trabalhando para ampliar esses ressarcimentos, considerados uma importante fonte extraordinária de receita para aliviar o caixa estadual.

Embora reconheça que esses recursos podem ajudar momentaneamente, o economista Thales Penha avalia que eles não atacam a origem do problema. “O Estado precisa enfrentar duas questões estruturais: revisar as renúncias fiscais e fazer uma reforma administrativa planejada. Receitas extraordinárias aliviam o caixa, mas não resolvem o desequilíbrio fiscal permanente”, afirma.

Crise de caixa reflete pendências financeiras do RN

O pedido encaminhado ao Ministério da Fazenda ocorre em meio a uma sequência de dificuldades financeiras enfrentadas pelo Governo do Estado. Uma das principais diz respeito aos empréstimos consignados dos servidores públicos. O Executivo vem sendo alvo de críticas e cobranças por atrasos nos repasses às instituições financeiras de valores descontados diretamente na folha de pagamento. Segundo estimativas do Sinsp-RN, divulgadas na última semana, desde julho de 2025 o passivo supera R$ 500 milhões e, por isso, novos contratos estão suspensos.

Outra frente de pressão envolve os repasses aos municípios. A Femurn denunciou nesta semana que, até o momento, a dívida do governo estadual com as 167 prefeituras ultrapassa R$ 100 milhões, sendo R$ 43 milhões referentes aos repasses do IPVA, R$ 35 milhões da cota-parte do ICMS e R$ 21 milhões relativos às transferências do Fundeb. Na ocasião, a Sefaz informou que concluiria a transferência da cota-parte do ICMS aos municípios até o final desta semana.

Na avaliação de Thales Penha, o atraso no pagamento da parcela do empréstimo ao Banco Mundial se soma a uma sequência de dificuldades financeiras observadas nos últimos anos. “Ao longo desse período vimos atraso de salários, atraso no pagamento de empresas prestadoras de serviço, problemas com o fundo previdenciário e, agora, o não pagamento desse empréstimo. São manifestações de um mesmo quadro de desequilíbrio fiscal”, afirma o economista.Para ele, a saída passa por reformas estruturais. “A reforma administrativa precisa ser feita com planejamento, reequilibrando carreiras e reajustes salariais dentro da capacidade financeira do Estado, e não simplesmente cortando cargos ou salários”, conclui.

Pressão sobre as finanças do RN:

  • R$ 80 milhões - É a parcela do empréstimo do Banco Mundial não paga pelo Estado e quitada pela União.
  • R$ 497,4 milhõesÉ a frustração de receita do RN em 2026 no primeiro quadrimestre.
  • R$ 95 milhõesÉ a frustração de receitas referente apenas ao imposto de renda retido na fonte no primeiro quadrimestre.
  • Mais de R$ 500 milhõesÉ o valor do passivo que o sindicato dos servidores (Sinsp-RN) estima em relação aos repasses de empréstimos consignados.
  • Mais de R$ 100 milhõesÉ a dívida do governo com os municípios por atraso nos repasses do ICMS, IPVA e Fundeb.

Tribuna do Norte. 

Álvaro Dias recebe apoio de lideranças de Santo Antônio e amplia alianças no Agreste Potiguar

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, cumpriu agenda no município de Santo Antônio, onde recebeu o apoio de importantes lideranças da oposição local, fortalecendo sua pré-candidatura e ampliando sua base política na região Agreste.

Durante a visita, Álvaro foi recebido pelo ex-prefeito Luiz Carlos, que administrou o município por três mandatos e segue como uma das principais lideranças políticas de Santo Antônio, e pelo empresário Gil Borges, ex-candidato a prefeito pela oposição e proprietário do Grupo Dona Mariquinha. Ambos reafirmaram apoio ao projeto político de Álvaro Dias para o Governo do Estado.

Também participaram do encontro os vereadores Nélio de Cornélio, Ricardo Bolinha e Jardel Anselmo; o empresário Leonardo Barbosa; o ex-vereador e suplente Hélio Barbosa; o ex-vereador Aldir; os suplentes de vereador professor Givanilson e Paulo Bolinha; além da liderança Enoira, que dialogaram com Álvaro sobre os principais desafios enfrentados pelo município e as prioridades para o desenvolvimento de Santo Antônio.

Durante a agenda, Álvaro visitou as instalações do Grupo Dona Mariquinha, onde foi recebido por Gil Borges. A empresa é referência no beneficiamento e na comercialização de feijão, milho, farinha e outros grãos, gerando cerca de 70 empregos diretos e contribuindo para o fortalecimento da economia local. Na oportunidade, Álvaro percorreu o galpão de produção, conversou com colaboradores e conheceu de perto o funcionamento da empresa.

A programação também incluiu uma visita ao comércio de Santo Antônio, onde Álvaro conversou com comerciantes e ouviu demandas relacionadas ao fortalecimento da economia do município. 

Álvaro e Babá aceleram os passos e recebem várias adesões de olho no governo do RN

A pré-campanha para o Governo do Rio Grande do Norte começa a ganhar ritmo, e dois nomes vêm intensificando as articulações políticas. Álvaro e Babá têm acelerado os passos e anunciado importantes adesões de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças em diversas regiões do estado.

O movimento reforça a estratégia de ampliar suas bases políticas antes do início oficial da campanha, fortalecendo seus respectivos projetos para a disputa pelo Governo do RN. Nos bastidores, a expectativa é de que novas adesões sejam anunciadas nas próximas semanas, aumentando ainda mais a movimentação no cenário político potiguar. 

Blog do Pássaro.

DESTAQUE NACIONAL: Natal entra no TOP 4 das cidades que mais valorizaram imóveis no Brasil

 

Natal entrou no grupo das cidades brasileiras com maior valorização imobiliária. Dados do Índice FipeZAP de Venda Residencial mostram que a capital potiguar teve alta de 9,44% no preço médio dos imóveis residenciais nos últimos 12 meses e alcançou a quarta posição entre 56 cidades pesquisadas.

O levantamento aponta ainda que, apenas em junho, os imóveis residenciais em Natal subiram 0,36%. No acumulado de 2026, a valorização chega a 5,03%, colocando a cidade entre os melhores desempenhos do país, conforme informações do BNews RN.

Apesar da valorização recente, Natal ainda mantém um valor médio do metro quadrado abaixo da média nacional. Na capital potiguar, o preço médio é de R$ 6.421, enquanto o índice nacional registra R$ 9.853 por metro quadrado.

Entre os bairros analisados, Barro Vermelho lidera a valorização nos últimos 12 meses, com alta de 19,1%. Na sequência aparecem Lagoa Nova, com crescimento de 15,2%, e Capim Macio, com valorização de 13,5%.

Capim Macio permanece como o bairro com o metro quadrado mais valorizado de Natal, com preço médio de R$ 7.674.

Blog do BG

 

Allyson Bezerra deixa uma 'bomba' para os sucessores na prefeitura de Mossoró

 

Há uma inquietação na gestão do prefeito Marcos Bezerra (Republicanos) com relação à saúde financeira da Prefeitura de Mossoró. Não que o município tenha sofrido redução de receita, pelo contrário, a máquina arrecadadora continua azeitada.

O problema é que o ex-prefeito Allyson Bezerra (União) deixou um senhor pepino para os sucessores.

Em 2023, Allyson contratou empréstimo de R$ 200 milhões junto à Caixa, para bancar o programa “Mossoró Realiza”, e armou uma bomba que vai explodir nas mãos do atual e futuros gestores.

A operação de crédito teve taxa de juros anual de 135,27%, levando o município a ter que pagar R$ 185 milhões só de juros. Quando soma juros, encargos e comissões, a dívida com a Caixa subiu para mais de R$ 385 milhões, quase o dobro do valor do empréstimo.

O prazo para liquidar a dívida contraída é de 120 meses (10 anos), sendo 24 meses (dois anos) de carência e 96 meses (oito anos) para amortização. A amortização começou em 2025. A conta começa a chegar.

Não é só isso.

A operação de crédito se somou a outro volume de compromissos financeiros que o município já tinha para honrar.

Um levantamento feito pelo Jornal de Fato apontou que a Prefeitura acumulava operações que somavam mais de R$ 620 milhões a serem amortizadas ao longo de uma década.

Entre 2023, ano do empréstimo de Allyson, a 2033, a Prefeitura deve pagar mais de 1 bilhão de reais em amortização e encargos, sendo R$ 467 milhões em operações, somados a mais de R$ 154 milhões em restos a pagar e os R$ 385.276 milhões do referido empréstimo de Allyson.

Só no exercício 2026, bate R$ 100 milhões em amortização e encargos, somando R$ 53.324.744,40 de operações que já existiam antes de Allyson e R$ 54.982.251,86 do segundo ano de amortização do empréstimo contraído pela gestão Allyson.

Pois bem.

Allyson buscou o dinheiro novo porque o dinheiro do Finisa, herdado da gestão Rosalba Ciarlini, estava acabando, e ele precisava continuar contratando obras para elevar o patamar de sua gestão.

Conseguiu. Teve poderio financeiro, renovou o mandato com mais de 78% dos votos em 2024 e agora quer ser governador do Rio Grande do Norte.

Só que a conta milionária começou a bater à porta do prefeito Marcos Bezerra e ele não sabe como vai se virar para honrar os compromissos.

No entanto, uma coisa é certa: o cidadão mossoroense será chamado para pagar, com sacrifício, uma dívida milionária que ele não contraiu.

 Coluna César Santos/Jornal de Fato

MILÍCIA DIGITAL: administrador de perfil investigado pelo TRE é ligado a Allyson Bezerra e preside União Brasil Jovem em Mossoró

 

O Blog do BG vinha alertando desde o início do ano que havia uma milícia digital atuando nas redes em favor do pré-candidato a governador Allyson Bezerra. No mês passado, foi aberta uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com pedido de quebra do endereço IP de perfis que defendem o ex-prefeito de Mossoró. O “Diário do RN” traz uma reportagem nesta quarta-feira (8) revelando que uma das páginas investigadas é administrada pelo vice-presidente estadual do União Brasil Jovem, João Carlos Medeiros.

Ligado a Allyson Bezerra, o administrador da página “@rncomallyson” disse que fez o perfil “por conta própria”, contou que é “admirador e apoiador” do pré-candidato e assegurou que, apesar da proximidade com o ex-prefeito, não é remunerado e faz todas as produções sozinho. Na página do partido em Mossoró, segundo a reportagem, ele também aparece presidente municipal do União Brasil Jovem.

João Carlos publicou um vídeo no perfil admitindo ser o fundador da página, confirma que fez a página para apoiar Allyson e faz ataques ao também pré-candidato a governador Álvaro Dias (PL).

Ele revelou que ocupa um cargo comissionado na Câmara Municipal de Mossoró desde 2021 e disse que ainda não foi intimado pela Justiça Eleitoral. A representação no TRE foi movida pelo PL e tem como relatora a juíza Sulamita Pacheco.

 Blog do BG

FEMURN atualiza dívida do Governo do RN com municípios para R$ 212,9 milhões

 

Mesmo com o pagamento de R$ 17 milhões realizado ontem, a dívida do Governo do Estado com os municípios foi elevada para mais de R$ 200 milhões, após o vencimento de novos repasses não realizados.

De acordo com a FEMURN, os valores em atraso estão distribuídos da seguinte forma:
  • IPVA: R$ 50.403.479,63
  • ICMS: 95.014.192,25
  • Fundeb (ICMS): R$ 67.477.772,24.

O total devido aos municípios atualizado pela Federação dos Municípios é de R$ 212.926.331,45.

A Federação alerta que o aumento da dívida agrava a situação financeira das prefeituras e pode comprometer a continuidade de serviços públicos, sobretudo nas áreas de saúde, educação, assistência social e infraestrutura. A entidade reforça o pedido para que o Governo do Estado regularize, com urgência, os repasses constitucionais devidos aos municípios do Rio Grande do Norte. 

Ato público em defesa dos servidores e das servidoras do RN que ingressaram sem concurso público

Mais uma vez, o discurso da “crise fiscal” do Estado é utilizado para transferir aos servidores públicos a responsabilidade por problemas que têm outras origens. Desta vez, o alvo são os trabalhadores e as trabalhadoras que ingressaram no serviço público em um período em que a Constituição Federal ainda não exigia a realização de concurso público.

Enquanto isso, permanecem intocados os verdadeiros fatores que comprometem as finanças do Estado: a dívida ativa bilionária, as renúncias fiscais que favorecem grandes grupos econômicos, a crescente terceirização dos serviços públicos, que drena recursos do orçamento, e os privilégios mantidos nas cúpulas dos poderes.

Em vez de enfrentar essas distorções, tenta-se responsabilizar quem dedicou décadas de trabalho ao serviço público e à população do Rio Grande do Norte. Direitos adquiridos e mecanismos como o abono de permanência passam a ser tratados como problemas fiscais, numa clara inversão de prioridades.

Fonte: SINSP

 

População de rua inscrita no CadÚnico quase dobra sob governo Lula

O número de pessoas em situação de rua registradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) praticamente dobrou desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em dezembro de 2022, antes da posse do petista, havia 198,7 mil pessoas cadastradas nessa condição. Em junho de 2026, o total chegou a 392,4 mil, um aumento de 97,4%.

O CadÚnico é a principal base de dados utilizada pelo governo federal para identificar famílias de baixa renda e pessoas em situação de vulnerabilidade. Desde janeiro de 2023, o sistema passou a registrar, em média, cerca de 4,6 mil pessoas em situação de rua por mês. Entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022, essa média era de aproximadamente 2 mil novos registros mensais.

Embora o crescimento dos cadastros tenha se intensificado após a pandemia de Covid-19, os números permaneceram elevados durante os primeiros anos do atual governo e voltaram a acelerar no primeiro semestre de 2026.

Os dados, no entanto, exigem cautela, já que o CadÚnico não representa um censo nacional da população em situação de rua, mas sim um cadastro administrativo. Dessa forma, o crescimento pode refletir tanto o agravamento da vulnerabilidade social quanto melhorias no cadastramento e atualização das informações pelos municípios.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por sinal, usa exatamente essa justificativa ao alegar que parte desse crescimento decorre do fortalecimento do cadastramento. Segundo a pasta, em 2023 foram retomadas capacitações para entrevistadores e operadores do CadÚnico, ampliando a capacidade dos municípios de registrar essa população.

Essa explicação, porém, foi contestada pelo deputado federal Osmar Terra (PL-RS), ex-ministro da Cidadania no governo Jair Bolsonaro. Segundo o parlamentar, os dados do CadÚnico são produzidos pelos próprios municípios, por meio de equipes da assistência social, e não dependem diretamente do governo federal.

Ao site Gazeta do Povo, o MDS afirmou que o crescimento da população em situação de rua está relacionado a fatores como fragilização de vínculos familiares, casos de violência e abuso, desemprego, crises econômicas e eventos climáticos extremos. A pasta também reiterou que houve melhorias no funcionamento do CadÚnico.

Já ao ser questionado sobre quais estudos sustentam a tese de subnotificação nos anos anteriores, o ministério não apresentou resposta específica. Em números absolutos, São Paulo continua concentrando o maior contingente de pessoas em situação de rua registradas no país. No estado, o total de cadastros aumentou 88% desde o início de 2023. 

Partidos definem datas para convenções no RN.

 

O Partido dos Trabalhadores (PT), que tem Carlos Eduardo Xavier como pré-candidato, tem sua convenção prevista para o sábado (25), na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), localizada na zona Norte de Natal.

Já o MDB confirmou sua convenção para o domingo (26). O local ainda não foi confirmado.

Segundo o presidente estadual da legenda, Walter Alves, alguns detalhes estão pendentes para a definição de onde será realizada.

Mesma data prevista para o Partido Liberal (PL), que tem convenção agendada para o ginásio Nélio Dias, na zona Norte.

A legenda tem a pré-candidatura ao governo de Álvaro Dias.

O União Brasil, do pré-candidato ao governo, Allyson Bezerra, fez solicitação à Prefeitura de Natal para usar o Palácio dos Esportes no dia 25 de julho.

O prazo definido pela legislação eleitoral para as convenções partidárias é de 20 de julho a 5 de agosto. 

Ao atacar Álvaro Dias, Wober Júnior reaparece a serviço de quem?

 

Sem ocupar cargo eletivo e distante dos mandatos há vários anos, o ex-deputado estadual Wolber Júnior voltou ao cenário político potiguar com duras críticas ao candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias. A manifestação levantou dúvidas nos bastidores sobre qual o peso político de sua posição no atual momento eleitoral.

Atual liderança do Cidadania no Rio Grande do Norte, Wolber não exerce mandato e passou um longo período afastado da política estadual. Diante desse histórico, analistas e integrantes do meio político questionam qual a influência de suas declarações junto ao eleitorado potiguar e que papel pretende desempenhar na disputa de 2026.

A reentrada de Wolber no debate político ocorre em um momento de intensificação da campanha ao Governo do Estado. Suas críticas a Álvaro Dias chamaram atenção, mas ainda resta saber qual será o impacto dessas manifestações no cenário eleitoral e se elas terão repercussão efetiva entre os eleitores do Rio Grande do Norte.

Afinal… Wober está a serviço de quem? É somente uma pergunta.

 Robinson Pires

Congresso enrola para reduzir maioridade penal há 33 anos, ignorando vontade popular

 

Há mais de três décadas, exatos 33 anos, o Congresso ignora o clamor popular por maior rigor penal. Pesquisas mostram apoio acima de 79%, em 2026, à redução da maioridade penal para 16 anos, sobretudo para crimes graves. Apesar disso, o Legislativo adota a embromação como estratégia: protelar, desrespeitar a vontade da sociedade, arquivar. A PEC 171, de 1993, do deputado Benedito Domingos (PP-DF), é o símbolo máximo dessa procrastinação: tramitou ao longo de 22 anos.

Morte na praia 

Aprovada por maioria na Câmara somente em 2015, a PEC de Benedito Domingos morreu no arquivo do Senado chefiado por Renan Calheiros.

Roteiro da omissão 

Outras iniciativas da Câmara desapareceram no Senado, até que em 2015 ressuscitaram a PEC Gonzaga Patriota (PSB-PE).

Não penso, sou contra 

O maior obstáculo é Lula contrário à redução da maioridade, talvez por ignorância ou porque é o que a extrema-esquerda exige do petista.

Dá para desconfiar 

Rei da embromação, Hugo Motta (Rep-PB) diluiu a comissão especial da maioridade em um pacote com pautas palatáveis ao governo Lula.

 Claudio Humberto

Georgino Avelino: prefeito, vice-prefeito e grupo de nove vereadores declaram apoio a Álvaro Dias

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu na manhã deste domingo um importante reforço à sua pré-candidatura com a adesão do grupo político do município de Senador Georgino Avelino. O apoio foi oficializado pelo prefeito Antônio Freire, pelo vice-prefeito Jorge Motta da Rocha e pelo grupo dos nove vereadores do município, fortalecendo o projeto político de Álvaro na região Agreste potiguar.

Declararam apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias os vereadores Odelio Inácio, Lika, Juscelino, Yago Santana, Diego do Peixe, Kedo, Nininha, Valdemar e Cosme, consolidando a união das principais lideranças políticas do município em torno do projeto para o Governo do Estado.

Durante o encontro, Álvaro debateu com o prefeito, o vice-prefeito e os vereadores os principais desafios enfrentados por Senador Georgino Avelino. Na ocasião, Álvaro reafirmou o compromisso de construir um plano de governo ouvindo as lideranças municipais, atuando com transparência e atenção às realidades locais, buscando soluções que contribuam para o desenvolvimento dos municípios.

Também participaram do encontro o pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira; a pré-candidata a deputada federal, Nina Souza; a pré-candidata a deputada estadual, Cristiane Dantas; o ex-vice-governador e ex-deputado estadual Fábio Dantas; o prefeito de Natal, Paulinho Freire; e a vice-prefeita de Natal, Joana Guerra.

A adesão do grupo político de Senador Georgino Avelino amplia a base de apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias e reforça o movimento de construção de um projeto voltado ao desenvolvimento dos municípios, baseado no fortalecimento do Rio Grande do Norte.

 
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