Allyson Bezerra (União Brasil) foi a Salvador (BA)
contratar o badalado marqueteiro João Santana para a sua campanha a governador
do Rio Grande do Norte. Levou a tiracolo o seu tutor político José Agripino
Maia (União Brasil), com pit stop na
casa de ACM Neto (União Brasil), herdeiro do coronelismo baiano.
Ao abraçar o ex-marqueteiro das campanhas de Lula e Dilma
Rousseff, Allyson coloca a Lava Lato para fazer companhia à Operação Mederi em
seu palanque.
João Santana e a sua esposa, Mônica Moura, foram condenados
no âmbito da Lava Lato a 8 anos e 4 meses de prisão por lavagem de dinheiro
relacionada a pagamentos na Petrobras.
Quando Santana foi preso na “Acarajé”, 23ª fase da Lava Jato,
em 2016, a Polícia Federal apontou a lavagem de 4,5 milhões de dólares,
recebidos em conta no exterior (offshore) de um lobista da Petrobras, Zwi
Skornicki.
João Santana confirmou tudo em juízo em delação premiada, o
que atenuou a sua condenação. Devido as mãos sujas, o marqueteiro praticamente
desapareceu das campanhas eleitorais. Virou companhia indesejável, apesar da
sua reconhecida competência.
Agora, está sendo resgatado.
Pois bem.
Além da Operação Mederi, que descortinou o desvio de recursos
da saúde pública de Mossoró, em que Allyson, segundo a Polícia Federal, aparece
no “topo” do esquema criminoso, a sua campanha pelo governo estadual passa a
ter o carimbo da Lava Jato.
Por gravidade, enterra de vez a imagem de menino pobrezinho,
que lhe deu dois mandatos na Prefeitura de Mossoró; de austeridade com a coisa
pública, acossado por investigações da Polícia Federal; e de resistente à velha
política, já que se abraçou com Maia e Alves, as duas mais tradicionais
oligarquias da política potiguar.
Um cartão postal nada agradável aos olhos do eleitor.
Jornal de Fato