Olho D'água do Borges/RN -

Sócios da Dismed combinaram entrega de envelope na Prefeitura de Mossoró após saída de banco; veja conversas e outras cidades citadas

 

No fim da tarde de 16 de março de 2022, Maycon Lucas Zacarias Soares mandou pelo WhatsApp uma foto da fachada do Palácio da Resistência. A imagem era para combinar o ponto de encontro com o cunhado, Oseas Monthalggan Fernandes Costa — sócio-administrador da DISMED Distribuidora de Medicamentos. Oseas estava dentro do prédio, sede da Prefeitura de Mossoró. Maycon ia até lá entregar “o envelope”.

A Polícia Federal não detalha o conteúdo do envelope em que a cena está registrada. Em mensagens anteriores na mesma conversa, Oseas mencionara “os papéis da Roberta” — sua esposa, sócia da Drogaria Mais Saúde —, que precisariam ser assinados. Não se sabe se a assinatura de papéis é ou não verdadeira.

Quando a Operação Mederi se tornou pública, três anos depois, o registro daquele encontro ganhou outra dimensão. Não pela cena em si, mas pelo quintal em que aconteceu. Em 21 de junho de 2024, no auge da investigação, R$ 138.547,73 caíram na conta da DISMED. O dinheiro era do Fundo Municipal de Saúde de Mossoró — pago, justamente, pela Prefeitura sediada no Palácio Felipe Camarão. No mesmo dia, antes que a empresa usasse aquele dinheiro para comprar uma caixa sequer de medicamento, a DISMED transferiu valores para Maycon, para Oseas, para a Posto MM Soares — e depositou R$ 20 mil na conta poupança da filha menor de Oseas,

Naquela tarde, pelo WhatsApp, Oseas lembrou ao cunhado:

“Maikynho, só se ligue aí que é poupança viu, tem que botar essa variação 51.”

Maycon, que acabara de sair do banco, então chega ao Palácio da Resistência:


Quando a foto de Allyson Bezerra e Oseas, de 2024, foi postada no Instagram e virou peça do inquérito, o ex-prefeito de Mossoró disse não ter relação com o sócio da Dismed. Em sua defesa, nesse dia, é preciso sublinhar que ele estava em Brasília.

A matemática que o sócio recitou

A cena é um único dia de uma rotina. Entre maio e outubro de 2024 — seis meses —, a DISMED recebeu R$ 8,15 milhões em pagamentos de prefeituras e sacou R$ 2,21 milhões em espécie. Aproximadamente 27,1% de tudo o que entrou de dinheiro público, virou cash.

O percentual não é coincidência. Em outra escuta — desta vez ambiental, dentro do escritório da DISMED em Mossoró —, Oseas Monthalggan recitou em voz alta a divisão. O áudio é da tarde de 13 de maio de 2025:

“Fica cento e quarenta (R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento (100%). Dos cento e quarenta ele ganha setenta (R$ 70.000,00). Setenta com sessenta é meu, cento e trinta (R$ 130.000,00). Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil (R$ 100.000,00) a ALLYISON e a FÁTIMA, que é dez por cento (10%) de FÁTIMA e quinze por cento (15%) de ALLISSON. Só ficou trinta mil (R$ 30.000,00) pra a empresa!”

ALLYISON é como Oseas se refere a Allyson Leandro Bezerra Silva, então prefeito de Mossoró. FÁTIMA é como aparece nas escutas uma pessoa ainda não identificada pela PF.

Aplicando a “matemática” só ao que Mossoró pagou à DISMED no semestre auditado — R$ 3.332.710,27, segundo o relatório bancário —, a PF calcula um valor teórico de propina de R$ 833.177,57 apenas para esta cidade. Os 25% que escapam da empresa, na conta da PF, “guardam proporção próxima” do percentual de 27,1% sacado em espécie sobre o total creditado por prefeituras.

A engenharia dos saques

A retirada do dinheiro em espécie obedece a um padrão. Dos R$ 2,21 milhões sacados em 70 operações entre maio e outubro de 2024:

Maycon Lucas Zacarias Soares, cunhado de Oseas, sacou R$ 1.784.000,00 em 20 saques — média de R$ 89.200 por operação. Representa 80,7% do total.

Oseas Monthalggan, sócio-administrador, sacou R$ 294.000,00 em 6 operações — média de R$ 49.000 por saque. Representa 13,3% do total.

Os 13,3% de Oseas não são arredondamento à toa. R$ 49 mil é o limite imediatamente abaixo de R$ 50 mil — valor a partir do qual o banco é obrigado a comunicar a operação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Em outro período, anterior, a mesma DISMED havia feito 22 saques exatos de R$ 49 mil — somando R$ 1,07 milhão. Para a PF, é fracionamento deliberado para escapar do controle automático.

Os outros 5,97% dos saques (R$ 132 mil em 44 operações) saíram pulverizados em retiradas de R$ 3 mil em terminais de autoatendimento. Outra forma de não chamar atenção.

A conclusão da própria PF, na fl. 500 do laudo:

“os saques logo após os pagamentos tenham servido para repasses ilícitos, inclusive a outras prefeituras.”

A sócia de fachada

A engrenagem do dinheiro em espécie tinha mais peças. Vitória Cibele Pinheiro Bezerra Soares — esposa de Maycon, sócia formal da DISMED até janeiro de 2024 — atuava como armazenadora doméstica do numerário. Em diálogo do WhatsApp do dia 9 de dezembro de 2023, Maycon escreveu para a esposa:

“Na última gaveta lá de baixo do colaste, onde fica a minha maquininha, tem um bolo de dinheiro de 4.000,00 purgue 3.000,00 e traga.”

Minutos depois, ela confirma: “Tá aqui no meu bolso.”

A PF conclui na fl. 477:

“Ela atuava no armazenamento e repasse de numerário em espécie, na realização de pagamentos via contas de empresas de fachada e na execução de transferências bancárias a mando do marido. Sua participação reforça o caráter estruturado do esquema, no qual familiares eram utilizados para diluir responsabilidades.”

Em 9 de janeiro de 2024, um “Aditivo 04” formaliza a saída de Vitória do quadro societário. No lugar dela, entra o próprio Maycon. A movimentação, segundo a PF, “reforça o uso de interpostas pessoas para dar aparência de legalidade ao controle do grupo”.

A escala

A DISMED Distribuidora de Medicamentos Ltda. foi fundada com outros sócios. Em 4 de fevereiro de 2021, Oseas Monthalggan — então vereador de Upanema com rendimento declarado de R$ 4.049,05 mensais — entrou no quadro. Em 2016, à Justiça Eleitoral, Oseas declarara patrimônio total de R$ 26 mil.

A empresa apresentou crescimento exponencial. Em 2023, o faturamento anual ultrapassou R$ 11 milhões. Entre 8 de junho de 2018 e 14 de maio de 2023, apenas numa única instituição financeira, a DISMED movimentou R$ 65,43 milhões.

O contrato com a Prefeitura de Mossoró é o maior do bloco, mas não é o único. Os sócios da Dismed admitiram em conversas captadas pela PF que o modelo de negócio deles era a propina. Sem propina, não teriam como existir.

A Dismed também vendeu, mas não só, para os Fundos Municipais de Saúde de Tibau, Serra do Mel, Upanema, Patu, Porto do Mangue, Campo Grande, Triunfo Potiguar, Areia Branca, Grossos — entre outros municípios do oeste e do Seridó potiguar. Em alguns deles, escutas registradas pela PF mencionam o mesmo padrão de divisão por porcentagem — com prefeitos e secretários locais sendo nomeados nos áudios.

 Blog do Dina

Assista vídeo aqui.

“É O TIRIRICA?”: Allyson vira “piada” no Alto Oeste com vídeos pulando pela região

 

A passagem do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), pelas cidades do Alto Oeste potiguar virou motivo de comentários e ironias em redes sociais e grupos de mensagens da região, segundo o portal Potiguar.

Segundo publicações e relatos de moradores, vídeos da agenda passaram a circular com diferentes interpretações, incluindo piadas e deboches, pela falta de apoio de lideranças expressivas e pelo estilo excessivamente performático nas ruas.

Segundo os moradores da região, o comportamento do pré-candidato, com chapéu na cabeça e pulos coreografados para as câmeras, gerou questionamentos se quem passava era o humorista “Tiririca” ou “Tirullipa”. A comparação ganhou força rapidamente nas redes sociais e grupos de WhatsApp locais, traz o portal Potiguar.

Conforme relatos de bastidores, a coordenação da campanha já demonstra forte preocupação com o esvaziamento das agendas no interior. Allyson não conseguiu reunir prefeitos de peso ou deputados da região durante o trajeto.

O senador Rogério Marinho (PL) já havia alertado em entrevistas recentes que o ex-prefeito tenta criar um personagem popular artificial. Adversários políticos apontam que o estilo cansou o eleitorado tradicional que busca propostas sérias.

Aliados do ex-prefeito tentam minimizar o episódio nas redes, mas admitem reservadamente que a internet não está se convertendo em alianças políticas reais. O isolamento no Alto Oeste acendeu o sinal de alerta no grupo governista de Mossoró.

Veja vídeo aqui.

 Blog do BG

Prefeito de Campo Redondo declara apoio a Álvaro Dias e Babá ao lado da vice-prefeita e dos nove vereadores do município

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), e o pré-candidato Babá receberam mais um importante reforço político no interior do estado. Desta vez, o apoio veio de Campo Redondo, município estratégico da região Trairi.

O prefeito Dr. Renam (PSDB) declarou oficialmente apoio ao projeto político de Álvaro e Babá durante encontro que reuniu lideranças locais, a vice-prefeita e os nove vereadores do município, consolidando praticamente a união completa do grupo político da cidade em torno da pré-candidatura.

Além do peso político local, o movimento chamou atenção pelo simbolismo. O prefeito de Campo Redondo integra a base política de lideranças como o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, e do deputado federal João Maia (PP).

Durante o encontro, o prefeito destacou a confiança no projeto liderado por Álvaro Dias e Babá.

“Obrigado por ter vindo para Campo Redondo, meu amigo. Eu sei que você vai fazer um trabalho grande pela nossa cidade. Alô, meu amigo. Conte com Campo Redondo.”

A adesão de Campo Redondo fortalece ainda mais a presença de Álvaro Dias na região Trairi e amplia a construção de alianças políticas no interior do estado. Nos últimos dias, o ex-prefeito de Natal vem acumulando apoios de prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e lideranças políticas em diferentes regiões do RN, consolidando musculatura política para a disputa de 2026.

Blog do BG

 

Delação premiada dos investigados na operação da PF que mira Allyson Bezerra tira o sono da prefeita de Pau dos Ferros e Apodi

 

A possível delação premiada de um dos investigados na operação da Polícia Federal que mira o ex-prefeito de Mossoró e candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, estaria tirando o sossego político de prefeitos da região Oeste potiguar.

Nos bastidores, o assunto já domina conversas entre lideranças políticas e assessores de municípios envolvidos na investigação.

Os comentários que circulam nos meios políticos apontam que a investigação, inicialmente concentrada em Mossoró, estaria avançando para outras prefeituras do Oeste do Estado, entre elas Apodi e Pau dos Ferros. A suspeita é de que um dos investigados no inquérito estaria sendo pressionado a fechar um acordo de delação premiada, o que poderá ampliar significativamente o alcance da apuração policial.

Caso essa possível delação venha realmente a ser confirmada, os bastidores acreditam que ela poderá atingir não apenas Allyson Bezerra, mas também a prefeita de Pau dos Ferros, Mariana Almeida, e o prefeito de Apodi, Luiz Sabino da Costa Neto. A expectativa em torno do assunto já começa a provocar apreensão política nos dois municípios.

Até o momento, não existe confirmação oficial da existência da delação premiada, nem acusação formal contra os gestores citados. A possibilidade de avanço das investigações já estaria causando forte inquietação política em Apodi e Pau dos Ferros, especialmente diante da repercussão estadual do caso envolvendo Allyson Bezerra.

 Robison Pires

ESCÂNDALO: PF aponta que esquema da gestão Allyson se espalhou para Apodi e Pau dos Ferros

 

A investigação da Polícia Federal que mira o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) avançou para outras prefeituras do Oeste potiguar. Gravações obtidas pela PF mostram sócios da empresa Dismed discutindo contratos, “comissões de 15%” e licitações em Apodi e Pau dos Ferros, administrados por aliados políticos do pré-candidato ao Governo do RN.

Conforme divulgado pelo Blog do Dina nesta sexta-feira (15), em uma das gravações, o representante comercial Sidney Carlos de Melo informa aos sócios da Dismed: “Chega mais outra de Apodi hoje”; “Vai mandar faturar mais uns oitenta mil reais”; e “O resto do saldo do contrato”.

Na sequência, os investigados discutem supostas “comissões de 15%”. Segundo a PF, os valores pagos pelas prefeituras seriam “fracionados” e retornariam “na forma de comissões/propinas”.

Um dos investigados afirma que determinado gestor “gosta mais de papel”. Para a PF, o termo seria usado como referência a pagamentos sem entrega efetiva de medicamentos — o chamado “papel cagado”.

As conversas fazem parte da investigação que levou à Operação Mederi, autorizada pelo juiz Rogério Fialho Moreira.

Licitação “preparada” em Pau dos Ferros

A PF também anexou uma conversa sobre uma licitação em Pau dos Ferros. No áudio, o representante da empresa afirma: “Preparada aqui a licitação de Pau dos Ferros”; “Botando os controlados no meio dos lotes”; e “A gente engole ele”.

A estratégia seria dificultar a participação de empresas menores em licitações de medicamentos. Ainda de acordo com a gravação, a Dismed teria ficado com cerca de 85% da licitação e o valor citado ultrapassaria R$ 700 mil.

O sistema das “caronas”

A PF identificou o uso de atas de registro de preços para adesões entre municípios —  conhecido como “carona”. Em áudio recuperado do WhatsApp da Drogaria Mais Saúde, empresa ligada ao mesmo grupo, um representante oferece adesão pronta a atas; fornecimento sem necessidade de nova licitação e “parceria bacana” com gestores municipais.

Outro investigado chega a afirmar: “Toda carona você tem o seu”. Para a Polícia Federal, a frase indica expectativa de pagamento de vantagens indevidas em cada adesão.

Contratos milionários

A investigação aponta contratos da Dismed em Apodi entre 2023 e 2025 que somam pelo menos R$ 1,33 milhão. Já em Pau dos Ferros, a Dismed venceu lotes que ultrapassam  R$ 969 mil.

A PF afirma que encontrou documentos de licitações; fotos de processos municipais; atas e contratos;
arquivos compartilhados entre Dismed e Drogaria Mais Saúde. Os materiais estavam em computadores apreendidos na operação.

Apoio político a Allyson

Os prefeitos Marianna Almeida (Pau dos Ferros) e Luis Sabino Neto (Apodi) declararam apoio público à pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do RN em 2026.

O ex-prefeito de Apodi Alan Silveira também rompeu com o governo estadual e anunciou apoio ao grupo de Allyson. Segundo a reportagem, parte dos contratos investigados foi assinada durante as gestões de Alan Silveira e Sabino Neto.

Operação segue em andamento

A Operação Mederi foi deflagrada pela Polícia Federal em janeiro de 2026. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra sócios da Dismed; aliados políticos; o então prefeito Allyson Bezerra e integrantes da gestão municipal.

Até o momento, a PF não divulgou denúncia formal nem condenação dos investigados.

Blog do BG

 

Pesquisa revela trunfo de Alysson no centro, mas aponta risco de desgaste eleitoral

Sem querer cansar o leitor do blog com o mesmo assunto, considero relevante aprofundar ainda mais a análise da pesquisa Metadata/FM 98. Vamos continuar observando a transferência de votos.

Alysson Bezerra é o candidato da terceira via — ou de centro, como preferem alguns — e justamente aí estão seu maior trunfo e sua maior fragilidade. Explico o porquê.

Como candidato de centro, Alysson tenta avançar sobre três fatias do eleitorado: o centro, a direita e a esquerda. É dessa combinação que ele espera construir sua vitória.

E os números mostram que ele está no caminho certo. Entre os eleitores de direita, 36,6% dos que votam em Flávio Bolsonaro no RN também declaram voto nele. Já na esquerda, Alysson aparece com 38,9% entre os eleitores de Lula. Ou seja, o dever de casa está sendo bem executado, e isso ajuda a explicar sua liderança nas pesquisas.

No entanto, bastam dois movimentos para que essa força se transforme em vulnerabilidade: Cadu Xavier avançar entre os eleitores de Lula e Álvaro Dias consolidar os votos da direita ligados a Flávio Bolsonaro.

Não parece algo impossível. Há uma tendência natural para que isso aconteça à medida que o eleitor identifique de forma mais clara a conexão entre o voto para presidente e o voto para governador, além do próprio movimento de polarização que costuma marcar as disputas eleitorais.

Na medida em que Cadu conquiste mais votos lulistas e Álvaro amplie sua presença entre os bolsonaristas, a candidatura de centro tende a perder espaço. É uma lógica matemática simples.

O que quero dizer com essa argumentação é que existe uma tendência de Alysson perder parte dos votos que hoje possui tanto na direita quanto na esquerda, caso os candidatos desses campos se fortaleçam. Parece uma questão lógica — embora, em eleições, nem sempre a lógica prevaleça.

 Neto Queiroz

Prefeito de Lajes Pintadas confirma apoio a Álvaro Dias, que anuncia ampliação do Walfredo Gurgel quando eleito governador

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu nesta quarta-feira (13) uma importante adesão política na região Trairi. Durante agenda em Lajes Pintadas, Álvaro oficializou o apoio do prefeito Luciano Cunha, da vice-prefeita Claudjane, do presidente da Câmara Municipal, Joviano, além de ex-prefeitos e vereadores do município.

O prefeito Luciano Cunha faz parte da base de apoio do deputado estadual Tomba Farias, que estava presente, ao lado de Álvaro Dias e Babá Pereira.

O movimento fortalece o avanço político do grupo liderado por Álvaro no interior do estado e amplia sua base de alianças para a disputa eleitoral de 2026.

Durante o encontro, Álvaro também anunciou uma das principais propostas de sua pré-campanha para a área da saúde: a ampliação do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior unidade de urgência e emergência do Rio Grande do Norte. Segundo ele, o projeto será executado caso seja eleito governador do estado e deverá contar com apoio do senador Styvenson Valentim.

A proposta prevê a expansão da estrutura hospitalar utilizando a área atualmente ocupada pela sede da Caern, ao lado do hospital, em Natal.

“O Walfredo Gurgel precisa de uma ampliação urgente. A população do Rio Grande do Norte merece um hospital com mais estrutura, mais capacidade de atendimento e mais dignidade”, afirmou Álvaro durante a agenda política.

O evento reuniu ainda o pré-candidato a vice-governador Babá Pereira, o pré-candidato ao Senado Coronel Hélio, o deputado estadual Tomba Farias e lideranças políticas de diversos municípios da região Trairi.

Além da agenda política, o grupo visitou a área onde será construída a Escadaria do Cruzeiro Frei Damião, projeto voltado ao fortalecimento do turismo religioso e ao desenvolvimento econômico regional.

Pesquisa mostra que Allyson tem 38,9% dos votos entre os eleitores de Lula, enquanto Cadu tem 12,5%

Ontem publiquei aqui no blog uma declaração do senador Rogério Marinho afirmando que, nas pesquisas às quais tinha acesso, entre 60% e 65% dos eleitores que dizem votar em Luiz Inácio Lula da Silva também votariam em Allyson Bezerra para o Governo do Estado.

Segundo Rogério, esse cenário explicaria por que, à medida que Cadu Xavier crescesse nas pesquisas e consolidasse o voto lulista, quem perderia espaço seria Allyson Bezerra. A conclusão do senador era de que o segundo turno acabaria sendo disputado entre Álvaro Dias e Cadu Xavier.

Diante da afirmação, tive o cuidado de conferir os dados divulgados pela pesquisa Metadata, apresentada ontem pela FM 98, para verificar se essa leitura realmente se sustenta.

Segundo o levantamento, Lula aparece com 49,1% das intenções de voto no Rio Grande do Norte, enquanto Flávio Bolsonaro tem 25,4%.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 36,6% afirmam votar em Allyson. Já entre os eleitores de Lula, 38,9% também dizem votar no ex-prefeito de Mossoró. Ou seja, Allyson recebe praticamente a mesma proporção de votos vindos tanto do eleitorado lulista quanto do bolsonarista.

Já Álvaro Dias apresenta um cenário diferente: 42,2% dos eleitores de Flávio Bolsonaro afirmam votar nele, enquanto apenas 13,8% dos eleitores de Lula fazem a mesma escolha.

Cadu Xavier, por sua vez, registra 1,6% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro e 12,5% entre os eleitores de Lula.

Os números revelam um dado interessante: a cada 100 eleitores de Lula no RN, 39 votam em Allyson, 14 em Álvaro e 12 em Cadu. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 42 votam em Álvaro, 37 em Allyson e apenas 2 em Cadu.

A principal conclusão é que, caso Cadu Xavier consiga crescer de forma consistente dentro do eleitorado lulista, ele tende a retirar votos principalmente de Allyson Bezerra, hoje o candidato que mais concentra apoio entre os eleitores de Lula. Portanto, Rogério tem razão no argumento apresentado no início desse texto.

 Neto Queiroz

Ex-prefeito de Caicó Roberto Germano, reforça time de Álvaro Dias

 

O ex-prefeito de Caicó, Roberto Germano, o ex-vereador Rubão Germano e outras importantes lideranças políticas do município decidiram fechar apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado.

A articulação fortalece ainda mais o projeto político de Álvaro na região do Seridó, especialmente em Caicó, um dos principais colégios eleitorais do interior do Rio Grande do Norte. O grupo passa a atuar de forma articulada em defesa do nome do ex-prefeito de Natal para a disputa estadual de 2026.

Nos bastidores políticos, a adesão de Roberto Germano e Rubão é vista como estratégica, sobretudo pelo peso político e pela influência que ambos ainda mantêm junto a setores tradicionais da política caicoense.

Allyson Bezerra manda recado duro aos setores produtivos. É foravél a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

 

O pré-candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra mandou um recado duro aos setores produtivos da economia do Rio Grande do Norte: é favorável à redução da jornada de trabalho e ao debate sobre o fim da escala 6×1.

A posição aproxima Allyson Bezerra de uma pauta historicamente defendida por setores da esquerda e pelo PT. Ou seja, a mesma bandeira defendida pelo candidato petista Cadu Xavier, favorável ao fim da escala 6×1.

Caso a proposta avance no Congresso Nacional, a mudança poderá gerar impactos negativos tanto para o setor produtivo privado quanto para o setor público, especialmente em áreas que dependem de funcionamento contínuo e escalas permanentes de trabalho.

Em sentido contrário ao posicionamento de Allyson Bezerra e Cadu Xavier, o ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias tem posicionamento contrário à proposta de redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1.

A declaração de Allyson movimentou os bastidores políticos e ampliou o debate sobre temas trabalhistas na disputa pelo Governo do Estado. 

Taveira Júnior admite conversas avançadas com Álvaro Dias em Parnamirim

 

Deputado afirmou que diálogo político está bem encaminhado, mas decisão final ainda passa por avaliação do grupo.

O deputado estadual Taveira Júnior revelou que as conversações para um possível apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado em Parnamirim estão “bem adiantadas”. Apesar do avanço nas articulações, o parlamentar deixou claro que o assunto ainda segue em fase de avaliação política.

A declaração reforça os movimentos de bastidores que vêm acontecendo em Parnamirim em torno da sucessão estadual de 2026. O grupo ligado a Taveira Júnior é considerado estratégico no município, um dos maiores colégios eleitorais do Rio Grande do Norte.

Mesmo sem oficializar o apoio, o gesto já é visto nos bastidores como um sinal positivo para Álvaro Dias, que continua ampliando o diálogo com lideranças importantes da Grande Natal.

Samanda admite dificuldade para herdar eleitores de Fátima Bezerra ao Senado

 

A pré-candidata ao Senado Samanda Alves admitiu que um dos maiores desafios de sua pré-campanha será conquistar o eleitorado que anteriormente esperava uma candidatura da governadora Fátima Bezerra ao Senado Federal em 2026.

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Contraponto, da 96 FM, nesta quarta-feira (14).

Segundo Samanda Alves, muitas pessoas ainda não sabem que Fátima Bezerra desistiu da disputa para permanecer no comando do Governo do Estado até o fim do mandato.

Com a mudança de planos da governadora, o PT lançou Samanda Alves para ocupar justamente o espaço político que seria de Fátima na chapa governista.

A estratégia do partido tem sido reforçar diretamente essa associação política entre as duas. Tanto que a pré-campanha já trabalha o slogan “Samanda é Fátima”, numa tentativa de transferir o capital eleitoral da governadora para a nova candidata ao Senado.

Nos bastidores, aliados reconhecem que a missão não será simples, principalmente porque Fátima Bezerra possui um eleitorado consolidado e uma identidade política muito própria junto aos setores da esquerda potiguar.

Robison Pires

 

Álvaro Dias e Styvenson anunciam ampliação do Hospital Walfredo Gurgel, em agenda no Trairi

 

O pré-candidato ao Governo do RN, Álvaro Dias anunciou proposta de ampliação do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, principal unidade de urgência e emergência do estado. A declaração foi feita durante agenda política na região Trairi, ao lado do senador Styvenson Valentim, e integra uma série de compromissos do grupo no interior potiguar.

Durante a visita ao município de Lajes Pintadas, Álvaro afirmou que o projeto terá o apoio de Styvenson e prevê a expansão da estrutura hospitalar na área onde atualmente funciona a unidade-sede da Caern. “O Walfredo Gurgel é hoje a maior emergência do RN e precisa de uma ampliação urgente para atender com mais qualidade a população do nosso estado”, afirmou.

Álvaro e Styvenson também participaram de uma agenda política que reuniu prefeitos, ex-prefeitos e vereadores da região Trairi, ampliando a base de apoio do grupo no interior do RN. Entre as lideranças presentes estavam o prefeito Luciano Cunha, a vice-prefeita Claudjane, o presidente da Câmara Municipal Joviano, além de ex-gestores e parlamentares locais.

A programação incluiu ainda visita à área onde será construída a Escadaria do Cruzeiro Frei Damião e apresentação de uma maquete do projeto, voltado ao turismo religioso e desenvolvimento regional.

 

O PT é acostumado a fazer o mal’: Álvaro Dias denuncia retenção de R$ 50 milhões em obras de Natal

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo PL, Álvaro Dias, afirmou nesta terça-feira, durante entrevista ao programa Contra Ponto, da 96 FM Natal, que o Governo Federal estaria retendo mais de R$ 50 milhões destinados a obras em andamento na capital potiguar.

“O PT é acostumado a fazer o mal. Hoje, nós temos cerca de 50 milhões de reais retidos pelo PT em obras de Natal”, declarou o pré-candidato durante entrevista conduzida pelo jornalista Diógenes Dantas.

Na entrevista, Álvaro citou obras como o Hospital Municipal de Natal, o pontilhão de Cidade Nova e intervenções na orla urbana entre os projetos que, segundo ele, estariam sendo prejudicados pela retenção de recursos federais. O ex-prefeito afirmou que a situação compromete investimentos considerados estratégicos para a capital.

Ao comentar o Hospital Municipal de Natal, Álvaro classificou o empreendimento como “o maior investimento já realizado em saúde pública na história do Rio Grande do Norte”. Segundo ele, a primeira etapa da estrutura física está concluída, enquanto a gestão municipal finaliza ajustes operacionais e a instalação de equipamentos para o funcionamento do centro cirúrgico.

 Confira vídeo aqui

 
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