Olho D'água do Borges/RN -

Previdência do RN acumula rombo de R$ 55,9 bilhões; Estado banca R$ 150 milhões por mês

 

O déficit atuarial do Instituto de Previdência dos Servidores do RN (Ipern) fechou dezembro de 2025 em R$ 55,94 bilhões, segundo relatório apresentado ao Conselho Estadual de Previdência Social.

Na prática, esse valor corresponde à diferença entre o que o sistema projeta arrecadar e o que deverá gastar, no futuro, com aposentadorias e pensões.

Hoje, o Tesouro Estadual precisa repassar cerca de R$ 150 milhões por mês para complementar o pagamento de aposentadorias e pensões, conforme informações da Tribuna do Norte.

Segundo o relatório, o regime conta com 49.374 servidores ativos, 45.686 aposentados e 8.325 pensionistas.

Pelas projeções atuariais, o sistema tem R$ 60,34 bilhões em obrigações futuras. Em contrapartida, dispõe de R$ 4,39 bilhões em ativos, considerando investimentos e compensações previdenciárias. Essa diferença explica o déficit atuarial de R$ 55,94 bilhões.

O déficit também é alvo de acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), que estabeleceu prazo para que o Governo do Estado apresentasse um plano de amortização.

Conforme o processo, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) recorreu da decisão e agora aguarda manifestação da relatora, conselheira Ana Paula de Oliveira Gomes.

Para o presidente do Conselho Estadual de Previdência Social, Eleazar Cavalcante de Brito, a previdência representa hoje o maior desafio fiscal do Estado. Ele defende medidas estruturais para reequilibrar o sistema.

O economista Helder Cavalcanti explicou que o déficit atuarial não significa falta imediata de dinheiro para pagar aposentadorias e pensões. Segundo ele, o indicador mede a capacidade de o sistema se manter sustentável no longo prazo.

O Ipern informou que não comentará o assunto enquanto os estudos não forem concluídos e aprovados pelo Governo do Estado.

 Blog do BG 

Mais uma de Allyson: Advogado revela decepção com tomada de comando do Avante no RN pelo pré-candidato a governador

 

O advogado e economista Alexandre Teixeira é a mais nova vítima da sede de poder do pré-candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil).

Ele divulgou uma nota em suas redes sociais, nesta terça-feira (20), relatando que havia sido convidado para comandar o Avante no RN, mas sofreu uma puxada de tapete e perdeu a direção do partido para o ex-prefeito de Mossoró.

De acordo com ele, após organizar a direção partidária e montar as nominatas de candidatos, houve uma mudança no comando do processo, que passou para as mãos de Allyson Bezerra.

O advogado diz ainda que aguardou “a construção de um diálogo” com a nova direção, mas que isso “na prática não ocorreu”.

Alexandre Teixeira também lamentou que “um projeto construído com diálogo e boa-fé tenha seguido um caminho diferente” e enfatizou que “a condução política do Avante e os resultados decorrentes das decisões tomadas a partir da mudança de direção são de responsabilidade exclusiva do grupo que assumiu essa missão perante a direção nacional do partido”.

Leia a nota na íntegra:

Quando fui convidado para conduzir o Avante no Rio Grande do Norte, minha missão seria de estruturar o partido, organizar sua direção e construir as nominatas de candidatos a deputado federal e deputado estadual. Aceitei esse desafio, iniciei o trabalho de organização partidária, promovi filiações, estabeleci diálogos e reuni um grupo de pessoas que acreditou no projeto político que lhes foi apresentado.

Posteriormente, houve uma alteração na condução partidária. O pré-candidato ao Governo do Estado, Alisson, passou a liderar esse processo, com a anuência da direção nacional do partido, assumindo a responsabilidade pela organização do Avante e pela formação das nominatas.

Mesmo diante dessa mudança, aguardei, por um período razoável, a construção de um diálogo que possibilitasse uma atuação conjunta e preservasse os compromissos inicialmente assumidos.

Esse diálogo, na prática não ocorreu. Apenas recentemente surgiram conversas, já em um contexto completamente diferente daquele que motivou minha participação no projeto.

Com a mudança na condução, a responsabilidade pela estruturação do Avante e pela formação das nominatas passou a ser do grupo que assumiu essa atribuição.

Essa mudança não afetou apenas a minha participação no processo. Ela também comprometeu os projetos políticos de pessoas que confiaram na proposta inicialmente apresentada, decidiram se filiar ao Avante. Essas pessoas investiram tempo, construíram articulações e fizeram escolhas políticas acreditando em um projeto que acabou sendo modificado ao longo do caminho, sem o diálogo e a previsibilidade que legitimamente esperavam.

Diante desse cenário, comunicarei às pessoas que ingressaram no Avante por minha confiança que estão livres para avaliar e definir seus caminhos políticos. Por fim, deixo um pedido público de desculpas a todas as pessoas que confiaram na minha palavra e decidiram ingressar no Avante por acreditarem no projeto que iríamos construir. Embora já tenha conversado individualmente com muitas delas, faço questão de registrar também publicamente esse pedido de desculpas.

Lamento que um projeto construído com diálogo e boa-fé tenha seguido um caminho diferente daquele que motivou essas filiações. Meu compromisso com essas pessoas permanece o mesmo: agir com transparência, lealdade e respeito.

Reafirmo meu respeito a todos os envolvidos. Contudo, a condução política do Avante e os resultados decorrentes das decisões tomadas a partir da mudança de direção são de responsabilidade exclusiva do grupo que assumiu essa missão perante a direção nacional do partido.

Esperança não combina com Allysson, Robinson, João Maia e Agripino Maia

 

Na convenção cartorial que oficializou a candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) para o Governo do Rio Grande do Norte, nesta segunda-feira, 20, foi apresentado o nome da coligação que reúne sete partidos: “Esperança e Trabalho”.

Talvez não tenha sido a melhor ideia ou quem escolheu não olhou para o ombro de Allyson, ocupado por representantes da velha política.

Será difícil convencer o cidadão potiguar que a esperança está no palanque que reúne João Maia, Zenaide Maia, Robinson Faria e Walter Alves, sob a liderança do ex-senador José Agripino Maia.

Foi essa turma que destruiu o estado. Está na boca do povo.

O governo Robinson é recente, a população ainda sofre as consequências das quatro folhas de salários atrasados, crise na saúde e educação e o desastre da segurança pública que culminou com intervenção federal.

Além disso, esses membros da velha política carregam falhas éticas. Operações da Polícia Federal e do Ministério Público desmantelaram esquemas criminosos de desvios de recursos públicos como Via Ápia (João Maia), Damas de Espadas (Robinson Faria), Lava Jato e Sinal Fechado (Agripino Maia).

Como o cidadão de bem, honrado e cumpridor de seus deveres pode ter esperança com essa turma no governo?

 Jornal de Fato

União Progressista revela chapas proporcionais abaixo do esperado e preocupa aliados

A convenção da Federação União Progressista (União Brasil e PP) frustrou as expectativas. Embora já se soubesse das dificuldades para montar a nominata de deputado federal, mesmo com Allyson Bezerra afirmando, em entrevistas, que o grupo teria uma chapa forte, não se imaginava que a composição ficaria tão aquém do esperado.

A rigor, a nominata federal conta com os nove nomes, mas tem somente três candidatos considerados competitivos: João Maia, Benes Leocádio e Robinson Faria. Os demais formam uma esteira eleitoral considerada frágil. A projeção é de que a federação dispute apenas duas vagas, o que significa que um dos atuais deputados federais poderá ficar de fora.

Mesmo para conquistar essas duas cadeiras, será necessário que João Maia, Benes Leocádio e Robinson Faria somem, juntos, cerca de 400 mil votos. Abaixo desse patamar, cresce o risco de a federação eleger apenas um deputado federal.

A nominata de deputado estadual também ficou abaixo das expectativas. Com apenas 20 nomes, a chapa foi registrada com cinco vagas em aberto. Além disso, a esteira eleitoral também acabou sendo considerada fraca.

Há sete candidatos mais competitivos disputando, no máximo, cinco vagas: Galeno Torquato, Nélter Queiroz, Neílton Diógenes, Kléber Rodrigues, Cínthia Pinheiro, Júlio César e Robson Carvalho.

Mesmo reunindo o palanque mais robusto em termos de força partidária, formado por União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos e Solidariedade para as disputas proporcionais, a chamada “terceira via” acabou demonstrando menos fôlego do que se esperava.

 Neto Queiroz

Veja até quanto pode gastar os candidatos do RN com a campanha

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou os limites de gastos para as campanhas das eleições de 2026. Os valores valem para candidatos à Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.

No Rio Grande do Norte, os limites são:

  • Governador (1º turno): R$ 7.115.522,46
  • Acréscimo para o 2º turno (Governador): R$ 3.557.761,23
  • Senador: R$ 3.811.887,03
  • Deputado Federal: R$ 3.176.572,53
  • Deputado Estadual: R$ 1.270.629,01 

PT admite ligação de Wagner ao Banco Master, e torce para que situação de Ciro seja ainda pior

 

Petistas sabem que a investigação envolvendo o Banco Master e Jaques Wagner vai ser tema central na campanha, mas não esperavam que a intimação ao ex-líder de Lula para explicar à Polícia Federal a confusão, em 7 de agosto, seria só dois dias após o prazo para convenções partidárias. No PT, a esperança é de que a situação de Ciro Nogueira (PP-PI) seja pior do que a do senador baiano e já que ele foi ministro de Jair Bolsonaro, a ideia é que a relação enrole a oposição no escândalo.

Menos pior

A aposta no PT é que o escândalo do Master é pluripartidário e não deve sequestrar o noticiário. A estratégia, por ora, é foco no tarifaço.

Filme queimado

A preocupação é tentar preservar o palanque de Lula na Bahia e evitar o climão na convenção do PT baiano, marcada para 1º de agosto.

O pai é outro

O senador do Piauí é o autor do que ficou conhecido como “Emenda Master”, por beneficiar os negócios de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

PT gostou

Entre a batida da PF na casa de Wagner e o depoimento, haverá hiato de cerca de dois meses e meio, tempo longo neste tipo de investigação.

Claudio Humberto 

Mesmo após faturar R$ 455 milhões a mais com alta do ICMS, governo do RN segue bloqueando gastos

 

O aumento da alíquota do ICMS elevou em R$ 455,3 milhões a arrecadação do imposto no RN no primeiro semestre de 2026. Mas, ainda assim, o Governo do Estado fez novos contingenciamentos no orçamento alegando frustração na arrecadação prevista, conforme informações da Tribuna do Norte.

Dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) mostram que a arrecadação bruta do ICMS passou de R$ 4,41 bilhões entre janeiro e junho de 2025 para R$ 4,87 bilhões no mesmo período deste ano, um crescimento de 10,3%.

A própria Sefaz atribui parte desse aumento ao retorno da alíquota modal do ICMS para 20%, em vigor desde março de 2025. Antes, a alíquota era de 18%.

Apesar do aumento na arrecadação do imposto, o governo anunciou dois contingenciamentos neste ano: um de R$ 306 milhões, em abril, e outro de R$ 439,9 milhões, em maio.

Segundo o Executivo, os bloqueios foram motivados pela frustração das receitas previstas no orçamento, estimada em mais de R$ 745 milhões quando consideradas todas as fontes de arrecadação própria.

Entre os segmentos que mais contribuíram para o crescimento da arrecadação do ICMS estão o comércio atacadista e o varejista.

Já o Sindicato dos Auditores Fiscais do RN (Sindifern) avalia que a recomposição da alíquota ajudou a recuperar parte das perdas provocadas pelas mudanças na legislação federal que reduziram a tributação sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e outros itens considerados essenciais.

 Blog do BG

Corredores lotados e falta de leitos são registrados no Tarcísio Maia

 

O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, principal unidade de urgência e emergência do Oeste potiguar, enfrenta um cenário de pressão crescente provocado pela superlotação, déficit de profissionais, demora na liberação de leitos e atraso no pagamento de médicos cooperados. Referência para mais de 60 municípios, a unidade registra diariamente pacientes acomodados em corredores enquanto aguardam internação, situação agravada pela elevada ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Profissionais da cooperativa médica SAMA que atuam no hospital afirmam estar há quase cinco meses sem receber pelos plantões realizados. Segundo eles, o último pagamento corresponde à nota fiscal referente aos serviços prestados em fevereiro. Diante do atraso, médicos admitem a possibilidade de interromper os atendimentos caso a situação não seja regularizada.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), Geraldo Ferreira, confirmou a existência dos atrasos e informou que o caso vem sendo acompanhado pela entidade em conjunto com o Conselho Regional de Medicina. “Sim, existem os atrasos. A situação é grave. Além da responsabilidade do Estado, há também responsabilidade da empresa. Assim, estamos trabalhando junto com o Conselho Regional de Medicina, que fez uma Resolução, onde a empresa que atrasa poderá sofrer sanções que vão de multa e cassação do registro no Conselho.”

Em entrevista à Tribuna do Norte, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, reconheceu que há atraso no repasse à cooperativa, mas afirmou que o prazo não corresponde ao período apontado pelos profissionais. Segundo ele, a Secretaria remunera a empresa contratada, responsável pelo pagamento dos médicos.

“Não pagamos salários aos profissionais. A gente paga a empresa e a empresa faz a remuneração dos profissionais de acordo com o que pactua. Nós temos contratos antigos e contratos novos. Os contratos novos têm prazo de dois meses para pagamento após a emissão da nota fiscal. Os contratos antigos, que é o caso da SAMA, têm prazo de três meses.”

O secretário explicou que, no caso da cooperativa, existe um atraso de aproximadamente um mês em relação ao cronograma previsto.

“No caso específico da SAMA, eu não tenho atraso de cinco meses. Se a nota fiscal foi emitida no dia 30 de março, eu tenho até 30 de junho para efetuar o pagamento à empresa. No caso específico, em que o pessoal está recebendo fevereiro, a gente de fato está com atraso, mas não de seis meses, e sim de um mês. Esse atraso ocorreu em virtude de dificuldades financeiras que o Estado teve, mas que a gente espera regularizar em breve.”

A superlotação também reflete na fila por vagas de UTI, monitorada pelo sistema Regula RN. A indisponibilidade de leitos ocorre, em parte, pela falta de profissionais técnicos e pela dificuldade em promover a rotatividade dos pacientes internados.

Segundo Alexandre Motta, a recomposição das equipes está em andamento com a convocação de aprovados no concurso público da Saúde. “A dificuldade de RH está sendo sanada na medida em que o concurso está sendo chamado. Nós chamamos há 15 dias 749 novas pessoas. Já nos aproximamos de 3 mil convocados. Desses, 360 são médicos, inclusive médicos de UTI para o Tarcísio Maia.”

O secretário também afirmou que a ampliação da oferta de leitos de terapia intensiva na região reduziu um déficit histórico, mas apontou a falta de leitos de retaguarda como um dos principais gargalos. “Quando a governadora assume, a região Oeste tinha nove leitos de UTI. Hoje Mossoró tem 54 leitos financiados pela própria Sesap e, na região, são 84. O problema é que só o Estado banca isso sozinho. Para liberar um leito de UTI, é preciso que o paciente tenha para onde ir. Precisamos de leitos de enfermaria para garantir esse giro.”

Outro ponto abordado foi a reforma do Hospital Regional Tarcísio Maia, iniciada com investimento de aproximadamente R$ 10,3 milhões, dos quais R$ 6,4 milhões são provenientes de recursos destinados pelo senador Styvenson Valentim. O projeto contempla a reforma da urgência e emergência, centro cirúrgico, pediatria, lavanderia, necrotério, Central de Material Esterilizado (CME) e ampliação do setor de nutrição.

De acordo com Motta, a obra segue em execução e não está paralisada, embora avance de forma gradual devido ao funcionamento permanente da unidade. “A obra não está paralisada. É como trocar o pneu de um carro em movimento. Muitos dos pacientes que ocupam os corredores vêm das UPAs. Isso impossibilita que a gente faça a reforma em alguns setores.”

Segundo ele, a área da pediatria deverá ser concluída nos próximos dias e permitirá o remanejamento do pronto-socorro para que novas etapas da obra sejam iniciadas. “A engenharia nos informou que no dia 24 de julho deve fazer os últimos testes da parte elétrica e hidráulica dessa área reformada. Depois faremos a reforma da parte masculina do pronto-socorro, em seguida a feminina e, por último, o centro cirúrgico. A estimativa é que, conseguindo desocupar essas áreas, a obra seja entregue até o final do ano.”

 Ismael Souza.

Decisão de Styvenson coloca Mossoró no centro da política potiguar e Podemos anuncia Convenção

 

O Podemos resolveu fazer diferente dos demais partidos – que focaram Natal para suas convenções – e escolheu Mossoró para sediar sua convenção estadual. A escolha partiu do senador Styvenson Valentim, que justificou a decisão destacando a importância da cidade para a vida política do Rio Grande do Norte.

A convenção será realizada no próximo sábado, dia 25 de julho, a partir das 16h, no Garbos Recepções, localizado na Avenida Lauro Monte.

No convite divulgado nas redes sociais, o Podemos destaca que a Convenção Estadual será um momento de união, diálogo e fortalecimento do compromisso de todos que fazem o partido com o Rio Grande do Norte.

“Sua presença é muito importante para construirmos, juntos, os próximos passos do partido e reafirmarmos nosso propósito de fazer uma política séria, transparente e voltada para as pessoas”, diz Fernando Bezerra, presidente da Comissão Executiva Estadual do Podemos, no texto do convite.

O grande momento da convenção será a oficialização da candidatura do senador Styvenson Valentim à reeleição. Ele lidera todas as pesquisas de intenção de voto para o Senado e é apontado como favorito para renovar o mandato.

A convenção do Podemos ocorre dentro do calendário nacional de convenções partidárias, que começa hoje, dia 20, e segue até 5 de agosto. Durante o evento, o partido também oficializará uma aliança com PL, PSDB e Novo.

 Neto Queiroz

ELEIÇÕES 2026: RN ganha 105 mil eleitores em quatro anos e chega a 2,6 milhões aptos a votar


O Rio Grande do Norte terá 2.660.565 eleitores aptos a votar nas eleições de 4 de outubro de 2026, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em relação às eleições de 2022, o estado ganhou 105.838 novos eleitores, crescimento de 4,1%, acima da média nacional de 1,46%. Os potiguares escolherão presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e estaduais.

O eleitorado potiguar cresce pelo quarto pleito consecutivo. Desde 2010, o estado incorporou mais de 413 mil eleitores ao cadastro da Justiça Eleitoral.

Maiores colégios eleitorais do RN

Natal segue como o maior colégio eleitoral do estado, com 570.517 eleitores, seguida por Mossoró (187.519), Parnamirim (147.101), São Gonçalo do Amarante (77.691), Ceará-Mirim (60.335), Macaíba (54.368), Assú (45.697), Caicó (45.294), Extremoz (39.555) e São José de Mipibu (35.838).

Mulheres são maioria

As mulheres representam 53% do eleitorado e os homens, 47%. O estado também registra 743 eleitores cadastrados com nome social. Quanto ao estado civil, 64% dos eleitores são solteiros, 30% casados, 3% divorciados, 2% viúvos e 1% separados judicialmente.

Escolaridade dos eleitores

O ensino médio completo é o grau de escolaridade mais comum, com 655.556 eleitores (24,64%), seguido pelo ensino fundamental incompleto, com 644.214 (24,21%), e pelo ensino médio incompleto (18,52%). O estado possui ainda 236.577 eleitores com ensino superior completo e 151.689 analfabetos, o equivalente a 5,7% do eleitorado.

Eleitores por faixa etária

A faixa etária de 40 a 44 anos concentra o maior número de eleitores, com 272.476 pessoas (10,24%). Em seguida aparecem os grupos de 35 a 39 anos (266.182), 30 a 34 anos (262.812), 25 a 29 anos (252.782) e 45 a 49 anos (248.795).

Entre os jovens, 37.243 eleitores têm 16 e 17 anos — 14.621 com 16 anos e 22.622 com 17 anos —, representando cerca de 1,4% do eleitorado. Já 1.484 eleitores têm 100 anos ou mais.

Eleitores por raça

Entre os que declararam raça ou cor ao TSE, 58,2% se identificam como pardos, 32,53% como brancos, 8,43% como pretos, 0,56% como amarelos e 0,29% como indígenas. O estado também possui 3.601 eleitores quilombolas, equivalentes a 0,69% dos cadastrados que informaram essa condição.

Polarização entre Álvaro e Cadu pressiona candidatura de Allyson

 

A homologação da candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Rio Grande do Norte marcou uma nova etapa da campanha eleitoral. Ao mesmo tempo, o grupo político enfrenta o desafio de administrar mudanças internas ocorridas ao longo do processo de formação da chapa e da coordenação da campanha.

Entre os episódios que marcaram esse período estão a saída de Kelps Lima do projeto eleitoral e a decisão do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves de deixar a disputa proporcional para atuar na coordenação política da campanha na capital. A definição provocou reações de parte de vereadores ligados ao grupo, evidenciando divergências sobre a condução da articulação em Natal.

Enquanto essas questões internas são administradas, as pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente apontam um cenário de disputa competitiva, com movimentações entre os principais pré-candidatos. Os levantamentos mostram oscilações nas posições dos concorrentes e indicam uma campanha ainda em evolução.

Outro fator observado por analistas políticos é o fortalecimento de uma polarização entre os principais campos ideológicos da disputa. De um lado, Álvaro Dias consolida sua candidatura no campo da direita. Do outro, Cadu Xavier representa o bloco da esquerda governista. Esse movimento tende a concentrar parte do eleitorado nesses dois polos, enquanto Allyson Bezerra busca manter espaço e competitividade em um cenário eleitoral marcado por essa divisão entre direita e esquerda.

Robinson Pires

Por que a campanha de Álvaro Dias entrou em uma nova fase? Quatro fatos que deram novo fôlego à candidatura

 

No exato momento em que a pré-campanha eleitoral entra em sua fase final e os partidos se preparam para as convenções e o início oficial da campanha, quatro boas notícias animam a caminhada de Álvaro Dias (PL) rumo ao Governo do Estado.

São fatos que fortalecem sua candidatura, aumentam a confiança da militância e ampliam a expectativa para a disputa. Vamos a eles.

Fato 1: A chegada do apoio do PSDB

Não se trata apenas da adesão de mais um partido. O PSDB agrega à campanha o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, uma das principais lideranças políticas do Rio Grande do Norte na atualidade. Traz também uma forte nominata de pré-candidatos distribuídos pelas diversas regiões do Estado, além de ampliar o tempo de rádio e TV durante a propaganda eleitoral.

Além disso, incorpora uma nova militância. O grande evento realizado para oficializar a aliança produziu imagens de força política, impulsionou a percepção de crescimento da chapa e colocou a candidatura de Álvaro Dias em um novo patamar.

Fato 2: A harmonia no palanque

O evento que marcou a chegada do PSDB ao palanque de Álvaro Dias evidenciou que o grupo de direita está unido. A presença do senador Styvenson Valentim e o discurso que fez reforçaram a imagem de um grupo coeso e em sintonia.

A unidade do palanque, neste momento do processo eleitoral, é um ativo importante para a etapa que se inicia. Isso porque, até então, predominava a percepção de um grupo dividido e de que Styvenson manteria distância da campanha. Após o evento, essa impressão perdeu força. Ficou evidente que o palanque é um só.

Fato 3: Eventos com grande mobilização

Nesta reta final da pré-campanha, o movimento “Endireita RN” promoveu três grandes mobilizações em cidades-polo que ajudaram a transmitir a imagem de uma campanha fortalecida.

Primeiro em Santa Cruz, depois em Caicó e, por fim, em São Tomé. Os três eventos funcionaram como um verdadeiro combustível para o sprint final da pré-campanha. Palanques repletos de lideranças e uma militância mobilizada foram os sinais mais visíveis desse momento.

Fato 4: O desempenho nas redes sociais

Uma das fragilidades de Álvaro Dias vinha sendo sua presença nas redes sociais. Com pouca espontaneidade e conteúdos considerados pouco atrativos, o candidato demonstrava dificuldades para se comunicar com o eleitor.

No entanto, um estudo divulgado nesta semana pelo Instituto Seta, (Veja aqui), apresentou um cenário diferente. Foram analisadas 400 menções publicadas entre 1º de junho e 15 de julho de 2026, em 58 blogs e portais de notícias do Rio Grande do Norte. Álvaro Dias registrou o melhor desempenho qualitativo: das 136 menções identificadas, 63,97% foram positivas, 16,18% negativas e 19,85% neutras.

Diante desses fatores, a leitura possível neste momento é que Álvaro Dias avança em seu projeto de chegar ao Governo do Estado. Há sinais positivos para sua campanha, e eles são difíceis de ignorar.

Ainda existe um longo caminho pela frente. A campanha oficial sequer começou e o confronto nas ruas será decisivo. Mas, neste momento, a candidatura de Álvaro ganha competitividade, enquanto sua militância passa a respirar um ambiente de maior confiança e expectativa de vitória.

Neto Queiroz

 

Ezequiel Ferreira não toma decisões à toa e reforça o palanque de Álvaro Dias

 

Na política, decisões estratégicas raramente são tomadas por impulso. Lideranças experientes costumam avaliar cenários, medir forças e observar o ambiente eleitoral antes de definir um posicionamento. O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, demonstra seguir essa lógica ao deixar a base da governadora Fátima Bezerra (PT) e declarar apoio ao projeto liderado por Álvaro Dias.

A mudança de lado representa um dos movimentos políticos mais relevantes da pré-campanha no Rio Grande do Norte. Com forte influência sobre prefeitos, vereadores e lideranças municipais, Ezequiel agrega musculatura política a um grupo que busca ampliar sua capilaridade no Estado.

O gesto também revela pragmatismo. Políticos com a experiência de Ezequiel dificilmente fazem movimentos dessa dimensão sem avaliar o cenário eleitoral, a capacidade de articulação dos grupos e as perspectivas para a disputa. Ao migrar para o novo palanque, ele sinaliza que enxerga maior competitividade e melhores condições de construção política nesse projeto.

Ao mesmo tempo, sua saída representa mais um revés para o governo Fátima Bezerra. A perda de um aliado histórico evidencia as dificuldades enfrentadas pelo grupo governista para manter sua base unida em um momento decisivo do processo eleitoral.

Na política, quem ocupa posições de liderança sabe que alianças são construídas com base em estratégia, viabilidade e perspectiva de vitória. A movimentação de Ezequiel Ferreira reforça justamente essa leitura: ele escolheu estar onde acredita existir maior força política para a disputa de 2026.

 

Prefeito e vice-prefeito de São José de Mipibu estão fechados com Álvaro Dias para governador

 

O prefeito do município de São José de Mipibu, Zé Figueiredo (PSD), vai reunir a base aliada para anunciar apoio ao nome de Álvaro Dias (PL) como pré-candidato a governador  e Babá Pereira pré-candidato a vice-governador. Para o Senado, o primeiro voto do gestor de São José de Mipibu vai para a senadora Zenaide Maia, líder do seu partido.

O vice-prefeito Bruno Dantas (SDD), nome lembrado para suceder a Zé Figueiredo, vai receber a missão de coordenar a campanha majoritária no município. Álvaro Dias chega em São José de Mipibu recomendado pelo senador Rogério Marinho (PL), politico aportador de recursos para o município.

Daltro Emericiano.

 
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