Os estados
aprovaram um reajuste nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços (ICMS) que incidem sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha. A
decisão foi formalizada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz),
órgão que reúne representantes das secretarias estaduais de Fazenda e do
governo federal, e foi publicada nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial da
União. Os novos valores entrarão em vigor no dia 1º de fevereiro de 2027.
Com a
atualização, o imposto cobrado sobre o litro da gasolina subirá de R$ 1,57 para
R$ 1,64. O diesel registrará o maior impacto relativo, com uma alta de 11%,
passando de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. Já a alíquota sobre o gás de
cozinha aumentará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, o que representará um
encargo adicional de R$ 0,91 no botijão tradicional de 13 quilos.
Diferente de
outros produtos, o ICMS sobre combustíveis é aplicado como um valor fixo em
reais (alíquota ad rem) e passa por revisão anual. O cálculo toma como
base a variação dos preços médios aferidos pela Agência Nacional do Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para o atual reajuste, o conselho comparou
a média de preços entre os meses de fevereiro e setembro de 2026 com o mesmo
intervalo de 2025.
Cenário internacional e monitoramento do diesel
A medida do
Confaz foi publicada no mesmo dia em que o Executivo federal estendeu, por mais
30 dias, a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel — ação emergencial adotada
para conter os reflexos da instabilidade no Oriente Médio sobre o mercado de
petróleo. Trata-se da primeira mudança nas alíquotas estaduais de combustíveis
desde o início das oscilações internacionais de preço provocadas pelo conflito.
Em nota oficial
lançada também nesta quarta-feira, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda,
Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do DF (Comsefaz) sinalizou que o
diesel pode receber uma atenção diferenciada. Segundo a entidade, os estados
acompanham de perto a volatilidade do mercado externo e avaliam a possibilidade
de antecipar a atualização das regras do combustível, conforme previsto em lei
complementar.
Embora a
proposta de antecipação ainda não tenha sido detalhada, os secretários reforçam
que as alíquotas atuais continuam em vigor sem alterações até o final de
janeiro.
Com informações da Agência Brasil













