Olho D'água do Borges/RN -

A FINAL, QUEM ESTÁ FALANDO A VERDADE: STF diz não haver operação da PF contra Flávio Bolsonaro nesta 4ª

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) declarou, em nota, que não há operação da Polícia Federal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta 4ª feira (28.out.2026). 

Leia a íntegra da nota de esclarecimento do STF: 

“É falsa a informação veiculada sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro ou a seus endereços. Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão.” 

A manifestação foi divulgada depois de veículos de comunicação noticiarem que a PF cumpriria, nesta 4ª feira (28.out), mandado de busca e apreensão em endereço ligado a Flávio Bolsonaro. O local seria a residência do senador no Lago Sul, em Brasília (DF). 

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na 3ª feira (27.out), depois de receber ordem para entregar seus passaportes.

Poder 360

JÁ NO PORTAL TERRA DIZE O SEGUINTE: PF faz buscas em mansão de Flávio Bolsonaro após fuga do senador para os EUA. Clik e veja.  E ai? quem está com a verdade? Eita Brasil esculhambado!

Impostos bancam custo bilionário das medidas eleitorais que garantiram vitória

 

Agora Lula (PT) tenta arrumar os R$298 bilhões do custo da reeleição, somatório das 35 medidas caça-votos em pleno ano eleitoral, apesar da proibição na Lei da Eleição (9504/97), enquanto o TSE oficial e o paralelo, no STF, fingiam-se de mortos. Dario Durigan (Fazenda), um gozador, mostrou-se mais preocupado com a falta de “racionalidade” da queda recorde da bolsa, de quase 17%, reflexo do pessimismo com a irracionalidade nos gastos e o desprezo petista pelo equilíbrio fiscal.

Some R$ 27,7 bi 

Somente o aumento do Bolsa Família terá impacto de R$22,7 bilhões no ano que vem, e mais R$5 bilhões serão torrados no Desenrola 3.

Conte mais R$ 12 bi 

Outro deboche à Lei da Eleição, o transporte gratuito em fins de semana, terá custo estimado em R$12 bilhões no ano que vem.

Pix de dinheiro alheio 

Em decisão tida coo compra descarada de votos, Lula anunciou Pix de R$5 mil para cada microempreendedor. Noves fora, mais R$5 bilhões.

Acrescente R$ 5,3 bi 

As medidas demagógicas também derrubam a receita de impostos. O fim das bets diminuirá a arrecadação federal em R$5,3 bilhões, em 2027.

Claudio Humberto

Governo Trump autoriza asilo político para Flávio nos EUA, segundo analista internacional

 

O analista internacional e ex-subsecretário de Turismo do México, Simón Levy, confirmou publicamente que a administração do presidente Donald Trump autorizou a concessão de asilo político ao senador Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos.

A medida ocorre poucas horas após o vencimento do prazo estipulado pelo ministro Alexandre de Moraes para que o parlamentar entregasse seus passaportes à Polícia Federal no Brasil. Em sua manifestação nas redes sociais, Levy afirmou que a decisão americana promete enfurecer o governo brasileiro, acusando a gestão de Lula de caminhar para um modelo autoritário e utilizar o aparelho estatal para perseguir opositores políticos e tentar prender lideranças da direita. 

Decisão de Moraes divide bastidores do STF

 

Ministros do Supremo e integrantes da gestão Lula discordam da apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro.

Quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consideram equivocada a ordem de Alexandre de Moraes para apreender o passaporte do senador Flávio Bolsonaro.

A decisão saiu na noite de domingo, 25, no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a derrota do parlamentar na eleição presidencial.

Dois dos magistrados críticos integram a ala da corte mais próxima de Moraes. Eles avaliam que a medida foi tomada com pressa e sem fato concreto que a justificasse. Parte do governo Lula também vê problema na data escolhida.

A ordem e a execução

Segundo a colunista Malu Gaspar, a Polícia Federal (PF) pediu a apreensão sete minutos depois de o TSE confirmar o resultado. Moraes aceitou o pedido na mesma noite, sem consultar antes a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PF cumpriu a ordem na manhã de segunda-feira, 26. Flávio visitava o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

Moraes apoiou a decisão em três elementos. O primeiro é uma declaração de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, de que Flávio deveria deixar o Brasil se fosse derrotado. O segundo são fotografias de Flávio ao lado do advogado Willer Tomaz, que indicariam a amizade entre os dois.

O terceiro é uma conta bancária ligada a Tomaz na qual o senador aparece como “usuário master”. Dados do banco enviados à PF, no entanto, negam que Flávio seja usuário da conta.

Reações ao despacho

Os ministros do STF que criticam a decisão afirmam que ela alimenta o discurso de perseguição política que Eduardo já tenta difundir sobre a família. Eles esperam que o argumento ganhe força caso o senador deixe o país.

O governo dos Estados Unidos já informou que fornecerá documentos para que Flávio e seus parentes permaneçam em território americano.

Integrantes do governo Lula dividem a avaliação sobre o momento da ordem. Para esse grupo, a apreensão feita logo após a derrota nas urnas pode gerar confusão, porque a decisão judicial não tem relação com a eleição.

O Antagonista.

Rui Costa Pimenta vê “perseguição política” em ordem de Moraes para apreensão do passaporte de Flávio e diz que STF exerce ditadura

 

O presidente do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato derrotado na disputa presidencial, Rui Costa Pimenta, criticou publicamente nesta terça-feira (27) a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de apreender os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em declarações divulgadas nas redes sociais, Pimenta classificou a medida judicial como uma “perseguição política”. 

“Até um cego vê que se trata de uma perseguição política”, afirmou a liderança em publicações veiculadas na conta oficial do PCO no X (antigo Twitter).

Críticas ao STF e menção a inquéritos

Ao comentar a ordem descumprida pelo parlamentar, que não entregou os documentos à Polícia Federal antes de embarcar para o exterior, o dirigente questionou a extensão das medidas cautelares impostas pelo STF. Pimenta mencionou pontualmente as apurações que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Mundo da fantasia. Se pedissem o passaporte de todo mundo que se envolveu com Vorcaro, inclusive do PT, (…) precisaria alugar um prédio em Brasília para guardar os passaportes. Flávio Bolsonaro não foi condenado por nada disso. É uma questão política e nada mais”, declarou o presidente da sigla.

Em tom incisivo, o político questionou a atuação do Tribunal e elevou o tom institucional ao afirmar que o “STF exerce uma ditadura”. Ele ressaltou que a postura do PCO em defender o voto nulo no segundo turno das eleições derivou do entendimento de que “votar em Lula era também votar no STF”.

Repercussão e defesa de garantias

As manifestações de Rui Costa Pimenta geraram reação negativa nas redes sociais, com usuários acusando o líder de extrema-esquerda de atuar na defesa de Flávio Bolsonaro.

Em resposta aos questionamentos, Pimenta rebateu as críticas alegando que sua posição não representa apoio individual ao senador do PL, mas sim a defesa intransigente de princípios fundamentais: “Não estou defendendo o Flávio Bolsonaro, estou defendendo os interesses democráticos do povo”. 

Com informações do Poder360 

Itália barra extradição de ex-assessor de Moraes por dúvidas sobre imparcialidade no Brasil

 

A Corte de Apelação de Catanzaro, na Itália, negou o pedido de extradição de Eduardo de Oliveira Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, proferida em 29 de abril de 2026 e divulgada nesta segunda-feira (26), apontou dúvidas sobre a imparcialidade do processo no Brasil e revogou a proibição de Tagliaferro deixar o território italiano. Os magistrados também determinaram a devolução dos documentos de identidade e passaportes retidos.

Segundo a corte, Moraes atuou em diferentes etapas da investigação, incluindo a condução da apuração, a análise de provas e a adoção de medidas restritivas contra Tagliaferro. Para os magistrados italianos, essa sobreposição de funções comprometeria a aparência de imparcialidade, especialmente porque as revelações atribuídas ao ex-assessor também atingiam o ministro. A decisão considerou ainda de natureza política a acusação de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e apontou riscos ao direito de defesa.

O caso ganhou repercussão após o vazamento de mensagens trocadas entre integrantes do gabinete de Moraes sobre a produção de relatórios relacionados a críticos do Judiciário e pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tagliaferro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por quatro crimes, e a Primeira Turma do STF recebeu a denúncia em novembro de 2025. A recusa da extradição, porém, não representa absolvição das acusações no Brasil. Moraes nega irregularidades nos procedimentos relacionados às mensagens.

Com informações da Gazeta do Povo 

É difícil cravar o fim do grupo político de Allyson Bezerra

 

É difícil decretar o fim do grupo político de Allyson Bezerra. O ex-prefeito de Mossoró saiu da reeleição municipal de 2024, quando recebeu 113 mil votos, para uma derrota na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

O resultado impõe a Allyson o desafio de reorganizar suas forças políticas e entender por que o crescimento que vinha apresentando no início do ano não se traduziu em vitória estadual. A Operação Mederi, que atingiu sua gestão, entrou no cenário político e passou a representar um fator de desgaste, embora o peso eleitoral de cada acontecimento não possa ser medido isoladamente.

O futuro do grupo também passa pela sucessão municipal de 2028. Impedido de disputar novamente a Prefeitura, Allyson terá de administrar sua influência por meio de aliados, como a deputada estadual eleita e sua esposa Cynthia Bezerra e o prefeito Marcos Medeiros. Este último terá o desafio de construir identidade própria e demonstrar capacidade de mobilização popular sem depender exclusivamente do capital político do antecessor.

Enquanto isso, a direita bolsonarista tem em Cabo Deyvison um nome com espaço para ampliar sua atuação, e o PT mantém lideranças como Isolda Dantas e Larissa Rosado como possíveis candidatas a prefeitura.

A derrota não encerra automaticamente o ciclo de Allyson, mas muda as condições de sua atuação. O ex-prefeito precisará reconstruir alianças, preservar sua base e decidir qual posição ocupará no campo político potiguar.

 Ismael Souza

Votos nos números "00" e "22" no 2º turno no RN somaram 58.793 e superam diferença entre Cadu e Allyson.

 

Um total de 58.793 eleitores do Rio Grande do Norte digitaram ’00’ ou ’22’ na urna eletrônica no segundo turno da eleição para governador, realizado neste domingo (25). No estado, Cadu de Lula (PT) venceu Allyson Bezerra (União Brasil) por 32.625 votos de diferença. Os dados foram levantados pelo jornalista Dinarte Assunção, do blog do Dina, a partir de informações do TSE.

Em todo o RN, número ’00’ recebeu 32.122 votos, enquanto 26.671 eleitores digitaram ’22’, número associado ao ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, que não disputava o 2º turno.

No recorte em Natal, 7.097 eleitores digitaram ’22’ e outros 9.555 escolheram ’00’.

A comparação mostra que os votos digitados no número ’22’, isoladamente, equivalem a cerca de 82% da diferença entre os candidatos. Somados aos votos no ’00’, representam aproximadamente 1,8 vez a margem da vitória de Cadu. 

Pessimismo: bolsa desaba quase 17% após vitória de Lula; queda maior que no pior dia da pandemia

 

O Ibovespa chegou a cair cerca de 17% nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após o segundo turno das eleições, revelando o pessimismo dos investidores com a vitória de Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A queda, que chegou a superar 16,7%, é a maior diária desde 21 de março de 1990, quando o índice recuou 22,27% no dia seguinte ao anúncio do Plano Collor.

Mais de R$ 890 bilhões em valor de mercado das empresas brasileiras foram apagados ao longo do dia. O movimento reflete a reação do mercado à reeleição do petista, que venceu Flávio Bolsonaro (PL) por 51,75% a 48,25%. O resultado inverteu a expectativa predominante após o primeiro turno, quando Flávio ficou à frente e o Ibovespa chegou a subir fortemente (incluindo um salto de cerca de 7,7% no dia seguinte).

Para efeito de comparação, a queda de ontem supera episódios históricos recentes e anteriores, como:

  • Crise da Rússia (10/09/1998): −15,82%
  • Crise asiática (27/10/1997): −14,97%
  • Pior dia da pandemia (12/03/2020): −14,78%
  • Crise de 2008 (22/10/2008): −10,18%
  • “Joesley Day” (18/05/2017): −8,80%

O mercado já antecipava forte volatilidade. O ETF EWZ (que replica ações brasileiras em Nova York) chegou a cair cerca de 18-19% no after-hours de domingo, e analistas projetavam risco elevado de circuit breaker (acionado em quedas de 10%, 15% e 20%). O dólar também avançou com força, refletindo o ajuste de posições que estavam concentradas na expectativa de alternância de poder e de um cenário fiscal mais restritivo.

A sessão de hoje marca um dos momentos mais intensos da história recente da B3, revertendo parte importante do rali eleitoral registrado após o primeiro turno.

Diário do Poder 

Decisão de Moraes contra Flávio gera insatisfação na base de Lula e senadores governistas veem ruído desnecessário

 

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de determinar a retenção do passaporte do senador Flávio Bolsonaro e proibi-lo de deixar o país encontrou resistência e críticas até mesmo dentro da base aliada do governo no Congresso. Nos bastidores de Brasília, lideranças e senadores alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliaram de forma negativa a medida cautelar e demonstraram preocupação com os impactos políticos do ato.

Integrantes da base governista confidenciaram que a determinação de Moraes “tensiona tudo” no ambiente político em um momento no qual o governo eleito precisa pacificar o país e construir pontes para garantir a governabilidade no Congresso Nacional.

Coluna de Milena Teixeira / Metrópoles 

Decisão de Moraes contra Flávio pega STF de surpresa e Ministros temem novo racha no país

 

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de determinar a retenção do passaporte do senador Flávio Bolsonaro e proibi-lo de deixar o país gerou surpresa nos bastidores do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, integrantes da própria Corte avaliaram reservadamente que a medida isolada de Moraes compromete os esforços para baixar a temperatura política no país e abre margem para acirrar os ânimos após o resultado do segundo turno.

A preocupação de bastidor também envolve a forte articulação da oposição no Senado Federal. Com a nova composição da Casa, integrantes do STF calculam que ao menos 49 senadores já se posicionam abertamente a favor da abertura de um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes, número que fica a apenas cinco votos dos 54 necessários para o afastamento de um ministro.

Folha de São Paulo

Lula venceu! Os próximos quatro anos preocupam — e a conta vai chegar para todos!

 

Lula venceu. E, para os próximos quatro anos, fica uma preocupação: quem vai arcar com o custo das decisões do governo?

Os mais ricos continuarão tendo mais recursos para proteger seu patrimônio e enfrentar períodos de instabilidade. Os mais pobres seguirão dependendo de políticas públicas e programas sociais. Já a classe média, que trabalha duro, paga impostos, sustenta a família, e luta para conquistar uma vida melhor, corre o risco de ver seu poder de compra diminuir ainda mais.

Essa é uma das grandes preocupações do Brasil: quem produz sente o peso dos impostos; quem depende de benefícios teme perder o pouco que tem; e quem está no meio, tentando crescer honestamente, muitas vezes se vê pressionado por todos os lados.

O problema não é ajudar quem precisa. O problema é construir um país em que trabalhar, empreender e prosperar pareçam cada vez mais difíceis, enquanto o cidadão comum precisa fazer malabarismos para fechar as contas no fim do mês.

A conta das decisões econômicas não fica restrita a quem governa ou a quem votou. Ela chega à mesa de todas as famílias, inclusive daquelas que já não têm mais de onde tirar.

No fim das contas, a pergunta é inevitável: nos próximos quatro anos, o brasileiro terá mais oportunidades para crescer ou precisará se esforçar cada vez mais apenas para manter o que conquistou?

Uma coisa é certa: a conta vai chegar para todos — tanto para quem escolheu esse caminho quanto para quem não escolheu. E, no fim, ninguém poderá fugir da fatura! 

O voto passa, o respeito precisa ficar

 

Por mais que a política nos divida, a vida nos lembra que somos parte das mesmas famílias, amizades e comunidades.

A política deveria ser um instrumento de transformação da sociedade, jamais um motivo para destruir amizades, provocar desavenças familiares ou transformar pessoas em inimigas. No entanto, o que vemos em tempos de eleição é uma preocupante inversão de valores: em muitos casos, o radicalismo fala mais alto do que o bom senso, e a intolerância ocupa o lugar do diálogo.

Diante desse cenário, vale recordar uma das mais belas mensagens da oração de São Francisco: “Onde houver ódio, que eu leve o amor”. Uma reflexão simples, mas necessária em um momento em que o Brasil e o Rio Grande do Norte enfrentam disputas políticas marcadas por fortes paixões e posições divergentes.

Na corrida pela Presidência da República, Lula e Flávio Bolsonaro protagonizam uma disputa que mobiliza o país. No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra e Cadu Xavier também disputam a preferência dos eleitores. São projetos e correntes políticas diferentes, diante dos quais cada cidadão tem o direito de fazer sua própria avaliação e escolher livremente o seu candidato.

O problema começa quando a preferência eleitoral deixa de ser uma escolha individual e passa a ser motivo de cobranças, julgamentos, ofensas e rompimentos. O voto é secreto, a consciência é individual e ninguém tem obrigação de expor sua preferência política para satisfazer a curiosidade ou a pressão de terceiros.

É legítimo defender um candidato, criticar adversários e debater propostas. O que não é aceitável é ultrapassar os limites do respeito, como se a escolha de um número na urna fosse suficiente para definir o caráter de uma pessoa.

É preciso compreender que a democracia não exige que todos pensem da mesma maneira. Pelo contrário, ela se fortalece quando pessoas com opiniões diferentes conseguem conviver, dialogar e respeitar umas às outras.

Amanhã haverá vencidos e vencedores. Mas, encerrada a votação, a realidade continuará diante de todos nós. Na segunda-feira, as famílias continuarão reunidas, os amigos continuarão se encontrando e os problemas do país e do nosso estado continuarão exigindo soluções.

Aos eleitos caberá uma responsabilidade ainda maior: governar para todos, sem distinção entre quem lhes deu o voto e quem escolheu outro caminho. A vitória eleitoral não é uma autorização para governar apenas para os aliados, assim como a derrota não retira de ninguém o direito de cobrar, fiscalizar e participar da vida pública.

A política é passageira. Os mandatos têm prazo para terminar. Já as amizades construídas ao longo dos anos, os laços familiares e a convivência entre as pessoas merecem muito mais cuidado do que as disputas de uma campanha.

Que a paixão política não nos faça perder aquilo que o dinheiro não compra e que nenhuma eleição pode devolver depois de destruído: a confiança, a amizade e o respeito.

Podemos discordar sem ofender, defender nossas convicções sem agredir e votar em candidatos diferentes sem transformar nossas diferenças em inimizade.

A eleição termina. Os mandatos passam. A vida continua.

Que, acima de qualquer candidato ou partido, prevaleçam a paz, o respeito e a capacidade de reconhecer que somos diferentes, mas continuamos sendo seres humanos com o mesmo direito de pensar, escolher e viver em liberdade. 

Segundo turno no RN: menos de dez prefeitos ainda evitam declarar apoio e estão em cima do muro

 

A maioria dos prefeitos do Rio Grande do Norte já declaram apoio a Allyson Bezerra ou Cadu Xavier na disputa pelo Governo do Estado. Menos de dez gestores, porém, chegam à reta final do segundo turno sem assumir publicamente uma posição, preferindo manter distância dos dois candidatos até o último momento.

A postura desses prefeitos chama a atenção em uma eleição marcada pela disputa acirrada e pelas articulações políticas em todas as regiões do estado. Enquanto grande parte dos gestores entram no jogo eleitoral, outros optaram pela cautela, evitando comprometer suas relações políticas antes da definição das urnas.

A expectativa é saber se esses gestores permanecerão neutros até amanhã, dia da votação ou se, nos últimos minutos do jogo eleitoral, decidirão declarar apoio a um dos candidatos. Afinal, em uma disputa tão equilibrada, cada posicionamento político pode ter reflexos nas alianças e nos projetos eleitorais que serão construídos para os próximos anos no Rio Grande do Norte. 

 
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