Olho D'água do Borges/RN -

RN vai receber mais de R$ 225 milhões após decisão do STF sobre precatórios do Fundef

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a liberação de R$ 3,7 bilhões em precatórios do Fundef para estados brasileiros, e o Rio Grande do Norte está entre os beneficiados, com direito a R$ 225.680.766,24.

Os atos foram assinados pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e envolvem valores decorrentes de ações cíveis originárias que tratam da complementação do Fundef.

Entenda a decisão

Os recursos são resultado de decisões do STF que reconheceram que a União repassou valores abaixo do devido aos estados durante a vigência do Fundef.

O erro ocorreu no cálculo do valor mínimo anual por aluno, o que levou à determinação de recomposição financeira para os entes federados.

Com isso, os estados passam a ter direito ao recebimento de valores retroativos por meio de precatórios.

Estados contemplados

A liberação atinge ações já formalizadas, incluindo:

Ceará (ACO 683)
Bahia (ACO 648)
Pernambuco (ACO 658)
Sergipe (ACO 669)
Alagoas (ACO 701)
Rio Grande do Norte (ACO 700)

No caso do Pará (ACO 718), o estado ainda precisa apresentar dados para viabilizar o repasse.

Impacto na educação

Os recursos deverão ser aplicados em políticas públicas educacionais e na valorização dos profissionais do magistério.

A medida reforça o financiamento da educação pública e garante o cumprimento de decisões judiciais que reconhecem direitos dos estados frente à União.

BNews Natal 

Disputa fragmentada na esquerda pode abrir caminho para vitória da direita nas duas vagas ao Senado no RN em 2026

 

O xadrez político para a disputa ao Senado no Rio Grande do Norte em 2026 começa a se desenhar com sinais claros de divisão em um dos campos ideológicos.

No bloco alinhado à esquerda, diferentes lideranças se movimentam de forma independente, o que pode resultar em uma disputa pulverizada. Entre os nomes ventilados estão a senadora Zenaide Maia, que deve tentar a reeleição, além de Samanda Alves. Também aparecem como possíveis candidatos Carlos Eduardo Alves, Jean Paul Prates e Rafael Motta, indicando um cenário de concorrência interna.

Essa multiplicidade de candidaturas pode enfraquecer o desempenho coletivo do grupo, abrindo espaço para uma estratégia mais consolidada do outro lado do espectro político.

Na direita, a tendência observada até o momento é de maior convergência. Nomes como Styvenson Valentim e Coronel Hélio surgem como possíveis protagonistas em uma chapa competitiva.

Caso esse cenário se confirme — com a esquerda fragmentada e a direita mais articulada — aumenta a chance de o campo conservador conquistar as duas vagas em disputa ao Senado. Com isso, o Rio Grande do Norte poderá passar a ter, a partir de 2027, três senadores alinhados a esse grupo político.

Uma eventual vitória dupla representaria uma mudança significativa no equilíbrio político do estado, com reflexos tanto na bancada federal quanto na dinâmica da política local.

O desfecho desse cenário, no entanto, dependerá das articulações dos próximos meses, especialmente de possíveis alianças ou desistências que possam redesenhar a disputa. 

Segundo decêndio do FPM de abril foi creditado nesta segunda-feira 20. CNM recomenda cautela aos gestores municipais

 

O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi creditado nessa segunda-feira, 20 de abril, nas contas das prefeituras. O repasse é referente ao segundo decêndio do mês e soma R$ 2.278.252.130,35, já descontada a retenção destinada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, o montante chega a R$ 2.847.815.162,94.

O segundo decêndio considera a arrecadação federal dos dias 1º a 10 do mês corrente e, tradicionalmente, representa a menor parcela do FPM mensal, correspondendo a cerca de 20% do total esperado para o período.

Considerando o acumulado no ano, o FPM apresenta um crescimento nominal de 5,93% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em termos reais, descontando a inflação, o crescimento é de 1,84% em relação ao ano passado. 

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reforça a importância de os gestores municipais manterem atenção ao comportamento das transferências constitucionais, especialmente diante das oscilações na arrecadação federal, que impactam diretamente o planejamento orçamentário das prefeituras.

Da Agencia CNM de Noticias 

Queda de braço entre grupo de Zenaide e Agripino estremece palanque de Allyson

 

Dois dos principais aliados do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB), pré-candidato ao Governo do RN, estão em um momento de queda de braço.

De um lado, José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil. Do outro a senadora Zenaide Maia (PSD) e o marido dela o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado (PSD).

Agripino quer, e está conseguindo, colocar o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (UB) como segundo nome ao Senado na chapa de Allyson. Isso ajudaria a candidatura ao Governo na Grande Natal, onde há maior resistência ao ex-prefeito de Mossoró.

Jaime entende que é melhor só uma candidatura ao Senado porque na visão dele seria mais fácil reeleger Zenaide.

Segundo o Blog apurou, a conversa tensa foi encerrada com Jaime afirmando que iria conversar com Allyson com quem ele tem um compromisso de fato.

Depois disso, surgiram informações em alguns blogs dando conta de que Zenaide estaria disposta a voltar a condição de aliada da governadora Fátima Bezerra (PT), o que é considerado improvável até mesmo dentro do Governo.

Está claro que o chefão do União Brasil potiguar prioriza o Governo e não tem interesse em reeleger a senadora.

Agripino é estratégico para Allyson pela abertura de portas com os setores conservadores e mais endinheirados da sociedade. Zenaide também é importante por manter um elo com o lulismo, tendência política majoritária no Rio Grande do Norte.

O palanque está estremecido. 

Blog do Barreto

Severiano Melo: afinal, de que lado está o prefeito Jacinto Carvalho na disputa pelo Governo do Estado?

 

Nos últimos dias, imagens que circulam nas redes sociais mostram o prefeito Jacinto Carvalho em encontros distintos com lideranças políticas de diferentes grupos. Em um momento, aparece ao lado de nomes ligados a um campo político; em outro, surge em reuniões com figuras de alinhamento oposto. O cenário, no mínimo, levanta questionamentos.

Afinal, qual será o palanque do gestor municipal nas eleições estaduais? Vai seguir uma linha definida ou apostar na conhecida “política do deixa ver pra onde o vento sopra”?

Nos bastidores, aliados e adversários já começam a especular. Enquanto alguns defendem que o prefeito mantém diálogo aberto — o que é legítimo — outros criticam a aparente indefinição, que pode ser interpretada como falta de posicionamento claro diante da população.

Para o eleitor, fica a dúvida: quem Jacinto Carvalho vai apoiar para governador? E mais: essa decisão será baseada em projetos para o povo ou em conveniências políticas de momento?

Porque, no fim das contas, como diz o velho ditado da política local: “tem político que não escolhe lado… escolhe é o lado que está ganhando.” Resta saber se esse será mais um capítulo dessa história — ou se o prefeito vai, enfim, mostrar suas cartas.

Há quem diga nos bastidores, que o prefeito esteja fazendo um leilão pensando em si próprio, então fica a pergunta: em quem de fato ele irá  apoiar Allyson Bezerra, Alvaro Dias ou Cadu de Fátima? Façam suas apostas.

Radar RN

Álvaro Dias faz pausa para cuidar da visão antes da campanha

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte e ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, pausará sua agenda pública para focar em sua saúde. A partir dessa segunda-feira, 20 de abril de 2026, ele se dedicará a um check-up preventivo completo e a um procedimento cirúrgico oftalmológico, buscando assegurar plena disposição e segurança visual antes de intensificar os compromissos de campanha.

Este planejamento médico, que inclui uma cirurgia eletiva para correção da visão, reflete a prioridade de Álvaro Dias em iniciar a nova fase pré-eleitoral com total vitalidade. A iniciativa visa garantir que ele possa enfrentar com vigor os intensos debates e as viagens pelo interior do Rio Grande do Norte, demonstrando um compromisso com sua própria capacidade de serviço e com a população que pretende representar.

Após a conclusão dos exames e do procedimento, a expectativa é que Álvaro Dias retome as atividades com ritmo ampliado, reforçando as articulações políticas e as visitas aos municípios potiguares, ao lado de seu pré-candidato a vice, Babá Pereira. 

O Norte que deve guiar o debate eleitoral no RN

O Rio Grande do Norte caminha para uma disputa eleitoral que se desenha concentrada em três principais pré-candidaturas ao Governo do Estado: Allyson Bezerra (União), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT). São nomes que, até o momento, aparecem melhor posicionados nas pesquisas divulgadas e registradas, consolidando-se como protagonistas do cenário.

É necessário que os pré-candidatos deixem em segundo plano o embate estritamente político-partidário e concentrem suas atenções naquilo que realmente importa: o futuro do Estado. O eleitor aguarda propostas consistentes.

O Estado reúne credenciais raras no cenário nacional: maior produtor de petróleo em terra do Brasil e líder na produção de melão, sal e geração de energia eólica. O Estado soma a essas riquezas naturais um dos litorais mais belos do País. Esse conjunto de vantagens competitivas coloca o RN em posição privilegiada para projetar um futuro de desenvolvimento consistente, capaz de gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da população.

Diante desse cenário, é fundamental que o debate político esteja à altura dos desafios e das oportunidades. Mais do que revisitar erros do passado, o momento exige visão de futuro, planejamento e compromisso com soluções viáveis.

Os pré-candidatos precisam apresentar caminhos concretos para o desenvolvimento do Estado. Até porque o próprio nome já aponta a direção: o Norte que guia e orienta.

Heitor Gregorio

 

"Teje reprovada": Fátima Bezerra aparece com 71% de reprovação e tem uma das piores avaliações do país.

 

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, tem 71% de reprovação e aparece com a segunda pior avaliação entre os governadores do Brasil, segundo pesquisa do Instituto Veritá divulgada neste domingo (19). 

O levantamento mostra um ranking nacional com os chefes dos executivos estaduais. Fátima ocupa a penúltima posição e fica à frente apenas de Wilson Lima do Amazonas, que registra 74% de reprovação. 

A pesquisa ouviu 40.500 pessoas em todos os 26 estados e no Distrito Federal, entre os dias 13 de março e 4 de abril de 2026.

Blog do Gustavo Negreiros. 

Com prazo apertado, Mossoró ganha força na disputa pela vice na chapa do PT

 

O PT corre contra o tempo para fechar a chapa completa até o dia 5 de maio, data em que está agendada uma reunião com os partidos da base aliada, quando se pretende bater o martelo com a formação definitiva.

Já estão definidos Cadu Xavier como candidato ao Governo e Samanda Alves e Rafael Motta como candidatos ao Senado. A escolha do vice é o único ponto ainda em aberto.

Internamente, o PT estabeleceu um critério: deseja um nome com forte vínculo com algum município de relevância regional. A preferência é por alguém que tenha sido prefeito(a) ou ex-prefeito(a). A partir disso, o grupo busca identificar qual região ou cidade apresenta maior valor estratégico para a composição.

Mossoró surge como a primeira opção. O partido avalia o nome da ex-deputada Larissa Rosado e, mais recentemente, o da ex-prefeita Fafá Rosado voltou a ganhar força nas discussões. Caso não se encontre uma alternativa considerada mais competitiva em outro polo, a tendência é que o nome saia mesmo de Mossoró.

O PT também analisou a possibilidade de indicar o vice a partir de Assú e chegou a abrir diálogo com o ex-prefeito Gustavo Soares, que não demonstrou interesse. Houve ainda uma tentativa de viabilizar o nome de sua irmã, Luciana Soares, filiada ao PV, mas a avaliação interna foi de que se tratava de uma solução sem densidade eleitoral.

No Seridó, o partido considerou nomes em Caicó e Currais Novos, com destaque para o ex-prefeito Odon Júnior, que atualmente é pré-candidato a deputado federal. No entanto, ele também recusou a possibilidade.

O governismo já havia tentado avançar no Alto Oeste, com convite feito à prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida, que igualmente declinou.

Entre os principais centros do estado, o PT descartou nomes da região metropolitana de Natal, por entender que o vice deve representar o interior.

Com o prazo se aproximando, cresce a probabilidade de a escolha recair sobre Mossoró, segundo maior colégio eleitoral do estado e reduto político de Allyson Bezerra. Um nome da cidade teria como objetivo reduzir a vantagem do ex-prefeito em seu principal reduto. Nesse cenário, Larissa e Fafá Rosado despontam como as opções mais fortes.

Neto Queiroz

 

Base aliada se fragmenta e prefeitos de partidos aliados se afastam de Allyson Bezerra

 

Prefeitos filiados a partidos que, em tese, integram a base aliada de Allyson Bezerra, têm demonstrado, nos últimos dias, um movimento consistente de afastamento político. A mudança de postura vem sendo observada especialmente entre gestores municipais filiados a siglas como União Brasil, MDB, PP e PSD, que passaram a reavaliar seus posicionamentos no cenário estadual.

Em meio a esse rearranjo, diversos prefeitos têm oficializado apoio a outros nomes colocados na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, como Cadu Xavier e Álvaro Dias. Esse movimento sinaliza uma tendência mais ampla de reposicionamento estratégico em busca por maior viabilidade política no pleito que se aproxima.

A migração de apoios evidencia uma possível fragmentação na base aliada do projeto de Allyson Bezerra. Prefeitos, que tradicionalmente desempenham papel fundamental na capilaridade eleitoral, especialmente no interior do estado, passam a adotar uma postura mais pragmática, priorizando alianças que consideram mais competitivas ou alinhadas com seus interesses locais e regionais.

Esse cenário levanta questionamentos sobre a solidez das articulações políticas de Allyson e o impacto direto dessas perdas no fortalecimento de sua pré-candidatura. Ao mesmo tempo, reforça o dinamismo típico do período pré-eleitoral, marcado por negociações intensas, redefinição de alianças e disputas por protagonismo.

Caso essa tendência de debandada se intensifique, o cenário eleitoral no Rio Grande do Norte pode se tornar ainda mais imprevisível, podendo se configurar uma disputa em segundo turno entre Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT). 

Lula diz que não decidiu se vai ser candidato. Com 52% de reprovação, dá para entender!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em entrevista ao jornal alemão que ainda não decidiu se vai disputar a reeleição em 2026. A frase causou espanto em Brasília, já que Lula nunca havia deixado a candidatura em dúvida quando estava apto a disputar. 

Nos bastidores, analistas dizem que a indefinição é estratégia para evitar que cada ação do governo seja taxada de populismo eleitoral. Mas tem quem diga que o presidente de 80 anos, com 52% de reprovação e empatado nas pesquisas com o filho de seu maior adversário, está simplesmente avaliando se vale a pena. 

A dúvida real ou estratégica diz muito sobre o momento do governo. 

Blog do Gustavo Negreiros. 

Pesquisas indicam perda de força de Lula no Nordeste

 

A pré-campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acendeu um sinal de alerta no Nordeste, região historicamente favorável ao PT, após pesquisas indicarem queda na aprovação do governo e redução da vantagem sobre Flávio Bolsonaro.

Levantamentos do Datafolha mostram que Lula oscilou dentro da margem de erro nas intenções de voto na região, passando de 63% em dezembro para 60% na pesquisa mais recente, divulgada no dia 11. No mesmo período, Flávio subiu de 24% para 32%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Além disso, a aprovação do presidente no Nordeste caiu de 53%, registrados como ótimo ou bom em março de 2023, para 41% atualmente. A rejeição também aumentou: o índice de eleitores que afirmam não votar em Lula chegou a 32%, ante 27% em agosto de 2022, embora ainda abaixo da média nacional, que é de 48%.

Apesar do cenário, o Nordeste segue como principal base eleitoral do PT há duas décadas. Desde 2006, candidatos do partido — como Dilma Rousseff e Fernando Haddad — obtiveram mais de 69% dos votos válidos na região no segundo turno. O melhor desempenho foi do próprio Lula, que alcançou 77% em 2006 contra Geraldo Alckmin, então candidato do PSDB.

Na eleição mais recente, Lula venceu Jair Bolsonaro no Nordeste por 69,34% a 30,66%, garantindo uma vantagem de 12,6 milhões de votos — resultado decisivo para compensar derrotas em outras regiões e assegurar a vitória nacional por 2,1 milhões de votos.

O cenário atual, no entanto, é considerado menos favorável do que em 2022. Em agosto daquele ano, Lula tinha 65% das intenções de voto entre nordestinos, contra 25% de Bolsonaro.

Para tentar reverter a tendência, o presidente intensificou agendas na região, com visitas a cidades nordestinas em oito ocasiões apenas neste ano. Ainda assim, pesquisas apontam piora na avaliação do governo e um ambiente político mais fragmentado, com divisão na base aliada e dificuldades nas disputas estaduais.

Nos estados, o cenário também preocupa. Na Bahia, Jerônimo de Freitas aparece atrás de ACM Neto em levantamentos. No Ceará, pesquisa do Datafolha divulgada em março mostra Ciro Gomes com 47% contra 32% de Elmano de Freitas, dentro de uma margem de erro de três pontos percentuais.

Internamente, há divergências no PT. Parte das lideranças mantém otimismo quanto à recuperação de Lula até outubro, enquanto outra ala avalia a possibilidade de perda de desempenho no Nordeste. Integrantes ligados à pré-campanha de Haddad em São Paulo trabalham com a expectativa de ampliar a vantagem no estado para compensar eventuais perdas na região nordestina.

Mesmo com a preocupação, dirigentes do partido destacam a ligação histórica entre Lula e o eleitorado nordestino e defendem que a estratégia será ampliar a votação na região.

 

Allyson Bezerra em apuros: Ministério Público Eleitoral defende quebra de sigilo bancário em investigação contra Allyson

 

A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio Grande do Norte (PRE/RN) emitiu parecer favorável à quebra de sigilo bancário e à realização de perícia contábil em agências de publicidade que prestaram serviços à Prefeitura de Mossoró e à campanha eleitoral de 2024. 

O documento, assinado pela procuradora Clarisier Azevedo Cavalcante de Morais em 17 de abril de 2026, ocorre no âmbito de um Mandado de Segurança que tramita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN). 

A investigação principal (AIJE nº 0600126-95.2024.6.20.0033) apura suposto abuso de poder econômico e político, além do uso indevido dos meios de comunicação por parte do ex-prefeito Allyson Bezerra e seu vice, Marcos Antônio Medeiros, que assumiu o comando do município no final de março. 

Os impetrantes da ação, Lawrence Amorim e Carmem Júlia, alegam que recursos da publicidade institucional do município foram desviados para financiar uma rede de apoio digital e influenciadores durante o pleito de 2024. 

Um dos pontos centrais que motivou o posicionamento do Ministério Público foi um relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN). Segundo o órgão de contas, foram identificadas “possíveis inconsistências” nos registros financeiros da prefeitura. 

Embora houvesse contratos vigentes para os anos de 2022, 2024 e 2025, o TCE apontou ausência de execução orçamentária correspondente nesses períodos nos sistemas de controle, registrando pagamentos apenas no exercício de 2021, que somaram mais de R$ 3,2 milhões.

O Parecer da Procuradoria

Para o Ministério Público Eleitoral, a perícia contábil e a quebra do sigilo são “imprescindíveis ao deslinde da causa” e à “descoberta da verdade real”. A procuradora destacou que: 

A medida é necessária para confrontar o fluxo financeiro real com as notas fiscais apresentadas.

Existe suspeita de uma “triangulação de recursos”, onde verbas públicas seriam desviadas para blogs e influenciadores.

O indeferimento dessas provas em primeira instância configuraria cerceamento de defesa e violação constitucional.

As empresas que devem ter o sigilo quebrado, caso o TRE siga o parecer, são: ART & C Comunicação Integrada, Dois A Publicidade, Executiva Agência de Comunicação e 2HC Criatividade e Produções. O período solicitado abrange de janeiro de 2021 a outubro de 2024.

A defesa dos investigados sustenta que as divergências encontradas são meras falhas administrativas decorrentes da descentralização orçamentária do município e que não configuram ilícito eleitoral. O processo agora aguarda o julgamento definitivo pelo plenário do TRE/RN, sob a relatoria do Juiz Federal Hallison Rego Bezerra.

O Mossoroensse

 

Cadê as propostas para tirar o RN da crise? Por enquanto pré-candidatos seguem na troca de acusações

 

A disputa pelo governo do Rio Grande do Norte começa a ganhar volume nas redes sociais, mas segue pobre no que realmente importa. Em vez de propostas concretas, o que se vê é um desfile de discursos inflamados, acusações vazias e trocas de ataques que pouco contribuem para o futuro do estado.

Enquanto isso, a realidade do RN continua sendo marcada por uma grave crise fiscal e administrativa. Diante desse cenário, é inevitável questionar: onde estão os planos e propostas consistentes dos pré-candidatos ao governo, para reverter esse quadro? Como os pré-candidatos pretendem enfrentar a inadimplência do estado, recuperar a capacidade de investimento e lidar com um endividamento que compromete o presente e o futuro?

Nomes como Álvaro Dias, Allyson Bezerra e Cadú Xavier já se colocam no debate, mas ainda deixam lacunas importantes. Quais são, de fato, suas propostas para atrair investimentos, gerar empregos e reequilibrar as contas públicas? Como pretendem devolver previsibilidade à gestão e garantir melhores condições ao funcionalismo?

Até agora, essas respostas seguem ausentes. O eleitor potiguar não precisa de mais narrativas ou confrontos superficiais — precisa de clareza, responsabilidade e compromisso com soluções reais. Sem isso, a pré-campanha corre o risco de repetir velhos erros: muito barulho e pouca entrega. 

 
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