Olho D'água do Borges/RN -

Oposição quer ouvir diretor da PF após troca de delegado no caso de Lulinha

 

O líder do PL (Partido Liberal), deputado federal Sóstenes Cavalcante, anunciou que apresentará um requerimento à Câmara dos Deputados para convocar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para prestar esclarecimentos sobre a substituição do delegado responsável pelo inquérito das fraudes no INSS e pelas investigações envolvendo um pedido de quebra de sigilo ligado ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por se tratar de convocação, caso o requerimento seja aprovado, a presença de Andrei será obrigatória. Sóstenes ainda não informou em qual comissão pretende ouvir Andrei Rodrigues.

Em publicação nas redes sociais, o líder afirmou que a troca do delegado se deu em um momento “extremamente sensível” das investigações, o que gera “questionamentos legítimos” por parte da sociedade brasileira.

O deputado também comparou o episódio ao caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando houve tentativa de mudança no comando da Polícia Federal.

“Quando Jair Bolsonaro tentou substituir um superintendente da Polícia Federal, houve reação imediata de setores políticos, da imprensa e até do STF sob o argumento de defesa da autonomia da PF. Agora, diante da troca do delegado responsável por investigações ligadas ao filho do atual presidente da República, o silêncio de muitos chama atenção”, escreveu Sóstenes.

De acordo com o deputado, autonomia da Polícia Federal precisa valer para todos. Ele afirma ainda que a convocação busca dar ao povo brasileiro “explicações claras e a garantia de que não haverá qualquer interferência nas investigações”.

Durante seu mandato, Bolsonaro trocou o diretor-geral da PF quatro vezes. Em 2020, o ex-presidente se viu no centro de uma polêmica após um vídeo de reunião ministerial tornado público mostrar Bolsonaro defendendo mudanças no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro para evitar que familiares e aliados fossem “prejudicados” por investigações em andamento.

Troca no caso do INSS

A Polícia Federal decidiu mudar a coordenação dos inquéritos relacionados às fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

A mudança gerou polêmica em Brasília e acirrou as críticas da oposição ao governo federal, especialmente em razão das investigações terem como alvo Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula.

O setor da Polícia Federal que até então conduzia as investigações, sendo responsável, inclusive, pela quebra de sigilo de Lulinha em etapa anterior das investigações, foi retirado da coordenação do caso. A responsabilidade pelo caso agora é da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq).

Por meio de nota, a PF afirmou que a mudança “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a Cinq possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o STF”.

CNN Brasil

I Sanfonada marca o Derradeiro de Maio, leva forró para as ruas, e transforma Olho D’Água do Borges em palco da cultura nordestina

A cidade de Olho D’Água do Borges viveu um fim de semana histórico com a realização da 4ª edição do Derradeiro de Maio, evento promovido pelo cantor e compositor Dorgival Dantas, na Fazenda Tome Xote. Durante três dias de programação, milhares de pessoas lotaram a cidade para celebrar a cultura nordestina ao som do autêntico forró.

Com shows de grandes artistas consagrados do autêntico forró nordestino e a presença de público vindo de diversas cidades do Rio Grande do Norte e de outros estados da região Nordeste, o evento consolidou mais uma vez sua importância no calendário cultural de Olho D’Água do Borges e de toda a região. O encerramento aconteceu neste domingo com show beneficente de artista da música religiosa em ritimo de forró, marcada por momentos de emoção, fé e gratidão, encerrando a programação em grande estilo.

Mas o grande destaque desta edição foi a estreia da I Sanfonada, novo projeto idealizado por Dorgival Dantas, que levou música e tradição para as ruas da cidade na tarde do último sábado. O cortejo reuniu dezenas de sanfoneiros de diversas cidades e outros estados, acompanhados por zabumba e triângulo, em uma verdadeira celebração da identidade cultural nordestina.

A concentração aconteceu na entrada da cidade, de onde músicos e público seguiram pelas ruas em um arrastão marcado por muito forró, animação e participação popular. Moradores e visitantes tomaram calçadas e avenidas para acompanhar o desfile musical, transformando o percurso em um dos momentos mais marcantes da história recente do município.

A iniciativa reforça a valorização dos artistas que mantêm viva a tradição do forró pé de serra e evidencia a força da cultura popular nordestina. Sem palco e sem barreiras, a Sanfonada promoveu um encontro entre gerações, aproximando artistas e público em uma grande festa cultural.

Com a repercussão positiva e a forte adesão popular, a expectativa já é grande para a próxima edição. A proposta é ampliar ainda mais o projeto, que já desponta como um dos maiores encontros de sanfoneiros do Nordeste e uma nova tradição cultural do Rio Grande do Norte.


Família Lisboa declara apoio a Álvaro Dias e fortalece pré-candidatura no Agreste potiguar

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu neste sábado um importante reforço político no município de Passa e Fica, durante agenda marcada pela declaração de apoio da tradicional família Lisboa ao seu projeto político para 2026. O movimento fortalece a pré-candidatura de Álvaro na região Agreste e contou com a articulação do deputado estadual Tomba Farias.

Durante o encontro, Álvaro Dias destacou a importância da união do grupo político local e reafirmou o compromisso com o desenvolvimento do município. “Esse grupo demonstra coesão e possui muitos serviços prestados a Passa e Fica. Podem ter certeza de que, chegando ao Governo do Estado, vamos apoiar o município para que continue crescendo. Receber um apoio tão sólido, de um grupo com tanta representatividade, fortalece ainda mais a nossa caminhada”, afirmou.

O apoio reúne importantes lideranças políticas do município, entre elas os vereadores Netto Pinto, Diógenes Diniz, Diorge Almeida, Thalita Regina, João de Dadica e Wilson Dachina, além de oito ex-vereadores e dos ex-prefeitos Agnaldo Pereira, Celú Lisboa, Pepeu Lisboa e Léo Lisboa. O atual prefeito, Flaviano Lisboa - (PSD), também integra o grupo político, consolidando uma ampla frente de apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias no município.

Reconhecida como celeiro cultural do Rio Grande do Norte, Passa e Fica recebeu Álvaro Dias durante a programação da 14ª edição do Festival de Cultura do município, um dos eventos mais tradicionais da região Agreste potiguar. 

PT estreia em ano eleitoral no RN com duas derrotas em eleições suplementares, em Itaú e Ouro Branco

 

O ano eleitoral não começou nada bem para o PT no Rio Grande do Norte.

Nas eleições suplementares realizadas neste domingo (17), as cidades de Itaú e Ouro Branco elegeram novos prefeitos e vices, e os candidatos petistas foram derrotados.

Em Itaú, Fabrício Regis (PT) perdeu para o candidato do União Brasil, Zé Roberto Pezão que obteve 54,61% dos votos, contra 45,39% do petista.

Em Ouro Branco, Dra. Fátima (PT) obteve 49,78% dos votos e foi derrotada pelo Professor Amariudo que venceu as eleições complementares com 50,22%.

Blog do BG

Lula e Fátima financiaram espetáculo com nudez na UFRN

 

Em meio a intenso debate e repercussão nas redes sociais, o coreógrafo Alexandre Américo confirmou nesta domingo, 17 de maio de 2026, que seu espetáculo “Papangú”, que inclui nudez artística, recebeu financiamento dos governos Lula e Fátima Bezerra. A decisão de buscar e conceder apoio público à performance, realizada entre os dias 11 e 13 de maio de 2026 na Galeria Laboratório do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), gerou uma onda de críticas, levando o artista a emitir uma nota oficial para defender a obra e esclarecer os investimentos, acendendo o debate sobre fomento cultural e liberdade de expressão.

Em sua nota, o artista detalhou que o espetáculo foi contemplado em editais públicos de fomento. O projeto recebeu apoio financeiro federal, proveniente do Governo Federal (gestão Lula) via Ministério da Cultura e Política Nacional Aldir Blanc. Além disso, houve investimento estadual, por meio do Governo do Estado (gestão Fátima Bezerra), via Fundação José Augusto (FJA) e Secretaria de Estado da Cultura do RN. O texto sublinha que o processo seguiu a tramitação regular de seleção pública, com foco no fomento à dança e no apoio à cultura negra.

Diante da avalanche de críticas em plataformas digitais, Alexandre Américo defendeu vigorosamente o caráter conceitual de sua pesquisa, fruto de mais de uma década de dedicação à dança contemporânea e à experimentação corporal. Ele enfatizou que a nudez é parte integrante da estética da obra, desprovida de qualquer conotação erótica ou sexual.

O coreógrafo também rechaçou acusações de inadequação, reforçando que todas as sessões, realizadas entre os dias 11 e 13 de maio de 2026, seguiram uma classificação indicativa estrita para maiores de 18 anos. A nota explicita que a restrição de idade foi claramente comunicada nos materiais de divulgação e no controle de acesso à sala, assegurando que crianças e adolescentes não tivessem contato com a performance no ambiente acadêmico.

Mestre em Artes Cênicas e doutorando em Educação pela UFRN, Alexandre Américo expressou seu lamento pela “deturpação e desinformação” que, segundo ele, têm sido propagadas por conteúdos na internet e em emissoras de TV.

E AGORA? Em reunião no Palácio do Planalto, Lula aconselhou Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aconselhou pessoalmente o empresário Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual por um valor simbólico. De acordo com a reportagem, Vorcaro contou a Lula que o BTG, comandado por André Esteves, teria interesse em comprar o banco por R$ 1. O empresário pediu a opinião do presidente sobre a possível venda, segundo reportagem publicada neste domingo (17), no site Poder 360.

Lula teria orientado Vorcaro a continuar com o banco e criticado o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, além de fazer comentários negativos sobre André Esteves.

A conversa aconteceu em uma reunião no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024, sem registros oficiais na agenda do presidente, e quando o Banco Master já enfrentava dificuldades financeiras.

Esse encontro de 4 de dezembro de 2024 foi articulado depois de uma audiência formal registrada na agenda do chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. A audiência constou como realizada em 4 de dezembro, mas só entrou no sistema oficialmente em 27 de dezembro daquele ano, com Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, listado como participante. Ele atuava como representante e lobista de Vorcaro em Brasília.

Também participaram do encontro o então diretor do Banco Central Gabriel Galípolo, o ministro Rui Costa, o ministro Alexandre Silveira e Augusto Lima, então CEO do Banco Master.

Vorcaro interpretou a presença de Galípolo e o apoio de Lula como um incentivo para manter o banco funcionando, segundo a reportagem.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que o empresário comemorou o encontro logo depois da reunião no Planalto.

Em março de 2025, o Banco Master anunciou negociação com o Banco de Brasília, mas o negócio enfrentou resistência no mercado e acabou vetado posteriormente pelo Banco Central.

Documentos encontrados pela PF também indicam que Vorcaro voltou a discutir, em abril de 2025, a possibilidade de vender o banco ao BTG após perceber dificuldades na operação com o BRB.

O caso é investigado na operação Compliance Zero e está sob relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal.

 

Sócios da Dismed combinaram entrega de envelope na Prefeitura de Mossoró após saída de banco; veja conversas e outras cidades citadas

 

No fim da tarde de 16 de março de 2022, Maycon Lucas Zacarias Soares mandou pelo WhatsApp uma foto da fachada do Palácio da Resistência. A imagem era para combinar o ponto de encontro com o cunhado, Oseas Monthalggan Fernandes Costa — sócio-administrador da DISMED Distribuidora de Medicamentos. Oseas estava dentro do prédio, sede da Prefeitura de Mossoró. Maycon ia até lá entregar “o envelope”.

A Polícia Federal não detalha o conteúdo do envelope em que a cena está registrada. Em mensagens anteriores na mesma conversa, Oseas mencionara “os papéis da Roberta” — sua esposa, sócia da Drogaria Mais Saúde —, que precisariam ser assinados. Não se sabe se a assinatura de papéis é ou não verdadeira.

Quando a Operação Mederi se tornou pública, três anos depois, o registro daquele encontro ganhou outra dimensão. Não pela cena em si, mas pelo quintal em que aconteceu. Em 21 de junho de 2024, no auge da investigação, R$ 138.547,73 caíram na conta da DISMED. O dinheiro era do Fundo Municipal de Saúde de Mossoró — pago, justamente, pela Prefeitura sediada no Palácio Felipe Camarão. No mesmo dia, antes que a empresa usasse aquele dinheiro para comprar uma caixa sequer de medicamento, a DISMED transferiu valores para Maycon, para Oseas, para a Posto MM Soares — e depositou R$ 20 mil na conta poupança da filha menor de Oseas,

Naquela tarde, pelo WhatsApp, Oseas lembrou ao cunhado:

“Maikynho, só se ligue aí que é poupança viu, tem que botar essa variação 51.”

Maycon, que acabara de sair do banco, então chega ao Palácio da Resistência:


Quando a foto de Allyson Bezerra e Oseas, de 2024, foi postada no Instagram e virou peça do inquérito, o ex-prefeito de Mossoró disse não ter relação com o sócio da Dismed. Em sua defesa, nesse dia, é preciso sublinhar que ele estava em Brasília.

A matemática que o sócio recitou

A cena é um único dia de uma rotina. Entre maio e outubro de 2024 — seis meses —, a DISMED recebeu R$ 8,15 milhões em pagamentos de prefeituras e sacou R$ 2,21 milhões em espécie. Aproximadamente 27,1% de tudo o que entrou de dinheiro público, virou cash.

O percentual não é coincidência. Em outra escuta — desta vez ambiental, dentro do escritório da DISMED em Mossoró —, Oseas Monthalggan recitou em voz alta a divisão. O áudio é da tarde de 13 de maio de 2025:

“Fica cento e quarenta (R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento (100%). Dos cento e quarenta ele ganha setenta (R$ 70.000,00). Setenta com sessenta é meu, cento e trinta (R$ 130.000,00). Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil (R$ 100.000,00) a ALLYISON e a FÁTIMA, que é dez por cento (10%) de FÁTIMA e quinze por cento (15%) de ALLISSON. Só ficou trinta mil (R$ 30.000,00) pra a empresa!”

ALLYISON é como Oseas se refere a Allyson Leandro Bezerra Silva, então prefeito de Mossoró. FÁTIMA é como aparece nas escutas uma pessoa ainda não identificada pela PF.

Aplicando a “matemática” só ao que Mossoró pagou à DISMED no semestre auditado — R$ 3.332.710,27, segundo o relatório bancário —, a PF calcula um valor teórico de propina de R$ 833.177,57 apenas para esta cidade. Os 25% que escapam da empresa, na conta da PF, “guardam proporção próxima” do percentual de 27,1% sacado em espécie sobre o total creditado por prefeituras.

A engenharia dos saques

A retirada do dinheiro em espécie obedece a um padrão. Dos R$ 2,21 milhões sacados em 70 operações entre maio e outubro de 2024:

Maycon Lucas Zacarias Soares, cunhado de Oseas, sacou R$ 1.784.000,00 em 20 saques — média de R$ 89.200 por operação. Representa 80,7% do total.

Oseas Monthalggan, sócio-administrador, sacou R$ 294.000,00 em 6 operações — média de R$ 49.000 por saque. Representa 13,3% do total.

Os 13,3% de Oseas não são arredondamento à toa. R$ 49 mil é o limite imediatamente abaixo de R$ 50 mil — valor a partir do qual o banco é obrigado a comunicar a operação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Em outro período, anterior, a mesma DISMED havia feito 22 saques exatos de R$ 49 mil — somando R$ 1,07 milhão. Para a PF, é fracionamento deliberado para escapar do controle automático.

Os outros 5,97% dos saques (R$ 132 mil em 44 operações) saíram pulverizados em retiradas de R$ 3 mil em terminais de autoatendimento. Outra forma de não chamar atenção.

A conclusão da própria PF, na fl. 500 do laudo:

“os saques logo após os pagamentos tenham servido para repasses ilícitos, inclusive a outras prefeituras.”

A sócia de fachada

A engrenagem do dinheiro em espécie tinha mais peças. Vitória Cibele Pinheiro Bezerra Soares — esposa de Maycon, sócia formal da DISMED até janeiro de 2024 — atuava como armazenadora doméstica do numerário. Em diálogo do WhatsApp do dia 9 de dezembro de 2023, Maycon escreveu para a esposa:

“Na última gaveta lá de baixo do colaste, onde fica a minha maquininha, tem um bolo de dinheiro de 4.000,00 purgue 3.000,00 e traga.”

Minutos depois, ela confirma: “Tá aqui no meu bolso.”

A PF conclui na fl. 477:

“Ela atuava no armazenamento e repasse de numerário em espécie, na realização de pagamentos via contas de empresas de fachada e na execução de transferências bancárias a mando do marido. Sua participação reforça o caráter estruturado do esquema, no qual familiares eram utilizados para diluir responsabilidades.”

Em 9 de janeiro de 2024, um “Aditivo 04” formaliza a saída de Vitória do quadro societário. No lugar dela, entra o próprio Maycon. A movimentação, segundo a PF, “reforça o uso de interpostas pessoas para dar aparência de legalidade ao controle do grupo”.

A escala

A DISMED Distribuidora de Medicamentos Ltda. foi fundada com outros sócios. Em 4 de fevereiro de 2021, Oseas Monthalggan — então vereador de Upanema com rendimento declarado de R$ 4.049,05 mensais — entrou no quadro. Em 2016, à Justiça Eleitoral, Oseas declarara patrimônio total de R$ 26 mil.

A empresa apresentou crescimento exponencial. Em 2023, o faturamento anual ultrapassou R$ 11 milhões. Entre 8 de junho de 2018 e 14 de maio de 2023, apenas numa única instituição financeira, a DISMED movimentou R$ 65,43 milhões.

O contrato com a Prefeitura de Mossoró é o maior do bloco, mas não é o único. Os sócios da Dismed admitiram em conversas captadas pela PF que o modelo de negócio deles era a propina. Sem propina, não teriam como existir.

A Dismed também vendeu, mas não só, para os Fundos Municipais de Saúde de Tibau, Serra do Mel, Upanema, Patu, Porto do Mangue, Campo Grande, Triunfo Potiguar, Areia Branca, Grossos — entre outros municípios do oeste e do Seridó potiguar. Em alguns deles, escutas registradas pela PF mencionam o mesmo padrão de divisão por porcentagem — com prefeitos e secretários locais sendo nomeados nos áudios.

 Blog do Dina

Assista vídeo aqui.

“É O TIRIRICA?”: Allyson vira “piada” no Alto Oeste com vídeos pulando pela região

 

A passagem do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), pelas cidades do Alto Oeste potiguar virou motivo de comentários e ironias em redes sociais e grupos de mensagens da região, segundo o portal Potiguar.

Segundo publicações e relatos de moradores, vídeos da agenda passaram a circular com diferentes interpretações, incluindo piadas e deboches, pela falta de apoio de lideranças expressivas e pelo estilo excessivamente performático nas ruas.

Segundo os moradores da região, o comportamento do pré-candidato, com chapéu na cabeça e pulos coreografados para as câmeras, gerou questionamentos se quem passava era o humorista “Tiririca” ou “Tirullipa”. A comparação ganhou força rapidamente nas redes sociais e grupos de WhatsApp locais, traz o portal Potiguar.

Conforme relatos de bastidores, a coordenação da campanha já demonstra forte preocupação com o esvaziamento das agendas no interior. Allyson não conseguiu reunir prefeitos de peso ou deputados da região durante o trajeto.

O senador Rogério Marinho (PL) já havia alertado em entrevistas recentes que o ex-prefeito tenta criar um personagem popular artificial. Adversários políticos apontam que o estilo cansou o eleitorado tradicional que busca propostas sérias.

Aliados do ex-prefeito tentam minimizar o episódio nas redes, mas admitem reservadamente que a internet não está se convertendo em alianças políticas reais. O isolamento no Alto Oeste acendeu o sinal de alerta no grupo governista de Mossoró.

Veja vídeo aqui.

 Blog do BG

Prefeito de Campo Redondo declara apoio a Álvaro Dias e Babá ao lado da vice-prefeita e dos nove vereadores do município

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), e o pré-candidato Babá receberam mais um importante reforço político no interior do estado. Desta vez, o apoio veio de Campo Redondo, município estratégico da região Trairi.

O prefeito Dr. Renam (PSDB) declarou oficialmente apoio ao projeto político de Álvaro e Babá durante encontro que reuniu lideranças locais, a vice-prefeita e os nove vereadores do município, consolidando praticamente a união completa do grupo político da cidade em torno da pré-candidatura.

Além do peso político local, o movimento chamou atenção pelo simbolismo. O prefeito de Campo Redondo integra a base política de lideranças como o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, e do deputado federal João Maia (PP).

Durante o encontro, o prefeito destacou a confiança no projeto liderado por Álvaro Dias e Babá.

“Obrigado por ter vindo para Campo Redondo, meu amigo. Eu sei que você vai fazer um trabalho grande pela nossa cidade. Alô, meu amigo. Conte com Campo Redondo.”

A adesão de Campo Redondo fortalece ainda mais a presença de Álvaro Dias na região Trairi e amplia a construção de alianças políticas no interior do estado. Nos últimos dias, o ex-prefeito de Natal vem acumulando apoios de prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e lideranças políticas em diferentes regiões do RN, consolidando musculatura política para a disputa de 2026.

Blog do BG

 

Delação premiada dos investigados na operação da PF que mira Allyson Bezerra tira o sono da prefeita de Pau dos Ferros e Apodi

 

A possível delação premiada de um dos investigados na operação da Polícia Federal que mira o ex-prefeito de Mossoró e candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, estaria tirando o sossego político de prefeitos da região Oeste potiguar.

Nos bastidores, o assunto já domina conversas entre lideranças políticas e assessores de municípios envolvidos na investigação.

Os comentários que circulam nos meios políticos apontam que a investigação, inicialmente concentrada em Mossoró, estaria avançando para outras prefeituras do Oeste do Estado, entre elas Apodi e Pau dos Ferros. A suspeita é de que um dos investigados no inquérito estaria sendo pressionado a fechar um acordo de delação premiada, o que poderá ampliar significativamente o alcance da apuração policial.

Caso essa possível delação venha realmente a ser confirmada, os bastidores acreditam que ela poderá atingir não apenas Allyson Bezerra, mas também a prefeita de Pau dos Ferros, Mariana Almeida, e o prefeito de Apodi, Luiz Sabino da Costa Neto. A expectativa em torno do assunto já começa a provocar apreensão política nos dois municípios.

Até o momento, não existe confirmação oficial da existência da delação premiada, nem acusação formal contra os gestores citados. A possibilidade de avanço das investigações já estaria causando forte inquietação política em Apodi e Pau dos Ferros, especialmente diante da repercussão estadual do caso envolvendo Allyson Bezerra.

 Robison Pires

ESCÂNDALO: PF aponta que esquema da gestão Allyson se espalhou para Apodi e Pau dos Ferros

 

A investigação da Polícia Federal que mira o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) avançou para outras prefeituras do Oeste potiguar. Gravações obtidas pela PF mostram sócios da empresa Dismed discutindo contratos, “comissões de 15%” e licitações em Apodi e Pau dos Ferros, administrados por aliados políticos do pré-candidato ao Governo do RN.

Conforme divulgado pelo Blog do Dina nesta sexta-feira (15), em uma das gravações, o representante comercial Sidney Carlos de Melo informa aos sócios da Dismed: “Chega mais outra de Apodi hoje”; “Vai mandar faturar mais uns oitenta mil reais”; e “O resto do saldo do contrato”.

Na sequência, os investigados discutem supostas “comissões de 15%”. Segundo a PF, os valores pagos pelas prefeituras seriam “fracionados” e retornariam “na forma de comissões/propinas”.

Um dos investigados afirma que determinado gestor “gosta mais de papel”. Para a PF, o termo seria usado como referência a pagamentos sem entrega efetiva de medicamentos — o chamado “papel cagado”.

As conversas fazem parte da investigação que levou à Operação Mederi, autorizada pelo juiz Rogério Fialho Moreira.

Licitação “preparada” em Pau dos Ferros

A PF também anexou uma conversa sobre uma licitação em Pau dos Ferros. No áudio, o representante da empresa afirma: “Preparada aqui a licitação de Pau dos Ferros”; “Botando os controlados no meio dos lotes”; e “A gente engole ele”.

A estratégia seria dificultar a participação de empresas menores em licitações de medicamentos. Ainda de acordo com a gravação, a Dismed teria ficado com cerca de 85% da licitação e o valor citado ultrapassaria R$ 700 mil.

O sistema das “caronas”

A PF identificou o uso de atas de registro de preços para adesões entre municípios —  conhecido como “carona”. Em áudio recuperado do WhatsApp da Drogaria Mais Saúde, empresa ligada ao mesmo grupo, um representante oferece adesão pronta a atas; fornecimento sem necessidade de nova licitação e “parceria bacana” com gestores municipais.

Outro investigado chega a afirmar: “Toda carona você tem o seu”. Para a Polícia Federal, a frase indica expectativa de pagamento de vantagens indevidas em cada adesão.

Contratos milionários

A investigação aponta contratos da Dismed em Apodi entre 2023 e 2025 que somam pelo menos R$ 1,33 milhão. Já em Pau dos Ferros, a Dismed venceu lotes que ultrapassam  R$ 969 mil.

A PF afirma que encontrou documentos de licitações; fotos de processos municipais; atas e contratos;
arquivos compartilhados entre Dismed e Drogaria Mais Saúde. Os materiais estavam em computadores apreendidos na operação.

Apoio político a Allyson

Os prefeitos Marianna Almeida (Pau dos Ferros) e Luis Sabino Neto (Apodi) declararam apoio público à pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do RN em 2026.

O ex-prefeito de Apodi Alan Silveira também rompeu com o governo estadual e anunciou apoio ao grupo de Allyson. Segundo a reportagem, parte dos contratos investigados foi assinada durante as gestões de Alan Silveira e Sabino Neto.

Operação segue em andamento

A Operação Mederi foi deflagrada pela Polícia Federal em janeiro de 2026. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra sócios da Dismed; aliados políticos; o então prefeito Allyson Bezerra e integrantes da gestão municipal.

Até o momento, a PF não divulgou denúncia formal nem condenação dos investigados.

Blog do BG

 

Pesquisa revela trunfo de Alysson no centro, mas aponta risco de desgaste eleitoral

Sem querer cansar o leitor do blog com o mesmo assunto, considero relevante aprofundar ainda mais a análise da pesquisa Metadata/FM 98. Vamos continuar observando a transferência de votos.

Alysson Bezerra é o candidato da terceira via — ou de centro, como preferem alguns — e justamente aí estão seu maior trunfo e sua maior fragilidade. Explico o porquê.

Como candidato de centro, Alysson tenta avançar sobre três fatias do eleitorado: o centro, a direita e a esquerda. É dessa combinação que ele espera construir sua vitória.

E os números mostram que ele está no caminho certo. Entre os eleitores de direita, 36,6% dos que votam em Flávio Bolsonaro no RN também declaram voto nele. Já na esquerda, Alysson aparece com 38,9% entre os eleitores de Lula. Ou seja, o dever de casa está sendo bem executado, e isso ajuda a explicar sua liderança nas pesquisas.

No entanto, bastam dois movimentos para que essa força se transforme em vulnerabilidade: Cadu Xavier avançar entre os eleitores de Lula e Álvaro Dias consolidar os votos da direita ligados a Flávio Bolsonaro.

Não parece algo impossível. Há uma tendência natural para que isso aconteça à medida que o eleitor identifique de forma mais clara a conexão entre o voto para presidente e o voto para governador, além do próprio movimento de polarização que costuma marcar as disputas eleitorais.

Na medida em que Cadu conquiste mais votos lulistas e Álvaro amplie sua presença entre os bolsonaristas, a candidatura de centro tende a perder espaço. É uma lógica matemática simples.

O que quero dizer com essa argumentação é que existe uma tendência de Alysson perder parte dos votos que hoje possui tanto na direita quanto na esquerda, caso os candidatos desses campos se fortaleçam. Parece uma questão lógica — embora, em eleições, nem sempre a lógica prevaleça.

 Neto Queiroz

Prefeito de Lajes Pintadas confirma apoio a Álvaro Dias, que anuncia ampliação do Walfredo Gurgel quando eleito governador

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu nesta quarta-feira (13) uma importante adesão política na região Trairi. Durante agenda em Lajes Pintadas, Álvaro oficializou o apoio do prefeito Luciano Cunha, da vice-prefeita Claudjane, do presidente da Câmara Municipal, Joviano, além de ex-prefeitos e vereadores do município.

O prefeito Luciano Cunha faz parte da base de apoio do deputado estadual Tomba Farias, que estava presente, ao lado de Álvaro Dias e Babá Pereira.

O movimento fortalece o avanço político do grupo liderado por Álvaro no interior do estado e amplia sua base de alianças para a disputa eleitoral de 2026.

Durante o encontro, Álvaro também anunciou uma das principais propostas de sua pré-campanha para a área da saúde: a ampliação do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior unidade de urgência e emergência do Rio Grande do Norte. Segundo ele, o projeto será executado caso seja eleito governador do estado e deverá contar com apoio do senador Styvenson Valentim.

A proposta prevê a expansão da estrutura hospitalar utilizando a área atualmente ocupada pela sede da Caern, ao lado do hospital, em Natal.

“O Walfredo Gurgel precisa de uma ampliação urgente. A população do Rio Grande do Norte merece um hospital com mais estrutura, mais capacidade de atendimento e mais dignidade”, afirmou Álvaro durante a agenda política.

O evento reuniu ainda o pré-candidato a vice-governador Babá Pereira, o pré-candidato ao Senado Coronel Hélio, o deputado estadual Tomba Farias e lideranças políticas de diversos municípios da região Trairi.

Além da agenda política, o grupo visitou a área onde será construída a Escadaria do Cruzeiro Frei Damião, projeto voltado ao fortalecimento do turismo religioso e ao desenvolvimento econômico regional.

Pesquisa mostra que Allyson tem 38,9% dos votos entre os eleitores de Lula, enquanto Cadu tem 12,5%

Ontem publiquei aqui no blog uma declaração do senador Rogério Marinho afirmando que, nas pesquisas às quais tinha acesso, entre 60% e 65% dos eleitores que dizem votar em Luiz Inácio Lula da Silva também votariam em Allyson Bezerra para o Governo do Estado.

Segundo Rogério, esse cenário explicaria por que, à medida que Cadu Xavier crescesse nas pesquisas e consolidasse o voto lulista, quem perderia espaço seria Allyson Bezerra. A conclusão do senador era de que o segundo turno acabaria sendo disputado entre Álvaro Dias e Cadu Xavier.

Diante da afirmação, tive o cuidado de conferir os dados divulgados pela pesquisa Metadata, apresentada ontem pela FM 98, para verificar se essa leitura realmente se sustenta.

Segundo o levantamento, Lula aparece com 49,1% das intenções de voto no Rio Grande do Norte, enquanto Flávio Bolsonaro tem 25,4%.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 36,6% afirmam votar em Allyson. Já entre os eleitores de Lula, 38,9% também dizem votar no ex-prefeito de Mossoró. Ou seja, Allyson recebe praticamente a mesma proporção de votos vindos tanto do eleitorado lulista quanto do bolsonarista.

Já Álvaro Dias apresenta um cenário diferente: 42,2% dos eleitores de Flávio Bolsonaro afirmam votar nele, enquanto apenas 13,8% dos eleitores de Lula fazem a mesma escolha.

Cadu Xavier, por sua vez, registra 1,6% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro e 12,5% entre os eleitores de Lula.

Os números revelam um dado interessante: a cada 100 eleitores de Lula no RN, 39 votam em Allyson, 14 em Álvaro e 12 em Cadu. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 42 votam em Álvaro, 37 em Allyson e apenas 2 em Cadu.

A principal conclusão é que, caso Cadu Xavier consiga crescer de forma consistente dentro do eleitorado lulista, ele tende a retirar votos principalmente de Allyson Bezerra, hoje o candidato que mais concentra apoio entre os eleitores de Lula. Portanto, Rogério tem razão no argumento apresentado no início desse texto.

 Neto Queiroz

 
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