Olho D'água do Borges/RN -

PESQUISA VERITÁ: Álvaro Dias lidera intenção de voto estimulada para o Governo do RN com 41,6%; Cadu Xavier tem 28,3% e Allyson 27,8%

 

Levantamento do Instituto Veritá para o Governo do Rio Grande do Norte aponta liderança de Álvaro Dias (PL) na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.

Álvaro Dias aparece com 41,6% das intenções de voto. Em seguida estão Cadu Xavier (PT), com 28,3%, e Allyson Bezerra (União Brasil), com 27,8%. Outros candidatos somam 2,3%.

Pesquisa Veritá Espontânea: Álvaro Dias lidera cenario com 42,2%, Cadu Xavier em 2º lugar com 30,8% e Allyson com 24,9%.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados citam livremente o nome do candidato de sua preferência, Álvaro Dias (PL) também aparece na liderança da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

O ex-prefeito de Natal registra 42,2% das citações. Cadu Xavier (PT) aparece em segundo lugar, com 30,8%, seguido por Allyson Bezerra (União Brasil), com 24,9%. Outros nomes somam 2,1%.

PESQUISA VERITÁ: Álvaro Dias venceria todos os adversários em cenários de segundo turno.

Levantamento do Instituto Veritá para o Governo do Rio Grande do Norte mostra que Álvaro Dias (PL) venceria todos os adversários testados em simulações de segundo turno.

No cenário contra Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro registra 52,0% dos votos válidos, enquanto o prefeito de Mossoró aparece com 48,0%.

Já em um eventual confronto contra Cadu Xavier (PT), Álvaro amplia a vantagem e alcança 58,0% dos votos válidos, contra 42,0% do adversário.

A pesquisa também simulou uma disputa entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier. Nesse cenário, Allyson lidera com 56,8% dos votos válidos, ante 43,2% do candidato petista.

Os números indicam que Álvaro Dias venceria todos os adversários testados pelo Instituto Veritá em cenários de segundo turno para o Governo do Estado.

Dados da pesquisa: levantamento realizado pelo Instituto Veritá entre os dias 27 e 31 de maio de 2026, com 1.220 entrevistados. Registro no TRE-RN: RN-06276/2026.

Blog do BG


 

Ezequiel rejeita Fátima e o PT e deve anunciar apoio a pré-candidatura de Álvaro Dias

 

A política do Rio Grande do Norte segue movimentada e os sinais dos bastidores apontam para uma possível aproximação entre o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias.

O presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira (PSDB), vai se reunir com a cúpula do PT no Rio Grande do Norte para anunciar, oficialmente, que não vai apoiar a pré-candidatura do grupo para a eleição de 2026. A informação é do jornalista Gustavo Negreiros, divulgada durante o Jornal das 6.

A proposta do PT para Ezequiel desconfiguraria a atual chapa. Samanda Alves, pré-candidata do PT ao Senado, iria para a suplência e o próprio Ezequiel seria o nome da chapa para o Senado. A pré-candidatura de Rafael Motta também seria suprimida.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que o PSDB poderá caminhar em bloco na definição de apoio a um projeto majoritário para 2026 e poderá firmar um acordo para apoiar o nome de Ezequiel para presidência da Assembleia Legislativa. 

Caso a aproximação se confirme, Álvaro Dias poderá ganhar um importante reforço político, especialmente pela influência que Ezequiel possui junto a prefeitos, vereadores e lideranças do interior do estado. A possível aliança é vista por analistas como uma das movimentações mais relevantes do xadrez político potiguar para as eleições de 2026.

Veja o vídeo aqui.

 

Editorial do Globo afirma que RN simboliza avanço preocupante da gastança eleitoral nos estados

  

O Rio Grande do Norte surge como o caso mais preocupante entre os estados brasileiros em ano eleitoral. Com forte aumento do endividamento, caixa negativo e déficit primário nos primeiros meses de 2026, o estado simboliza um problema que se espalha pelo país: a tendência de governos ampliarem gastos em busca de dividendos políticos, mesmo às custas do equilíbrio fiscal.

Segundo projeções da XP Investimentos, os estados devem encerrar 2026 com déficit de R$ 6 bilhões. Apesar de terem terminado 2025 com sobra de caixa de R$ 29 bilhões, muitos governadores aceleraram despesas, que cresceram acima da inflação e em ritmo muito superior ao das receitas.

Enquanto exceções como o Espírito Santo demonstram que é possível manter responsabilidade fiscal mesmo em ano eleitoral, a maioria dos estados segue caminho oposto.

No Rio Grande do Norte, a dívida saltou de 27,5% para 41,5% da receita entre 2023 e 2024, acompanhada de deterioração do caixa e das contas públicas. O cenário reforça os alertas sobre a prática recorrente de expandir gastos sem planejamento, muitas vezes amparada pela expectativa de futuras renegociações de dívida com a União.

Esse ciclo aumenta o chamado risco moral e reduz os incentivos para ajustes fiscais duradouros.

Os três estados mais endividados são Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul (os dois acima do teto máximo de 200%) e Minas Gerais (acima do limite de alerta de 180%). Dos três, os governos gaúcho e mineiro fecharam 2025 com caixa negativo. O destaque foi Minas, com um rombo de R$ 11 bilhões.

Se nada mudar, o país corre o risco de repetir, nos próximos anos, a combinação de gastança eleitoral e sucessivos programas de socorro financeiro aos estados, adiando mais uma vez o enfrentamento dos desequilíbrios fiscais. 

Tribuna do Norte.

Benes critica Kelps e afirma que bases rejeitaram apoiar o ex-deputado

 

As declarações do ex-deputado Kelps Lima (União Brasil), que apontou os deputados federais Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria como seus principais adversários na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2026, provocaram reação dentro da própria Federação União Progressista. Em entrevista ao Diário do RN, Benes Leocádio rebateu a tese de concorrência interna, negou qualquer tipo de traição ao correligionário e defendeu que o fortalecimento coletivo da nominata é o caminho para ampliar o número de eleitos.

Para Benes, a postura adotada por Kelps acabou criando dificuldades dentro da própria Federação ao direcionar sua estratégia eleitoral contra os atuais parlamentares do grupo.

“A dificuldade que ele criou é exatamente querendo derrotar os parceiros que poderiam ajudá-lo”, afirmou.

O deputado também rejeitou a narrativa de que os atuais detentores de mandato tenham descumprido compromissos com Kelps. Segundo ele, houve tentativas de construção de apoios, mas a resistência das próprias bases eleitorais inviabilizou avanços.

“Houve conversas. Ele solicitou que os deputados que já tinham mandato e que fossem permanecer na nominata abrissem mão de alguns apoios, mas a resistência de todos os apoiadores consultados foi muito grande”, explicou.

De acordo com Benes, alguns parlamentares chegaram a consultar lideranças e bases eleitorais sobre a possibilidade de redirecionamento de apoios, mas encontraram forte rejeição.

“Houve tentativas de alguns, mas uma resistência incontornável. Não podemos fazer nada. Teve colega que consultou dezenas e dezenas de apoiadores, e a resposta era a mesma”, relatou.

Benes rejeitou a tese de que a Federação tenha descumprido compromissos com Kelps Lima. “De forma nenhuma houve traição. De forma nenhuma”, declarou.

A principal divergência entre os dois está justamente na leitura sobre a disputa proporcional. Enquanto Kelps afirmou que um dos atuais deputados federais da Federação precisaria ficar de fora para que ele conquistasse uma vaga, Benes sustenta que a lógica eleitoral funciona de forma diferente.

“Eu não vejo essa questão de concorrência interna, não. Para mim, quanto mais votos os colegas tiverem, mais chance temos de eleger mais gente”, afirmou ao Diário do RN.

O parlamentar argumenta que, em eleições proporcionais, o crescimento da nominata beneficia todos os integrantes da chapa.

“Se a gente entende de eleição proporcional, quanto mais votos a nominata tiver, mais chance alguém tem de ser eleito. “A Federação disputa bem duas vagas e mais uma. Há chance real de eleger três deputados federais”, ressaltou.

Na avaliação do deputado, o foco deveria estar na construção coletiva da nominata. “Se você quer buscar voto para somar no conjunto, na nominata, eu tenho que pensar em agregar e não desagregar”, disse.

Mesmo diante das críticas feitas por Kelps, Benes afirmou não guardar ressentimentos e declarou que continua torcendo pelo sucesso eleitoral de todos os integrantes da federação.

“Eu desejo muito boa sorte a ele, que tenha muitos votos e que possa ser um dos eleitos no número que a nominata conquistar”, afirmou.

Declaração de Kelps gera repercussão

O posicionamento de Benes surge após reportagem publicada na edição anterior do Diário do RN mostrar que Kelps Lima considera seus principais adversários justamente os deputados federais da FederaçãoUnião Progressista. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-deputado chegou a afirmar que “um deles vai ter que sair para a gente poder entrar”, ao citar nominalmente Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria.

 Diário do RN

“O Brasil que acorda cedo”: Entidades empresariais divulgam carta em defesa da PEC de Rogério Marinho

 

Entidades do setor comercial e industrial brasileiro publicaram, nesta terça-feira (9), uma carta aberta a senadores e senadoras pela aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) 12/2026, a do “trabalho flexível”, como foi apelidada.

De autoria de 36 senadores, incluindo Rogério Marinho (PL), Damares Alves (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL), esta proposição é uma alternativa à chamada PEC pelo fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio deste ano.

Sgundo os parlamentares, daria aos trabalhadores mais autonomia sobre sua própria jornada de trabalho, podendo ser adaptada de acordo com suas necessidades pessoais e profissionais.

A carta aberta desta terça-feira, assinada pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura), CNC (Confederação Nacional do Comércio), CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNT (Confederação Nacional do Transporte), FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e outras inúmeras associações, defende a proposta alternativa.

Segundo a nota oficial, o abaixo-assinado representa mais de 40 milhões de empregos, ou 90% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Intitulada “Uma Carta para o Brasil que Acorda Cedo“, as entidades defendem que a PEC 12/2026 permitirá ao trabalhador ter mais flexibilidade caso o filho fique doente, queira ver apresentações da filha na escola ou precise fazer uma renda extra sem precisar se limitar ao período “engessado” de oito horas definido pela outra proposta em tramitação.

Segundo as associações, certas profissões não podem ser sustentadas no modelo aprovado pela Câmara, já que muitas vezes dependem de taxas adicionais de serviços ou comissão, o que exige mais tempo para ser alcançado, não de “uma folga obrigatória”.

A carta afirma ainda que a rigidez aumentaria os custos de produtos e serviços para o trabalhador, como preços pagos por alimentação e tarifas de transporte.

De acordo com as entidades, caso aprovada, a PEC do Trabalho Flexível também viria junto com direitos da CLT garantidos, como 13º salário, férias, 1/3 de férias, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), aviso prévio, entre outros.

“É o melhor dos dois mundos: a proteção da CLT com o benefício de decidir sobre a própria vida”, afirmam.

Fonte: CNN  

Rubio promete R$ 2,7 bilhões para o Brasil combater PCC e CV com apoio direto de Trump

 

O secretário de Estado dos Estados Unidos afirmou que o Brasil poderá receber ajuda do governo Trump no combate ao narcotráfico, com verba de R$ 2,7 bilhões prevista para cooperação policial com países da América do Sul em 2027.

O anúncio vem logo após Trump classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e acende o debate sobre até onde vai a disposição do Brasil em aceitar interferência americana no combate ao crime organizado.

Veja. 

Prefeita de Pedro Avelino anuncia apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do RN

 

A prefeita de Pedro Avelino, Marina Trindade (MDB), oficializou apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito em encontro político que reuniu lideranças do município e representantes do grupo que articula a candidatura do ex-prefeito de Natal para as eleições de 2026.

Além da gestora municipal, também declararam apoio os ex-prefeitos Edicleiton Trindade e Elson Trindade, bem como os vereadores Brunno Teidoro, Jayme Câmara, Gireth Gregório, Hélio Gás e Nilton Mendes.

O evento contou ainda com a presença do deputado estadual Tomba Farias, do pré-candidato ao Senado Coronel Hélio e do pré-candidato a vice-governador Baba Pereira, que acompanham Álvaro Dias em agendas pelo interior do estado.

Durante o encontro, Álvaro destacou sua ligação com os municípios do interior e reforçou o compromisso de construir um projeto voltado para todas as regiões do Rio Grande do Norte.

“Sou filho do interior e conheço de perto a realidade das famílias potiguares. Seguimos ouvindo cada município e fortalecendo um projeto que pensa no desenvolvimento de todo o RN”, afirmou.

A adesão das lideranças de Pedro Avelino amplia a base de apoios políticos de Álvaro Dias no interior potiguar e fortalece as articulações em torno de sua pré-candidatura ao Governo do Estado. 

Fátima Bezerra exemplo nacional: Como ideias de esquerda destruíram as finanças do RN

A gestão Fátima Bezerra é exemplo nacional: de como quebrar um estado. O portal Gazeta do Povo fez um estudo que aponta como a administração petista no RN virou um péssimo exemplo para o País.  

O texto diz:  

"As leis da economia são absolutas: é impossível gastar mais do que se arrecada por muito tempo sem colher o desastre. O Rio Grande do Norte, sob o segundo mandato da petista Fátima Bezerra, tornou-se o exemplo vivo e trágico dessa máxima. 

O estado encerrou o último período como o ÚNICO do Brasil a estourar o limite máximo de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Quase R$ 6 de cada R$ 10 arrecadados dos impostos dos cidadãos vão exclusivamente para sustentar a máquina pública e a folha do funcionalismo. 

O resultado dessa asfixia ideológica? Um déficit bilionário de quase R$ 3 bilhões na insuficiência de caixa, investimentos zerados em infraestrutura e uma crise política sem precedentes — onde os próprios aliados do governo rejeitam disputar a sucessão para não herdar a falência provocada pelo partido. Enquanto a máquina incha, um terço da população potiguar permanece abaixo da linha da pobreza. 

A irresponsabilidade fiscal não é apenas um erro técnico; é um ataque direto ao bem-estar da população e ao setor produtivo, que hoje clama por socorro." 

Blog do Gustavo Negreiros. 

PSDB de Ezequiel permanece no muro

 

O problema é que o PSDB continua fazendo o que mais sabe fazer em tempos de eleição: administrando o próprio tempo.

Enquanto o PT demonstra ansiedade para anunciar um palanque mais amplo e menos ideológico, os tucanos seguem em cima do muro — sem fechar com Fátima e tampouco com o grupo de Álvaro Dias.

Ezequiel sabe que carrega uma peça importante no tabuleiro de 2026.

Hoje, o arco de alianças do governismo permanece concentrado basicamente em partidos de esquerda.

A entrada do PSDB serviria para que Fátima exibisse, ao menos simbolicamente, uma ponte com setores de centro-direita — algo considerado estratégico para reduzir resistências ao projeto de Cadu fora da bolha petista.

A própria governadora já deixou claro que negocia a vaga de vice da chapa majoritária para os tucanos.

Mas, pelo visto, o PSDB não pretende aceitar pressão nem assinar recibo antecipado.

A prioridade de Ezequiel continua sendo outra: montar nominatas competitivas para deputado estadual e federal, fortalecer a bancada tucana e ampliar o poder de negociação para 2026.

No fundo, o deputado joga com a calma de quem sabe que, neste momento, é mais cortejado do que pressionado.

Fora do páreo

Caso o PSDB confirme a aliança com Fátima Bezerra, uma coisa parece certa: a Dra. Júlia Almeida, esposa do prefeito de Parelhas, Tiago Almeida, não ocupará a vice de Cadu Xavier, como se especula nas rodas políticas. A garantia foi dada à coluna por um dirigente tucano muito próximo de Ezequiel Ferreira.

Planos ambiciosos

Os tucanos de Ezequiel Ferreira estão otimistas para eleger pelo menos cinco deputados estaduais e já sonham com a sexta vaga. A prioridade, neste momento, é fortalecer a nominata antes de bater o martelo sobre a participação na chapa majoritária — seja ao lado do PT ou do PL.

Por Diógenes Dantas

 

Com 54 mil pessoas a menos, Pingo 2026 tem público 22% menor em relação ao ano passado

 

O Comando do Policiamento Regional I (CPRI) anunciou o resultado do levantamento do público presente no Pingo da Mei Dia realizado no último sábado, 6 de junho.

O trabalho foi realizado numa parceria com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Mossoró.

A contagem apontou que 190.758 pessoas compareceram ao evento, 54 mil a menos do que ano passado quando foi registrada a presença de 244 mil pessoas. Uma redução de público de 22%.

O levantamento segue rigorosa metodologia científica cruzamento dados de inteligência artificial, granulagem e o Método Jacobs para chegar a contagem final.

Os números contradizem a Prefeitura de Mossoró que anunciou um público presente de 260 mil pessoas no evento.

Bruno Barreto

 

Kelps Lima elege Robinson Faria, Benes Leocádio e João Maia como principais adversários; “um deles vai ter que sair”, alerta Kelps

 

O ex-deputado estadual e pré-candidato a deputado federal, Kelps Lima, postou um vídeo ao lado da vereadora Nina Souza, que também está em pré-campanha por uma cadeira na Câmara Federal, elegendo com todas as letras os federais Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio como seus principais adversários, dizendo inclusive que um deles vai ter que voltar para o RN, porque a vaga será dele.

Vamos lá: aprendi que na política nossa de cada dia, derrotar um candidato é mais fácil do que ajudar a elegê-lo. No momento em que Kelps vem de público nominar os seus principais adversários, dizendo que um deles vai ser derrotado, naturalmente está pedindo para ser alvo dos três companheiros de palanque.

Com esse vídeo, Kelps de uma vez só elegeu três caciques da política do RN para com todo o tempo do mundo e um poder político invejável, com lideranças espalhados por todo o estado, trabalharem estratégias para reduzir o espaço político do ex-deputado que tem apenas três redutos eleitores significativos, que são: Parnamirim, Mossoró e São Gonçalo do Amarante, municípios que poderão ser mapeados facilmente, ressaltando que, na campanha que está apenas começando, Kelps vai precisar muito mais do que um celular na mão para sentar numa cadeira na Câmara Federal, contudo, Robinson, João Maia e Benes são sabedores disso.

Por Daltro Emerenciano 

Delação de Vorcaro destrói narrativa do PT sobre filme de Bolsonaro

 

A proposta de acordo de colaboração premiada do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, trouxe esclarecimentos cruciais a respeito dos repasses financeiros destinados à produção do filme Dark Horse, obra cinematográfica voltada a retratar a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com os termos apresentados pela defesa do empresário à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), os investimentos direcionados à realização do longa-metragem ocorreram dentro da legalidade jurídica e comercial, sem que fossem constatadas contrapartidas institucionais, favores políticos ou desvios de finalidade.

O foco dos esclarecimentos prestados por Vorcaro concentra-se no montante de cerca de R$ 60 milhões já repassados e comprovados para a execução do projeto cultural.

Diante dos questionamentos levantados por órgãos de controle e pela cúpula da Polícia Federal (que chegou a aventar a abertura de novas frentes de apuração sobre o destino do capital no exterior), o empresário detalhou o fluxo das transações e assegurou que o aporte seguiu estritamente as diretrizes de fomento à atividade artística privada.

A manifestação afasta as teses levantadas por opositores de que os recursos teriam sido desviados para o custeio de despesas pessoais de integrantes da família Bolsonaro ou para vantagens indevidas.

As negociações em torno do financiamento, conduzidas inicialmente em tratativas que envolveram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), constam detalhadamente nos anexos entregues às autoridades.

Conforme os documentos técnicos e os comprovantes bancários anexados à proposta de delação, o teto projetado para o apoio financeiro integral era de R$134 milhões.

A defesa do empresário sustenta que o ritmo dos repasses obedeceu ao cronograma de produção gerido pela Go UP, produtora responsável pela execução do filme.

Paralelamente às discussões sobre a validação do acordo no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), a narrativa consolidada nos depoimentos reforça a legitimidade do financiamento privado na indústria audiovisual independente, sobretudo em produções de viés biográfico e documental de lideranças conservadoras.

Com a demonstração da origem lícita e da destinação direta dos valores para o desenvolvimento da obra, os argumentos de irregularidades perdem sustentação técnica, consolidando o projeto Dark Horse como uma iniciativa cultural de financiamento estritamente privado e regular.

Diário do Poder

Grupo liderado por Dr. Pio X declara apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias no Alto Oeste

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu neste domingo (07) mais uma importante declaração de apoio político no Alto Oeste potiguar. Durante um café da manhã que reuniu lideranças da região, o grupo liderado pelo ex-prefeito de Major Sales, Dr. Pio X Fernandes, anunciou apoio ao projeto político de Álvaro para as eleições de 2026.

O encontro contou com a presença da prefeita de Major Sales, Maria Elce-(MDB), do prefeito de Luiz Gomes, Tututa-(MDB), além dos ex-prefeitos de Major Sales Thales Fernandes e Dedezinho. A reunião reforçou a união de importantes lideranças do Alto Oeste em torno da pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado.

Ao agradecer a manifestação de apoio, Álvaro destacou a importância do diálogo com os municípios e da construção de um projeto voltado para o desenvolvimento regional e o fortalecimento das cidades do interior potiguar.

A adesão do grupo liderado por Dr. Pio X Fernandes amplia a base de apoio de Álvaro Dias no Alto Oeste e reforça a presença do pré-candidato em uma das regiões mais importantes do estado. O apoio de prefeitos, ex-prefeitos e lideranças políticas demonstra a articulação construída por Álvaro junto aos municípios e fortalece sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte.

RN figura entre os estados mais preocupantes em cenário de rombo de R$ 6 bilhões nas contas estaduais

 

Assim como no plano federal, as contas públicas estaduais se deterioram neste ano eleitoral. Os estados devem fechar 2026 com um déficit fiscal de R$ 6 bilhões, de acordo com projeções da XP Investimentos. É uma inversão do desempenho desses entes federativos em 2025, quando tiveram superávit de R$ 6,6 bilhões.

Economista da XP, Tiago Sbardelotto diz que a tendência é de piora no desempenho dos estados neste ano, observando os dados até abril.

— Isso já era esperado num ano eleitoral — diz o economista. — Quando existe espaço fiscal, esses entes tendem a aumentar a despesa acima dos anos anteriores.

Até abril, a despesa total dos estados cresceu 6,5% acima da inflação, o dobro do aumento real (descontada a inflação) da arrecadação de impostos e outras receitas, que foi de de 3,3% nesses quatro meses.

As projeções da XP para a piora do resultado fiscal estadual baseiam-se em três fatores. O primeiro é a disponibilidade de caixa positiva de R$ 29 bilhões em 2025, o que permite que queimem recursos agora, ainda que o valor disponível seja bem inferior ao que restou em 2024, que foi de R$ 49 bilhões.

O destaque negativo nesse quesito é Minas Gerais, governado por Romeu Zema (Novo) até abril, quando ele saiu para se tornar pré-candidato à Presidência. O governo mineiro entrou o ano faltando R$ 11 bilhões em caixa para fazer frente às obrigações futuras.

Alagoas, nas mãos do governador Paulo Dantas (MDB), que finaliza o segundo mandato, também está em situação desfavorável, com caixa negativo em R$ 926 milhões. Sbardelotto menciona ainda o Rio Grande do Norte, comandado por Fátima Bezerra (PT), também no fim da segunda gestão consecutiva, com menos R$ 3 bilhões disponíveis.

Além destes, Distrito Federal (R$ 876 milhões) e Acre (R$ 280 milhões) também entraram 2026 com caixa negativo, mas já partiram de uma situação pior no ano passado, observa Sbardelotto. O levantamento dele também aponta outro conjunto de estados que já estão com as contas no vermelho neste ano: Tocantins, Goiás, Rio Grande do Norte, Paraná e Mato Grosso do Sul.

— Considerando a baixa disponibilidade de caixa, até abril deste ano, o que mais preocupa é o Rio Grande do Norte — observa o economista.

O Propag permitiu o parcelamento das dívidas em 30 anos, com redução de juros que poderia chegar a zero, descontando a inflação e, a, no máximo, 2%. A contrapartida dos estados é contratar investimentos em áreas prioritárias, como educação, saúde e segurança pública.

Para que o benefício não fique restrito aos estados mais endividados, foi criado um fundo de equalização para que entes com as contas mais equilibradas também pudessem aumentar seus investimentos. Parte da economia com juros dos endividados vai para alimentar esse fundo.

O terceiro ponto que Sbardelotto levanta é a aprovação da PEC dos Precatórios (dívidas judiciais das quais não cabe mais recurso) em setembro do ano passado, que permitiu que estados e municípios parcelassem seus débitos em até 300 meses. Antes, esse prazo era de 60 meses.

— Ao reduzir o ônus com precatórios, sobram mais recursos para aumentar despesas. Não muda o total dos gastos, mas muda a composição — explica o economista da XP.

A situação dos estados não é homogênea, diz o diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Marcus Pestana. Há São Paulo, onde Tarcísio de Freitas (Republicanos) concorre à reeleição, que tem endividamento alto, mas bom fluxo de caixa. É o estado mais rico do país, com alta capacidade arrecadatória.

O Tesouro Nacional classifica os estados com notas de A a D, para medir a capacidade de pagamento. No caso de São Paulo, a dívida está no grupo de estados com nota C, mas na liquidez e na poupança, exibe nota B. Já o Rio Grande do Norte tem média C por problemas de fluxo de caixa, mesmo com um endividamento baixo.

Pestana destaca estados com finanças em ordem. O campeão, com nota A e grande capacidade de investimento, é o Espírito Santo, onde o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), que assumiu com a saída de Ricardo Casagrande (PSB) em abril para disputar o Senado, concorre à reeleição. As contas públicas capixabas são bem avaliadas desde as gestões anteriores de Paulo Hartung.

Cláudio Hamilton, coordenador de Estudos de Conjuntura do Ipea, observa que estados que tinham indicadores melhores começam a se destacar desfavoravelmente. Cita Ceará e Tocantins, cujas dívidas líquidas eram de 17,4% e 8,6% das respectivas receitas anuais em 2008 e agora pularam para 39% e 26% no fim do ano passado.

O pesquisador também chama a atenção para a dívida caindo significativamente nessa proporção em Alagoas, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás, Santa Catarina e São Paulo. No caso de Alagoas, baixou de 162,7% da receita para 65,3%. São Paulo ainda tem endividamento alto, de 128,5% da receita, mas esse índice era 187,9% em 2008.

— Não acho tão problemático assim estados aumentarem os gastos um pouco em um ano eleitoral se baixaram os respectivos endividamentos enormemente. Já nos casos de Minas, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, pensaria diferente — diz Hamilton.

Segundo o levantamento da XP, os estados que estão dando passos maiores que as pernas neste ano são Maranhão (com 21,4% de alta na despesa para expansão de 8,9% da receita), Rio Grande do Norte (gastos subiram 17,7% enquanto a arrecadação só ganhou 5,3%) e Mato Grosso (16,6% de aumento de gastos contra 4,9% de alta de receita).

— Dentro das nossas projeções, os estados vão contribuir para uma política (fiscal) expansionista. Prevemos aumento de 40% nos investimentos dos estados — afirma Sbardelotto.

Pestana, da IFI, diz que essa expansão de gastos vai fazendo os estados elevarem a dívida com a União, se não tiverem disponibilidade de caixa, ou acumularem restos a pagar para o próximo governador.

Além do Espírito Santo, o economista Claudio Frischtak, presidente da Inter.B Consultoria, cita Piauí, Sergipe e São Paulo como “razoavelmente bem administrados” do ponto de vista das contas públicas. Na outra ponta, há um segundo grupo que, na avaliação dele, só não quebra de vez porque o Supremo Tribunal Federal (SFT) não deixa, concedendo liminares reiteradas que suspendem pagamentos e liberam os governos estaduais de abater suas dívidas com a União.

A trinca formada por Rio de Janeiro (onde o desembargador Ricardo Couto de Castro governa interinamente), Rio Grande do Sul (onde Eduardo Leite, PSD, encerra o segundo mandato) e Minas mostra dificuldade crônica para superar os apuros fiscais provocadas pela combinação de dívida alta e déficits orçamentários anuais:

— São estados que, do ponto de vista fiscal, são fragilizados. Estão continuamente entrando em processo de repactuação da dívida com a União, como Rio, Minas e Rio Grande do Sul. São estados com notas C e D no índice de capacidade de pagamento do Tesouro — explica Frischtak.

Hamilton, do Ipea, fez uma análise mais estrutural da situação dos estados. Ao comparar o endividamento entre 2008 e 2025, com base nos dados do Banco Central, a situação do Rio só piora. A dívida nos anos 2000 equivalia a uma vez e meia a receita corrente líquida. No passado, já representava quase o dobro.

Nesse grupo, ele também inclui Minas e Rio Grande do Sul. A dívida mineira subiu levemente, mas ainda representa 169,1% da receita do estado. Já no Rio Grande do Sul, apesar de ter melhorado um pouco o indicador, os débitos correspondem a 223,3% do que o estado arrecada.

Mesmo recebendo royalties do petróleo e da mineração, Minas e Rio não conseguem se beneficiar desses recursos extras para alcançar uma situação fiscal equilibrada. No Rio, onde a possibilidade de redistribuição dos royalties do petróleo, em análise no STF, seria catastrófica, Frischtak observa que a arrecadação foi prejudicada pela sonegação de impostos dos chamados devedores contumazes em setores como combustíveis, cigarros e bebidas. Em outros estados, o populismo fiscal domina, ele diz:

Essa percepção de que “gasto é vida” é muito ampla na nossa política.

O Globo

 
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