Olho D'água do Borges/RN -

Corredores lotados expõem o abandono do Governo Fátima no Hospital Tarcísio Maia

 

O Blog recebeu nesta quinta-feira (2) uma denúncia sobre a situação do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. Os corredores do hospital tomados por macas, pacientes aguardando atendimento fora das enfermarias e acompanhantes dividindo espaço em um ambiente já completamente saturado. 

Infelizmente, essa também não é uma cena nova. A superlotação virou rotina nos hospitais da rede estadual. Enquanto pacientes esperam por atendimento em corredores improvisados, a saúde do Rio Grande do Norte segue afundando sob a gestão do PT. 

A realidade é cruel. Corredores lotados, pacientes sem dignidade e profissionais trabalhando no limite. O retrato do Tarcísio Maia é mais um capítulo do abandono da saúde pública no Rio Grande do Norte. A pergunta é a mesma de sempre: até quando a população vai pagar a conta da incompetência do governo Fátima Bezerra?

Blog do Gustavo Negreiros.

Lula reage a coro por Cadu Xavier e resposta durante evento no RN surpreende: “Não conheço essa pessoa”

 

O presidente Lula (PT) esteve presente na quinta-feira (2) em Luís Gomes para a cerimônia de inauguração do Túnel Major Sales, no Ramal do Apodi, do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Em determinado momento, o público presente do evento começou a entoar o nome do pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier. Em tom de descontração, Lula respondeu que não o conhecia. “Não conheço Cadu”, disse o presidente, provocando risos entre os presentes.

Em seguida, o presidente completou: “Não reconheço a pessoa que vocês estão mencionando”. A cerimônia marcou a entrega simbólica de uma das principais estruturas do Ramal do Apodi, considerada estratégica para levar as águas da transposição do Rio São Francisco ao Oeste potiguar.

Veja no vídeo aqui.

Lula entrega obra da transposição no RN sem água e deixa prefeito de castigo: “até meia-noite”

 

O que era para ser o grande momento da inauguração do Túnel Major Sales, no município de Luís Gomes, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte, acabou se transformando em uma cena digna de humor involuntário.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve nesta quinta-feira (2) na cidade para participar da cerimônia de entrega da estrutura, que integra o Ramal do Apodi, do Projeto de Integração do Rio São Francisco. O problema é que a protagonista da festa simplesmente não apareceu: a água.

A expectativa era de que, durante o evento, a água começasse a jorrar pela adutora, simbolizando o funcionamento da obra. Mas, apesar da solenidade, dos discursos e da expectativa dos moradores, não caiu uma gota sequer.

A situação gerou um momento de constrangimento, amenizado pelo próprio presidente, que preferiu recorrer ao bom humor. Em tom de brincadeira, Lula sugeriu que o prefeito de Luís Gomes, Carlos Augusto de Paiva, o Tututa (MDB), permanecesse no local até meia-noite aguardando a chegada da água.

“Disseram que ela chega até meia-noite”, comentou o presidente, arrancando risos do público diante da situação inusitada.

Assista o vídeo aqui.

 

Na Bahia, petista é vaiado e chamado de ‘Jaques Master’

 

O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi vaiado nesta quinta-feira (2) durante o desfile do 2 de Julho, em Salvador. Manifestantes exibiram cartazes com a frase "Jaques Master", acompanhada de uma foto do parlamentar ao lado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. 

Os protestos ocorrem após a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo o Banco Master. A investigação apura se Jaques Wagner recebeu um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões e se atuou para favorecer interesses do banco na tramitação de uma emenda no Congresso. 

O senador deixou recentemente a liderança do governo no Senado para se dedicar à defesa. Jaques Wagner e seus advogados negam qualquer irregularidade e afirmam que o parlamentar não cometeu crimes.

Lula constrange o Brasil reclamando de ação dos EUA contra bandidos do PCC

 

A crítica constrangedora do governo Lula (PT) às sanções dos EUA a cúmplices do PCC, em nome de “soberania”, reitera sua recusa de cooperação no combate ao crime transnacional. Enquanto isso, o PCC baila, com ramificações nos EUA, na Europa, África e Ásia, financiando-se com narcotráfico e lavagem. As sanções americanas contra o PCC mostram na prática o que a designação terrorista permite: bloqueio de ativos, restrições a transações em dólar e ataque a estruturas da facção.

Crime virou detalhe

A reação de Lula revela preocupação maior de sanções atingirem bancos ou empresas brasileiras do que com o fato de estarem a serviço do PCC.

O que o Brasil recusa

Combater o PCC de forma séria exige cooperação internacional robusta, especialmente no rastreamento de recursos em dólar e criptomoedas.

Soberania usurpada aqui

A soberania não se defende com retórica contra Washington. Defende-se desmantelando quem, dentro do Brasil, a usurpa todos os dias.

Ajuda recusada

Em ano eleitoral, Lula prefere a narrativa da “soberania” a aceitar ajuda concreta contra um inimigo interno que já a viola diariamente.

 Claudio Humberto

Empréstimos consignados estão suspensos há um ano e dívida do Estado ultrapassa R$ 500 milhões

 

Todos os servidores públicos do Estado que procuram o Banco do Brasil, desde julho de 2025, ouvem a mesma resposta ao tentar contratar empréstimo consignado:

"O governo não está repassando as parcelas e os novos contratos estão suspensos".

São 12 meses de desespero para quem precisa honrar compromissos, pagar contas ou simplesmente sobreviver.

E o pior: quem já tem contrato ativo vive o terror de receber cartas e telefonemas de cobrança dos bancos, ameaçando negativação do nome, mesmo com as parcelas religiosamente descontadas do contracheque todo mês.

É o Estado descontando e os bancos dizendo que o repasse não foi feito. Um absurdo que empurra o servidor para o desgaste emocional e para a humilhação.

De acordo com informações recebidas pelo SINSP, o governo sequer está enviando qualquer quantia de repasse mensal. Os repasses foram interrompidos.

A dívida já é maior que meio bilhão e aumenta a cada mês!

Fonte: SINSP

 

Prefeita Dra. Silvana e vereadores de Jardim do Seridó prestigiam evento político de Álvaro Dias em Caicó

 

A prefeita de Jardim do Seridó, Dra. Silvana Costa - MDB, acompanhada dos vereadores Jarbas de Dito, Cássio de Zequinha e Emerson da Saúde, participou, no último sábado, de um evento político realizado em Caicó pelo pré-candidato Álvaro Dias.

O encontro reuniu lideranças políticas de diversas cidades do Seridó e serviu como espaço para o diálogo sobre o cenário político estadual, além da discussão de propostas e projetos voltados ao desenvolvimento da região.

A presença da prefeita e dos vereadores jardinenses reforçou a participação ativa da representação política do município em debates de interesse regional, fortalecendo o relacionamento com importantes lideranças e ampliando o diálogo em busca de futuras parcerias e investimentos para Jardim do Seridó.

Para os parlamentares, participar de encontros dessa natureza é uma oportunidade de estreitar laços institucionais e acompanhar de perto as discussões que envolvem o futuro do Rio Grande do Norte, sempre priorizando os interesses da população jardinense.

O evento contou com a participação de diversas autoridades, lideranças políticas e apoiadores, consolidando-se como um importante momento de articulação e fortalecimento do diálogo entre representantes de diferentes municípios do Seridó.

Fonte — ©Seridó no AR.

Meu amigo Abraão Lincoln!!!

 

O pré-candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) quer evitar a presença de Abraão Lincoln em seu palanque. Considera prejudicial à sua imagem, dada a ficha suja do neoaliado.

De fato, a ficha corrida de Abraão é bem complicada. Ele, que está no centro do escândalo do desvio bilionário do INSS, já foi preso em outra ocasião, na Operação Enredados, que desmantelou esquema de concessões para pesca ilegal.

O problema é que o aliado ficha suja não aceita investir na campanha de Allyson e ficar de fora na hora do banquete. Foi ele que levou o Republicanos para Allyson.  Além disso, Abraão é apoiador de Cinthia Pinheiro, esposa de Allyson, para deputada estadual. 

Para amigos de Abraão, se a régua de Allyson fosse honestamente criteriosa, ele não havia se abraçado com outros políticos de passado duvidoso.

É o caso do ex-deputado Dison Lisboa, que concluiu o mandato na Assembleia Legislativa, em 2018, usando tornozeleira eletrônica. Ele foi condenado e preso por crime de improbidade administrativa quando foi prefeito de Goianinha.

Os amigos de Abraão também citam o deputado federal João Maia, alvo da Via Ápia, operação que descortinou esquema de desvio de recursos das obras da BR-110 entre 2008 e 2010. O Ministério Público o acusou de ter recebido pelo menos R$ 1,2 milhão em propina.

Maia, na época, controlava o Dnit do RN, tendo colocado o sobrinho Gledson Maia no cargo de chefia. Gledson foi preso no estacionamento de uma churrascaria de Natal quando recebia um pacote em dinheiro não contabilizado.

Outro aliado de Allyson, o deputado federal Robinson Faria, frequentou o noticiário da corrupção quando foi presidente da Assembleia Legislativa. Ele virou réu na Operação Dama de Espadas, que desmantelou esquema de funcionários fantasmas.

O Ministério Público apurou que foram desviados – via fantasmas – R$ 3,7 milhões dos cofres públicos. A ação criminal foi suspensa no STF pelo ministro Dias Toffoli em 2021.

Pois bem.

Aceitar as bondades de Abraão Lincoln nos bastidores e tentar escondê-lo do público é uma armação perigosa para Allyson Bezerra. O aliado pode se rebelar e virar uma dor de cabeça.

Além disso, Allyson não está em condições de apontar o dedo para o líder do Republicanos. A Operação Mederi, detonada pela Polícia Federal, o coloca no mesmo patamar do neoaliado.

Jornal de Fato

Ramal do Apodi: Governo Lula usa contêiner improvisado para garantir passagem de água no RN

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca no Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (2). No estado, a agenda prevê a inauguração do túnel Major Sales, uma das estruturas que fazem parte do Ramal do Apodi, obra iniciada durante o governo Jair Bolsonaro, pelo então ministro Rogério Marinho, mas que ainda não foi concluída.

O Ramal do Apodi possui 115,5 km de extensão, enquanto o túnel a ser “inaugurado” tem 6,35 km. A obra beneficiará 54 municípios (sendo 34 no RN) e uma população estimada em 1,7 milhão de pessoas (510 mil potiguares). Mas o Ramal do Apodi ainda não está concluído, e a inauguração ocorre em meio a intervenções improvisadas, como a substituição de passagens molhadas por contêineres temporários.

Veja no vídeo o contêiner, localizado no município de José da Penha aqui.

Álvaro Dias conquista mais um apoio. Prefeita de Rodolfo Fernadas confirma voto na chapa Álvaro e Baba

 

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu mais um importante reforço à sua pré-candidatura. Desta vez, o apoio veio da prefeita de Rodolfo Fernandes, Claudinha (PL), e de seu grupo político, fortalecendo o projeto que vem sendo construído em todas as regiões do estado. 

Declararam apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado a prefeita Claudinha; o secretário municipal de Saúde e liderança política histórica de Rodolfo Fernandes, Chico do Mundo; e o secretário municipal de Administração, Francisco Matias. 

Durante o encontro, Álvaro conversou com as lideranças sobre os principais desafios enfrentados pelo município e ouviu sugestões para a construção de um plano de governo voltado ao desenvolvimento do Rio Grande do Norte, considerando as demandas e as prioridades de Rodolfo Fernandes. 

Ao agradecer o apoio recebido, Álvaro Dias destacou a importância da união de lideranças comprometidas com o fortalecimento dos municípios e com o desenvolvimento do estado. 

“Recebo esse apoio com muita alegria e responsabilidade. Nosso compromisso é construir um governo municipalista, presente em todas as regiões do Rio Grande do Norte, ouvindo prefeitos, lideranças e a população para transformar as necessidades dos municípios em prioridades da gestão estadual”, finalizou Álvaro Dias.

RN registra pior mês de maio na geração de empregos desde a pandemia

 

O Rio Grande do Norte teve em 2026 o pior mês de maio desde 2020, ano marcado pela pandemia de covid-19, na geração de empregos. Foram 109 postos formais de trabalho criados nesse mês, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta terça-feira (30). O resultado, obtido a partir da diferença entre 19.380 admissões e 19.271 demissões, colocou o RN na segunda pior posição do Nordeste no mês, à frente apenas de Alagoas (-75).

Em maio de 2020, o estado havia registrado o saldo de - 4.496 postos de emprego formal; em 2021, +1.662; em 2022, +3.484; em 2023, +1.715; em 2024, +2.882; e em 2025, +2.159. Com isso, o resultado de maio de 2026 é apenas 5% do registrado no mesmo mês do ano passado.

Na avaliação do economista Arthur Néo, vice-presidente do Conselho Regional de Economia do RN (Corecon), o resultado aponta para uma desaceleração na geração de empregos no estado, mesmo com leve avanço diante de abril, quando o estado perdeu postos formais de emprego. No mês passado, o RN registrou saldo de -156 vagas, pior resultado estadual desde 2021 (-1.044).

“Como a gente já vinha com um saldo negativo do mês passado, houve um certo crescimento, mas inexpressivo no sentido de algum crescimento econômico. É um dado bem preocupante, porque mês a mês o estado vem mostrando uma incapacidade de crescimento econômico de geração de empregos”, diz o economista.

Para Arthur Néo, o resultado de maio poderia ser pior se não fossem os festejos juninos e a Copa do Mundo. Isso porque as datas geram uma demanda temporária no mercado de trabalho, especialmente nos setores de serviços e comércio.

Por setores econômicos, maio de 2026 registrou a criação de vagas no Comércio (146), Serviços (400) e Indústria (38), e perdas na Agropecuária (-244) e na Construção (-229). “O saldo positivo de 109 empregos formais em maio evita um resultado negativo, mas confirma uma desaceleração importante do mercado de trabalho no RN”, diz Roberto Serquiz, presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiern).

Já a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Faern) avalia que o mês registrou menor dinamismo no mercado de trabalho potiguar, “influenciado principalmente pelos saldos negativos da agropecuária e da construção civil. Ao mesmo tempo, os setores de serviços e comércio continuaram gerando empregos e impediram que o saldo estadual fosse negativo”.

Tendência é negativa para os próximos meses

As perspectivas para os próximos meses são negativas, projeta o economista Arthur Néo. “Vamos entrar no mês de julho, que, fora o movimento da Copa, não tem mais nenhum outro evento expressivo para o Rio Grande do Norte”, diz.

“O setor de indústria vai continuar sofrendo, o setor de comércio vai continuar sofrendo, e o próprio setor de agricultura também vai continuar sofrendo. Serão dois meses, julho e agosto, bem duros para o RN”, avalia o economista, observando a dinâmica do mercado de trabalho potiguar.

Ainda segundo ele, apesar de as microempresas sustentarem a geração de empregos, elas geram postos de menor valor agregado e que pagam menos. Arthur Néo vê com preocupação a baixa presença da indústria na geração de oportunidades, uma vez que o setor costuma pagar remunerações de maior valor.

Veja mais aqui.

O futuro fiscal do RN precisa entrar na campanha

 

À medida que a campanha eleitoral se aproxima, cresce naturalmente a atenção sobre alianças partidárias, pesquisas de intenção de voto, agendas pelo interior e movimentos de bastidores. Tudo isso faz parte da política. Mas não deveria ocupar sozinho o centro do debate. Há um tema muito maior, muito mais urgente e muito mais determinante para o futuro do Estado: a delicada situação fiscal do Rio Grande do Norte.

Os números divulgados nas últimas semanas apenas reforçam um diagnóstico que já vinha sendo construído há algum tempo. O Rio Grande do Norte continua convivendo com um quadro de desequilíbrio estrutural das contas públicas, marcado pelo elevado comprometimento das receitas, baixa capacidade de investimento, déficit previdenciário crescente, elevado estoque de precatórios e dificuldades permanentes de liquidez. É um cenário que limita a atuação de qualquer governo, independentemente de quem esteja no poder.

O dado mais recente divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional aponta que o Rio Grande do Norte passou a ocupar também a liderança nacional em outro indicador preocupante: o peso dos precatórios. O estoque dessas dívidas judiciais já representa 36,1% da Receita Corrente Líquida do Estado, a maior proporção do Brasil. Trata-se de mais uma obrigação que pressiona as finanças estaduais e reduz a margem para investimentos e políticas públicas.

Esse indicador soma-se a outro já conhecido: o Estado continua sendo o campeão nacional em comprometimento da receita com despesas de pessoal do Poder Executivo. No primeiro quadrimestre deste ano, esse percentual atingiu 56,12%, muito acima do limite máximo de 49% previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Apenas a Paraíba também ultrapassou o teto legal, embora em patamar significativamente inferior.

Ao mesmo tempo, o déficit da Previdência estadual voltou a crescer. Em 2025, ultrapassou R$ 2 bilhões. Apenas para manter o pagamento de aposentadorias e pensões, o Tesouro Estadual precisou complementar mais de R$ 2 bilhões entre arrecadação e despesas do regime próprio. É um dinheiro que deixa de estar disponível para investimentos em infraestrutura, segurança, saúde ou educação.

Os próprios dados do Ipern mostram que o problema não desaparecerá rapidamente. Hoje, o Estado possui cerca de 54 mil servidores ativos, 49 mil aposentados e 14 mil pensionistas. Em outras palavras, a maioria da massa vinculada ao regime próprio já é composta por inativos. Segundo a direção do instituto, o déficit financeiro deverá continuar crescendo até aproximadamente 2035 antes de iniciar uma trajetória de estabilização.

A isso se somam outros números conhecidos. O orçamento de 2026 já nasce prevendo déficit superior a R$ 1,5 bilhão. O Estado iniciou o exercício com disponibilidade de caixa negativa acima de R$ 3 bilhões. Entre janeiro e abril, embora a arrecadação tenha crescido em relação ao ano passado, foi inferior ao previsto, obrigando o governo a contingenciar quase R$ 500 milhões em despesas. A dívida consolidada alcançou R$ 9,7 bilhões ao final de 2025, crescimento de 35% em apenas um ano. Segundo o Tesouro Nacional, apenas 4% da receita estadual são destinados a investimentos — o menor percentual do País.

Nenhum desses números significa que o Rio Grande do Norte esteja condenado à insolvência ou que não existam avanços administrativos. O próprio governo tem destacado o crescimento da arrecadação, o resultado orçamentário positivo no primeiro quadrimestre e medidas adotadas para conter a expansão das despesas previdenciárias, além do aumento nos investimentos a partir de operações de crédito. Tudo isso merece ser considerado. Mas seria um erro ignorar que, mesmo diante desses resultados pontuais, os desafios estruturais permanecem praticamente intactos.

É justamente por isso que o debate eleitoral precisa amadurecer.

Este jornal já observou, em outras oportunidades, que os principais pré-candidatos ao Governo têm preferido concentrar esforços em agendas políticas, comparações entre gestões, críticas aos adversários e discursos genéricos sobre responsabilidade fiscal. Nada disso substitui a apresentação de propostas concretas para enfrentar questões que se acumulam há décadas.

Não se espera, evidentemente, que candidatos apresentem soluções mágicas para problemas que atravessaram sucessivos governos. Também não seria razoável exigir planos detalhados antes mesmo do início oficial da campanha. Mas já é perfeitamente legítimo esperar diagnósticos consistentes e, principalmente, direções claras.

Como pretendem reduzir o peso da folha sem comprometer os serviços públicos? Qual será a estratégia para enfrentar o déficit previdenciário? Como reorganizar as despesas obrigatórias? O que fazer em relação ao crescente estoque de precatórios? Como ampliar a capacidade de investimento? Há espaço para uma reforma administrativa? Como atrair investimentos privados sem perder responsabilidade fiscal? Qual será o papel dos demais Poderes nesse esforço?

Essas perguntas não podem permanecer sem resposta.

Agora RN 

Fátima atrasa salário de aposentados e tenta vender isso como pagamento em dia.

 

O Governo Fátima Bezerra divulgou nesta terça-feira (30) uma nota afirmando que concluiu o pagamento dos servidores. Mas basta ler o texto para perceber que não foi bem assim. O próprio governo admite que 20% dos aposentados só receberão os salários nesta quarta-feira (1º), ou seja, fora do mês trabalhado. 

Mesmo sem conseguir pagar toda a folha dentro de junho, a gestão ainda afirma que o pagamento "reafirma o compromisso com a valorização dos servidores". Fica difícil falar em valorização quando aposentados, que passaram a vida inteira contribuindo para o Estado, precisam esperar mais um dia para receber o que é deles por direito. 

O mais curioso é a tentativa de transformar atraso em propaganda. Pagamento em dia é pagamento dentro do mês, no dia certo, para todos. O resto é malabarismo de quem prefere fazer marketing a admitir que deixou aposentados sem salário na data correta.

Blog do Gustavo Negreiros.

“Lula matou o Brasil”: Grupo faz “velório” no impostômetro

 

Um grupo de influenciadores realizou, no último sábado (27), um velório simbólico em frente ao Impostômetro, em São Paulo, em protesto contra a carga tributária e o alto custo de vida no Brasil. Participaram do ato o ex-MST Pedro Pôncio, o pré-candidato a deputado estadual Henrique Krigner (Novo), o pré-candidato a deputado estadual por São Paulo Major Hoio (Novo), o âncora Gustavo Segré e os influenciadores Jessé Kuchla e o Pierry Rodrigues.

Durante a manifestação, os participantes criticaram a arrecadação recorde do governo federal, o aumento dos gastos públicos e defenderam a renúncia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também citaram problemas fiscais, rombos em estatais, inflação e cortes em áreas como saúde, educação e segurança para justificar as críticas.

– Lula precisa renunciar, entregar a condução do país e reconhecer que o projeto político da esquerda fracassou. Após anos de governos do PT, temos um Brasil com problemas fiscais, rombos nas estatais e cortes na saúde, educação e segurança pública. Não dá mais, LULA MATOU O BRASIL – disse o grupo.

O tradicional Impostômetro registrou a marca de R$ 2 trilhões em arrecadação antes do fim do primeiro semestre pela primeira vez. Um “feito histórico” na gestão Lula.

O painel instalado pela Associação Comercial de São Paulo na capital paulista é atualizado em tempo real e exibe os valores arrecadados, em taxas e contribuições recolhidas, pelos governos federal, estadual e municipal. A marca foi batida pouco depois das 9h da manhã de sábado (27).

Em 2025, o valor havia sido alcançado em 3 de julho, seis dias depois do projetado para este ano. Em 2024, a marca foi registrada em 24 de julho. Ampliando o recorte, em 2015, o painel exibiu o mesmo valor apenas no último mês do ano: 9 de dezembro.

Apesar do aumento na arrecadação, há forte desequilíbrio fiscal. A plataforma Gasto Brasil, especializada em analisar as despesas públicas, contabilizou R$ 2,7 trilhões gastos até este mês de junho.

Pleno News 

 
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