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Deputados de oposição ao Governo Robinson querem barrar empréstimo

As dificuldades interpostas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa para a aprovação do empréstimo de R$ 850 milhões, que beneficiará o Rio Grande do Norte com recursos para contrapartida de obras durante o governo Robinson Faria (PSD), provocadas por deputados de oposição ao futuro governo, sob a liderança de Agnelo Alves (PDT), deverão ser superadas. A avaliação é do deputado estadual reeleito José Dias (PSD), provável futuro líder do governo Robinson na Assembleia Legislativa.

Dos cinco membros da CCJ, cinco são opositores ao governo Robinson. Daí a dificuldade aparente de aceitação do projeto, que dará um aporte financeiro importante para o início da futura gestão estadual. Para ir a plenário e ser votado pelos 24 deputados, o projeto necessita de parecer favorável da CCJ. Do relator da matéria, Kelps Lima (Solidariedade), passando pelos deputados Getúlio Rego (DEM), Ezequiel Ferreira (PMDB) e Hermano Morais (PMDB), até chegar a Agnelo Alves, todos são oposição ao futuro governo.

Primeiro a interpor dificuldades, Kelps, como relator da matéria, queria mudar a destinação dos recursos. Agnelo, por sua vez, bem antes de conhecer o projeto, mandou avisar que iria “pedir vistas”, uma espécie de medida protelatória. Para José Dias, entretanto, entre derrotados e vencidos, deverá reinar a parcimônia e o bom senso, e o projeto deverá ser aprovado na CCJ na sessão da próxima terça-feira. Neste sentido, José Dias ameniza na avaliação dos colegas a acredita que todos devem contribuir para o Estado.

“Minha expectativa é favorável. A Comissão é composta por cinco deputados. Kelps deu parecer favorável. Hermano não é contra, porque acha que o projeto é a favor do Estado. O deputado Getúlio é líder do governo, que está mandando o projeto e defendeu desde o começo o projeto. Ezequiel é pessoa de alto sentido público”, classificou Dias.

Instado a falar sobre a atuação de Agnelo, o provável futuro líder do governo na Casa disse ter convicção de que o pai do prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, não vai ser empecilho à aprovação da matéria. “Agnelo tem colocado essas barreiras, mas eu acredito que ele vai se convencer que isso é favorável ao Estado. Não acho que ele vá criar dificuldades maiores. Acho que ele levantou alguns problemas que acho que não deveria ter sido feito, mas tenho absoluta convicção de que, na terça, ele não vai criar maiores problemas. Esse é o meu sentimento”, avaliou Dias.

O temor existente, segundo Dias, é de que as dificuldades interpostas protelem a aprovação da matéria ao ponto de vir a ser prejudicado, caso a futura equipe econômica do governo Dilma Rousseff assuma e modifique a estratégia de financiamento do Banco do Brasil para este caso específico. “O projeto deve ser aprovado. A demora é, apenas, vamos dizer, para criar dificuldades. Porque o próprio banco argumenta isso. A linha de crédito foi criada dentro de uma política que está sendo executada pela equipe econômica atual. Portanto, dentro do banco existe uma maior receptividade ao empréstimo. Mas o empréstimo tem que passar pelo crivo do Tesouro Nacional. E pode ser – ninguém sabe – que a equipe econômica futura não tenha o mesmo entendimento”, frisou.


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