Álvaro Dias sai da disputa, mas seus 530 mil votos podem decidir o futuro do RN
A eleição para o Governo do Rio Grande do Norte entrou em
uma nova fase, mas uma peça importante do primeiro turno permanece no centro
das articulações: Álvaro Dias e os 530.580
votos que recebeu.
Com 26,71% dos votos válidos, Álvaro ficou fora do
segundo turno, mas deixou para trás um eleitorado numeroso, capaz de exercer
influência decisiva na disputa entre Allyson Bezerra e Cadu de
Lula.
Agora, a corrida eleitoral passa também pelos eleitores
que escolheram Álvaro. E é justamente esse contingente que se tornou alvo das
atenções dos dois candidatos.
Em Natal, onde Álvaro teve seu melhor desempenho, o
ex-prefeito foi o candidato mais votado para o Governo do Estado, superando
tanto Allyson quanto Cadu. O resultado reforça o peso político de seu
eleitorado na capital e em outras regiões do Estado.
Nos bastidores, entretanto, a definição política de Álvaro
ainda é aguardada. O ex-candidato defende cautela e já iniciou conversas com
lideranças como Rogério Marinho, Styvenson
Valentim, Coronel Hélio e Paulinho Freire, antes de qualquer
decisão definitiva sobre o segundo turno.
Mas há uma questão que nenhuma liderança consegue
controlar: eleitor não é propriedade de candidato.
Uma eventual declaração de apoio de Álvaro poderá
influenciar parte desse eleitorado, mas não significa que seus 530 mil votos
serão automaticamente transferidos para nenhum dos dois concorrentes.
O grande desafio de Allyson e Cadu será, portanto,
convencer esse eleitor que ficou sem candidato no segundo turno.
O voto de Álvaro pode ser a
chave da eleição, mas quem decidirá para onde ele vai é o próprio eleitor.
No dia 25 de outubro,
as urnas dirão se esse eleitorado será decisivo para levar Allyson ou Cadu ao
Governo do Rio Grande do Norte.

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