A Federação
dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) afirmou nesta
quarta-feira (7) que poderá adotar medidas judiciais caso o Governo do Estado
não regularize os repasses destinados às prefeituras potiguares. A declaração
foi feita pelo presidente da entidade e prefeito de Portalegre, José Augusto (União), após reunião com
representantes do Executivo estadual.
O encontro teve como principal pauta os atrasos nas transferências
constitucionais. Segundo levantamento apresentado anteriormente pela FEMURN, as
pendências superam R$ 253
milhões.
“Ficou muito claro na reunião que
a FEMURN não aceita mais o não pagamento dos atrasados e, acima de tudo, o
cumprimento da lei, que já está em vigor desde o dia 19 de setembro e até hoje
o governo não cumpriu o que determina a lei”, afirmou José Augusto.
Segundo o presidente, a assessoria jurídica da Federação participou da
reunião e apresentou aos representantes do Governo as medidas que poderão ser
adotadas caso a situação permaneça sem solução.
José Augusto afirmou ainda que a FEMURN terá uma reunião nesta quinta-feira
(8) com o Banco do Brasil
para tratar do cumprimento das regras relacionadas às transferências.
“De uma forma muito respeitosa,
dizemos ao governo que, a partir de agora, caso não ocorra o cumprimento, vamos
entrar com todas as medidas cabíveis”, declarou.
O presidente da Federação reforçou que a cobrança envolve recursos que,
segundo a entidade, pertencem aos municípios. Entre as pendências citadas estão
IPVA, ICMS, Fundeb, PETERN,
royalties do petróleo e Farmácia Básica.
“Nós não estamos discutindo
recursos do Estado. Nós estamos discutindo recursos que têm que estar na conta
dos municípios toda semana”, afirmou.
A FEMURN sustenta que a irregularidade nos repasses prejudica o planejamento financeiro das prefeituras e a manutenção de serviços públicos nos 167 municípios do Rio Grande do Norte.

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