Allyson Bezerra (União Brasil) perdeu o favoritismo para
o cargo de governador do Rio Grande do Norte, status que ele sustentou por todo
o primeiro turno das eleições, mas que não foi confirmado pelas urnas. A diferença
de sua votação para o candidato Cadu de Lula (PT) foi de apenas 0,78% dos votos
válidos.
Reflexo da anemia de votos em colégios eleitorais que ele,
Allyson, colocaria grande maioria sobre os adversários.
Em Mossoró, a sua principal base eleitoral, ele sofreu uma
redução de 30 mil votos entre 2024 e 2026.
Na região Oeste, onde seria aclamado nas urnas, perdeu para
Cadu nos maiores colégios eleitorais como Apodi, Pau dos Ferros, Caraúbas,
Patu, Assú e Baraúna. Bem como em Caicó.
As urnas do 1º turno foram uma ducha de água.
Para o 2º turno, Allyson precisa correr atrás daqueles que
ele desprezou no passado recente, como o senador Rogério Marinho, líder do PL,
e Álvaro Dias, que recebeu mais de 530 mil votos no 1º turno.
Vai ter que se ajoelhar.
Numa disputa acirrada como se apresenta agora, o seu ar de
arrogância desce ao solo. Resta saber se, ao retomar o papel de menino
pobrezinho, humilde e choroso, que ele encena tão bem, convencerá aqueles que
podem ser útil no 2º turno.
defato.com

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