Uma auditoria do TCE identificou que a judicialização de
direitos funcionais de servidores estaduais pode gerar um impacto estimado de
R$ 256,8 milhões para os cofres públicos. O levantamento aponta que atrasos e
falhas administrativas na concessão de vantagens funcionais têm levado milhares
de servidores a recorrer à Justiça para obter direitos que, em muitos casos,
acabam sendo reconhecidos judicialmente.
Segundo o relatório, foram identificadas cerca de 10.183
ações judiciais relacionadas principalmente a progressões, promoções e
enquadramentos funcionais, com forte concentração na área da educação estadual.
O valor estimado dessas demandas, no período de janeiro de 2025 a abril de
2026, alcança R$ 256.852.326,12.
A auditoria também concluiu que a judicialização gera
despesas adicionais para o Estado. Além do valor principal das ações, há custos
com tramitação processual, honorários advocatícios, juros e correção monetária.
De acordo com os cálculos da equipe técnica, a adoção de soluções
administrativas mais rápidas poderia evitar aproximadamente R$ 49,8 milhões em
despesas extras.
Os dados analisados mostram que o problema está concentrado
especialmente nas demandas ligadas à evolução funcional dos servidores. Apenas
nos Juizados Especiais da Fazenda Pública de Natal foram identificados 22.814
processos ativos relacionados a temas como progressão funcional, promoção e
enquadramento.
A fiscalização apontou ainda que o Governo do Estado responde por 81,56% do acervo processual ativo dos Juizados Especiais da Fazenda Pública da capital potiguar, o que evidencia o peso da litigiosidade envolvendo a administração estadual.

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