A estratégia de Allyson Bezerra (União Brasil) de evitar
um posicionamento sobre a disputa presidencial está correta.
Deu certo no primeiro.
Allyson mordeu uma fatia importante dos 59,75% dos votos de
Lula (PT) no RN; e beliscou um pedaço dos 34,77% de Flávio Bolsonaro (PL).
Só que, no segundo turno, a polarização entre o lulismo e o
bolsonarismo parece inevitável. Quem é Lula vota em Cadu de Lula; quem não é,
vota no adversário.
Cadu vai dizer isso, e repetir à exaustão, para deixar claro
ao eleitor de Lula que ele é o candidato do presidente a governador do estado.
Por mais que Allyson evite declarar o voto a Flávio
Bolsonaro, essa condição estará posta naturalmente.
No primeiro turno foi fácil disfarçar porque havia outra
candidatura de direita, a de Álvaro Dias (PL). Agora não tem Álvaro.
Na cabeça do eleitor ficará claro no decorrer do segundo
turno: Cadu é de Lula e o adversário, no caso Allyson, é de Flávio Bolsonaro.
O silêncio de Allyson sobre o seu voto a presidente é a
confissão.

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