O presidente do Partido da Causa Operária (PCO) e
candidato derrotado na disputa presidencial, Rui Costa Pimenta, criticou
publicamente nesta terça-feira (27) a determinação do ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de apreender os passaportes do
senador Flávio Bolsonaro (PL). Em declarações divulgadas nas redes
sociais, Pimenta classificou a medida judicial como uma “perseguição política”.
“Até
um cego vê que se trata de uma perseguição política”,
afirmou a liderança em publicações veiculadas na conta oficial do PCO no X
(antigo Twitter).
Críticas
ao STF e menção a inquéritos
Ao comentar a ordem descumprida pelo
parlamentar, que não entregou os documentos à Polícia Federal antes de embarcar
para o exterior, o dirigente questionou a extensão das medidas cautelares
impostas pelo STF. Pimenta mencionou pontualmente as apurações
que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
“Mundo
da fantasia. Se pedissem o passaporte de todo mundo que se envolveu com
Vorcaro, inclusive do PT, (…) precisaria alugar um prédio em Brasília para
guardar os passaportes. Flávio Bolsonaro não foi condenado por nada disso. É
uma questão política e nada mais”, declarou o presidente da sigla.
Em tom incisivo, o político questionou a
atuação do Tribunal e elevou o tom institucional ao afirmar que o “STF exerce uma ditadura”.
Ele ressaltou que a postura do PCO em defender o voto nulo no segundo turno das
eleições derivou do entendimento de que “votar em Lula era também votar
no STF”.
Repercussão
e defesa de garantias
As manifestações de Rui Costa Pimenta
geraram reação negativa nas redes sociais, com usuários acusando o líder de
extrema-esquerda de atuar na defesa de Flávio Bolsonaro.
Em
resposta aos questionamentos, Pimenta rebateu as críticas alegando que sua
posição não representa apoio individual ao senador do PL, mas sim a defesa
intransigente de princípios fundamentais: “Não estou defendendo o Flávio Bolsonaro,
estou defendendo os interesses democráticos do povo”.
Com informações do Poder360

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