O governo do Piauí, chefiado pelo petista Rafael Fonteles, sancionou uma lei que reserva vagas de emprego para egressos do sistema prisional e condenados que cumprem pena nos regimes aberto e semiaberto em contratos firmados pela administração pública estadual.
A iniciativa provocou forte reação da oposição. Ao Diário do Poder, parlamentares acusam o governo petista de criar uma política que beneficia criminosos em detrimento de trabalhadores sem antecedentes.
Pré-candidato ao Senado, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), destacou que o PT “prioriza criminosos”:
“Essa legislação, típica do PT e
da esquerda, prioriza o criminoso, obrigando o empresário a preterir um trabalhador
honesto e desempregado em favor de um condenado. Tempos difíceis!”, disparou.
Também pré-candidato ao Senado, o deputado federal
Rodrigo Valadares (PL-SE) afirmou que a iniciativa transmite um sinal
equivocado à sociedade.
“Essa medida é um tapa na cara do
trabalhador. O governo transformou o cumprimento de pena em um pré-requisito
para estabilidade profissional. Na prática, a mensagem oficial é de que o crime
compensa no longo prazo, pois garante uma vaga reservada que deveria ser
disputada por mérito por quem nunca cometeu um deslize.”
Outro pré-candidato ao Senado, o deputado federal
Sanderson (PL-RS) disse que o governo deveria priorizar ações voltadas à
segurança pública e às vítimas da criminalidade.
“Em vez de focar em políticas
robustas de segurança pública e no apoio às vítimas da violência, o governo
escolhe premiar quem violou as leis. Garantir vagas de emprego exclusivas para
ex-detentos, sem o mesmo critério para os jovens que lutam pelo primeiro
emprego honesto, é um deboche que alimenta a sensação de impunidade.”
Na mesma linha, o deputado Coronel Tadeu (PRD-SP)
classificou a política como um “absurdo administrativo”.
“O Governo do Piauí criou o maior
absurdo administrativo recente: a cota para quem cometeu crimes. O recado é
claro e assustador: cometa um delito, cumpra a pena e garanta o seu emprego na
saída. E o cidadão honesto? Esse que continue pagando a conta sem nenhum
direito garantido.”
Conheça a lei que
premia o criminoso
A Lei nº 9.029/2026, publicada no Diário Oficial do
Estado, determina que empresas contratadas pelo governo reservem parte de seus
postos de trabalho para esse público. Pelo texto, contratos que empreguem 25 ou
mais trabalhadores deverão destinar ao menos 5% das vagas a egressos do sistema
prisional e pessoas em cumprimento de pena nos regimes aberto e semiaberto.
Nos contratos com entre seis e 24 funcionários,
será obrigatória a reserva de uma vaga.
A própria lei estabelece que os beneficiários serão selecionados pelos Escritórios Sociais, pelas Varas de Execução Penal ou pela Secretaria de Estado da Justiça, e que as empresas deverão comprovar o cumprimento da regra para receber pagamentos do Estado.
O descumprimento poderá gerar sanções previstas na Lei de Licitações.
Entre os objetivos previstos na norma estão a oferta de capacitação profissional, incentivo à educação continuada, regularização documental e fortalecimento dos vínculos familiares dos beneficiários.
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