A indústria do Rio Grande do Norte registrou queda de
17,9%, o maior recuo do país no acumulado de 2026 até o mês de abril. Os dados
são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (10). Considerando apenas o
mês de abril, a indústria potiguar apresentou recuo de 13,6% na comparação com
o mês anterior, também a maior queda registrada no Brasil. As reduções foram
puxadas pela atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis
(óleo diesel), que apresentou retração de 29,9% no acumulado do ano e de 27,8%
em abril.
Segundo o IBGE, também tiveram números negativos
no quadrimestre a fabricação de produtos alimentícios (-6,2%) e as indústrias
extrativistas (-5,6%). Ainda levando em conta os quatro primeiros meses de
2026, além do RN, outros sete estados no País acumulam taxas negativas na
produção industrial: Bahia (-4,6%), Maranhão (-4,5%), Ceará (-4,4%), Amazonas
(-3,5%), Santa Catarina (-2,8%), Paraná (-1,1%) e São Paulo (-0,4%).
Para o Observatório da Indústria Mais RN, da
Fiern, os dados apontam para uma perda de dinamismo do setor na região
Nordeste, bem como no cenário nacional. O órgão pondera, no entanto, que não
houve queda generalizada no RN.
“Na verdade, o resultado negativo teve como razão,
especificamente, o recuo de quase 20%, entre janeiro e abril, do setor de
Petróleo e Gás, enquanto os demais apresentaram números próximos do esperado
para o início do ano”, disse o observatório por meio de nota.
Para o restante do ano, a Fiern prevê uma
recuperação dos saldos negativos, ressalvando que não há como desconsiderar
fatores externos ao RN, como o valor da taxa Selic, incertezas envolvendo
eleições e mudanças relativas à reforma tributária.
Veja mais aqui.
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