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Janot pede ao STF afastamento de Cunha


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ontem, ao Supremo Tribunal Federal o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo de deputado federal e, consequentemente, das funções na Presidência da Casa. O pedido foi protocolado há cerca de 20 minutos no gabinete do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na Corte, e deve ser analisado em plenário pelos 11 ministros do Tribunal. Janot lista uma série de eventos que indicam suposta práticas de "vários crimes de natureza grave" com uso do cargo a favor do deputado, integração de organização criminosa e tentativa de obstrução das investigações criminais.

O Eduardo Cunha tem adotado, há muito, posicionamentos absolutamente incompatíveis com o devido processo legal, valendo-se de sua prerrogativa de Presidente da Câmara dos Deputados unicamente com o propósito de autoproteção mediante ações espúrias para evitar a apuração de sua condutas, tanto na esfera penal como na esfera política", escreveu Janot na peça de 183 páginas. De acordo com o procurador-geral, o objetivo da medida é garantir a ordem pública para evitar nova prática de crimes e o "regular andamento da instrução e aplicação da lei penal".

Rodrigo Janot cita que o afastamento nem chega a ser a medida mais grave que poderia ser adotada - que seria pedido de prisão preventiva. Segundo a Procuradoria, as ações de Cunha para interferir na investigação e no processo de apuração interna no Conselho de Ética da Casa são "evidentes e incontestáveis".

O procurador-geral aponta, por exemplo, uso da atividade parlamentar para fins ilícitos, como a venda de Medidas Provisórias para beneficiar, por exemplo, o banco BTG Pactual, de André Esteves, preso pela Operação Lava Jato em novembro.


Pedido e desdobramento

As denúncias da Procuradoria da República
O pedido:
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao Supremo Tribunal Federal o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo de deputado federal e, consequentemente, das funções na Presidência da Casa. 

Onde:
O pedido foi protocolado no gabinete do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na Corte

Quem vai decidir:
O pedido deve ser analisado em plenário pelos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal. 

As alegações
O procurador Rodrigo Janot lista uma série de eventos que indicam suposta prática de "vários crimes de natureza grave" com uso do cargo a favor do deputado, integração de organização criminosa e tentativa de obstrução das investigações criminais. "O Eduardo Cunha tem adotado, há muito, posicionamentos absolutamente incompatíveis com o devido processo legal, valendo-se de sua prerrogativa de Presidente da Câmara dos Deputados unicamente com o propósito de autoproteção”, afirma. 

O motivo:
De acordo com o procurador-geral, o objetivo da medida é garantir a ordem pública para evitar nova prática de crimes e o "regular andamento da instrução e aplicação da lei penal". 

A reação:
Eduardo Cunha afirmou que o pedido de afastamento é um "fato político" e uma retaliação do procurador-geral, que segundo ele, o "escolheu para ser investigado". 

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