Olho D'água do Borges/RN -

Edson Fachin se posiciona a favor da continuidade do processo de impeachment de Dilma


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin indeferiu hoje (16) o pedido do PC do B, que solicitava defesa prévia a Dilma Rousseff antes da aceitação do processo de impeachment, e se posicionou a favor da continuidade do rito na Comissão Especial na Câmara dos Deputados.

O voto do relator se estendeu por quase duas horas no primeiro dia da sessão que analisa a validade das regras. Outros 10 ministros ainda devem se pronunciar nesta quinta-feira, na retomada da discussão no STF.

“Não há obrigatoriedade de defesa prévia para esta decisão, somente após parecer da Comissão Especial. Adianto que a ausência de defesa prévia não viola o devido processo legal”, declarou Fachin.

Fachin afirmou, ainda, que considera o processo de impeachment válido e constitucional, bem como o voto secreto para a formação da chapa de oposição na Comissão Especial.

“Impeachment é processo político e jurídico, passível de controle judicial. E é compatível com a Constituição”, declarou. 

“Em meu modo de ver, apesar de publicidade ser regra geral, a Constituição admite que o poder possa ser feito de forma secreta”, acrescentou.

O ministro também analisou a questão envolvendo a parcialidade do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo o pedido do PC do B, Cunha estaria impossibilitado de aceitar o impeachment por suspeição. Fachin indeferiu a solicitação e considerou que causas de impedimento "não se compatibilizam no caso específico".

“Imparcialidade não é característica no parlamento político”, ressaltou.

Por fim, o ministro disse que a denúncia contra Dilma Rousseff, para ser recebida no STF, precisará ter dois terços dos votos dos deputados. Caso contrário, será arquivada.


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