O Ibovespa engatou a sua sexta queda consecutiva nesta
terça-feira (03), ao recuar 1,42% e fechar aos 165 mil pontos, escancarando que
o mês de novembro começou sob o mesmo pânico fiscal que marcou o fim de
outubro. O dólar comercial acompanhou a sangria e subiu 0,79%, cotado a R$
5,487 na sua terceira alta seguida.
O renovado pessimismo do mercado financeiro é reflexo
direto da falta de um plano fiscal crível por parte do Governo Federal e da
simpatia de aliados do Planalto por teses heterodoxas de intervenção na taxa
Selic e uso de reservas cambiais.
Mesmo com as tentativas da equipe econômica de atuar como
“bombeira” e negar planos de tabelamento de juros, o simples apoio de nomes
próximos ao presidente a propostas mirabolantes bastou para disparar as taxas
de juros futuros e azedar o ambiente de negócios.
A indefinição quanto aos novos nomes para o Banco Central
e a ausência de cortes rígidos de gastos continuam cobrando um preço alto da
economia real. O resultado foi um tombo generalizado em papéis de peso na
Bolsa, com ações de grandes bancos em queda e a Dasa despencando mais de 15%
sob a pressão dos juros elevados.
Com informações do Infomoney

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