Os dados foram apontados pela Confederação Nacional de
Municípios (CNM) e por indicadores oficiais de transferências federais. Segundo
a federação, o quadro exige atenção dos gestores municipais.
O Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal
receita de grande parte das prefeituras, teve redução nos repasses. No mesmo
período, de acordo com a Federação, cresceram os gastos, principalmente na
saúde, com consultas, exames, medicamentos e transporte de pacientes.
A Femurn também relata retenções ou atrasos em repasses
do Governo do Estado, entre eles ICMS e IPVA. Há pendências ainda no
cofinanciamento da assistência farmacêutica básica, da assistência social e de
recursos da educação, incluindo o Fundeb.
Sem esses valores, as prefeituras usam recursos próprios
para manter serviços que deveriam ter participação financeira estadual. Isso
reduz o espaço nos orçamentos municipais.
Segundo a nota assinada pelo presidente da Femurn, José
Augusto de Freitas Rêgo, os municípios assumem encargos antes atribuídos à
União e aos estados sem receber os recursos correspondentes. Eles também
precisam aplicar no mínimo 25% da receita de impostos e transferências em
educação.
Algumas administrações já adiaram ou cancelaram eventos,
revisaram investimentos, renegociaram contratos e reprogramaram pagamentos.
Essas medidas buscam conter despesas.
A Femurn orienta os prefeitos a reforçar o controle
financeiro e acompanhar de forma contínua a arrecadação. Recomenda ainda evitar
novos compromissos sem garantia de recursos e priorizar serviços essenciais e
obrigações legais.
A entidade avalia que a transição entre governos aumenta
as incertezas. Decisões que poderiam aliviar as contas municipais podem ficar
para 2027.

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