Em um mês, a Polícia Federal concluirá as investigações
da Operação Mederi. A prorrogação por 90 dias, concedida pelo desembargador
federal Rogério Fialho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), se
encerrará logo após o feriado da Proclamação da República, 15 de novembro.
A PF já tem material suficiente para o desfecho da operação,
que desmantelou um esquema de desvio de recursos da saúde pública de Mossoró e
de outros cinco municípios da região.
No “topo” da estrutura criminosa, segundo a Polícia Federal,
está ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) e o seu sucessor Marcos Bezerra
(Republicanos). Ambos foram alvo de busca e apreensão.
Em áudios e vídeos interceptados pela PF, com autorização da
Justiça Federal, seus nomes aparecem citados por sócios da empresa DisMed
Distribuidora de Medicamentos, como supostos beneficiados por pagamento de
propina (Allyson) e caixa para bancar futuras eleições (Marcos).
Outras figuras de proa da gestão municipal também são
investigadas e foram alvo de ações da Polícia Federal.
O cerco se fechou.
Agora é contagem regressiva.
Não quer dizer que Allyson e Marcos estão em apuros. Se nada
dever, serão inocentados e vida que segue.
Mas se as investigações comprovarem o que a Polícia Federal
descobriu em 27 de janeiro deste ano, quando deflagrou a Operação Mederi, a
situação de ambos ficará bem delicada.
Jornal de Fato

0 comentários:
Postar um comentário