Os dias de quem abre um blogue, cria um perfil nas redes
sociais e simplesmente passa a se apresentar como jornalista sem formação
profissional podem estar contados. Pelo menos é essa a discussão que os
ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF),
querem recolocar em pauta.
Nesta terça-feira (18), os ministros defenderam que o Supremo
volte a discutir a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
Dino relacionou a necessidade do debate ao novo ambiente criado pelas redes
sociais e à facilidade com que qualquer pessoa pode se autodenominar
jornalista.
“Hoje com as redes sociais, em que qualquer pessoa acorda e
diz: ‘A partir de hoje eu sou um jornalista’”, afirmou Dino, ao questionar
situações em que pessoas utilizam blogues e plataformas digitais para atacar a
honra de terceiros e depois procuram se proteger sob o argumento da liberdade
de imprensa.
Para Dino, esse tipo de atuação não pode ser colocado no
mesmo patamar da imprensa e do jornalismo profissional. Moraes também defendeu
que a discussão sobre a exigência do diploma seja retomada.
Portanto, os chamados “pseudojornalistas” e blogueiros sem
formação que se apresentam como profissionais da imprensa devem ficar atentos:
se essa discussão avançar e resultar numa mudança das regras, os dias do
jornalismo profissional sem diploma podem estar contados.
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