O pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra,
parece estar se especializando em se esquivar da tomada de decisões quando o
assunto é apagar incêndios internos no União Brasil.
E essa postura tem cobrado um preço.
O primeiro grande episódio ocorreu durante a polêmica envolvendo Kelps
Lima, quando ele decidiu confrontar os três deputados da base de Allyson que
integravam, ao lado dele, a nominata da federação para a Câmara dos Deputados.
A troca de farpas escalou a ponto de Kelps classificar Robinson Faria como
o pior governador da história do Rio Grande do Norte. O desfecho é conhecido: o
trio acabou isolando Kelps, que desistiu da candidatura.
Em meio a toda essa crise, Allyson adotou a postura do avestruz: enterrou
a cabeça na areia e permaneceu em silêncio até que o problema encontrasse uma
solução natural. Assistiu calado à queda de um amigo pessoal, aquele que lhe
estendeu a mão e apostou nele quando ainda iniciava sua trajetória política.
Kelps jamais dirá publicamente o que sente hoje em relação a Allyson. Mas
interlocutores próximos ao ex-deputado afirmam que a mágoa é profunda.
O novo problema que surge no União Brasil, e diante do qual Allyson, ao
que tudo indica, também deve evitar qualquer posicionamento, envolve a forma
desrespeitosa como o vereador Tércio Tinôco se referiu a Carlos Eduardo Alves
ao comentar o anúncio de que o ex-prefeito deixaria sua candidatura para
coordenar a campanha de Allyson em Natal.
Segundo Tércio, esse convite jamais existiu e Carlos Eduardo teria se
autoproclamado coordenador. Ainda de acordo com o vereador, o ex-prefeito teria
mentido ao se apresentar dessa forma.
Carlos Eduardo já precisou engolir muitos sapos durante o processo
eleitoral de 2026. O maior deles foi ouvir do próprio Allyson que não haveria
um centavo do fundo eleitoral caso insistisse em disputar o Senado. Ainda
assim, recuou e não saiu fazendo críticas públicas.
A declaração de Tércio torna a situação ainda mais constrangedora para
Carlos Eduardo, que acabou sendo chamado de mentiroso. Foi humilhante.
Enquanto isso, Allyson faz de conta que o problema não lhe diz respeito e
se omite de qualquer gesto de solidariedade em favor do aliado.
Aliás, essa tem sido a marca de Allyson nesta pré-campanha: pouca solidariedade
com aqueles que vão ficando pelo caminho. Kelps que o diga. E Carlos Eduardo
também.
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