Pacientes transplantados e pessoas com doenças autoimunes
no RN enfrentam uma situação dramática: a falta do medicamento ciclosporina na
Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) já dura cerca de seis meses.
O
imunossupressor é essencial para evitar a rejeição de órgãos e medula óssea.
Uma das
afetadas é Rogéria da Silva, moradora de São Bento do Trairi, que passou por
transplante de medula e depende da medicação contínua, conforme informações do
G1 RN.
Segundo
ela, a resposta na unidade é sempre negativa, forçando os pacientes a buscarem
alternativas para não interromperem o tratamento diário.
Especialistas
alertam que a ausência do remédio traz risco real e imediato de rejeição grave.
A
cardiologista Lorena Marques revelou que hospitais vêm utilizando doações e
estoques próprios para conter o avanço de quadros críticos em pacientes que
chegaram com sinais de rejeição.
Em resposta, a direção da Unicat admitiu o desabastecimento, informando que realizou a compra e aguarda a entrega pelo fornecedor. O órgão estadual, no entanto, não deu qualquer prazo para a regularização do estoque aos pacientes cadastrados.
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