Mais uma vez, o discurso da “crise fiscal” do Estado é
utilizado para transferir aos servidores públicos a responsabilidade por
problemas que têm outras origens. Desta vez, o alvo são os trabalhadores e as
trabalhadoras que ingressaram no serviço público em um período em que a
Constituição Federal ainda não exigia a realização de concurso público.
Enquanto isso, permanecem intocados os verdadeiros
fatores que comprometem as finanças do Estado: a dívida ativa bilionária, as
renúncias fiscais que favorecem grandes grupos econômicos, a crescente
terceirização dos serviços públicos, que drena recursos do orçamento, e os
privilégios mantidos nas cúpulas dos poderes.
Em vez de enfrentar essas distorções, tenta-se
responsabilizar quem dedicou décadas de trabalho ao serviço público e à
população do Rio Grande do Norte. Direitos adquiridos e mecanismos como o abono
de permanência passam a ser tratados como problemas fiscais, numa clara
inversão de prioridades.
Fonte: SINSP
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