Quando digo que o governo Fátima Bezerra é um desastre a
níveis intergalácticos, não estou exagerando. A obra da sede do 12º BPM, em
Mossoró, já deveria ter sido entregue há anos. Ela foi viabilizada por meio de
uma emenda parlamentar do deputado federal General Girão, que destinou R$ 1,2
milhão em 2020. A contrapartida ficou a cargo do Governo do Estado.
Pois bem, ou melhor, nem tão bem assim. O prédio foi
entregue aos policiais, que antes atuavam em um galpão alugado às margens da
BR-304, no sentido Natal. Não houve cerimônia de inauguração. Apenas entregaram
a estrutura, mas com problemas impossíveis de passar despercebidos.
O batalhão não tem muro. Isso mesmo. Fizeram o projeto de uma unidade da Polícia Militar e esqueceram de incluir um muro na obra. Estamos falando de um local onde são guardados armamentos e viaturas, além de servir como alojamento e área de descanso para os policiais.
Outro problema grave foi relatado por policiais que
procuraram o blog. A fiação elétrica do prédio foi executada de forma
inadequada. A empresa responsável pela construção seguiu a planilha do projeto
licitado, mas a Secretaria de Infraestrutura deve ter alterado o projeto
original para reduzir custos. A fiação não suporta o funcionamento dos
aparelhos de ar-condicionado, pois os cabos instalados seriam incompatíveis com
a carga necessária.
Policiais estão trabalhando sob calor intenso ou
recorrendo a ventiladores levados de casa. Para resolver o problema, será
necessária uma nova licitação para substituir toda a fiação elétrica e permitir
o funcionamento adequado dos equipamentos de climatização.
Sobre a construção do muro, o blog foi informado por uma
fonte de que uma empresa já venceu o processo licitatório para executar o
serviço. Deve ser resolvido em breve.
São coisas do desastroso governo do PT, que vive
repetindo na imprensa e na propaganda oficial que é o governo que mais investiu
em segurança pública. A realidade, porém, é bem diferente.
O deputado federal General Girão, autor da emenda que
destinou recursos para a obra, tem o dever institucional de visitar o prédio,
fiscalizar sua execução e cobrar explicações sobre a correta aplicação dos
recursos públicos em sua próxima agenda em Mossoró.
É um escárnio com o dinheiro público e um desrespeito aos
policiais militares que arriscam a vida diariamente em uma cidade que enfrenta
uma verdadeira guerra entre facções criminosas.
Ismael Souza.

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