A Polícia
Legislativa do Senado registrou um boletim de ocorrência para apurar a suspeita
de que a influencer Deolane Bezerra estaria planejando um atentado contra o
senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
De acordo com o
documento, ao qual VEJA teve acesso, as ameaças foram expostas pelo funkeiro MC
Misa durante entrevista ao canal Frank Clips, no TikTok e no YouTube. No vídeo
anexado ao pedido de apuração, Misa afirma que Deolane, juntamente com outros indivíduos,
estaria planejando o assassinato de Flávio.
“Inclusive, o
atentado agora que o filho do Bolsonaro vai sofrer, que foi articulado com
Marcelinho e com a Deolane, Deolane articulou um atentado agora pro filho do
Bolsonaro. Então são situações que a gente, o mundo do funk, sabe tudo. A gente
sabe o que tá acontecendo”, diz o funkeiro.
O entrevistador
Frank pergunta mais detalhes sobre a afirmação e, na sequência, diz querer
“deixar claro” que a responsabilidade da denúncia era do entrevistado, e que aquela
não era opinião do canal.
MC Misa responde
que o atentado estaria sendo planejado porque, caso Flávio vença a disputa
presidencial, haverá um “afeto danado”, “tanto para a esquerda quanto pra
pessoas que ela [Deolane] carrega junto com ela”.
O funkeiro
prossegue e diz que não tem relação com o possível crime, que não “cagueta”
ninguém e que estava falando de ameaças que circulavam no “mundo do funk”. Ele
também afirma que os envolvidos no suposto atentado seriam políticos.
“O que eu falo é
que as pessoas que estão envolvidas nesse atentado não são nem criminosos. É
político. Pessoas que têm ligação com a Deolane, e ela mapeia essa situação e
ela faz acontecer. Porque sabem que se o Flávio Bolsonaro ganhar, vai afetar
muito nos trâmites dela. Então daria pra acontecer, porém eu já tô falando
agora, um atentado contra o Flávio Bolsonaro”, afirma.
As declarações,
segundo o boletim de ocorrência, foram feitas em vídeo no canal “Frank Clips”
publicado na última terça-feira, 26. Trecho da live foi anexada ao registro,
que se deu na última quarta, 27, na Coordenação de Polícia de Investigação e
Judiciária do Senado.
O B.O. foi
protocolado pelo policial legislativo Bruno Ribeiro Fonseca a partir de
informações da Inteligência da própria Polícia do Senado Federal. O documento
pede a verificação “preliminar da procedência de informações” veiculadas nas
gravações entregues. Caso haja indícios suficientes, a Polícia poderá instaurar
inquérito.
Deolane, que tem
21 milhões de seguidores só no Instagram, foi presa nesta semana durante
operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo por suspeita de
envolvimento com a facção PCC, inclusive com familiares de Marcos Willians
Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do grupo criminoso. Ela nega as
acusações.
Veja
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