As pesquisas Datafolha e BTG/Nexus, divulgadas quase que
simultaneamente, trazem uma leitura bem clara sobre a disputa presidencial.
Os números de intenção de votos em 2º turno são iguais: Lula
(PT) tem 47%, Flávio Bolsonaro (PL), 43%. Um empate técnico dentro da margem de
erro.
Os dados mais relevantes são outros, com notícias boas e
ruins para os dois lados.
Para Lula, houve uma melhora na avaliação do governo,
reduzindo de 9 para 6 pontos percentuais os índices de desaprovação x aprovação
(38% a 32%).
Outro ponto interessante para Lula é que ele oscilou
positivamente a intenção de votos, saltando de 46% para 47%.
A notícia ruim para o petista é que ele segue com alto índice
de rejeição, embora tenha caído de 47% para 45%. A leitura dentro do PT é que o
governo ainda não conseguiu apresentar ao público os feitos do Lula 3,
entendendo que a comunicação está sendo mal feita.
Já Flávio Bolsonaro recebeu a notícia negativa que a sua
ligação com Daniel Vorcaro, do Banco Master, no caso “Darke Horse”, afetou a
sua pré-candidatura.
Ele caiu 3 pontos percentuais, de 46% para 43%. Também viu a
sua rejeição subir 3 pontos.
Por outro lado, o nome de Flávio parece resiliente, uma vez
que a oscilação negativa (3 pontos percentuais) foi menor do que seus
adversários esperavam.
Outra notícia celebrada pelo bolsonarismo é que 88% dos
eleitores de Flávio defendem que ele deve continuar candidato e 73% afirmam que
seguem acreditando nele.
A confiança caiu apenas 10% entre os seus eleitores.
Esses números mostram que a polarização segue sustentando
Lula e Flávio e funcionando como uma espécie de “guarda-chuva” para protege-los
das “tempestades”.
Logo, está bem claro que a sucessão presidencial será
decidida por um grupo menor, porém, com o poder de desempatar a pendenga: os
eleitores que não são lulistas nem bolsonaristas.
César Santos
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