Olho D'água do Borges/RN -

Divisão do PMN abre espaço para outros partidos na AL

As eleições 2010 mal terminaram e já começaram as conversas de bastidores na Assembleia Legislativa (AL) para saber quem será o próximo a assumir a cadeira da Presidência da Casa. Os nomes mais cotados são o dos deputados Vivaldo Costa (PR) e Ricardo Motta (PMN).

Com o atual presidente, deputado Robinson Faria (PMN), eleito vice-governador de Rosalba Ciarlini (DEM), a vaga irá ficar aberta. Mesmo viajando com a família e não podendo comentar o assunto, Robinson, que presidiu a Casa nos últimos oito anos, já foi incumbido por Rosalba a ficar com a articulação política dentro da AL.

Ricardo Motta seria o primeiro dos nomes cotados por ter fortes ligações com Robinson e por ser do mesmo partido. Ainda durante a campana, durante reunião com representantes dos comerciantes e dos panificadores, ele já se anunciava futuro presidente da Assembleia alegando que o partido não queria perder a Presidência.

O problema para Ricardo é que os próprios companheiros de partido já demonstraram o interesse em ficar no cargo que será deixado por Robinson. Antônio Jácome, que foi o deputado estadual eleito com maior número de votos - 54.743 no total, e Raimundo Fernandes também pensam em ficar na Presidência. Para Ricardo a vantagem é a de ter uma maior afinidade e proximidade de Robinson, mas para os demais vale a articulação entre os bastidores.

Correndo por fora do PMN, ainda tem Vivaldo Costa que é outro bem cotado. Vivaldo surpreendeu nas eleições desse ano ao anunciar o apoio a candidatura de Rosalba ao Governo, ao invés Iberê Ferreira de Souza (PSB) - como era esperado. O deputado eleito informou que achava natural concorrer a vaga pelo fato de ter apoiado a candidatura vencedora.

Para Vivaldo se sobrecai a política de dois pesos e duas medidas. Ele tem em seu favor a boa circulação entre bancada da futura oposição, até agora formada por Ezequiel Ferreira de Souza (PTB), Gustavo Carvalho (PSB), Tomba (PSB), Nelter Queiroz (PMDB), Larissa Rosado (PSB), Márcia Maia (PSB), George Soares (PR), Fábio Dantas (PHS), Agnelo Alves (PDT) e Fernando Mineiro (PT), já que os deputados do PMDB Poti Junior, Hermano Morais e Gustavo Fernandes ainda são uma incógnita para o futuro governo.
Porém, essa vantagem pode se voltar contra ele, pelo fato de ter largado Iberê no Governo. Ao todo, quatro deputados são do mesmo partido do governador e esses votos podem terminar deixando-o de fora da disputa interna.

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