O mercado financeiro aumentou a previsão de déficit
primário do Governo Federal para R$ 53,048 bilhões em 2026, segundo o Prisma
Fiscal, divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Ministério da Fazenda. Em
setembro, a estimativa era de R$ 52,27 bilhões. Na prática, a projeção indica
que as despesas do governo devem superar a arrecadação em mais de R$ 53
bilhões, sem contar os juros da dívida pública.
O resultado importa porque,
quando o governo gasta mais do que arrecada, precisa buscar recursos para
cobrir a diferença, o que pode contribuir para o aumento da dívida pública. Uma
dívida maior eleva a pressão sobre as contas futuras e pode dificultar a
redução dos juros, além de limitar o dinheiro disponível para investimentos e
serviços públicos.
O levantamento também aponta
que a dívida bruta do Governo Feral deve alcançar 83,4% do PIB em 2026, acima
da projeção de 83,2% feita no mês anterior. Para 2027, a estimativa é de 87% do
PIB. O indicador mede o peso da dívida em relação ao tamanho da economia e
ajuda a avaliar a capacidade do país de honrar seus compromissos.
Para o cidadão, a trajetória
das contas públicas importa porque desequilíbrios persistentes podem aumentar o
custo de financiamento do país e reduzir o espaço para gastos e investimentos
no futuro.
Com informações da Revista Oeste

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