A campanha de Lula (PT)
não apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dados bancários e fiscais
pessoais da lobista Roberta Luchsinger. Ela questionou nas redes sociais como
informações sobre seus sigilos teriam sido obtidas e afirmou que seus dados estão
sob segredo de Justiça. Segundo ela, ninguém pediu autorização para acessar os
documentos. A empresária prometeu tomar “todas as medidas cabíveis”.
Estas informações às quais Roberta se refere não foram
solicitadas pela equipe de Flávio Bolsonaro (PL). O pedido se restringe a
registros de visitas dela a prédios públicos, voos em aeronaves da FAB e
reuniões em órgãos federais.
Lula e Flávio travam um embate
sobre a divulgação de informações financeiras na reta final do segundo turno.
As campanhas formalizaram um acordo para autorizar a abertura de sigilos, mas
ainda divergem sobre a forma de divulgação dos dados.
Na quinta-feira (22), o ministro André Mendonça, do TSE, afirmou que os candidatos podem divulgar voluntariamente as informações, sem necessidade de autorização judicial. Ele ressaltou, porém, que a divulgação não substitui eventuais investigações sobre irregularidades.


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