Horas após a
divulgação do documento — cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça
—, o chefe da Procuradoria Geral da República (PGR), Paulo Gonet, pediu o
arquivamento do caso. Ele alega que o relator no STF teria determinado a
produção do relatório sem competência para isso e, com isso, busca anular as
provas que incluem tanto o seu relacionamento com Vorcaro quanto as mensagens e
registros da relação do ex-banqueiro com o ministro Alexandre de Moraes.
Os contatos
entre Gonet e Vorcaro começaram em março de 2025, intermediados pelo advogado
Ciro Soares. No dia 15 daquele mês, Soares enviou ao banqueiro uma foto ao lado
do procurador-geral e pediu que ele ligasse: “Ele quer falar com você”. Após
quatro tentativas, os dois conversaram por quase quatro minutos.
Em 28 de março,
Gonet mandou recado dizendo que estava “com saudade” de Vorcaro, que torcia por
ele e que embarcava para Roma. Pediu que a mensagem fosse encaminhada ao
banqueiro. Vorcaro retribuiu o carinho e sugeriu um encontro.
Foi nesse
contexto que surgiu o convite para uma degustação de charutos e uísque Macallan
em Londres. Gonet aceitou e comentou: “Oba!!!! Tomara que tenha charuto e
macalan”. Vorcaro respondeu que “agora vai ter que ter plantação de charuto e
barril de macalan”.
O
procurador-geral ainda pediu para incluir o filho, Pedro Gonet, na viagem.
Soares transmitiu o pedido e Vorcaro concordou imediatamente. Gonet agradeceu
chamando o banqueiro de “uma máquina”. O pedido para levar o filho foi
reiterado meses depois, quando a viagem se aproximava. Vorcaro novamente
autorizou.
Diário do Podde
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