Foram tantas
decisões de Alexandre de Moraes que ajudaram o projeto Lula (PT) de poder que
fica difícil, mesmo para os padrões de canalhice da política brasileira,
“largar a mão” do ministro do STF. Lula deve a Moraes até a recente
reconciliação com Davi Alcolumbre: convocou o amigo “para um café” e fez dele
seu articulador político. Moraes levou o presidente do Senado, quase sob vara,
para beijar a mão de Lula. Não dá para Lula fazer o que fez à lobista Roberta
Luchsinger, sócia do seu filho Lulinha, e dizer que Moraes lhe é estranho ou
que mal o conhece.
Matou no peito
Moraes ocupou o
espaço deixado pela esquerda durante o “furacão Bolsonaro”, cumprindo o papel
de infernizar o governo do inimigo do PT.
Mão forte em 2022
Sem Moraes, e
tantas decisões desfavoráveis ao adversário no TSE, até reduzindo-lhe tempo de
TV, Lula talvez não tivesse sido eleito.
Caminho liberado
Depois, Moraes
liderou as ações contra Bolsonaro, da inelegibilidade à prisão, removendo da
campanha a maior ameaça à reeleição do petista.
Ideia inescrupulosa
Por tudo, seria
desconfortável “largar a mão” de Moraes. A ideia dos ativistas, apresentada
como “bastidor”, não faz sentido nem para Lula.
Claudio Humberto
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