O Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região realizou
Assembleia Geral Extraordinária para deliberação sobre as propostas
apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Caixa Econômica
Federal (CEF), Banco do Nordeste (BNB), Banco do Brasil (BB), além da
instauração de greve.
A categoria rejeitou a maioria das propostas e iniciará
paralisação por tempo indeterminado a partir da terça-feira (8). Além da
questão salarial, a greve também reivindica melhorias em pautas de saúde,
segurança no trabalho e proteção contra demissões.
A assembleia foi realizada de forma híbrida (presencialmente
e virtualmente). Os bancários rejeitaram as propostas da Fenaban, CEF e BB.
Apenas a proposta do BNB foi aprovada pela categoria. Os bancários e bancárias
decidiram pela greve demonstrando a insatisfação dos profissionais com as
propostas apresentadas nas negociações.
A instauração da greve foi aprovada por mais de 96% dos mais
de 160 bancários presentes a assembleia realizada na última quinta-feira (3). O
presidente do Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região, Assis Neto, explicou
a posição da categoria para deliberar a paralisação a partir do dia 8 de
setembro.
“A categoria deliberou pela deflagração de greve a partir do
dia 8. A decisão é uma resposta direta à insuficiência das propostas
apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos durante a atual campanha
salarial. Enquanto a categoria pleiteia um reajuste baseado na reposição
integral da inflação (INPC) acrescida de 5% de ganho real, a Fenaban apresentou
uma oferta limitada ao INPC mais 0,6%, índice considerado insatisfatório e
incompatível com as reivindicações apresentadas. O movimento grevista possui
caráter nacional, acompanhando adesões registradas em diversas regiões do país.
Além da questão financeira, a assembleia contemplou a votação
de pautas específicas que abrangem saúde, segurança no trabalho, combate às
demissões e demais cláusulas essenciais que regem a relação laboral. Diante da
negativa da federação em atender aos pontos fundamentais do pleito, a maioria
dos bancários votou pela rejeição da proposta patronal e pela paralisação das
atividades.
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