O candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil)
fica visivelmente desconfortável no debate ético. Seus adversários exploram o
seu ponto fraco, porque ele não tem base de sustentação moral, principalmente
quando o tema é o rumoroso caso do desvio de dinheiro da saúde pública de
Mossoró, desbarato pela Polícia Federal e agentes da Controladoria-Geral da
União (CGU) na Operação Mederi.
No debate realizado pela 98 FM de Natal, Allyson ficou
desconsertado quando teve a sua postura ética questionada pelos adversários e
não teve como se defender, porque, de fato, a sua situação na Operação Mederi é
muito delicada.
Foi na sua gestão em Mossoró que se formou um esquema
criminoso de desvio de recursos da saúde por meio de contratos fraudulentos,
superfaturamento na compra de medicamentos e pagamento de propina, conforme
consta na decisão do desembargador federal Rogério Fialho, do Tribunal Regional
Federal da 5ª Região (TRF-5), com sede em Recife (PF).
Allyson Bezerra é apontado pela PF no “topo” da estrutura criminosa.
Ele seria, conforme revela áudios interceptados pela PF, beneficiário de 15% de
propina.
A Operação Mederi investiga crimes de desvio de recursos
públicos, fraudes em licitações, corrupção passiva/ativa (envolvendo pagamento
de propina), sobrepreço em contratos, direcionamento de licitações e ocultação
de bens/valores (lavagem de dinheiro).
Esse é o tema que andará lado a lado com Allyson até o fim da
campanha eleitoral. Uma sombra densa diante dos olhos do eleitor.
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