O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro
Dias (PL), afirmou nesta quarta-feira (26), durante sabatina da TCM, em
Mossoró, que saúde, segurança pública e equilíbrio fiscal estarão entre as
prioridades de uma eventual gestão. A entrevista foi conduzida pelos
jornalistas Moisés Albuquerque, Saulo Vale, Isaiana Santos e Natália Rebouças.
Ao tratar dos primeiros meses
de um eventual governo, Álvaro disse que pretende contratar uma auditoria para
realizar um diagnóstico da situação fiscal do Estado. Segundo ele, a medida
segue uma experiência adotada quando assumiu a Prefeitura de Natal, onde
utilizou uma auditoria para identificar problemas e apontar soluções para a
administração. Na área fiscal, disse ainda que não pretende aumentar impostos
caso seja eleito e que a estratégia será ampliar a arrecadação por meio da atração
de empresas, indústrias e novos investimentos para o Rio Grande do Norte.
Na saúde, o candidato defendeu
a descentralização dos serviços e a ampliação do atendimento no interior. Ele
citou sua atuação durante a pandemia de Covid-19, quando sua gestão ganhou
reconhecimento nacional pela atuação no enfrentamento à doença, com a
instalação, em tempo recorde, de um hospital de campanha em Natal, que atendeu
pacientes de diferentes regiões do Rio Grande do Norte.
A segurança pública também foi
apontada como prioridade. Álvaro defendeu a integração das forças de segurança
do Estado e a ampliação do uso de tecnologia no combate à criminalidade e ao
crime organizado. Segundo ele, o Rio Grande do Norte precisa de uma política de
segurança com atuação coordenada entre as forças policiais.
A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) também foram abordadas na entrevista. Álvaro negou que pretenda privatizar as duas instituições e afirmou que essa proposta não faz parte de seu projeto. Para a UERN, defendeu investimentos e citou a criação de um Parque Metropolitano Digital em Mossoró. Segundo o candidato, uma equipe técnica deverá avaliar as condições dos órgãos e buscar medidas para melhorar a qualidade dos serviços públicos.
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