A assessoria de Lula tem vazado a pretensão de evitar
debates no primeiro turno. É legítimo, mas também sugere um flerte com a
arrogância.
Debate é importante para seis em cada dez eleitores,
mostra outra pesquisa feita na semana passada (5 a 9/8) pela MDA/CNT. É
relevante porque (para 39,5%) permite conhecer não somente os candidatos como,
principalmente, as suas propostas.
Parcela expressiva (31,9%) acha que os debates eleitorais
“são ruins” porque, frequentemente, acabam em embates pessoais. Alguns (11,7%)
culpam o “formato desgastado” desses encontros pelo que consideram bloqueio da
discussão de temas com alguma profundidade.
Minoria (25,1%) admite que deixa de votar num candidato
já escolhido se ele refugar e não comparecer ao confronto eleitoral.
Mas a ausência deliberada deixa péssima impressão. Seis
em cada dez eleitores desconfiam de quem foge do debate. Uma parcela (26,5%)
supõe ser “estratégia de campanha”.
Demonstra fraqueza (para 24,1%), no sentido de que “não
está preparado(a) para lidar com pressão”. Mostra (20,4%) que “tem medo e não
sabe lidar com opiniões divergentes”. Ou ainda (17,8%) que “está com receio de
ser exposto a polêmicas”.
Fonte: Veja/Coluna Jose Casado
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