A Operação Mederi ganhou novo fôlego na Justiça. O
desembargador federal Rogério Fialho Moreira manteve o caso no TRF-5 e validou
as escutas ambientais e quebras de sigilos utilizadas na investigação pela
Polícia Federal.
A defesa Dismed, pivô do
suposto esquema de desvio de recursos da área da Saúde da Prefeitura de
Mossoró, havia pedido para que o caso saísse do TRF-5. A decisão mantém válidas
as escutas ambientais realizadas na sede da empresa, além das quebras de
sigilos bancário, fiscal e telemático. Os diálogos captados pela PF, que
envolvem suspeitas de pagamento de propina aos investigados, entres os quais o
ex-prefeito e candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil),
continuam fazendo parte da investigação.
A defesa alegava que o caso
deveria tramitar na primeira instância da Justiça Federal do RN. O
desembargador, porém, manteve a competência do TRF-5 devido à presença de
investigados com prerrogativa de foro, entre eles o próprio Allyson Bezerra.
O TRF-5 também autorizou mais
90 dias de investigação. A Polícia Federal ainda precisa concluir perícias em
licitações e analisar o conteúdo dos equipamentos eletrônicos apreendidos.
A Operação Mederi investiga
suspeitas de desvio de recursos públicos da saúde, corrupção, lavagem de
dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos de empresas fornecedoras
de medicamentos com a Prefeitura de Mossoró e outros cinco municípios do RN
(Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha).
Fonte: Blog do Dina
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