Olho D'água do Borges/RN -

O mundo não respeita o STF

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) está enfrentando a maior crise de sua história, tanto dentro do Brasil como no exterior.

A recusa da Corte Suprema de Cassação da Itália em extraditar Carla Zambelli é só o mais recente arranhão na credibilidade da Corte brasileira.

Segundo os italianos, Zambelli não teve seus direitos respeitados porque o ministro do STF Alexandre de Moraes acumulou as funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução.

Obviamente, não se faz justiça desse jeito.

Edson Fachin, presidente do STF, publicou uma notinha patética reagindo à decisão italiana.

Seu principal argumento é que as decisões de Moraes foram referendadas pelos outros membros da Primeira Turma.

Mas o fato de que a Primeira Turma ou o plenário do STF têm referendado decisões autoritárias de Moraes não pode ser usado como prova de que o magistrado está certo.

Pelo contrário, a conivência dos seus colegas de toga só empurra o tribunal todo para a lama reputacional.

Além disso, mostra que é Moraes quem reina no tribunal de Brasília.

O STF pode até achar que está fazendo a coisa certa. Mas, quando as decisões da Corte brasileira são submetidas a tribunais em países civilizados, elas não resistem a uma análise feita segundo padrões internacionais.

“A decisão italiana não afirma que o Brasil deixou de ser uma democracia. Tampouco declara que seu Poder Judiciário perdeu legitimidade. O que ela sugere é algo mais sutil e talvez mais preocupante: a percepção de que determinadas situações concretas podem justificar um escrutínio internacional mais intenso do que aquele tradicionalmente reservado a países com instituições consolidadas”, escreve em Crusoé Maristela Basso, professora de direito internacional na USP…

 O Antagonista

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