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Instituto Seta: Análise de documentos do TSE apontam inconsistências metodológicas em pesquisas do Instituto no RN e PB

 

Uma análise dos registros de pesquisas eleitorais apresentados pelo Instituto Seta à Justiça Eleitoral levantou uma série de questionamentos sobre a composição das amostras utilizadas em levantamentos realizados no Rio Grande do Norte e na Paraíba ao longo de 2026. Documentos públicos disponíveis no sistema PesqEle, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontam inconsistências graves relacionadas à transparência metodológica, à distribuição geográfica das entrevistas e ao cumprimento das exigências de detalhamento previstas na legislação eleitoral.

O caso mais recente envolve a pesquisa registrada sob o número RN-03807/2026. A principal controvérsia identificada pela reportagem está relacionada à distribuição geográfica das entrevistas e a falta de informações censitárias. Nos documentos apresentados ao TSE, municípios com eleitorados significativamente distintos aparecem com quantidades de entrevistas que, segundo especialistas consultados, não demonstram proporcionalidade aparente em relação ao tamanho de seus respectivos eleitorados.

Um dos exemplos observados ocorre em Caicó (45.213 eleitores), que aparece com número de entrevistas superior ao registrado em cidades da Região Metropolitana de Natal, como Parnamirim(142.264 eleitores), São Gonçalo do Amarante(76.496 eleitores) e Macaíba (54.091 eleitores), que possuem eleitorados significativamente maiores.

Outro caso envolve São Paulo do Potengi, com 14.551 eleitores, que teria participado da composição da amostra com apenas três entrevistas, enquanto municípios menores, como Encanto (4.963 eleitores) e Doutor Severiano (4.351 eleitores), aparecem com doze entrevistas cada.

Especialistas em metodologia de pesquisas eleitorais ouvidos pela reportagem afirmam que a fata de transparência sobre os setores censitários pesquisados contraria uma das principais exigências da regulamentação eleitoral atualmente em vigor. Segundo eles, a ausência dessas informações são considerados pelo Tribunal Superior Eleitoral(TSE), como pesquisas não registradas. Para que uma pesquisa eleitoral seja considerada devidamente registrada e regular, o instituto precisa submeter uma série de dados científicos ao Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle). A legislação exige transparência na delimitação geográfica da amostra.

As informações essenciais que devem constar no registro incluem: O plano amostral e a ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico e área física de realização do trabalho (o que exige a definição clara dos setores censitários).

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