O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN)
reconheceu a constitucionalidade dos reajustes salariais concedidos aos(as)
professores(as) da Rede Estadual nos anos de 2023, 2024 e 2025. A decisão
representa uma vitória para os trabalhadores e trabalhadoras em Educação e
reforça a legalidade da aplicação do Piso Salarial Nacional do Magistério na
carreira docente.
Com o julgamento, foi
rejeitada a ação movida pelo Ministério Público do RN (MPRN), que questionava
as leis estaduais relacionadas ao Piso do Magistério. Na prática, a decisão
valida os reajustes conquistados pela categoria e garante segurança jurídica
aos direitos assegurados aos professores.
Outro efeito direto da decisão
é a retomada dos processos que reivindicam o pagamento dos retroativos do piso
salarial, que estavam suspensos em razão da Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI).
Para o Sinte-RN, o resultado
do julgamento representa uma conquista construída pela mobilização da categoria
e pela atuação política e jurídica do Sindicato em defesa da valorização
profissional e do cumprimento da legislação nacional do piso.
A decisão também confirma a
estratégia adotada pelo Sindicato em agosto de 2024, quando a categoria aprovou
a contratação de uma assessoria jurídica especializada em direito
constitucional para atuar no processo em parceria com a assessoria jurídica do
Sindicato. O escritório escolhido foi vinculado ao ex-ministro do Supremo
Tribunal Federal, Ayres Britto, reconhecido pela atuação em tribunais
superiores e em matérias constitucionais.
Em publicação nas redes sociais, a assessoria jurídica do Sindicato (GMCG
Advogados Associados), afirmou que a decisão do TJRN representa “uma vitória do
direito, da justiça e do reconhecimento do trabalho docente”.
Com o entendimento firmado pelo Tribunal, o Sindicato avalia que a decisão
fortalece a luta histórica da categoria pela implementação integral do Piso do
Magistério e pela garantia dos direitos salariais dos profissionais da Educação
pública do RN.
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