A semana começou, no governo, com a certeza de que o
presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai pisar no freio da
tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode acabar com a
jornada de trabalho de 44 horas semanais, a escala 6 por 1. Com as festas de
São João que esvaziam o Congresso, recesso de meio de ano e as eleições, a
aposta é que o senador só coloque o item para votação após o período eleitoral,
ou seja, com sorte, novembro ou dezembro.
Nem convidou
Lula parece ter esquecido que o Congresso é bicameral e
ignorou a existência de Alcolumbre na reunião de ontem (25), no Planalto.
Fogo baixo
Alcolumbre não deve atuar ativamente contra a PEC, mas o
texto deve seguir o fluxo normal. Sem pressa, por exemplo, para escolher
relator.
Falta consenso
Outro ponto é que o texto deve sofrer alterações no
Senado. O prazo de transição para alteração é ponto de divergência entre
parlamentares.
Cabeça de bacalhau
Na Câmara, Hugo Motta (Rep-PB) acelerou o projeto e até
marcou sessões deliberativas às sextas-feiras, coisa raríssima na Casa.
Claudio Humberto
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