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AtlasIntel contraria pesquisas no RN, coloca Cadu na frente para o governo e Samanda acima de Styvenson para o senado

 

A pesquisa AtlasIntel/94FM divulgada ontem provocou forte repercussão no cenário político potiguar ao apresentar números completamente diferentes dos levantamentos e divulgados até aqui no Rio Grande do Norte. Pela primeira vez, o ex-secretário estadual Cadu Xavier aparece na liderança da disputa pelo Governo do Estado, ultrapassando nomes que vinham dominando as pesquisas anteriores.

O dado que mais chamou atenção, no entanto, surgiu na disputa para o Senado: Samanda Alves apareceu numericamente à frente do senador Styvenson Valentim, político que tradicionalmente figura entre os nomes mais competitivos e lembrados do estado.

Veja os números para o Governo do Estado:

• Cadu Xavier – 37,7%
• Alysson Bezerra – 27,6%
• Álvaro Dias – 27,3%
• Robério Paulino – 0,1%
• Brancos e nulos – 5,9%
• Não sabe – 1,3%

Na disputa para o Senado:

• Samanda Alves – 23,6%
• Styvenson Valentim – 23,1%
• Rafael Motta – 16,1%
• Coronel Hélio – 15,6%
• Zenaide Maia – 15,3%
• Sandro Pimentel – 4,1%
• Flávio Rocha – 2,1%

O levantamento ganhou ainda mais repercussão por ter sido realizado pela AtlasIntel, instituto de atuação nacional e reconhecimento internacional, com metodologia própria e custo estimado em R$ 60 mil — valor muito acima do praticado pela maioria dos institutos que atuam no Rio Grande do Norte.

Apesar da credibilidade nacional da AtlasIntel, os números apresentados causaram surpresa até entre observadores experientes da política potiguar. O cenário exposto pela pesquisa contrasta fortemente com praticamente todos os levantamentos divulgados anteriormente no estado.

Diante disso, surgem questionamentos inevitáveis: ou a AtlasIntel identificou uma mudança brusca e silenciosa no comportamento do eleitorado potiguar, ou os institutos locais vêm enfrentando dificuldades metodológicas relevantes para captar a realidade política atual. Existe ainda a possibilidade de o levantamento apresentar distorções que precisarão ser confirmadas — ou desmentidas — pelas próximas pesquisas.

Outro ponto que aumentou a desconfiança foi uma inconsistência entre o registro oficial da pesquisa e os números divulgados publicamente. No sistema de registro, a previsão era de 1.000 entrevistas. Entretanto, na apresentação dos resultados foram contabilizados apenas 962 entrevistados, diferença que não recebeu explicação detalhada. Embora a variação possa ocorrer por critérios técnicos, a ausência de esclarecimento acabou alimentando dúvidas sobre a transparência do levantamento.

No momento, o cenário exige cautela. Mais do que uma tendência consolidada, os números da AtlasIntel ainda parecem um ponto fora da curva dentro do processo eleitoral potiguar. As próximas pesquisas serão decisivas para mostrar se houve, de fato, uma mudança real no humor do eleitorado ou apenas uma oscilação isolada.

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