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Mossoró: Uma disputa que parece sem fim

A vitória de Silveira Júnior (PSD) nas eleições suplementares deste domingo, 4, teoricamente, coloca um ponto final na disputa à Prefeitura de Mossoró. Ele será proclamado, diplomado e empossado prefeito para completar o atual mandato até 31 de dezembro de 2016.

Teoricamente, repito. Porque, na prática, a incerteza jurídico-eleitoral oferece outra leitura.

Uma enxurrada de ações desembarcou na Justiça Eleitoral, assim como ocorreu em 2012, com o intuito de impedir a vontade popular, expressada nas urnas, com maioria absoluta.

Há dois anos, o eleitor mossoroense escolheu Cláudia Regina (DEM) para governar a cidade. A Justiça Eleitoral entendeu diferente e arrancou o seu mandato, numa sequência de condenações nunca antes vista na história política do Brasil. Foram 12 cassações, com uma curiosidade intrigante: em nenhuma das ações a eleita aparece como autora de crime eleitoral.

Silveira, o novo prefeito, parece na mesma posição de Cláudia, diante da missão de tentar sobreviver nos tortuosos corredores da Justiça. E não cabe o argumento da vontade popular, expressada ontem, porque em Mossoró o voto há tempo deixou de ser absoluto.

Pois bem…
Além de ter a missão de governar uma cidade que experimenta o desequilíbrio administrativo por conta do vai-e-volta de prefeitos, Silveira Júnior precisará de uma banca de juristas competentes para enfrentar a guerra no tapetão jurídico. Se tiver melhor sorte do que Cláudia Regina, assumirá e ficará no cargo, porém com a insegurança permanente de uma decisão que pode surgir em primeiro grau, confirmada em colegiado de segundo grau e transferida para a instância superior em Brasília (DF).

Além da guerra pessoal que enfrentará, Silveira também terá a “sombra” do julgamento do mérito dos processos de Cláudia Regina, uma vez que a luta da prefeita cassada ainda não terminou no TSE.

Se a Corte Superior entender de reformar as decisões contra Cláudia, ela terá o direito de voltar à Prefeitura, tornando sem efeito as eleições de ontem. Claro que essa é uma hipótese difícil, porém possível.

A coluna está citando esses pontos para o leitor entender que a insegurança político-administrativa continuará sem previsão de quando terminará, nem como terminará. É consequência de precedentes abertos pela Justiça e que agora esses precedentes terão influência direta na vida dos mossoroenses.

O único fato concreto que temos hoje é que o povo-eleitor escolheu Silveira Júnior para governar Mossoró.


Fonte: Cesar Santos 

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