Como esta coluna
avisou na edição do dia 12 deste mês, Lula (PT) não podia largar a mão de
Alexandre de Moras, ministro do STF enrolado com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro
fraudador. Fontes do STF contaram, e fontes palacianas confirmaram, que Lula
mandou a Moraes, por meio do ex-advogado e ministro Cristiano Zanin, um recado
tipo “conte comigo, tamo junto” (sic). Ao mesmo tempo, Zanin mudou bruscamente
de atitude, virando agressivo protagonista em favor do colega sob suspeita.
Tempo de mentir
Lula também quis
explicar a Moraes que suas declarações “exigindo” investigação eram impostas,
como todos sabiam, do “momento eleitoral”.
#TamoJunto
Beneficiado por
decisões do ministro, que até impediu a candidatura de Bolsonaro, a mão de Lula
está colada a de Moraes. Não dá para separar.
Ponta-de-lança
Em geral
discreto e cortês, Zanin passou fazer críticas ásperas a André Mendonça,
publicamente, para satisfação do ex-cliente que o nomeou.
Como ignorar?
O conjunto dos
indícios pesa mais que as jogadas: troca de mensagens, encontros pessoais,
jatinhos, viagens, contratos de R$181 milhões etc.
Claudio Humberto
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